Mostrando postagens com marcador BIKE - Campos do Jordão à Paraty. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 30 de maio de 2011
Finalmente chegamos à Paraty!
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Acordamos e tomamos um cafá da manhã delicioso no Hotel Fazenda São Francisco, nosso quarto improvisado não nos custou nada! Eita povo gentil que cruzamos pedalando pelo Brasil!
Pedalamos até Cunha! Na hora do almoço estávamos lá! Eu tinha uma idéia vaga que depois de Cunha tinha que pedalar mais um pouco para cima. Eu não lembrava que era tanto!
Quase no topo um incentivo extra; buzinas de uma carreata, não me perguntem daonde apareceram; Gambá, Marcelinho e amigos numa turma que estava indo se aventurar por ali!
"Vai Luli! Vai Portuga!"
Foi uma energia extra para pedalar os quilometros que faltavam até o cume.
Para mim descer a serra de Cunha até Paraty foi divertidíssimo, quem sofria era o João com o atrelado naquelas pedras e buracos e uma bike queixo duro! Afe!
E com quatro dias e 370 km de pedal por trilhas abençoadas terminamos em Paraty a nossa viagem de bike.
Mas apenas a viagem, porque ainda tinha o pedal alucinante na cidade maravilhosa!
Aguardem nova postagem: Rio de Janeiro vem ai!
Continuando o 3o dia BIKE TRIP
Depois que chegamos a uma conclusão parcial de que não iríamos conseguir pedalar os 120km restantes, já tínhamos 60 km de pedal, decidimos continuar lutando bravamente e seguir em frente, até cair de cansaço.
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Chegamos no bairro Campos Novos já inicio de noite, eram 6 da tarde e já estava escuro. Com 80 km pedalados no dia, eu estava acabada. Tive uma séria duvida se deveríamos continuar.
Conversando com o povoado do bairro descobrimos que tinha um caminho mais longo e menos íngrime para Cunha. Ao invés de 35 km com subidas insanamente íngrimes, seriam 50 e poucos mais brandos.
Compramos pilhas para nossos headlamps e decidimos seguir viagem pelo novo caminho.
Depois de pedalar várias horas no escuro sem cruzar com praticamente nada nem ninguém, as 10 e pouco da noite estávamos em outro bairro.
"Tem lugar para dormir aqui?"
"Não tem não moça!"Momento de panico total! Teríamos nós que pedalar mais 23 km até Cunha?
Acabamos encontrando a 5 km dalí, um Hotel fazenda que nos acolheu num quarto improvisado (todos os quartos estavam ocupados) e finalmente quase 1h da manhã fomos dormir, com 120 km no dia pedalados e ainda sonhando com Paraty.
domingo, 29 de maio de 2011
Cruzeiro - ? BIKE TRIP
Terceiro dia de pedal. Palavra do dia: "Misericórdia!"
Resolvemos sair cedo de Cruzeiro, a gente queria logo chegar à Paraty.
Passamos por Lavrinhas aí entramos numa estrada de terra unica. Passava por dentro de fazendas e propriedades extensas, estradas particulares. O mundo era nosso! Vistas para se perder de vista. Morros verdes, vaquinhas malhadas. Estrada que parecia ligar nada à lugar nenhum.
Esse era o nosso segredo: Santo Gps!
Cruzamos rios, morros e foi passando a tarde. Como não encontramos cidade nem ninguém comemos tudo que tínhamos. Claro que chegou uma hora que veio a fraqueza, num desses momentos achamos uma casinha com laranjas.
"Podemos pegar?"
"Claro!"
"Paraty está longe?"
"Misericórdia!"
Um senhor que ouviu a conversa ficou bravo conosco porque achou que não falavamos a verdade.
A gente nem imaginava quão longe estava Paraty ficamos sabendo num barzinho mais para frente aonde paramos para tomar uma Coca-Cola.
"Paraty está longe?"
"Misericórdia...120km!"
"120 km!?!? Misericórdia!!!"
Amanhã continuo com a outra metade do terceiro dia, porque rendeu demais!
Misericórdia!
Resolvemos sair cedo de Cruzeiro, a gente queria logo chegar à Paraty.
Passamos por Lavrinhas aí entramos numa estrada de terra unica. Passava por dentro de fazendas e propriedades extensas, estradas particulares. O mundo era nosso! Vistas para se perder de vista. Morros verdes, vaquinhas malhadas. Estrada que parecia ligar nada à lugar nenhum.
Esse era o nosso segredo: Santo Gps!
Cruzamos rios, morros e foi passando a tarde. Como não encontramos cidade nem ninguém comemos tudo que tínhamos. Claro que chegou uma hora que veio a fraqueza, num desses momentos achamos uma casinha com laranjas.
"Podemos pegar?"
"Claro!"
"Paraty está longe?"
"Misericórdia!"
Um senhor que ouviu a conversa ficou bravo conosco porque achou que não falavamos a verdade.
A gente nem imaginava quão longe estava Paraty ficamos sabendo num barzinho mais para frente aonde paramos para tomar uma Coca-Cola.
"Paraty está longe?"
"Misericórdia...120km!"
"120 km!?!? Misericórdia!!!"
Amanhã continuo com a outra metade do terceiro dia, porque rendeu demais!
Misericórdia!
sábado, 28 de maio de 2011
Temporariamente fora do ar!
Queridos seguidores, pedimos desculpas, mas devido a erros de cálculos de percurso e quilometragem ainda estamos no caminho de Paraty. Assim que a energia for reestabelecida (a minha, porque o Português tem superpoderes) postaremos a continuação da aventura para chegar ao mar!
E que aventura! Aguardem!
E que aventura! Aguardem!
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Delfim Moreira - Cruzeiro BIKE TRIP
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Saímos cedo de Delfim Moreira sentido a Marmelópolis. Todo mundo que a gente conta que estamos indo a Paraty, primeiro acha muito legal depois pergunta se não estamos indo pro lado errado. Pudera, o sentido mais óbvio é o contrário.
A trilha e o percurso hoje não poderiam ser mais incríveis. O percurso com sua altimetria louca nos proporcionou vistas maravilhosas.
Fomos muito bem recebidos em todas as cidades que passamos. Arrumamos mais duas amigas cachorras que andaram uns bons quilometros conosco de novo.
Depois de Marmelópolis que o dia realmente começou.
Mais uma vez seguimos um pouco do que dizia o trajeto e saímos do gps procurando Passa Quatro. Ficamos um tempo rodando até achar um lugar para almoçar e acabamos numa padaria.
Depois da parada que nos tomou algumas horas, resolvemos seguir, pensei em parar para comprar pilhas para as nossaslanternas mas desistimos ainda eram 2 e pouco da tarde ainda tínhamos 3 horas de sol...deixa para lá!
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Quem fez o trilho do trem no Trip Trail 2006 vai entender BEM o que eu to falando. A trilha era ao lado do trilho do trem! Impossivel pedalar ainda mais com o atrelado. Imagine a mesma trilha 5 anos depois, era um single track nervoso com troncos e muito mato no meio do caminho. Quando saíamos do lado do trilho do trem, quase 2 horas depois, entramos num pasto. Eu nem acreditava que a gente estava seguindo o Gps e o pior é que estávamos!
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Claro que o final do percurso já estava completamente de noite tivemos que sair de dentro de uma propriedade, pular porteiras, e ainda pedalar com uma visão infravermelho sem lanternas.
Chegamos na estrada, rapidamente peguei meus refletores e colocamos no braço, aquilo estava ficando cada minuto mais sinistro. Pedalamos aproveitando para dar sprints quando os carros passavam e a gente enxergava um pouco mais de asfalto. Chegamos em Cruzeiro quase 8 da noite, depois de pedalar quase 2 horas no escuro, carregar a bike nos trilhos abandonados e depois de muita subida. A C A B A D O S!
O nosso objetivo do dia não foi alcançado...paramos no meio do caminho na cidade de Cruzeiro com 100 km rodados. Afe! O que vem pela frente amanhã?
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Campos do Jordão - Delfim Moreira BIKE TRIP
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Pois bem finalmente tomamos vergonha na cara e saímos de Campos de Jordão!
Saindo do Horto florestal indo para Wesnceslau Braz, a primeira cidade já entrando no estado de Minas Gerais foram 47 km por estrada de terra.
O visual: lindas paisagens, vegetação bem cara de Campos de Jordão ainda com muitas araucárias pelo caminho. O dia ensolarado. Um sol amigo que não castiga, apenas esquenta e abençoa os trilhos que passamos.
Em Wenceslau tentamos almoçar, mas já eram 2h da tarde, e o único lugar que tinha comida na pequenina cidade, a casa da Dna Lurdes, já estava fechada. Sentamos na beira de um rio para comer o resto de azeitonas e bolachas que levávamos.
Fizemos amizade com uma cachorrinha que depois da nossa parada resolveu nos seguir. Todo cachorro que se aproximasse nossa nova amiga fiel já ficava brava. Eu comecei a ficar preocupada porque estávamos nos afastando muito da cidade e ela continuava junto. Paramos e tentamos manda-la de volta. Nada.
Em uma descida aproveitamos para sprintar e ver se finalmente despitavamos ela. E depois de muito descer finalmente a bonitinha parou de nos seguir. Eu pedalei uns bons quilometros com lágrimas nos olhos e o coração apertado.
O Portuga vinha sempre falando do Gps, o quão bom é poder viajar com um gps e ter independencia para poder ir e vir no nosso ritmo, que gps era o futuro, que isso que aquilo. Eu estava contando com os quilometos que faltavam para chegar a Delfim Moreira, pelo que eu tinha anotado das minhas antigas anotações do Trip Trail eram 20 km de asfalto. Com essa informação o Português resolveu seguir sua intuição e desencanar do tão tecnologico Gps. Conclusão como dizem os Tugas "Uma ganda volta!"
Chegamos em Delfim Moreira com 87 km pedalados, um pouco mais do que o planejado. Como está escurecendo cedo decidimos parar por aqui. Amanhã vamos acordar cedinho e continuar a aventura. Pelos nossos cálculos só chegaremos a Paraty na sexta, ainda temos muito que percorrer.
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