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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Xterra Atlantida - relato da prova
Os dias que antecederam a prova desde a chegada aqui no Uruguay me deixaram ansiosa de uma maneira diferente. Conviver com atletas de elite Alexandre Manzan e Andres Darricau me fez enxergar a competição de outro angulo, mais a pressão sem dolo dos organizadores da competição (uma brasileira competindo no Uruguay deveria ser de elite) me fez ir atrás dos meus tempos de todos os Xterras, estudei distâncias, analisei terrenos e depois de ficar bem preocupada porque poderia decepcionar meus novos amigos, resolvi sair para meditar. Resgatar a minha essência de competir, relembrar porque estou aqui.
Manzan nos dias que antecederam a competição parecia deixar seu corpo em economia total de energia, vários cochilos diários, e enquanto aproveitava para dar mais um poucos minutos antes de largar, Andres tomava banho (para depois nadar?) eu pacientemente escrevia na minha perna nome de todos os amigos que me mandaram energias. Cada um com o seu ritual.
O dia estava ensolarado e contrariando os dias anteriores o mar estava um espelho.
_ "Que sorte que o mar está calmo!"_ Guilherme um brasileiro que fazia seu primeiro Xterra admirava se.
Eu pensava comigo "Sorte? Com tantos nomes na perna? Isso é energia!"
Encarando o mar da maneira que aprendi no Havaí em ritual de purificação; entraria nele com meus medos e sairia fortalecida. Claro que esqueci disso nas primeiras braçadas. Meu Deus! Como nadar me fez falta! Todos os Xterras que fiz estava não diria treinada, mas estava nadando. Ha mais de um ano que não nadava e isso iria me custar de novo o ultimo lugar na modalidade, ou quase.
Por sorte a a natação era menor do que a tradicional: 1200 metros com uma saída na praia, mais uma volta e o sofrimento chegaria ao fim. Subi as escadas correndo feliz para encontrar a minha bicicleta.
Hora de começar a diversão e recuperar posições. O trajeto divertidíssimo de mountain bike trouxe de volta os ânimos. Muito exigente fisicamente, algumas vezes era preciso descer da bike e empurrar no areiao, mas diferentemente de ontem o trecho de praia estava sem vento, Era preciso saber dosar a força e tentar aproveitar ao máximo as brechas de descanso porque não eram muitas! (leia sobre o mountain bike aqui)
O percurso de quatro voltas repetidas era ótimo para pegar todas a manhas de pilotagem e querer fazer melhor na volta seguinte. Enquanto me distraía com isso, o calor castigava e muito. A medida que as voltas iam passando minha energia ia acabando.
Entrei na corrida em terceiro entre as mulheres com uma desvantagem que dificilmente iria buscar.
O percurso da corrida era parecido com o da bike, trilha, areia e praia. Após a primeira volta tive que desviar o percurso entrar no mar para esfriar meu corpo, que já não estava respondendo.
Quando entrava para a segunda volta a quarta mulher ao me ver acelerou o passo, percebi que minha colocação estava em risco.
Quando cheguei na metade do percurso Lucía, uma menina que estava na torcida, de bike rosa e roupa cor de rosa resolveu me acompanhar, deixou sua bike com seu pai que me jogou água na cabeça e seguiu entusiasmada trotando ao meu lado. Por um minuto fechei meus olhos e deixei aquela energia deliciosa tomar conta do momento.
Pouco mais a frente perdi meu posto no pódio, fui ultrapassada no quilometro final da corrida, no momento tentei lutar e acelerar, mas logo percebi que não tinha forças. Segui então curtindo a minha mais nova amiga mirim que me acompanhava sem fazer esforço, assim de mãos dadas a "equipe rosa" cruzou o pórtico de chegada.
"Importante é competir" que nos ensinam desde pequenos, apesar de alguns tilts involuntários de minha cabeça, tem sua verdade sólida. Ali de mãos dadas à Lucía valeu a corrida, a amizade dela, dos aventureiros apaixonados por esporte Rubén e Frederica que concretizaram a experiência Xterra Uruguay. Valeu a energia enviada por todos os amigos, os dias de sol, a troca de vivência com atletas de alto rendimento, os dias de praia, Valeu Uruguai!
Parabéns Manzan pelo lugar mais alto do pódio!
Obrigada Rúben e Frederica e todos os uruguaios por nos receberem tão bem!
Obrigada Tom, mano, como sempre a bike estava redondinha!
Ready4 pelos treinos, New Balance e Suunto pela parceria!
Aberta a tempoarada oficial 2015 de aventuras!
Vem com a gente!
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Mountain biking no Xterra Atlantida
Atlantida é um vilarejo pacato muito perto de Montevidéu. Uma praia longa margeada por uma vegetação árida, para nós brasileiros uma praia que não impressiona muito mas mesmo assim me encantei com o lugar. Uma paz que remete ao passado, onde o progresso parece chegar mais devagar assim como anda o tempo; com calma.
Fui extremamente bem recebida pelos organizadores da prova Ruben e Frederica me fizeram sentir em casa; teve até jantar de recepção para a mini turma internacional, meus companheiros de alojamento o brazuca Alexandre Manzan e o argentino Andres Darricau.
Mas vamos para bike: o percurso do Xterra poderia ser testado pelos atletas hoje, na véspera da competição, eu não sou muito de averiguar o que vem pela frente mas quando soube que seria em uma competição de xcountry, imaginei que pudesse me divertir.
A largada foi no final do dia após o triatlon promocional e o das crianças (que coisa mais fofa). O percurso são quatro voltas e a largada na famosa Águia "La Quimera" monumento turístico da cidade.
Quando pesquisei o percurso pelo site fiquei meio apreensiva por ser muito plano (lembrando aqui que assim os triatletas de asfalto levam vantagem) não levei em consideração que Ruben, o organizador da prova é corredor de aventura! Santa alma!
O percurso apesar de pouca altimetria é extremamente exigente com muitos trechos de areiao onde é impossível pedalar. De sorriso no rosto e língua para fora curtia desenfreadamente a primeira volta. Não há tempo de pensar na vida, troca de marcha, pedala na areia, troca de marcha faz o downhill, troca de marcha, sobre, desce da bike, pula o tronco, empurra a bike, carrega a bike...e ai quando chega na praia de areia batida achando que vai conseguir puxar no dos poucos trechos de reta vem um vento que quase te joga para traz. Resumindo Exigente e muito divertido!
Na primeira volta quando cheguei onde imaginava que tinha que virar tinha uma seta para a direita, o atleta da minha frente virou para esquerda, eu fiquei bem na duvida mas segui, mesmo porque não tinha entendido o sotaque rapido uruguaiano no briefing.
Conclusão; errei! Eu e vários atletas. Claro que só descobri isso quando dava a segunda volta, ai vem o momento da duvida; será que continuo e terei que dar a quinta volta já que perdi o posto de controle? ai decidi desacelerar e dar a terceira volta fotográfica para contar um pouco da história em fotos.
O lado bom é que já estou craque em todas as mudanças necessárias, de marcha, todas as vezes que é preciso descer da bike, empurrar, saltar e virar. Agora é descansar porque amanhã tem mais diversão! Obrigada a todos que mandaram boas vibes, amanhã vamos junto! Irrraaaaa!!!
Fui extremamente bem recebida pelos organizadores da prova Ruben e Frederica me fizeram sentir em casa; teve até jantar de recepção para a mini turma internacional, meus companheiros de alojamento o brazuca Alexandre Manzan e o argentino Andres Darricau.
Mas vamos para bike: o percurso do Xterra poderia ser testado pelos atletas hoje, na véspera da competição, eu não sou muito de averiguar o que vem pela frente mas quando soube que seria em uma competição de xcountry, imaginei que pudesse me divertir.
A largada foi no final do dia após o triatlon promocional e o das crianças (que coisa mais fofa). O percurso são quatro voltas e a largada na famosa Águia "La Quimera" monumento turístico da cidade.
Quando pesquisei o percurso pelo site fiquei meio apreensiva por ser muito plano (lembrando aqui que assim os triatletas de asfalto levam vantagem) não levei em consideração que Ruben, o organizador da prova é corredor de aventura! Santa alma!
O percurso apesar de pouca altimetria é extremamente exigente com muitos trechos de areiao onde é impossível pedalar. De sorriso no rosto e língua para fora curtia desenfreadamente a primeira volta. Não há tempo de pensar na vida, troca de marcha, pedala na areia, troca de marcha faz o downhill, troca de marcha, sobre, desce da bike, pula o tronco, empurra a bike, carrega a bike...e ai quando chega na praia de areia batida achando que vai conseguir puxar no dos poucos trechos de reta vem um vento que quase te joga para traz. Resumindo Exigente e muito divertido!
Na primeira volta quando cheguei onde imaginava que tinha que virar tinha uma seta para a direita, o atleta da minha frente virou para esquerda, eu fiquei bem na duvida mas segui, mesmo porque não tinha entendido o sotaque rapido uruguaiano no briefing.
Conclusão; errei! Eu e vários atletas. Claro que só descobri isso quando dava a segunda volta, ai vem o momento da duvida; será que continuo e terei que dar a quinta volta já que perdi o posto de controle? ai decidi desacelerar e dar a terceira volta fotográfica para contar um pouco da história em fotos.
O lado bom é que já estou craque em todas as mudanças necessárias, de marcha, todas as vezes que é preciso descer da bike, empurrar, saltar e virar. Agora é descansar porque amanhã tem mais diversão! Obrigada a todos que mandaram boas vibes, amanhã vamos junto! Irrraaaaa!!!
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Sabe o que fazer com a aquela mala de prova?
Na maioria das competições em estágio está no kit dos atletas uma mala grande (tipo saco) para que o mesmo possa guardar todo material e roupa ao longo dos dias de prova, facilitando a logística da organização.
Dificilmente a mala é utilizada depois, por normalmente não ter rodinhas acaba sendo pouco prática na hora de viajar.
A unica mala que eu usava era a da BC bike race porque essa justamente tinha rodinhas mas que após muito uso não sobreviveu também. Mas como se desapegar daquela mala que representou uma competição que te traz tão boas memórias? O apego é emocional!
Assim apareceu Paola da Art in Felt para salvar os bikers ocidentais que como eu não conseguem aplicar o desapego! Aproveitei então para dar vida a outras malas que estavam sem uso, reciclar 3 em 1.
Art in Felt começou seu trabalho artesanal em 2011, e os trabalhos feitos em feltro, acompanhando as necessidades de sobreviver num mundo atacado pelo produto chinês, foram dando lugar a novas criações. Produtos personalizados, essa seria a solução para contornar o mercado.
Foi ideia de uma amiga que competiu a Brasil ride e pediu que reciclasse sua mala. A partir daí Paola, que também é apaixonada por bikes, não parou de receber pedidos. As malas são transformadas em bolsas à gosto do cliente, aproveitam se os zipers, os logos, o numeral, as alças. O resultado desse trabalho?
Da uma olhada:
Virou fã? Quer ver mais o trabalho lindo da Paola? Entra na fan page da Art in Felt.
Dificilmente a mala é utilizada depois, por normalmente não ter rodinhas acaba sendo pouco prática na hora de viajar.
A unica mala que eu usava era a da BC bike race porque essa justamente tinha rodinhas mas que após muito uso não sobreviveu também. Mas como se desapegar daquela mala que representou uma competição que te traz tão boas memórias? O apego é emocional!
Assim apareceu Paola da Art in Felt para salvar os bikers ocidentais que como eu não conseguem aplicar o desapego! Aproveitei então para dar vida a outras malas que estavam sem uso, reciclar 3 em 1.
Art in Felt começou seu trabalho artesanal em 2011, e os trabalhos feitos em feltro, acompanhando as necessidades de sobreviver num mundo atacado pelo produto chinês, foram dando lugar a novas criações. Produtos personalizados, essa seria a solução para contornar o mercado.
Foi ideia de uma amiga que competiu a Brasil ride e pediu que reciclasse sua mala. A partir daí Paola, que também é apaixonada por bikes, não parou de receber pedidos. As malas são transformadas em bolsas à gosto do cliente, aproveitam se os zipers, os logos, o numeral, as alças. O resultado desse trabalho?
Da uma olhada:
domingo, 14 de dezembro de 2014
Atravecity "Dois em um"
Com a chuva meus parceiros de açúcar me abandonaram, como isso não costuma ser um problema (sempre duplas se formam na concentração) fui para a largada com fé!
À luz de velas o burburinho dos corajosos chegando se misturava com o barulho da água vinda dos céus.
Zé Mario, era o meu mais novo parceiro. Um artista que fábrica peças em couro customizadas artesanalmente (selins, manoplas, malas) para bikes. (Fan page da Sem raça definida aqui).
Atravecity Duas em uma, equipe Pink Dog inscrita.
A primeira era em dupla: a equipe deveria achar 5 PC's que ficavam próximos à largada, deveriam seguir a ordem dos PC's. Na segunda a dupla se separava em busca de mais 3 pontos, cada um por si.
***
Endereços para mim desconhecidos, apesar de conhecer bem o bairro.
O Zé já começou abuscá los no celular. Foi difícil se entender com o aparelho, e várias vezes a espertinha aqui resolvia dar palpite e sempre escolhia a direção errada.
Pedalando por ruas escuras e molhadas, meu ritmo era mais devagar do que o do meu parceiro, mas a sinergia estava boa; estávamos nos divertindo para achar os 5 primeiros endereços, nossa classificação variava entre 4o e 6o lugar.
Na Praça Panamericana chegamos em 4o nas duplas. Hora da separação.
_ "Ze, eu não quero te segurar, você é muito forte e tem condições de recuperar muitas posições, vai embora!"
Sem muita certeza o meu parceiro saiu no sprint na busca solo pelos próximos pontos.
***
A segunda parte ligava Praça Panamericana, Obelisco perto do Ibirapuera e Masp na Avenida Paulista. Ótimo passeio para aproveitar o clima natalino e apreciar a rua enfeitada. A quilometragem era longa, mas dessa vez pelo menos eu sabia o caminho e não precisaria de ajuda externa, só pedalar e curtir!
Com menos de duas horas de prova voltei para base em quinto da solo. O Ze chegou em segundo!
A premiação sempre surpreende, telas de Marcelo Siqueira "Cidade e Bike" ilustram as mais lindas pinturas, o espírito Atravecity; mesmo em meio ao caos é possível a mistura dos personagens.
Obrigada Tom, Becca e todos os staffs por mais essa!
Quer mais sobre as Atravecity s anteriores? veja aqui
sábado, 25 de outubro de 2014
BRASIL RIDE - 7 dia - Finishers!
Largada / Chegada: Mucugê / Mucugê
Distancia: 74 km
Ascensão acumulada: 926 m
Tempo limite de prova: 7 hs Tempo de prova 5:30 h
O ultimo dia da Brasil Ride para a gente era festa! Claro que ainda teríamos que completar 74 km de prova, mas comparando com toda a batalha, o percurso final parecia fácil.
O sétimo estágio é aberto para competidores que gostariam de sentir um pouco o que é a Brasil Ride, uma maratona aberta para outros vários atletas. Mesmo com a largada 15 minutos após a nossa o percurso para a turma do fundão ficou rapidamente cheio.
No quilometro 30 a estrada de terra se transformava em singletrack, e para a alegria da nossa tandem era tudo perfeitamente pedalável. O calor baiano pelo sétimo dia consecutivo continuava minando nossas forças, mas a alegira de estármos a ponto de superar o desafio que muitas vezes imaginamos impossível, nos levava para frente com uma leveza indescritível.
O ultimo dia também é aquele de estar com as emoções a flor da pele, dia de rever o filme de tudo que passou. Os sete dias de dificuldades, de calor, de novos amigos e de superação.
A segunda parte do percurso era trechos do prólogo do primeiro dia, ali já estávamos em casa, já sabíamos onde teríamos que descer da bike e onde atacar.
A chegada teve novamente sabor especial, além das equipes que já lá estavam, atletas, famílias, pessoal local, staffs contribuiram para a emoção geral na linha final do pórtico.
Dois mil e catorze foi o ano que escolhemos desafios que algumas vezes tivemos duvidas se conseguiríamos completar. Lembro em época de treinamento um amigo ter perguntado se nós não tínhamos limites.
A Brasil Ride feita sobre uma bicicleta tandem provavelmente foi uma das provas mais malucas que resolvemos fazer. Uma competição que colocou nossos limites a toda prova; além do calor e a quantidade extrema de horas em cima da magrela, ainda tínhamos que brigar com o corte; ter que acelerar quando o nosso corpo pedia para diminuir. E mesmo quando tudo parecia estar perdido, não jogamos a toalha e conseguimos virar o jogo.
A Brasil Ride encerra nossa temporada de 2014, a Dri e eu nunca estivémos tão alinhadas, nossa cumplicidade pedalando em bikes separadas e todas as experiências que tivémos em seis anos competindo juntas tornou fácil a passagem para a tandem.
Agora olhando para trás, acho que os limites na maioria das vezes nos são impostos. Competir se divertindo talvez seja o segredo de tornar tudo mais fácil, claro que limites existem, mas graças a Deus não foi dessa vez que descobrimos o nosso!
***
Obrigada Dri por dividir comigo essa pessoa maravilhosa que você é! Por ser uma piloto e tanto do nosso ônibus cor de rosa, e por sempre conseguir transformar perrengues em pura diversão.
Obrigada Tom Cox e todo time blue angels de mecânicos na Brasil Ride, você é nosso anjo e irmão querido!
Obrigada a todos os amigos que de alguma forma se fizeram presentes! Mandaram comentários e energias!
Obrigada a todo staff e organização da prova. Vocês foram muito carinhosos e queridos conosco, tornaram nossa semana perfeita, e com tanto carinho que nós recebemos ficou até fácil sofrer. Já estamos com saudades.
Obrigada Ready 4 pelos treinos de funcional e pilates que ajudaram a afinar meu corpo para um desafio tão duro.
Obrigada Suunto e New Balance pelo apoio incondicional!
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
BRASIL RIDE - 6 dia o divisor de águas
Largada / Chegada: Rio de Contas / Mucugê
Distancia: 143,5 km
Ascensão acumulada: 3252 m
Tempo limite de prova: 11:30 hs Tempo de prova 11:30 h
Após 9.20 h de competição do quarto dia de prova nosso corpo estava já muito sofrido. Sabíamos que o quinto dia seria a etapa rainha, ou seja, mais um dia duro de batalhar novamente contra o corte.
Cento e quarenta e três quilômetros, por mais que fossem sem muitos trechos técnicos teríamos que manter uma media mais alta que os outros dias.
O calor mais uma vez casstigava. A altimetria do dia parecia um serrote com subidas e descidas constantes. Fomos sempre controlando o ritmo com o suunto. Conseguimos levar bem até o quilometro 80. Ali o calor começou a pegar mais e já com muitas horas de prova começamos também a sofrer mais.
Pedalando com os Maydays boa parte do tempo, nem sempre somos as ultimas, mas a medida que alguns atletas param, vamos alternando. A equipe médica também está sempre por perto. Já chamamos os vassouras pelo nome. Praticamente uma família é nosso fundão.
Eram quatro pontos de controle, no segundo passamos bem, no terceiro por maior força que fizéssemos chegamos nove minutos após o corte. A Dri começou a chorar, eu já parei com pressa e comecei a encher as garrafinhas. A organização tentou impedir a gente de continuar, disseram que tínhamos que colocar a bike no caminhão.
Naquele momento, todas as energias que pareciam não existir voltaram. Sim vamos seguir, e prometi que iríamos tirar o tempo perdido. Começando com cinco quilometros de subida, botamos a tandem para girar, esquecendo o sofrimento do corpo e nos preocupando em acelerar. Logo depois que saímos varadas do apoio, os vassouras vieram atrás: "Estamos juntos!"
Passamos ainda pelo Rafael Campos diretor de prova que nos incentivou e quando faltavam uns 20 quilometros para a chegada aparece o Mario Roma de bike: "Vaiiiii!!! Coloca essa anaconda para andar." Ali quase começamos a chorar de emoção, mas melhor segurar as lágrimas para a chegada.
Olhava no relógio e nossa média acima dos 30 km/h. Era tudo ou nada, tíhamos que dar o que tínhamos e o que não tínhamos. A sorte que o ultimo trecho da prova é relativamente bem plano.
Seguimos assim mais uma vez escoltadas pela organização, equipe médica, mayday, vassouras. Nos quilometros finais as sirenes foram acionadas e quando entramos na vila para contornar o acampamento dava para sentir a respiração aliviada da nossa torcida de plantão.
O relógio marcava 17:30 h, com exatas 11.30 hs de prova cruzamos o pórtico para finalmente desabar no choro do outro lado, mas só depois da dança. Foi uma festa que a gente nem conseguiu assimilar direito, nós duas estávamos semi conscientes.
Continuamos vivas na prova e isso definitivamente se deve a todo apoio e carinho que tivémos de todos. Todos os atletas, amigos, organização, fotógrafos. Nossa tandem é assim; vocês pensam que ela só leva duas? Em cima dela tá todo mundo!
Muito Obrigada, do fundo do coração! Vamos para o sétimo dia!
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
BRASIL RIDE - 5 dia O RELATO PROIBIDO
Largada / Chegada: Rio de Contas / Rio de Contas
Distancia: 95,80 km
Ascensão acumulada: 2228 m
Tempo Limite de prova: 9:30 hs Tempo de prova 9:20
A quinta etapa começou travada para a gente, era uma subida interminável e cheia de trechos com areia, terreno travado. Logo estávamos com os Maydays em ultimo lugar. Depois que o areião passou a Dri perguntava se já estávamos nos "roling stones". O lugar era cheio de pedras mas "Não Dri, ainda não estamos nos roling stones."
Eu olhava no relogio e me assutava com a média que conduzíamos a bicicleta: "Meu Deus! Se continuarmos assim, mais um dia em cima do tempo de corte."
Na descida fomos ultrapassando equipes que já estavam com problemas, ai perdemos nossos companheiros vassouras mais uma vez. O calor continuava assassino, sem dar trégua nenhuma.
Um pouco antes de chegar o famoso jardim de pedras passamos um vilarejo e encontramos com os médicos, a sobra fresca era um bar eles prontamente nos ofereceram água. A Dri logo rebateu:
"Queremos cerveja!"
(Abre parenteses, na primeira edição da B.R. teve um dia que subitamente deu vontade da Dri tomar cerveja e paramos de casa em casa pedindo o raio da cevada gelada, foi sem sucesso mas esse fato ficou marcado na história da equipe, fecha parenteses.).
Um copinho de cerveja para cada e logo saímos hidratadas para encarar os Rolling stones, uma subida ridiculamente cheia de pedras, onde é impossível subir pedalando. Logo que nos deparamos com ela lembramos da desgraça quando vimos o cruzeiro branco lá no alto da trilha. "Nossa lembrei dessa subida!" Juro que preferia nem ter lembrado, seria melhor não saber o que vinha pela frente.
Quando chegamos no cruzeiro a Dri assobiou para o vilarejo que tinha ficado pequenino. Imediatamente ouvimos o barulho da moto subindo: "Pronto, alarmamos a organização sem necessidade." Mas não, a moto chegou pacificamente e já que estava ali podia nos responder a pergunta que não queria calar: "Onde tem um bar?"
Descobrir que o "ponto de hidratação" genérico estava do outro lado do pico nos deu uma certa motivação. E você ai achando que nós bebemos, eu sei que provavelmente depois desse relato se eu contar que nunca bebemos só quem conhece a gente acreditará.
Mas em fim, do outro lado e acabado finalmente o maldito Rolling Stones, achamos dona Teresinha que fez questão de abrir o bar para nos dar cerveja gelada. Foram quase duas garrafas estupidamente geladas, aproveitamos para molhar nossas camisetas com água e sair mais frescas para continuar a batalha.
Incrível o que nossa média horária aumentou! A Dri nem freava mais a bicicleta, e eu ali de passageira com o vento no rosto curtindo a tontura que nosso novo suplemento gerava. Chegamos no verdadeiro ponto de hidratação totalmente hidratadas e aos risos. Mal paramos, nos restabelecemos e seguimos torcendo os cabos. "Taca lhe pau!"
Mais de uma hora depois finalmente os maydays alcançaram a gente: "Nossa, sofremos para pegar vocês. Vocês aceleraram muito!"
Já quase no ultimo ponto de água. Passado ele era subir a famosa serra das almas. Já sem efeitos do "doping" subimos os 10 quilômetros finais sob o incentivo dos maydays, dos motoqueiros, médicos, staffs. Tinha uma carreata atrás da gente nos incentivando a concluir os quilômetros finais.
Foi um por do sol que dificilmente esquecerei; a cachoeira a distancia enquadrada pela exuberante paisagem da Chapada Diamantina. Chegando novamente em Rio de Contas as sirenes anunciavam juntamente com nossa chegada o fim de mais uma etapa, poucos minutos antes do corte para mais uma dancinha de comemoração!
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
BRASIL RIDE -RELATO do 4 dia
Largada / Chegada: Rio de Contas / Rio de Contas
Disntancia: 87,3 km
Ascensão acumulada: 2393
Tempo limite de prova: 9 horas Tempo de prova 8:48 h
Alinhamos para largar as 8 da manhã para 85 k de prova. Andamos um pouco e logo a estrada virou um Singletrack, como largamos em ultimo pegamos congestionamento e isso fez com que nossa velocidade média já começasse baixa.
Resolvemos levar na brincadeira porque não valia a pena se estressar, era rezar para não precisar do tempo que estávamos gastando ali.
O single ainda seguia um bom tempo bem pedalável para a nossa tandem.
A primeira subida do dia já chegou matando, após o primeiro ponto de água cinco quilômetros que junto com o calor castigavam muito a gente.
Aqui na competição existem umas placas de sinalização dos uphills, ou seja logo na base da subida uma linda placa informa que será preciso perna: 5k UP! Meu Deus!
A descida seguinte é conhecida como Kamikaze, ela é interminável tinham muitos trechos que tínhamos que descer da bike porque eram trechos estreitos e nós depois do trauma do primeiro dia resolvemos preservar a bici.
Demoramos um certo tempo para concluir mas é muito legal sentir o quanto estamos adaptadas e conectadas; descemos da bike na hora certa, paramos de pedalar juntas, cada dia que passa pilotar a tandem fica mais fácil!
Dos vinte quilômetros finais que ainda faltavam, dez eram de subida e claro que as plaquinhas 'quebra psicólogo' estavam de volta!
Administramos o calor com sabedoria, ainda tínhamos gás para subir!
Com 8.48 hs, doze minutos antes do limite do tempo cruzamos o pórtico para a nossa segunda dancinha do dia! Sim, tivemos que dançar no primeiro ponto de água para a plateia de criancinhas!
Essa é a nossa Brasil Ride de tandem! Ninguém falou que ia ser fácil!
Amanhã tem mais 90! Vamos que vamos!
Obrigada pelos comentários postados aqui!
terça-feira, 21 de outubro de 2014
BRASIL RIDE - 3 dia RELATO
Largada / Chegada: Rio de Contas - Rio de Contas
Distancia: 34,6 km (5 voltas de 7 km) Distancia percorrida 15.08 km (2 voltas)
Ascensão acumulada: 915 m
Foto Fabio Piva / Brasil Ride
O Começo do dia foi animador: "Devido às condições durissimas de calor da segunda etapa, nenhum atleta que pegou corte seria desclassificado."
Decisão da organização e da UCI fez com que o astral de Rio de Contas se restabelecesse novamente.
O terceiro dia de prova da Brasil Ride é um percurso de sete quilometros de XCO, a prova termina quando o mais rápido completar as 5 voltas. Como nosso objetivo é teminar o desafio de sete dias, aproveitamos o dia de hoje para tentar nos recuperar da guerra de ontem, e descansar para mais uma longa jornada de amanhã.
Na metade da primeira volta já estávamos tomando volta dos líderes. Incrível ver os profissionais acelerando. Daí em diante a gente esperava terminar a 'serie' de onda e entrava nos singles para pedalar mais um pouquinho.
Claro que paramos muito mais para fotos e continuar nossa torcida pelos líderes e os amigos. Na Igrejinha o ponto mais alto do percurso começamos a ficar na dúvida se podíamos dar apenas uma volta ou se precisávamos ir para a segunda. Na duvida acelera ai e vamos para mais uma voltinha.
Foram duas voltas e duas horinhas de pura diversão e nada de perrengue (serío? Depois dos dois primeiros dias ficamos até desconfiadas)
Agora é hora de se hidratar, comer e colocar as pernas para cima porque amanhã o perrengue estará de volta!
Obrigada à todos os que tem acompanhado e deixado mensagens tão carinhosas aqui!
Quando pedalamos vocês todos estão nas trilhas com a gente!
Não saiam daí!
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
BRASIL RIDE - 2 dia PIOR É NA GUERRA
Largada / Chegada: Mucugê - Rio de Contas
Distância: 146 km Distancia Percorrida 125 km
Ascensão acumulada: 3096 m
Tempo Limite: 11:30 hs de prova Tempo até o Pc4 11:40 hs
Pior é na guerra! Nunca vou me esquecer de um Ecomotion que fiz que essa frase se repetia a cada instante: Pior é na guerra! O segundo dia de Brasil Ride me deixou na dúvida.
Mas vamos aos fatos. A Dri e eu sabíamos que a única maneira de concluirmos a etapa Rei da prova, seria se hidratando muito. Não poderíamos nos descuidar um segundo caso contrário estaríamos em grande risco.
A estratégia era começar forte, porque além do calor tínhamos outro inimigo chamado corte. O primeiro trecho era propício para isso asfalto depois estradas longas de terra, com areião, mas nada que tirasse o ritmo imposto pela nossa bike de dois motores.
Fortes no ritmo, nos alimentando direito.
Comparando com outras competições que fizemos, para nós, os cortes da Brasil Ride são justos, e sabendo disso nossos relógios estavam ajustados com todas as informações de tempo e velocidade que iríamos precisar.
Mas vamos à guerra: Entramos no Vietnam, trecho da competição de 12 k de trilhas em sua maioria das vezes intransponíveis. Sua entrada fica mais ou menos no quilometro 100. Ali no campo de batalha encontramos vários soldados extendidos no chão. O quadro foi ficando assustador; atletas desidratados, deitados no chão, e isso não era apenas o estado dos atletas do fundo; os atletas de ponta também passaram mal e tiveram baixas. O caso ali não era de não passar mal, era de quem conseguisse lidar melhor com o sofrimento insano.
Empurrar a tandem não era uma tarefa fácil. Na maioria das vezes a Dri levava a bike sozinha, mas muitos trechos eu tinha que pegar a parte de trás e carregar a tandem nas costas para passarmos os trechos de escalaminhada e pedras. O tempo todo driblando o calor, entrado nos rios do percurso, jogando água na cabeça.
A velocidade média caia, e pelos cálculos passar o corte do ponto de água 4 era uma realidade cada vez mais distante. Os perrengues divertem a gente, seguimos assim dando risada e nos achando as combatentes até nos transformamos em duas verdadeiras "soldadas" de guerra. Na parte de lama nossa camuflagem ficou completa. As brincadeiras nos fizeram esquecer as vezes que tívemos que deitar no chão e esperar uma melhora do nosso organismo. O termômetros atingiram 50 graus.
Quando finalmente chegamos na praça da cidade onde era o ponto quatro, fomos aplaudidas por uma multidão de atletas que também tinham ficado por lá. Não houve tempo para restabelecer uma ordem; bicicletas espalhadas por todos os lados, atletas que precisavam ser transportados para Rio de Contas. Combatentes tomando soro na veia. Assim foi.
Nossa bike não tinha chegado até as dez horas da noite, ainda tinham atletas em campo de batalha. Não tenho dados exatos de quantos atletas foram combatidos. A noite não teve briefing pois a organização tentava organizar o caos.
As cenas dos próximos capítulos ainda estão por vir. Pior é na guerra!
domingo, 19 de outubro de 2014
BRASIL RIDE - 1 dia RELATO
Largada / Chegada: Mucugê
Distancia 18,6 km
Ascensão acumulada: 307 m
Tempo Limite: 3 hs
Tempo de prova 2:47 hs
Foto Igor Schifris / Brasil Ride
Não. Não treinamos no prólogo. Já imaginávamos o que vinha pela frente pelo que competimos em 2010, mas dessa vez estávamos de tandem, e isso poderia ser um pouco diferente.
A largada era por horário de acordo com ordem de numeral. À 13:39 h largamos, empolgadas em acelerar e testar as habilidades em cima da bike dupla.
O prólogo da Brasil Ride é bem técnico; cheio de pedras areião e singletracks. Fomos nos arriscando bastante e estávamos bem confiantes. Talvez nos arriscado demais.
Num desses downhills cheio de pedras a bike quicou e a gancheira bateu com tudo em uma grande pedra.
Concusão no quilómetro 7 estávamos sem meio de transporte. Vários atletas pararam para ajudar a gente. Incrível como em uma competição de mountain bike existe essa solidariedade e mesmo competindo contra o relógio muitos paravam para ajudar.
O câmbio entrou dentro da roda, a gancheira entortou. O quadro não era dos melhores, mas estávamos no dia certo para isso acontecer, afinal teríamos que correr apenas 13 k!
Quando isso aconteceu a nossa prova mudou, começamos a nos divertir. Primeiro tivemos que improvisar como prender a gancheira no quadro. A Dri logo lembrou que tínhamos nossos elásticos de cabelo. Pronto! Colocamos a corrente no bolso de trás guardamos a gancheira torta os parafusos e seguimos empurrando a bicicleta.
Desenvolvemos várias técnicas.
Tecnica 1: Patinete as duas empurram a bike em cima dela, como se a tandem fosse um enorme patinete.
Tecnica 2: Uma senta e a outra empurra a bike. Essa a gente conseguia aplicar quando a bike perdia o embalo de uma descida na subida seguinte a de trás descia e a da frente continuava sentada.
Ali funcionando como um verdadeiro time, unimos as nossas forças e lutamos contra o relógio, teríamos que terminar o prólogo antes de 3 horas de prova.
Seguimos assim dando risada e dando passagem à todos os atletas que vinham atrás!
Cruzamos o pórtico prontíssimas para a dancinha tradicional da equipe.
Brasil Ride, ninguém falou que ia ser fácil!
Primeiro perrengue concluído! agora a nossa super bicicleta está nas mão do melhor mecânico do mundo e amanhã com certeza estará como a gente: Pronta para largar!
sábado, 18 de outubro de 2014
Hello Brasil Ride!
Chegar hoje às 7 horas da manhã na concentração de atletas que se formava frente ao Aeroporto em Salvador foi energizante. Atletas gringos e figurinhas do mountain bike nacional e internacional por todos os lados, numa vibe e excitação tradicional de véspera de prova.
Rapidamente despachamos a nossa mala bike no caminhão e entramos na van rumo ao nosso destino. Foram oito horas de viagem que rapidamente foram esquecidas quando entramos em Mucugê, uma pequena cidadezinha charmosa no meio do sertão baiano.
Nosso foco se dissipou. Entre tantos amigos e conhecidos parecia impossível se registrar. Conversas sobre os últimos desafios, expectativas, reencontros. Parece mesmo uma reunião de velhos amigos.
Amigos que dividem a mesma paixão.
Algumas lembranças afloravam a medida que passeávamos pelo acampamento. A organização impecável como sempre, barracas, lounges, banheiros.
Ficamos encantadas com o cuidado com as mulheres que ganharam a mala especialmente cor de rosa, além da nova categoria "divas" que consagra a dupla feminina mais rápida das Américas.
Estamos a 1.631 quilômetros de São Paulo, e nunca nos sentimos tão em casa!
Amanhã tem prólogo, vinte quilômetros de areia, técnica e downhills cheio de pedras e muito areião.
Nós largamos as 13.29hs!
Mandaremos mais notícias! Não saiam daí!
Rapidamente despachamos a nossa mala bike no caminhão e entramos na van rumo ao nosso destino. Foram oito horas de viagem que rapidamente foram esquecidas quando entramos em Mucugê, uma pequena cidadezinha charmosa no meio do sertão baiano.
Nosso foco se dissipou. Entre tantos amigos e conhecidos parecia impossível se registrar. Conversas sobre os últimos desafios, expectativas, reencontros. Parece mesmo uma reunião de velhos amigos.
Amigos que dividem a mesma paixão.
Algumas lembranças afloravam a medida que passeávamos pelo acampamento. A organização impecável como sempre, barracas, lounges, banheiros.
Ficamos encantadas com o cuidado com as mulheres que ganharam a mala especialmente cor de rosa, além da nova categoria "divas" que consagra a dupla feminina mais rápida das Américas.
Estamos a 1.631 quilômetros de São Paulo, e nunca nos sentimos tão em casa!
Amanhã tem prólogo, vinte quilômetros de areia, técnica e downhills cheio de pedras e muito areião.
Nós largamos as 13.29hs!
Mandaremos mais notícias! Não saiam daí!
Sandra Klomp e Sofia Pezzatti engrossando a lista das mulheres fortes na competição!
Após 5 anos de Brasil Ride a paixão pela bike contagia cada vez mais Mucugê!
Afinando os últimos detalhes da tandem!
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
TREINO VELOCITY "PINK POWER"
Pois é! Na Sexta-feira da semana que vem já embarcamos para a Bahia para competir a prova de endurance de mtb mais casca da America do Sul!
A Brasil Ride para a gente é uma festa, transforma a Chapada Diamantina num ponto de encontro dos maiores atletas de bike a nível nacional e internacional. Uma comemoração sobre duas rodas no nosso país!
Aproveitando que "o melhor da festa é esperar por ela" resolvemos juntar o útil ao agradável e convidar os amigos para um treino de performance na Velocity.
A Velocity é conhecida pelo seu conceito inovador de ciclismo indoor.
(Entenda mais aqui).
Felicidade compartilhada é felicidade dobrada, a renda arrecadada na aula será convertida para o Lar Nossa Senhora Aparecida, uma instituição que abriga crianças carentes e inclusão social através do esporte, principalmente o ciclismo.
(Conheça mais aqui.)
Faça sua incrição no studiovelocity.com.br, reserve sua bike
e no dia 15 de outubro vem com a gente!
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
sábado, 16 de agosto de 2014
Homem da marreta no treino Velocity
Eu na minha vasta experiencia de encontros com o homem da marreta, jamais imaginaria que pudesse encontra-lo em uma aula de ciclismo indoor, mas vamos aos fatos:
_ "Oi! Essa bike está desregulada!"_disse eu impaciente ao paciente assistente da Velocity.
_ "Não Luli, não está não! Elas foram aferidas recentemente."
_ "Posso trocar de bike?"
_ "Pode mas não terá os dados de sua performance depois."
***
De volta aos treinos de bike esse ano focando em duas competições (Singletrack 6 que acabou de passar e Brasil Ride que ainda está por vir) eu me vi perdida para voltar aos treinos fortes da modalidade.
Treinei anos na USP e durante as pedaladas outdoor além do estimulo tinha sempre a referencia se estava evoluindo ou não porque conseguia comparar meu desempenho com os meus colegas de treino. Esse acabou sendo sempre o parâmetro; quem eu acompanhava e quem eu deixava de acompanhar.
Nesse ano com amigos muito madrugadores me vi sem companhia para treinar e na busca de um novo estímulo a Velocity cruzou o caminho. A aula de ciclismo indoor permite que você veja sua potencia e sua classificação geral entre os todos na classe. Fácil acompanhar sua evolução. Jamais me imaginei gostando tanto de um treino indoor.
***
_"Eu descobri o problema da bike." _ de cabeça e voz baixa voltei para me desculpar depois da aula.
_ "Qual era Luli?"
_ "A pecinha de cima (eu)."
***
Fui cobaia para testar a nova aula que colocariam em prática no Studio Velocity.
Era o auge do meu treinamento (pré competição) quando fiz a aula teste com os sócios e mais um atleta.
No dia eu estava me sentindo a mulher maravilha pronta para pedalar e mostrar que o meu treinamento com as planilhas do meu treinador Helio Sousa estavam me deixando tinindo. Dito e feito. Saí pingando da aula de uma hora com o segundo lugar no pódio. Aula aprovada.
Mas isso é passado! Passado!
***
Hoje voltei ao estúdio de bike indoor para o lançamento oficial da aula Performance que eu já havia testado. No momento em que subi na bicicleta e comecei a pedalar achei que a bike havia sido deixada na marcha mais pesada. Para o meu espanto ela estava quase na mais leve.
Sorte que eu já tinha experiencia do meu primeiro encontro com o homem da marreta e não precisei chamar ninguém para dizer que a bike estava desregulada.
Nos primeiros 10 minutos de aula eu tentei um acordo com o meu corpo. Até implorar eu implorei, mas o cansaço não me permitiu.
O parâmetro estava ali na minha frente e graças a tecnologia é possível saber que mesmo que achasse que estava pedalando na marcha mais pesada do mundo, dessa vez estava na mais leve. Tenho que assumir que eu pensei até em abandonar a aula, ainda mais quando olhava a minha classificação geral e me via quase em último.
Eu queria chorar. Mas resolvi encarar o cansaço e pedalar com ele, resolvi respeitar meu corpo e diminuir, abraçar o fracasso. Não foi fácil nem gostoso, mas faz parte do treinamento.
Eu sou maior de idade e já está na hora de assumir: a culpa nunca é da bike, é do homem da marreta!
_ "Oi! Essa bike está desregulada!"_disse eu impaciente ao paciente assistente da Velocity.
_ "Não Luli, não está não! Elas foram aferidas recentemente."
_ "Posso trocar de bike?"
_ "Pode mas não terá os dados de sua performance depois."
***
De volta aos treinos de bike esse ano focando em duas competições (Singletrack 6 que acabou de passar e Brasil Ride que ainda está por vir) eu me vi perdida para voltar aos treinos fortes da modalidade.
Treinei anos na USP e durante as pedaladas outdoor além do estimulo tinha sempre a referencia se estava evoluindo ou não porque conseguia comparar meu desempenho com os meus colegas de treino. Esse acabou sendo sempre o parâmetro; quem eu acompanhava e quem eu deixava de acompanhar.
Nesse ano com amigos muito madrugadores me vi sem companhia para treinar e na busca de um novo estímulo a Velocity cruzou o caminho. A aula de ciclismo indoor permite que você veja sua potencia e sua classificação geral entre os todos na classe. Fácil acompanhar sua evolução. Jamais me imaginei gostando tanto de um treino indoor.
***
_"Eu descobri o problema da bike." _ de cabeça e voz baixa voltei para me desculpar depois da aula.
_ "Qual era Luli?"
_ "A pecinha de cima (eu)."
***
Fui cobaia para testar a nova aula que colocariam em prática no Studio Velocity.
Era o auge do meu treinamento (pré competição) quando fiz a aula teste com os sócios e mais um atleta.
No dia eu estava me sentindo a mulher maravilha pronta para pedalar e mostrar que o meu treinamento com as planilhas do meu treinador Helio Sousa estavam me deixando tinindo. Dito e feito. Saí pingando da aula de uma hora com o segundo lugar no pódio. Aula aprovada.
Mas isso é passado! Passado!
***
Hoje voltei ao estúdio de bike indoor para o lançamento oficial da aula Performance que eu já havia testado. No momento em que subi na bicicleta e comecei a pedalar achei que a bike havia sido deixada na marcha mais pesada. Para o meu espanto ela estava quase na mais leve.
Sorte que eu já tinha experiencia do meu primeiro encontro com o homem da marreta e não precisei chamar ninguém para dizer que a bike estava desregulada.
Nos primeiros 10 minutos de aula eu tentei um acordo com o meu corpo. Até implorar eu implorei, mas o cansaço não me permitiu.
O parâmetro estava ali na minha frente e graças a tecnologia é possível saber que mesmo que achasse que estava pedalando na marcha mais pesada do mundo, dessa vez estava na mais leve. Tenho que assumir que eu pensei até em abandonar a aula, ainda mais quando olhava a minha classificação geral e me via quase em último.
Eu queria chorar. Mas resolvi encarar o cansaço e pedalar com ele, resolvi respeitar meu corpo e diminuir, abraçar o fracasso. Não foi fácil nem gostoso, mas faz parte do treinamento.
Eu sou maior de idade e já está na hora de assumir: a culpa nunca é da bike, é do homem da marreta!
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
SINGLETRACK 6 - impressões e relato final
Os últimos dois dias de Singletrack 6 foram marcados por mais trilhas incríveis, visual singular e calor assassino. Quem diria que no mesmo lugar onde congelamos há quatro anos atrás, estávamos desidratando de tanto calor.
A chegada do último dia foi com uma turma de belgas (turma essa que a gente pedalou junto vários dias) animadíssimos pelas trilhas fizeram questão de esperar a gente para cruzar a linha de chegada e aprender a dancinha pink.
A Singletrack 6 está longe de ser a prova mais difícil que já completamos. Sofremos sim, principalmente com o calor que fez.
Eu estava menos treinada do que a Dri e as bikes também contribuíam na diferença de ritmo. A partir do segundo dia nós descobrimos as diferenças e rapidamente montamos a melhor fórmula para andarmos juntas o tempo todo; nas subidas a Dri ia constante na frente eu seguia atrás, nas descidas a gente invertia.
A Singletrack 6 foi a terceira competição em estágio que fizemos no Canada (Transrockies e BC bike race) acreditamos que não existe pais melhor para o Mountain bike em trilhas. Os singletracks daqui são minuciosamente projetados, as trilhas são batizadas por bikers, por amantes da pilotagem. Matthew Page, um inglês que fez a prova escreveu "Eu achava que era bom em singletracks até vir para o Canada e ver os Canadenses!" Realmente eles são os donos da trilha!
Aqui as subidas são técnicas e os downhills então nem se fale, e por falar:
Ahhh os downhills!!! Essa foi a primeira prova que fizemos com descidas cronometradas. Foram quatro dias com "competição dentro da competição". Eu ansiava pelas descidas, algumas extremamente técnicas outras pareciam montanhas russa, onde a velocidade que a bike descia era suficiente para ela subir sozinha. "Flowy singletrack" como diriam por aqui.
Tenho que concordar com o Europeu, eu me achava a rainha da técnica, aqui no meio das canadenses consegui uma honrosa classificação mediana na geral final do downhill.
Mulheres. São destemidas. Sim, nunca fizemos uma competição com um número tão expressivo delas. Solos, duplas e mistas.
A Singletrack 6 nos satisfez de começo ao fim; organização impecável, que aliás com a bagagem de tantas competições no currículo (são os mesmos organizadores da transrockies) não poderia decepcionar. Trilhas escolhidas a dedo e compartilhadas pela comunidade biker com atletas de mais de 17 países diferentes.
Atmosfera de diversão acima da competição, claro que a competição existe, mas em uma prova onde cerveja é um dos patrocinadores, já espera se que a convivência social e troca de experiências das pedaladas seja um dos pontos altos do dia.
Fica a saudade de mais uma prova repleta de risadas marcada pelo pink, danças trilhas e convívio. E fica também a certeza; pedal no Canada não tem igual.
A chegada do último dia foi com uma turma de belgas (turma essa que a gente pedalou junto vários dias) animadíssimos pelas trilhas fizeram questão de esperar a gente para cruzar a linha de chegada e aprender a dancinha pink.
A Singletrack 6 está longe de ser a prova mais difícil que já completamos. Sofremos sim, principalmente com o calor que fez.
Eu estava menos treinada do que a Dri e as bikes também contribuíam na diferença de ritmo. A partir do segundo dia nós descobrimos as diferenças e rapidamente montamos a melhor fórmula para andarmos juntas o tempo todo; nas subidas a Dri ia constante na frente eu seguia atrás, nas descidas a gente invertia.
A Singletrack 6 foi a terceira competição em estágio que fizemos no Canada (Transrockies e BC bike race) acreditamos que não existe pais melhor para o Mountain bike em trilhas. Os singletracks daqui são minuciosamente projetados, as trilhas são batizadas por bikers, por amantes da pilotagem. Matthew Page, um inglês que fez a prova escreveu "Eu achava que era bom em singletracks até vir para o Canada e ver os Canadenses!" Realmente eles são os donos da trilha!
Aqui as subidas são técnicas e os downhills então nem se fale, e por falar:
Ahhh os downhills!!! Essa foi a primeira prova que fizemos com descidas cronometradas. Foram quatro dias com "competição dentro da competição". Eu ansiava pelas descidas, algumas extremamente técnicas outras pareciam montanhas russa, onde a velocidade que a bike descia era suficiente para ela subir sozinha. "Flowy singletrack" como diriam por aqui.
Tenho que concordar com o Europeu, eu me achava a rainha da técnica, aqui no meio das canadenses consegui uma honrosa classificação mediana na geral final do downhill.
Mulheres. São destemidas. Sim, nunca fizemos uma competição com um número tão expressivo delas. Solos, duplas e mistas.
A Singletrack 6 nos satisfez de começo ao fim; organização impecável, que aliás com a bagagem de tantas competições no currículo (são os mesmos organizadores da transrockies) não poderia decepcionar. Trilhas escolhidas a dedo e compartilhadas pela comunidade biker com atletas de mais de 17 países diferentes.
Atmosfera de diversão acima da competição, claro que a competição existe, mas em uma prova onde cerveja é um dos patrocinadores, já espera se que a convivência social e troca de experiências das pedaladas seja um dos pontos altos do dia.
Fica a saudade de mais uma prova repleta de risadas marcada pelo pink, danças trilhas e convívio. E fica também a certeza; pedal no Canada não tem igual.
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