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sábado, 6 de junho de 2015

Xterra Extremadura Espanha - Pré Prova

Para minha surpresa quando cheguei no aeroporto de Madrid o fiz sozinha, minha bike havia ficado na escala em Lisboa!

Hermes e Fabian dois figuras da organização foram me buscar e tivemos que ficar fazendo hora até que finalmente as duas da tarde pudéssemos voltar para o aeroporto e pegar a bike que chegou dois voos depois.

Gravamos um "vídeo pedido",os dois tentaram fazer com que Ruben Ruzafa o campeão mundial montasse a minha bike, mas infelizmente hoje ele está ocupado.

Nesse meio tempo descobri várias coisas da prova amanhã; ela é a mais longa de todos os Xterras que fiz (até mesmo o Havaí) serão 1,5k de natação, 40k de bike e 10 de corrida.

Cheguei a Plasencia a cidade da competição no finalzinho do dia, uma cidadezinha há duas horas de Madri encantadora! (amanhã juro que posto fotos) Deu tempo de tomar banho montar minha bike rapidinho e ir ao briefing e pasta party.

O briefing começou com palavras que me assustaram: "Um grande nível de exigência mental." "Temperaturas infernais." De cara lembrei da prova do Havaí, com a diferença de que aqui o calor é seco, ou seja quando acha que está desidratando já está desidratado faz tempo!

A natação será em rio. Me perguntaram se eu tinha treinado para entender o que pode acontecer. Pra que? Temos que manter a tradição, nada de fazer percurso, já que vamos com emoção que seja tudo surpresa! Claro que eu deixei o neoprene em São Paulo, levando em consideração que daqui volto pedalando para Portugal, qualquer peso extra não é bem vindo, mesmo que seja para ganhar alguns minutos de prova.

Amanhã as mulheres são as últimas a largar, serão 4 largadas seguidas, saímos 6 minutos depois dos Pró. Ah! Ruben Ruzafa o Sr que se cuide!

Boa noite! Quem vem comigo?


terça-feira, 2 de junho de 2015

Desafio Ilha do Mel - Amazing Runs 21 k

fotos Paulo H Dutra e arquivo pessoal

Quando descobri que teria corrida na Ilha do Mel, logo fui atrás de meus amigos curitibanos para agitar mais uma aventura no paraíso natural. Não foi preciso muito para convencer a turma animada por natureza (literalmente). Gu topou correr os 21, Mau surfar e Fe treinar, aventura programada!


A prova já tinha convencido pelo lugar e nos dias que antecederam, me encantei ainda mais com a organização. A proposta da Amazing Runs é unir o esporte ao turismo. As competições que organizam são em lugares encantadores, sempre dentro do conceito ecológico e cheio de ações sociais, seja fazendo limpeza na ilha, doando tênis para os moradores, contratando pessoas locais para trabalhar junto à organização.


Sábado chegamos ao paraíso! Para quem não conhece a Ilha do Mel, fica no Paraná, uma hora de Curitiba de carro. Uma reserva ecológica, tombada pelo patrimônio histórico. Lá não existem ruas, apenas trilhas estreitas que ligam pequenos vilarejos. As construções são de madeira, bambu, palha, algumas tem referencias de Bali. Não existe iluminação nas vias, lá, o céu é mais estrelado e os grilos cantam mais alto.

Com tudo isso e em boa companhia, nem precisava correr, mas vamos aos fatos:
Nos últimos 2 meses eu corri 3 vezes. Já sabia que o histórico de treino não ajudava e na véspera, o ultimo prego do caixão; a prova era 100% plana, mais sofrimento para o currículo.


O dia estava perfeito, nublado e temperatura amena, alguma coisa tinha que ajudar!
O percurso de 21 km era a volta da parte maior da ilha, o contorno pelas lindas e longas praias de areia branca.A largada foi britanicamente 7 da manhã, horário estipulado pela organização para que a maré não atrapalhasse os planos.

Pelo pace que estava correndo, larguei achando que não estava forçando muito, mais lenta que o de costume, eu ainda não tinha percebido que aquele era o meu pace sem treino. Nos primeiros quilômetros achei espaço e segui tentando ser rápida.


Liderava o segundo pelotão das mulheres, não via as poucas que tinham na frente mas seguia totalmente pressionada pelas que vinham atrás, Vanessa, uma das atletas, colou no meu vácuo e veio junto.

Não me preocupava com os córregos que cruzavam a praia ou com água, seguia azimutando reto sem me importar em molhar ou não os pés, assim se dividem os corredores de aventura dos de asfalto. Mesmo com alguns pequenos obstáculos como areia, água e irregularidades, o percurso beneficiava os corredores de rua, mas o visual era tão lindo que o plano interminável não teve espaço para incomodar.


Na metade da prova, Vanessa e outra atleta me passaram, ali qualquer chance de pódio foi por água abaixo. Não tinha a menor condição de conseguir acompanhar o ritmo delas, ou manter o meu. Depois que fui passada por mais uma mulher,aí obrigada a virar a chave; abandonar o espirito competitivo e acionar a sobrevivência. Agora tinha é que me manter viva.

Assim segui até o quilometro 20, onde fui passada por mais uma atleta.
"Poxa vida! No quilometro final?!"
Duzentos metros antes de chegar fui mais uma vez ultrapassada nesse momento um homem que assitia disse:
"Sétima. Oitava e Nona, está na hora de decidir isso, meninas."
"Nona?! Nem pensar!" Abandonei a sobrevivência e parti para o suicídio, era tudo ou nada.
Com 2 horas e 4 minutos cruzei o pórtico na linda Ilha do Mel, sétima entre as mulheres.


Parabéns Amazing Runs pela organização de uma competição tão em harmonia com o planeta.
Obrigada aos meus apoiadores New Balance, Suunto, Ready4.
Obrigada Mau, Fe e Gu, o final de semana com vocês foi espetacular!


Semana que vem tem Xterra! Fiquem ai!

segunda-feira, 23 de março de 2015

Maratona de Roma - relato de prova


Voltar a correr uma maratona não era algo que estava nos meus planos. Correr no asfalto nunca está! Depois de Roterdã em 2012 (a segunda e a ultima!) eu jurei que não faria mais isso, mas como todos os caminhos levam a Roma e memória de corredor é curta acabei caindo no conto do vigário Francisco.

Inserida no meu calendário em dezembro, eu teria 3 meses de treino. Com experiência de alguns anos de competição achei que não seria impossível fazer minha própria planilha de treino, e depois de muita pesquisa mixada com meu histórico de treinos cheguei a um veredito. Fazer a planilha não foi difícil, difícil foi segui la. 

***

"Em Roma, se romano." como diz o ditado.

Vestida a caráter, me senti a própria, caminhando em direção ao Coliseu sob chuvisco fino e gelado na manhã de domingo.
No meio da multidão, no berço de civilizações, ouvia o discurso de largada "Roma está aos seus pés!" e a musica clássica do filme Gladiador começa a tocar. (Oportuno não?)
Essa mistura explosiva de hormônios, adrenalina, musica e energia de multidão transformou se em joie de vivre que contagiou todo meu corpo! Foi dada a largada.

O percurso tinha sido muito bem estudado na noite anterior, assim como a estratégia. Eu tentaria não largar muito acelerada, e dessa vez por incrível que pareça (talvez não tão incrível assim) eu consegui; correr com uma espada em uma mão e um escudo nada aerodinâmico na outra automaticamente me colocou num pace mais confortável.

No centro de Roma várias ruas são de paralelepípedo que estavam molhados, por sorte estava com o NB com sola antiderrapante e saber disso no começo de prova foi uma boa vantagem. 
Muitos corredores que passavam por mim divertiam se com a minha fantasia. Na Disney é muito normal as pessoas se fantasiarem, aqui não vi ninguém. Uns aplaudiam, outros perguntavam se meu escudo e espada eram pesados, e muitos riam. O mesmo acontecia com os espectadores, minha passagem arrancava uma ola de gritos e incentivos. Eu resolvi correr sem música e assim seguia transformando a torcida em energia para as pernas.

O plano da véspera seria tentar chegar até o quilometro 18 de escudo na mão. Porque o 18? Poque lá estaria o vigário que me trouxe até aqui. Mas quando cheguei ao Vaticano já tinha encorporado o método de correr com as mãos ocupadas (escola de corrida de aventura talvez; carregar remo, duck na cabeça) e o fato de fazer as pessoas rirem me trazia mais energia para seguir assim.

Definitivamente não nasci para correr maratonas, vou muito bem até a metade; virei os 21 em 1.50 h e se tudo continuasse ritmado em 3.40 eu acabaria a prova, mas o homem da marreta sempre me encontra no final. Sabia que o desgraçado me esperava atrás de alguma fonte romana.

Depois do quilometro 28 descobri a fórmula para as pessoas não quebrarem em maratona: 
1 - Da metade da prova em diante a contagem de quilometro deveria ser regressiva.
2 - Cade a Coca-Cola nos pontos de hidratação? Sério! Será possível? nas provas de endurance de mountain bike, corrida de trilha, o que mais tem saída nos postos de abastecimento é Coca-Cola. Porque as outras tribos sabem disso e os maratonistas não? Alguém pode elucidar o caso?
Desculpem, a tpm e o cansaço de prova, voltemos ao quilometro 33.

Achava que o pace estava bom e que eu conseguiria correr abaixo das 4 horas. O final da maratona roda pelo centro histórico com muita platéia e tanta distração as dores foram esquecidas pelo momento. 

Nos quilômetros finais eu já estava amaldiçoando os tais paralelepípedos pela irregularidade, com o corpo cansado estava mais difícil corrigir as pisadas irregulares. Foram 40 km em 3.46 h e uma eternidade para cruzar até a linha de chegada que no meu Suunto marcava 42.900!

Após 4.01h a batalha chegava ao fim, em frente ao Coliseu, e a mágica de correr na cidade eterna agora estava concretizada em uma linda medalha dourada!
Eu juro que não vou correr mais maratona, nem que me ofereçam Coca-Cola!

***

Obrigada New Balance, Suunto e Ready 4 pelos treinamentos que me fortaleceram.
Agradecimento especial dessa prova fica para a New Balance Itália que me recebeu como uma da família! 
A todos os amigos, seguidores e incentivadores: Riplas, Fabi e Inês que correram comigo, e Fátima você não chega atrasada nunca! Feliz Aniversário!
Amo vocês

sábado, 21 de março de 2015

Pré prova - Chegando em ROMA!



Chegar na cidade eterna foi uma aventura; com greve dos aeroportuários a escala do voo atrasou bastante. Do aeroporto ao centro foi fácil a bordo do expresso Leonardo que leva sem paradas a estação central em Roma.

Achar o hotel foi um pouco mais complicado já que eu tinha tudo de cabeça e o celular sem bateria. Andando perdida em direção ao Foro, fui arrebatada por um desses restaurantesinhos que fica um ragazzo tentando pescar clientes. Roma chega a ser caricata; tem sim pizza e gelato à cada esquina. 

"Wifi" talvez seja uma boa!
A nona Italiana que não quis escutar resposta à sua pergunta se eu queria sobremesa, antes mesmo de balbuciar a resposta já tinha um doce com creme na minha frente. Eu pedi um garfo e tive que escutar que era para comer com as mãos. Abri um sorriso e não consegui mais tirar ele do rosto.

Mesmo enxugando as lágrimas que escorreram enquanto eu caminhava pelo Foro ouvindo violinistas de rua marcarem minha chegada à Itália. 

Depois de achar o hotel, retirei o kit e passei no coquetel de lançamento do Zante na loja da New Balance. Não sem antes dar boa noite ao Coliseo.


***

Hoje descobri que a bike que comprei pela internet tinha chegado. Para minha surpresa fora entregue em dois dias. Uma bicicleta urbana com 21 marchas, bem baratinha e o melhor veio toda montadinha, só foi preciso apertar alguns parafusos e sair pedalando.

Para quem está acostumado à andar de bike em São Paulo, encarar Roma não é uma tarefa difícil. Com a incrível diferença aqui que pode tudo! Pode andar de bike na contra mão, pode ir pela calçada, rua de pedestres, no meio do transito, e o melhor; ninguém é dono da verdade, não escutei nenhuma buzina e ninguém reclamou, e talvez vocês achem que estou alucinando mas só percebi sorrisos.
Pode tanto que até fiquei sem graça de estar usando capacete.

Chegando ao Vaticano no meio da rua mesmo onde não tinham muitas pessoas fiquei na duvida se podia "estacionar", eu ainda não tinha entendido o conceito pode tudo. Fiquei ali tirei fotos, admirei mais uma obra arquitetônica dessa cidade mágica, e claro ninguém veio me dizer o contrário "Posso ajudar?"

Uma pizza e um gelato de almoço e bora relaxar para conhecer mais 42.196 amanhã!
Obrigada pelo apoio e comentários aqui no blog =)
A aventura começou! Vem com a gente!








segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Xterra Atlantida - relato da prova


Os dias que antecederam a prova desde a chegada aqui no Uruguay me deixaram ansiosa de uma maneira diferente. Conviver com atletas de elite Alexandre Manzan e Andres Darricau me fez enxergar a competição de outro angulo, mais a pressão sem dolo dos organizadores da competição (uma brasileira competindo no Uruguay deveria ser de elite) me fez ir atrás dos meus tempos de todos os Xterras, estudei distâncias, analisei terrenos e depois de ficar bem preocupada  porque poderia decepcionar meus novos amigos, resolvi sair para meditar. Resgatar a minha essência de competir, relembrar porque estou aqui.

Manzan nos dias que antecederam a competição parecia deixar seu corpo em economia total de energia, vários cochilos diários, e enquanto aproveitava para dar mais um poucos minutos antes de largar, Andres tomava banho (para depois nadar?) eu pacientemente escrevia na minha perna nome de todos os amigos que me mandaram energias. Cada um com o seu ritual.

O dia estava ensolarado e contrariando os dias anteriores o mar estava um espelho.
_ "Que sorte que o mar está calmo!"_ Guilherme um brasileiro que fazia seu primeiro Xterra admirava se.
Eu pensava comigo "Sorte? Com tantos nomes na perna? Isso é energia!"

Encarando o mar da maneira que aprendi no Havaí em ritual de purificação; entraria nele com meus medos e sairia fortalecida. Claro que esqueci disso nas primeiras braçadas. Meu Deus! Como nadar me fez falta! Todos os Xterras que fiz estava não diria treinada, mas estava nadando. Ha mais de um ano que não nadava e isso iria me custar de novo o ultimo lugar na modalidade, ou quase.

Por sorte a a natação era menor do que a tradicional: 1200 metros com uma saída na praia, mais uma volta e o sofrimento chegaria ao fim. Subi as escadas correndo feliz para encontrar a minha bicicleta.

Hora de começar a diversão e recuperar posições. O trajeto divertidíssimo de mountain bike trouxe de volta os ânimos. Muito exigente fisicamente, algumas vezes era preciso descer da bike e empurrar no areiao, mas diferentemente de ontem o trecho de praia estava sem vento, Era preciso saber dosar a força e tentar aproveitar ao máximo as brechas de descanso porque não eram muitas! (leia sobre o mountain bike aqui)

O percurso de quatro voltas repetidas era ótimo para pegar todas a manhas de pilotagem e querer fazer melhor na volta seguinte. Enquanto me distraía com isso, o calor castigava e muito. A medida que as voltas iam passando minha energia ia acabando.

Entrei na corrida em terceiro entre as mulheres com uma desvantagem que dificilmente iria buscar.
O percurso da corrida era parecido com o da bike, trilha, areia e praia. Após a primeira volta tive que desviar o percurso entrar no mar para esfriar meu corpo, que já não estava respondendo.

Quando entrava para a segunda volta a quarta mulher ao me ver acelerou o passo, percebi que minha colocação estava em risco.
Quando cheguei na metade do percurso Lucía, uma menina que estava na torcida, de bike rosa e roupa cor de rosa resolveu me acompanhar, deixou sua bike com seu pai que me jogou água na cabeça e seguiu entusiasmada trotando ao meu lado. Por um minuto fechei meus olhos e deixei aquela energia deliciosa tomar conta do momento.

Pouco mais a frente perdi meu posto no pódio, fui ultrapassada no quilometro final da corrida, no momento tentei lutar e acelerar, mas logo percebi que não tinha forças. Segui então curtindo a minha mais nova amiga mirim que me acompanhava sem fazer esforço, assim de mãos dadas a "equipe rosa" cruzou o pórtico de chegada.

"Importante é competir" que nos ensinam desde pequenos, apesar de alguns tilts involuntários de minha cabeça, tem sua verdade sólida. Ali de mãos dadas à Lucía valeu a corrida, a amizade dela, dos aventureiros apaixonados por esporte Rubén e Frederica que concretizaram a experiência Xterra Uruguay. Valeu a energia enviada por todos os amigos, os dias de sol, a troca de vivência com atletas de alto rendimento, os dias de praia, Valeu Uruguai!

Parabéns Manzan pelo lugar mais alto do pódio!
Obrigada Rúben e Frederica e todos os uruguaios por nos receberem tão bem!
Obrigada Tom, mano, como sempre a bike estava redondinha!
Ready4 pelos treinos, New Balance e Suunto pela parceria!

Aberta a tempoarada oficial 2015 de aventuras!
Vem com a gente!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Disney's Marathon Weekend - Relato dos 31 k


Segunda edição dos dez quilômetros da Minnie. Dessa vez meu corral de saída era o E, ou seja com o últimos dos últimos.

Demorou mais de quarenta minutos depois da largada dos primeiros para sairmos correndo. Fazia muito frio, sorte que minha roupa de Sra Incrível estava ajudando.

Mais um ano que encontrei com meu parceiro de Disney, Rick, dessa vez ele largou na frente e combinamos que correríamos pelo canto esquerdo da multidão.

O lado ruim de largar no fundão é ter que desviar de todas as pessoas que tem pace menor, em compensação a diversão é que tudo é ultrapassagem.

Alguns quilômetros depois da largada nos achamos:
"Que pace é esse?"
"Hoje é dia de correr Rick, amanhã a gente tira foto com os personagens!" Me referindo a meia maratona que iríamos correr no dia seguinte.

Assim fomos ultrapassando a maioria dos corredores. O pace estava sempre acelerado e quando o meu ritmo caia logo ele tomava a frente e encaixava a velocidade novamente.

No ano passado largamos na elite, quando vc larga no primeiro pelotão fica fácil tirar fotos com os personagens da Disney porque poucas pessoas que correm no pace acelerado param. Como dessa vez tinha largado la trás, tirar foto significava sacrificar muitos minutos na fila formada pelos corredores, então a estratégia foi deixar os cliques para o dia seguinte.

Fechei a prova com 48, pace constante de começo ao fim graças a meu parceiro que em nenhum momento deixou o ritmo cair. Prova "Incrível"!


(Numero de finishers 10.949 sendo 6.309 mulheres)


21 quilômetros...

Na madrugada seguinte (sim para você que está aí; as largadas das provas da Disney são as 5 da manhã) felizmente demos um jeito de largar no segundo pelotão. Assim já saímos no mesmo pace dos atletas a nossa volta.

Sexto ano que corro nas terras mágicas do Mickey: já devia saber que não devo sair acelerada, mas não sei explicar porque (talvez seja a adrenalina de largada) sempre dou um passo maior do que a perna.
"Onde a louca vai?"


Perdi o Rick. Claro que depois dos 10 quilômetros meu ritmo já começou a cair e quando meu parceiro passou eu já não tinha mais condições de acompanhar.

Hora abençoada de parar para as tradicionais fotos: descanso merecido com Mickey, Pateta, bruxas e princesas.


Fui com musica nos ouvidos mas toda hora que passava por alguma atração dava um pause para o entorno. High five para os torcedores de plantão que chamavam e incentivavam: "Go, go Anna!"
Na Disney a brincadeira é levada a sério, é impressionante a quantidade de pessoas que correm fantasiadas.


Esses relatos serão sempre repetitivos; quando chega a Disney e o castelo da Cinderela:
"Ah o Castelo da Cinderela! Esse ano especialmente congelado pela minha irmã Elsa!"


Era possível ve lo aceso prateado a distância! Música de conto de fada se mistura com o grito da torcida e isso tudo vira um bolo na garganta, olhos mareados. Olho para o céu e penso nas pessoas que gostaria de compartilhar o momento. Agradeço!


A "volta" para casa é sofrida mas recompensada normalmente por lindos amanheceres de dia.
1h52 de momentos mágicos que mais uma vez concretizam se em uma linda medalha dourada!

(Numero de Finishers 22.081 sendo 12.379 mulheres)

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Eu queria te contar...

O ultimo dia de 2014 amanheceu nublado como meu estado de espirito nos últimos meses. Como você mesmo ensinou não que seja mau tempo mas apenas uma condição diferente dele.

Esse ano a passagem foi bem diferente das outras, como se não quisesse que o relógio andasse tive medo de seguir adiante e deixar o passado para trás.

Fui em busca da conexão, nos últimos tempos encontro ela em silencio, em lugares inóspitos ou isolados, sempre perto de natureza. Vi os fogos de artificio refletidos em um lago de uma noite sem vento, à distância. Os estouros ouviam se de longe assim como a contagem regressiva da virada, um som afastado e abafado. Como estar vendo o espetáculo e não fazer parte dele.
O primeiro minuto de 2015 me trouxe lágrimas aos olhos.

Eu queria te contar...

Logo depois da meia noite decidi correr, conversar com deus. Escolhi uma trilha sinuosa ao lado de um campo de golfe. Totalmente no escuro, através das nuvens não densas vez ou outra era possível ver uma tímida lua crescente.

Não fazia sentido nada mais. Apenas correr. Correr no limite. Foram oito tiros de 800 metros. Eu queria te contar que entro em 2015 ainda mais nessa busca de conexão com a natureza, com deus, comigo mesma. Da conexão plena com o instante presente. Joie de vivre.

Eu queria te contar...

Mas correndo percebi que não era preciso, você estava ali comigo, me puxando, me desafiando a me desafiar. Quase as duas horas da manhã, esbaforida depois dos últimos metros do sprint, escuto um passaro cantar. No escuro do alto de uma árvore no meio da noite. (!) Dois mil e quinze chegou.

Eu queria te contar que seu espirito está tatuado na minha alma, que carrego comigo as aventuras passadas e nas futuras te levarei junto. E tenha certeza não ha tempo e nem passagem que faça mudar!

Até sempre!

sábado, 27 de dezembro de 2014

Quem são seus heróis?

Li outro dia que deixaríamos de ter heróis porque eles morrerão de overdose, e não era letra de música.

Na mesma semana Antonio de la Rosa cruzou o atlântico a remo, e após 64 auto-suficientes dias competindo em seu barco foi o primeiro a completar a travessia Rames Guianes 2014.



Quem são seus heróis?

Os meus dificilmente morrerão de overdose. Movidos pela paixão, pela incrível vontade de sentirem se vivos. Não tem pódio como objetivo, mas o topo lhes parece fácil.

A paixão os move. Suas histórias são tão incríveis que parecem contos.
São tocáveis e tocantes.

Na minha lista de amigos heróis tem Antonio, tem João, tem Jane, Andrea, Gordon...

Parece regra; estão sempre sorrindo. Otimistas natos.
Sem rotina e sem fronteiras. Amantes da natureza, do desconhecido, exploradores incuráveis!
Loucos por animais. Loucos.
Cheios de vida! Eternos em suas aventuras!

Conheça Gordy, o criador das ultras:

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Desafio 12 hours New Balance

Confesso que quando me contaram que a prova da New Balance seria em esteira tive um ataque de pânico: "Correr em esteira? E agora?". Pra quem acha cinco minutos uma eternidade em cima da esteira, uma hora seria a morte.

12 horas, 12 pessoas revezando os trotes pela madrugada a fora.
"Porque não quebrar em duas de meia hora?" Ideia do Gui Pádua, o Base Jumper maratonista da equipe foi logo quebrar a uma hora em dois turnos de meia. Melhor! Assim a brincadeira ficaria mais divertida.

Meu preconceito caiu por terra quando entrei no terraço do terceiro piso do Shopping JK, o local do evento. Fim de tarde, a vista da marginal camuflada por maciços verdes de árvores decoradas  com luzinhas de Natal. As esteiras alinhadas e numeradas esperando as mais de vinte equipes que iriam encarar a balada.

Era isso! Uma balada de atleta! Com D.J, geladeiras cheias de coca-cola, água, energéticos, cerveja. buffet de comidinhas: mini hamburguers, pizzinhas, salada de frutas... arquibancada para platéia, e no lugar da pista esteiras de corrida! Ao longo das 12 horas ainda teve aulas de alongamento e danças.


Nós tínhamos uma lista pre definida com os horários, mas a medida que os atletas iam chegando ou saindo alterações foram feitas. Pronto tudo organizado só correr nos horários.


O Roni, o super atleta da New Balance já entrou na esteira para fazer pressão 18 km/h e no final de sua meia hora um sprint a 22km/h já me deixou receosa, para completar Rafaella a linda tenista da equipe mostrou que é mais corredora do que muita gente, encarando um ritmo de 14km/h nos primeiros dez minutos e também com direito a um sprint de 20km/h no minuto final. Foi nesse momento que eu queria correr. Correr dali!


O nosso "tropa de elite" Dantas também fez bonito e não pediu para sair. O guerreiro do BOPE, veio de carro do Rio de Janeiro super treinado e pronto para correr, varar a noite e ajudar a equipe.

Gui Padua, o homem cabelo verde, com o cotovelo ainda em recuperação de um acidente em um de seus saltos mostrou do que é feito ao correr forte, altamente familiarizado com o local: "Tenho 33 saltos desse prédio quando ele era apenas esqueleto."
No quesito "ecletismo" nossa equipe leva vantagem, não acham?

No começo, a prova estava bem agitada, quem corria na esteira nunca estava sozinho, tinha sempre torcida em volta. Nossas fiscais de esteira também foram muito animadas, o tempo todo incentivando e abanando.


Minha primeira meia hora foi forte e correndo na esteira não vem vento, hahaha eu nunca tinha pensado nisso! A função da equipe e torcedores de plantão era também abanar a pobre pessoa que estava suando na máquina. (Que dor na perna o que?! eu acordei no dia seguinte com os braços moídos.). 6.37 km para a primeira parte!


Com integração social com amigos, atletas das esteiras vizinhas ao som do D.J as horas passavam despercebidamente. Encontrei pessoas que eu não via à tempos, clima de confraternização de fim de ano. Obrigada Colucci pelo papo e fotos incríveis!


Após uma aula intensa de zumba com a minha colega de equipe, ogra master Vera Saporito já eram quase 3.30 da manhã, segunda meia hora de voltar para esteira. Dessa vez fui abanada e salva pelas nossas fiscais de esteira porque nossa equipe restante já estava espalhada pela balada.

Depois de quase 10 horas, correndo dançando e abanando o próximo, acabou minha pilha, tinha chegado o momento de abandonar o barco (Desculpa Ciro!) porque eu ainda tinha que voltar de bike para casa.

A última prova fecha o ano com chave de ouro.
Obrigada equipe Gui Pádua, Guilherme, Helô, Sabinne, Dantas, Roni, Rozi, Vera, Marcelo, Ciro, Rafa! Obrigada New Balance!
Bora treinar!


Fotos Colucci / Blog & Run
Passa aqui na fan page dele que tem mais fotos

domingo, 15 de junho de 2014

Finalmente a FINISH LINE

A linha de chegada é sinal de que acabou mais uma, está na hora de pensar na próxima. Passando o pórtico passam as dores e fica a bonança, a satisfação e orgulho, mas mais que a conquista do desafio valorizamos a conquista de novas amizades. Dividir essa alegria não tem preço!

Finalmente para vocês, a chegada do Gigathlon:



E mais esperada que a chegada; a PINK DANCE:

sexta-feira, 23 de maio de 2014

El Chaltén, enfim Fitz Roy!


Não foi preciso caminhar. Fitz Roy já nos dava um "Bom dia" ensolarado e de longe fazia seu convite: "Podem vir! Hoje vai ter show!" O destino do dia seria uma trilha de aproximadamente 10 k até a Laguna de los três, que fica aos pés do famoso pico.



A primeira parada é a laguna Capri, sem dúvida o ponto mais bonito de todo o trekking. Quando chegamos lá estava sem vento a beleza era dobrada! Bem ao meio do percurso de ida, hora de sentar às margens e fazer um lanchinho antes de seguir caminho.




A trilha segue e a aos poucos vai ficando mais branquinha de neve. O caminho lembra um jardim japonês, parece que foi projetado para que a cada trecho a natureza surpreenda de forma nova.



Até Poincenot, outro ponto de beleza estratégica, o percurso não apresenta muita altimetria, são nos últimos senão no ultimo quilometro que a coisa aperta! A trilha fica ingríme...




...cheia de neve, e mesmo nessa situação é possível entender para onde seguir.As trilhas continuam muito bem sinalizadas e marcadas. A escalada final para chegar na Laguna de los tres é reconpensada.
Mais uma vista de encher o coração de vida! Ê mundão!




Obrigada Fitz Roy!