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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

VAIL UPHILL - Winter Mountain Games

Perguntando para o campeão do Vail Uphill do ano passado:
_"Josiah em quanto tempo você fará a prova?"
_"Duas horas!"

Caramba, duas horas? Até eu subo a montanha em duas horas, e se o Josiah (rei do Xterra com títulos mundial e nacionais) faz nesse tempo quer dizer que eu tenho muita chance de ganhar essa prova.

Ou Pelo menos até tocar o despertador eu tinha!


Nem a temperatura de MENOS 16 graus e a neve que caía as 6.30 da manhã me fizeram desistir de escalar a montanha de Vail. Chegar na base da largada a e dar de cara com Josiah Middaugh tornava meu sonho ainda mais  real.


Vail Uphill é uma prova que está na sua sétima edição e agora foi incorporada pelo Winter mountain Games, criada em homenagem ao ultramaratonista Lyndon Ellefson, que morreu em 1998 num acidente em uma de suas corridas. Ellefson trabalhava na Gondola, inspiração para muitos, inclusive seu filho que fez um discurso emocionante minutos antes da largada. Até esqueci do frio.

O Uphill nada mais é que uma subida insana de 800 metros de desnível em pouco mais que trés quilômetros  da base em Lionshead até a parada da gondola no topo da montanha.
A arma de ataque fica á escolha do freguês, pode ser snowshoe, ski telemark, tênis ou botas.


Depois do meu trauma com snowshoe, decidi que iria competir de tênis  meu NB 110 que eu uso em corridas de trilha, confesso que me senti apreensiva porque ele é como uma meia e isso não impediria meu pé de congelar, mas por outro lado sabia que ele me daria tração suficiente para escalar a montanha branca além da sua leveza minimalista que eu gosto tanto. Aliado à dois trekking poles, o equipamento de batalha estava completo.

As condições do terreno estavam bem difíceis, havia nevado a noite toda, portanto tinha muito "powder" na pista. Das três provas que competi mo Winter Mountain Games, essa era a que estava mais cheia deveriam ter pelo menos 100 pessoas na largada.


Me baseando no histórico do final de semana larguei pronta para sofrer, tentando desviar a atenção dos meus pés que gritavam já completamente congelados.
"Será que aguento até o topo essa dor de frio?"

A neve que sobrava solta contribuía para algumas escorregadas e em poucos metros descobri que a maneira de evoluir mais rapidamente e ter retorno do esforço era pisar nas pegadas de quem subia na frente. Logo tratei de olhar para trás também "Dessa vez não serei a última! Ufa!"


Como a largada foi cedo as pistas de esqui ainda não tinham sido abertas, ou seja, aquela montanha toda era nossa! Céu estava cinza suavizando todos os contrastes de um visual lindamente branco. Tudo lindo lindo! Meu pé tinha descongelado!


Terminei a prova em 1'02 h, meia hora atrás do vencedor Josiah Middaugh.
Encantada pelo passeio gélido, branco e pacífico, acordada continuo sonhando!
Life is good!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Meia Maratona DISNEY 2013


Algumas vésperas de prova ainda me tiram o sono. Mesmo com tudo programado acordei algumas vezes na noite anterior com medo de perder o horário.

É o quarto ano seguido que corro na Disney, e agora com a New Balance sendo o tenis oficial da maratona é provável que venham outros mais!

Mais um ano! Como arquivar na memória uma experiencia muito similar as anteriores?
Fazendo diferente!
Foi assim que decidi que correria fantasiada de fada Sininho. Um pouco de criatividade e os adereços que não foram nada difíceis de encontrar no mundo mágico do rato, logo o modelito estava pronto.


Fui a pé até a largada direto do hotel, acabei chegando lá antes de abrirem os portões, comigo apenas os atletas que chegaram de maneira parecida, assim, sendo do bloco A consegui me posicionar praticamente embaixo do pórtico. Bonus para memória: uma largada diferente das anteriores!

Experiência bacana estar logo ali na frente. Era possivel ver os cadeirantes, ver a toda a Elite se preparando e sentir as vibrações do speaker e Mickey, Donald e Pateta logo ali ao lado desejando boa prova a todos. Largou!

Lá foi o cavalo paraguaio correndo como se o mundo fosse acabar. Será que algum dia aprenderei a largar ou só terapia resolve o caso?


A ordem era correr para se divertir, a missão: tirar fotos com todos os personagens que aparecessem pelo caminho (foram 14 paradas pelo que contei). E a espertinha aqui querendo fazer tempo! Querendo acelerar porque parou para tirar foto com o Jack Sparrow. Certo! Eu que não corria há mais de um mês achando que 21 k terminam logo ali!

Demorou algumas milhas para me adaptar correr com as asas, segurando uma varinha de condão, mas o que eu perdia em aerodinamica ganhava na torcida:
"Go Tinkerbell!"


A Disney é mágica, eu sei que já disse isso inúmeras vezes, mas é! Porque o espírito é esse para muitas Minnies, Patetas, Mickeys, fadas e princesas que você encontra correndo pelo percurso.
É emocionante entrar na Disney pouco antes do amanhecer e sentir a vibração da torcida gritando na frente do castelo da Cinderela. São sonhos, é magia, é voltar a ser criança correndo.


E depois de Alladin, Donald, um pouco de sofrimento, Cinderela, Buzzlight, Tico e Teco, os 21 quilometros terminaram ali, logo ali!

Obrigada especial a equipe gringa da New Balance que me recebeu de braços abertos na terra do tio Sam, Neaf fisio e pilates...to voltando! (e precisando!) e ao Diego Briganti que mandou um repertório incrível de músicas para eu correr!

2013. Seja muito bem vindo! Plin!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Meia Maratona da DISNEY - retirada dos kits


O que me encanta na maratona da Disney é a organização impecável no mundo do Mickey; seja para estacionar o carro, retirar o kit, conferir o chip, e considere isso para quase 60 mil atletas que participam das corrida nesse final de semana em Orlando. Nada abala o andamento pacífico do evento!


Não poderiamos esperar menos, afinal estamos na Disney, aqui tudo funciona na base da mágica! Essa magia me fez voltar, voltar e voltar mesmo não sendo fã de corridas no asfalto, em 2010 corri a minha primeira maratona, 2011 a meia maratona, 2012 o desafio do pateta (esse chega!) e 2013 de volta para a meia.


Como existe um ditado aqui nos Eua:
_"You can fake a half! (marathon)"
Você consegue correr meia maratona sem muito treino, dá para "enganar". Já uma maratona para as pessoas normais (ouviu João Marinho!) não dá para fazer sem treinar, então considerando a temporada de treinos em meio as festas de fim de ano, melhor jogar seguro; Vamos de meia!


Nesse ano a New Balance se tornou patrocinadora oficial da competição, e isso me rendeu um lindo tênis da Minnie edição especial da maratona que completa no domingo 20 edições!


_"Quanto tempo você vai fazer?!"
_"Boa pergunta; considerando minhas asas, varinha de condão e parada para foto com todos os personagens, eu não faço a menor ideia e se quer saber; isso tem me feito feliz!

O duro vai ser ter que acordar 3 horas da manhã para fazer cabelo e maquiagem.
Amanhã volto para contar como foi a prova.
Have a magical day!!!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Dia 4 - Snowbike a descoberta de 2013!

Correr de manhã. Por via das dúvidas melhor garantir a prática do dia...
Primeira corrida do ano! Então pronto, mais um esporte para a lista: #5 corrida!



Mas vamos ao que interessa: esporte #6!
Talvez nem precise chegar nos 365 para saber quais serão os top 10. Mesmo sem provar alguns o sexto sentido grita: "Esse vai ser pura diversão!"_anunciando a nova experiência que vinha pela frente: SNOWBIKE!


Diferentemente da bike ski que leva esquis ao invés de rodas, a snow bike é uma montain bike adaptada para a neve. Ainda existe uma confusão de nomenclatura snow bike e bike ski para a maioria significa a mesma coisa, talvez porque a snow bike da atualidade seja uma criação muito recente e a bike ski (também chamada de snow bike) apesar de não muito difundida já existe há muitos anos.

Eu já havia visto uma matéria sobre as magrelas (que não são tão magrelas assim) em uma revista de bike, agora com sua popularidade crescendo foi fácil encontrar para alugar.

As snow bikes surgiram para acabar com a sazonalidade do mountain bike. No inverno muitos atletas que moram na neve treinam ski cross country ou usam sua bike no rolo voltando a pedalar somente no verão. Com o novo brinquedinho é possível pedalar outdoor durante o ano todo. Mais um esporte de inverno que a cada dia ganha novos adeptos!


Entramos na pista de esqui no final do dia, mesmo sem saber as regras e permissões, seria mais fácil subir a montanha com menos esquiadores descendo. Vail está acima dos 2 mil metros de alitude portanto uma inclinação mínima já exige muito mais esforço cardio respiratório que o normal.

As pistas verdes da montanha de esqui (pistas com menor inclinação e menor grau de dificuldade) mostraram se ser as melhores para a escalada no pedal. A bike em alguns trechos íngrimes com muita neve dava uma patinada. É preciso ter técnica para conseguir controlar a tração dos pneus para que os mesmos não girem em falso. A sensação que tive nas vezes que perdi o controle foi a mesma de estar subindo uma estrada de barro batido com limo; é preciso manter a mesma velocidade e giro, qualquer vacilo: Pronto! está fora da bicicleta. Numa das vezes recebi ajuda de um esquiador para que eu pudesse subir na bicicleta e sair pedalando novamente.



"Será que ela se comporta bem na neve fofa?"
A resposta foi branca e gelada com risadas para tentar sair do buraco que me metera. Primeiro afundou o pneu da frente, logo em seguida a bike e eu.

Aprendida a inclinação e piso ideal agora era só traçar o percurso que fosse formado pelo maior número de pistas verdes possível e seguir rumo ao topo. Quase duas horas de escalada e apenas 500 metros de altitude ganhos já estava ficando escuro: hora de saber como a bike funciona na descida.


Na descida a bike me surpreendeu; ela tem mais tração do que eu imaginava. Mesmo descendo pistas azuis (mais ingrímes) ela se comporta bem. Claro que nas vezes que comecei a pegar mais velocidade e resolvi frear ela ficava mais arisca.

A experiência foi absolutamente completa; além de novas sensações nos trouxe um por do sol e final de dia abençoado!
Os próximos 359 esportes que se lixem eu quero mais é snowbike!

domingo, 23 de dezembro de 2012

Adventure Camp -Video de uma prova divertida!

A última competição do ano foi em ritmo de confraternização!
Disputa saudável, muitas risadas e diversão!
Como diz a Dri: "Eu amo ter amigos!"


sábado, 8 de dezembro de 2012

FLOWER PEOPLE naTRANSALPINE RUN - o filme!

O pricipal desafio de 2012 da equipe Flower People passou assim; rápido como a vida!
Dureza e Beleza no limite da prova mais desafiadora enfrentada até então.
Deixou nossas almas e corações marcados para sempre!



Obrigada Dri; Mana com você tudo fica fácil e divertido! Love you!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

ADVENTURE CAMP - praia da Baleia

Equipe Flower People no maior estilo Gangnam Style!

fotos Tulasi Cervenka
 
Algumas equipes cor de rosa começam tradicionamente numa mesa "de bar" numa conversa tímida que toma proporção e animo e concretiza se em algo mais divertido que a própria imaginação.

Maurício Cervenka recém aterrisado de sua temporada sabática na gringolandia amigo de Gustavo Thomaz, seu companheiro de Cape Epic e nosso companheiro de 21k na Ilha do mel, juntos com a dupla Flower People; Dri e eu. Pronto equipe cor de rosa formada!

Não foi fácil convencer os meninos a usarem as calças cor de rosa, mas talvez as risadas da véspera foram uma prévia do que seria corrermos uniformizados. Com ajuda externa (obrigada Gambá!) de quebra ainda conseguimos camisetas quase cor de rosa para completar o visual!


Largada de duck! Mesmo com um sprint absoluto da equipe, conseguimos escolher um duck que estava com a bóia direita totalmente murcha, e a medida que passava o tempo mais água entrava na nossa embarcação.

Na virada para a praia vizinha conseguimos convencer o staff que fazia o balizamento a trocar de duck com a gente! Santa idéia! Rapidamente estávamos remando com força total e recuperando posições perdidas.

Remar tá cada dia mais dificil (será isso falta de treino?!) Na praia a Dri parou para apartar uma briga feia entre dois cachorros. Vou te dizer, um deles tomou tanta remada que resolveu parar de morder o outro! De volta a prova fomos correndo em direção a costeira.

Gole de Redbull e incentivo da Elaine que corria na categoria solo. Mulherada em peso no Adventure Camp! A conversa durou pouco logo a Dri e eu éramos empurradas pelos meninos da equipe. Bora!


A costeira para mim foi a experiência mais prazerosa da prova, me fez lembrar porque competimos aventura. Experiências desafiadoras nos tiram da rotina!

Primeira bobeada da prova, eu perdi uma virada e ao invés de seguir a costeira subimos um escadão e fomos dar numa casa. Ops!
De volta as pedras. "Espera entrar no trekking que a gente recupera!"

O l e o d u t o, o perrengue de prova em praia normalmente tem esse nome. Toca a subir com um incentivo extra do Gambá na entrada da subida:
"Vocês vão subir!" dizia ele com gosto sabendo a inclinação da montanha que vinha pela frente.

Trekking ligeiro e após uma transição um tanto lenta para nos reabastecermos bem de água, logo estávamos na bike. Enquanto o Mau navegava, o Gustavo empurrava "as meninas" e a bóia na cintura da Dri ia apitando o tempo todo! Seguíamos num ritmo bom.

Larga a bike e segue para mais um trekking. "Ei vamos trocar a sapatilha?"
E na pressa a equipe optou em fazer o trecho sem tenis mesmo. Uma trilha no meio da mata que nos levava até uma cachoeira, e de sapatilha, fala sério! O mergulho na água gelada valeu o esforço.

De volta as bikes, agora trecho final. E foi bem nesse trecho final que conseguimos nos perder e conosco algumas posições...Argh! Faz parte!

Sob o sol de um domingo ensolarado regado a risadas e selado pela amizade cruzamos o pórtico de chegada na praia da Baleia! Segundo lugar na categoria aventura.


Obrigada Maurício, Gustavo e Dri. Equipe redonda, forte e alto astral! Que 2013 seja feito de muitas outras como essa! Mana, com você a diversão é sempre dobrada!


Aproveito a última competição do ano para agradecer de coração todos os meus patrocinadores de 2012: Sigavaris Sports, Suunto, New Balance, Hope, Neaf, Cofides, Flor e Trapo.
Tom Cox, meu brother mecânico top que cuida das minhas bikes.
Vocês tornam muitas aventuras possíveis e a vida mais divertida!
Acreditar no esporte, não é vender um produto e sim qualidade de vida!

Que venha 2013! Life is Good!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Uma aventura perigosa na Colômbia!

( Por motivo de segurança texto sem fotos. Usem a imaginação!)

De toda a cidade em Cartagena é possível ver o Convento Nossa Senhora da Candelária, padroeira da cidade reinando no cume do Cerro La Popa. De longe o único morro dos arredores parece ser um lugar pacífico, abundantemente verde coberto de mata no meio do caos urbano.

Esse seria o destino da minha corrida matinal. Perguntei na recepção do hotel como faria para chegar lá.  A recepcionista me disse que era longe, que subia muito e que era perigoso. Em nenhum momento ela me convenceu, eu já tinha estudado o percurso e o que ela me dizia não batia com o google maps.

Rota traçada lá fui eu a conquista do cume. Atravessei a muralha do centro velho deixando o conforto para traz. Na avenida já mais próxima do morro parei para pedir mais informações:

"Por onde chego subo para o Convento? É perigoso?"
A segunda resposta a mesma pergunta também não me assustou: "Tem policia por todo o caminho."

O acesso ao morro me lembrou Castelhanos na Ilhabela, para chegar à exuberancia verde é preciso passar por um pequeno trecho pobre, com casas e moradores humildes, talvez por essa semelhança em nenhum momento me senti desprotegida.

Pouco antes de entrar na rua que levaria até o Convento fiz as mesmas perguntas mais uma vez. A terceira resposta foi similar a segunda.

Começando a subir confirmei as informações; um policial de prontidão acompanhava meus movimentos. Duzentos metros mais para cima uma senhora negra  com poucos dentes na boca usando um gorro de papai noel me para:

"Mamitaaaa por Dios! No se puede subir és peligroso."

Entendendo que talvez estivesse passando a fronteira segura resolvi parar e dar ouvidos a ela que se empenhava em encontrar uma moto que pudesse me acompanhar até o cume. Nessa nossa conversa enquanto ela me explicava que eu ficaria sem tenis, sem relógio e sem a virgindade um menino se aproxima e confirma o fato: eu poderia ser arrastada para a mata.

A Colombia é como o Brasil; existem zonas perigosas e outras não, é preciso conhecer as fronteiras.  Abortando a missão fiz meia volta agredeci o conselho e cruzei a muralha volta ao oásis com uma única certeza: Papai noel existe.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O melhor recuperador do mundo!

Eu ia escrever algo em nossa defesa mas ninguém iria acreditar...

Esse foi mais um capítulo dos 320 km da Transalpine:


domingo, 18 de novembro de 2012

Mustang trail race - NEPAL!


A busca interminável traz com ela intermináveis possibilidades.

A minha principal competição de 2013 já foi escolhida (depois eu conto) e o que parecia ser difícil de achar nas últimas semanas, choveu nos últimos dias.

Aí resolvi fazer a WISH LIST, lista de desejos das competições que me tocaram, e compartilhar aqui no blog. Saindo da bike e voltando para as provas de corrida em estágio: depois de ter feito a Transalpine run estava a procura de alguma prova que tivesse condições parecidas.

Parecia que enquanto procurava do outro lado do planeta a prova era criada:
Mustang trail race, 8 estágios com  média de 20 a 40 quilômetros por dia em altitudes que variam pelos 3 / 4 mil de altitude! A primeira edição da competição acontece em 27 de abril a 10 de maio no Nepal.
O lugar é parece ser de tirar o fôlego, literalmente!

Vale a pena dar uma passada pelo site da competição Mustang trail race.
Curte provas de corrida em estágio?
Veja também Transalpine run (Europa) e Transrockies run (Estados Unidos).

Nas bancas!


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

De Luciana para Luciana

Outro tênis da coleção dos meus queridinhos. Esse estava estacionado no meu armário ha algum tempo, nunca fora esquecido por isso permanecia ali.

Corri com ele a Transrockies run em 2009, uma lembrança forte que não irei me esquecer: com minha dupla Cris ganhamos a última etapa da competição de 6 dias garantindo o terceiro lugar na classificação final.

Quando cruzamos a linha de chegada do sexto dia eu chorava que nem criança ao vencer a etapa competindo com duplas tão fortes.


Carinho, puro carinho. Por não ser a marca que eu estou correndo resolvi colocá lo na lista do Chulé de Cinderela.
"Chulé? Mas não era pé?"

Eu levei o tênis para Ivete, que trabalha na produção dos arranjos de flores na Flower People. Ivete quando não está trabalhando está se exercitando pelo bairro, caminhando com sua turma ativa de amigas!
Na semana seguinte quando encontrei com a Ivete perguntei como estava o tênis.

"Então Luciana, minha filha Luciana, que tem o mesmo pé que eu ficou com o tênis  e no final de semana passado já saiu para fazer sua primeira prova com ele!"

Aqui vão as fotos da Luciana em sua primeira prova de 5km como ela disse "Ficou um gostinho de quero mais!"




Lu,
Fico muito feliz em ver que o "nosso" tênis já voltou a competir, que ele te traga muitos bons momentos nessa vida! Continue correndo!
Beijos com muito carinho!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

DUATHLON - circuito fitness - Rio de Janeiro



Aproveitando a ida pro Rio, Régis e Inês, nossos amigos cariocas descolaram um duathlon no domingo para a gente competir. "Luli, vamos nos inscrever no "Fitness" que é curtinho. Vamos só na brincadeira!"

Seriam 2 quilômetros de corrida, seguidos de 4 km de bike e novamente mais 2 km de corrida para finalizar.

"Vamos Bia?"
"Vocês estão loucos, isso é explosão pura!"

As 11 da manhã mesmo com algumas nuvens no céu, o calor era digno do Rio de janeiro. No aterro do Flamengo abençoados pelo visual incrível do Pão de Açúcar largamos para a morte.

Acostumada com provas de endurance fiz pouquíssimas provas de explosão, então mais uma vez optei pelo "plano tosco" (aprendi o plano com a equipe de aventura OSKALUNGA, ainda bem que eles não patentearam porque é o meu favorito) ele consta no seguinte: largue para morrer e torça para cair depois do pórtico de chegada.

Alinhada para largar já ouvia meu coração bater descontroladamente, adrenalina corria solta pelo meu corpo.
"É só brincadeira? Alguém me ensina a brincar pelo amor de Deus!"

Hesitei em sair por alguns segundos, pois meu cérebro tentou identificar se aquele tímido apito era realmente o sinal da largada. Pronto! Plano tosco em ação; saí como se fosse correr apenas 200 metros e não dois quilômetros  Claro que foi só correr esse pequeno trecho para começar a pensar que o fim estava próximo, e nesse caso o meu e não o da prova...

O circuito era em voltas, tanto na corrida como na bike era possível ver quão perto estavam as oponentes. Quando cheguei na transição para pegar a bike, fiz o que eu já tinha ensaiado algumas vezes. Acredite, no dia anterior eu passei um bom tempo fazendo cálculos sapatilha X tênis / transição X performance. Até trocar de cadarço de tênis para um mais prático eu troquei! Também optei pela sapatilha porque o 1 minuto (calculo que fiz que demoraria em duas transições) eu provavelmente tiraria na bike clipando o pé.

Minha preocupação era perder a diferença que eu tinha aberto das mulheres justamente quando entrasse na bike porque não tenho treinado pedal mas felizmente consegui manter minha posição. Transição para a corrida final.
É difícil administrar a liderança:
"Vai! Você está 40 segundos na frente da segunda colocada, levanta esse joelho."_ gritou um dos treinadores que acompanhava a prova e para minha sorte parecia estar do meu lado.

Na corrida final pensava que tudo o que eu podia fazer era torcer. Torcer para que o meu melhor fosse melhor que a segunda colocada, se ela resolvesse atacar eu não teria forças para responder porque seguindo o plano tosco; me segurava para não cair antes do pórtico.

Ao som das buzinadas da moto batedora que me acompanhava e aos gritos da torcida dos amigos cruzei o pórtico em primeiro lugar.

Obrigada Régis e Inês pela hospitalidade e hospedagem 5 estrelas de sempre, carinho e amizade. Rosanne e Luiz é sempre bom estar com vocês. Bia e Gabriel que as nossas aventuras na cidade maravilhosa se tornem rotina.

Sigvaris Sports, New Balance, Suunto, Rocky Mountain, Hope, Neaf, Cofides com vocês a festa só melhora! Que venham mais brincadeiras como essa!






segunda-feira, 29 de outubro de 2012

NB890 & Jane Maria de Jesus

O NB890 lembra meu começo de patrocínio da New Balance, um tênis que mistura estabilidade e leveza. O modelo ganhou cores novas e não sai na lista dos queridinhos dos corredores de rua.

Em agosto do ano passado eu corri a meia maratona Golden Four aqui em São Paulo com ele, fechamos o percurso em 1:48'. Na época eu treinava para a Transrockies run, uma prova de corrida de trilha. Além da golden Four o NB890 me fez companhia para vários treinos.


Hoje ele seguiu para o Mato Grosso, a destinatária Jane Maria de Jesus, uma super mountain biker.

Jane, subiu na bike quando tinha 30 anos, o que pode parecer tarde para muita gente, para ela foi apenas o começo. Foi duas vezes campeã brasileira de XCO (2010 e 2011) apaixonada pela bike a atleta faz o impossível para participar de todas as competições do circuito. Representa a garra feminina e faz isso sem esforço com sorriso no rosto.


Jane
Te admiro muito, além de uma excepcional atleta contamina todos com seu alto astral e alegria de viver. Espero que o 890 te faça companhia em longas e lindas corridas pela Chapada dos Guimarães que vocês se levem para novas descobertas!
Ah! E mande notícias a gente quer saber a continuação dessa história!

Saiba mais sobre Jane:



E você tem um tênis esquecido no armário? Manda pra gente!
Certeza que ele pode se aventurar muito ainda por ai!