A Serra do Alvão veio para selar o sofrimento dos que largaram para mais um dia de competição. O calor que fez no dia agravou ainda mais as condições da etapa longa que deixou vários pelo caminho.
A Douro bike race consagra se por isso; é uma prova dura. Ponto.
Tem que ter treino e é preciso ter cabeça para sofrer. Por outro lado agrega uma grande experiência na bagagem de atleta e proporciona uma vivência espetacular e unica.
Mais um dia espetacular em estar na meta esperando os últimos a cruzarem, e seguindo o ritual que criou se o ultimo colocado era recebido com muita festa e champanhe!
Aos que sobreviveram a mais uma dura etapa ainda restava um dia!
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012
terça-feira, 18 de setembro de 2012
DOURO BIKE RACE -2 DAY Serra do Marão
O segundo dia da DBR marcado pelo primeiro longo estágio começou sobre a ponte São Gonçalo.
Difícil traduzir em palavras o que foi presenciar tal largada; O Sol da manhã iluminava a igreja e o pórtico, a ponte ainda escura foi ficando colorida a medida que os atletas iluminados preenchiam seu espaço.
Após um prólogo em festa estava na hora de sofrer um pouco; os atletas que não conheciam a DOURO BIKE RACE começaram a perceber o que vinha pela frente.
90 k numa altimetria bastante exigente, com trilhos em singletrack e muita pedra por todo o percurso. Tudo isso abençoado por uma paisagem de tirar o fôlego, literalmente.
O João e eu acompanhamos de perto toda a prova, largamos no jipe do Monteiro e depois ainda fomos do topo da serra do Marão até as margens do Douro de helicóptero para tirar fotos e acompanhar os atletas, confesso que eu tenho mais medo de andar no jipe...(Desculpa, Monteiro!)
Depois do longo passeio era hora de esperar os atletas na meta. Cansados mas com um sorriso grande de satisfação muitos reclamaram da ultima parte em singletracks, por mais incríveis que fossem os trilhos, a maioria já estava na expectativa de chegar.
Pois é pessoal como diriam as inúmeras plaquinhas espalhadas ao longo do percurso: "This is DOURO BIKE RACE."
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
PRÓLOGO DOURO BIKE RACE 2012
A cidade de Amarante parou para ver os quase 300 atletas que competiram na EPIC (4 dias de prova). O cenário da largada anunciava que a DOURO BIKE RACE veio em grande; um carro de boi foi instalado no largo São Gonçalo, o cartão postal da cidade. De 30 em 30 segundos os atletas largavam para o percurso de 10 k.
Uma festa celebrada por mountain bikers e turistas que dividiam o espaço maravilhados com o espetáculo.
A contagem regressiva para cada atleta era cantada pelas crianças que assistiam entusiasmadas a algazarra que quebrava a rotina de uma cidade naturalmente pacata.
Em clima de uma competição amigável e principalmente de celebração do esporte foi dada a largada para a DOURO BIKE RACE 2012.
Douro Bike Race 2012
Terceira edição da DOURO BIKE RACE.
Mais um ano que trabalhei como staff junto a organização da prova. Ver a evolução de uma competição que a cada ano parece ser insuperável e nos surpreender mais uma vez com os resultados é extremamente gratificante. Cada sorriso, choro, abraço e agradecimento nos toca e torna os concentrados quatro dias e noites de trabalho duro em memórias maravilhosas!
Obrigada a todos atletas e staff que estiveram presentes na DBR.
Nos próximos dias prometo contar mais de tudo o que aconteceu aqui em Amarante! Não saiam daí!
terça-feira, 10 de julho de 2012
O que está por vir Douro Bike Race 2012 Serra do Alvão
Fazer a segunda etapa do Alvão na Segunda feira levando em
consideração que nós tínhamos demorado 12 horas para fazer o Marão no sábado não
me soava como uma boa idéia.
Como diz o ditado carioca: “Passarinho que acompanha morcego
acorda de cabeça para baixo!”.
“Eu não quero pedalar 12 horas de novo!” _a mortal.
“Não se preocupe, não serão 12 horas!”_ o mutante,
obviamente nesse momento ele estava mais uma vez usando sua própria referencia;
“Que diabos 12 horas?! Quem demora 12 horas para completar 90 km?”
Nem preciso contar para vocês que o passarinho aqui começou
a chorar no quilometro 6. E você me pergunta:
“No quilometro 6?”
Eu te respondo:
“Isso mesmo no quilometro 6, e digo não é fácil acompanhar
João Marinho no pedal, quem já teve o desprazer de tentar sabe bem o que eu
estou falando, depois dizem que levamos com o homem da marreta! Eu vou te
dizer, o agente J. é o homem da
marreta!”
Enxugando as minhas
lágrimas com toda a paciência do mundo me disse que me levaria apenas até o
rock garden, que era uma parte do percurso que eu estava ansiosa para ver. Nesse
momento tivemos uma brilhante idéia; E se pedíssemos ajuda para os universitários?
Rapidamente o João pegou
seu celular e postou no Facebook
“A situação é a seguinte: estou com a Luli na serra do Alvão,
ela tá quebrada e precisa vosso apoio. Estamos no km 12 e são 90km da etapa 2
da DBR. Quantos mais comentários, mais kms ela faz! Bora lá comentar? Cada comentário
vale 1km”
Em poucos minutos já tínhamos quase 40 comentários, a partir
daí eu já estava pensando com é que eu ia fazer para seguir já que
provavelmente a postagem atingiria 90 comentários. No final do dia foram quase
150! Aí eu lhes pergunto: “É assim que vocês me consideram? Me obrigando a
pedalar 90k com o mutante, vulgo homem da marreta?”
João me explicou o percurso, com montanhas tão visíveis fica
fácil identificar em que parte da etapa nós estamos. Nessa etapa não existem os
malditos cata-ventos brancos, nela o principal referencial é o morro da Nossa
Senhora da Graça. Claro que 60 k depois o nome do morro foi alterado!
O rock garden é uma parte saborosa da DBR para quem aprecia técnica.
Eu mesmo me deliciei com alguns trechos, em outros desci da bike, não tanto
pelo medo das pedras, mas a lateral da trilha tem um “precipício” e isso
atrapalhou minhas idéias.
Fui posta à prova fazendo todas as etapas da competição que
será em setembro, desde a primeira etapa eu aprendi algo e pude contar para os
interessados; aprendi lidar com o calor, a nunca olhar para o topo do morro que
é sempre para lá que a gente vai, aprendi que todo percurso deve ser respeitado.
O que eu ainda não tinha aprendido era que eu tinha que me cuidar para não
ficar assada.
Embora tenha feito algumas competições em estágio isso nunca
tinha me acontecido, e depois do meio do percurso a situação ficou grave.
“A tragédia de um dia
da nossa vida tem potencial para virar comédia no dia seguinte.”
Na hora não teve graça, ouviu Nossa Senhora? Não teve graça
nenhuma eu ter que andar algumas subidas com o calção no joelho rezando para não
aparecer nenhum pastor. Não teve graça também em ter que trocar de bermuda com
o João (isso é que é namorado!) para ficar com uma roupa menos justa. Na hora não
teve graça em ter que ligar para o Luis Leite ir de encontro a nos trazendo
pomada.
Enquanto isso choviam comentários no facebook! Foram quase
30 k pedalados em pé graças a vocês meus amigos.
No final do dia o por do sol, a lua que nascia quase cheia,
intensificados pelo meu sofrimento deixou aquela tarde vívida na minha memória.
O silencio de espírito, o sorriso banhado a lágrimas de satisfação em ter
completado a etapa, e não ter demorado 12 horas, ter demorado quatorze!
Quando chegamos a extremos a vida toma uma proporção diferente,
nosso referencial muda, depois de tudo isso um banho e uma Coca- cola bem
gelada e a vida tem um sabor muito mais especial.
Amigos, aproveitem a Douro Bike Race, ela foi feita com
muito amor e carinho para que todos possam viver 4 dias intensos que ficarão na
memória vívidos e coloridos.
Love the ride!
Quer saber mais sobre as etapas? leia no blog da Douro, lá o mutante conta tudo tim tim por tim tim!
quarta-feira, 4 de julho de 2012
O que está por vir DOURO BIKE RACE 2012 Serra do Marão 1a Etapa
A saga continua. Isso mesmo, vocês pensavam que eu me renderia no episódio da Serra da Aboboreira? Que nada! A nossa ficção cientifica continua e com ela, nosso personagem pricipal o mutante:
"Não,não, não! Não é assim, que voce deve fazer um downhill."
"Nao???"
Eu, que ate aquele momento, me achava a rainha master detendora da melhor técnica de downhill do universo descobri que tudo o que eu precisava era aquele aparelhinho pretinho do agente K do M.I.B., sabe? Aquele tubinho pretinho que tem um flash todo poderoso que apaga a memoria do indivíduo? Então; tudo o que eu sabia, toda aquela abundante técnica que eu me gabava deveria ser esquecida, pois estava absolutamente TUDO errado!
CAPÍTULO DE HOJE: A SERRA DO MARÃO
Como a serra da Aboboreira, a do Marão também detém as torres eólicas, aquelas que ficam no topo da montanha, lembram?
Não que eu não tivesse saído preparada psiologicamente para elas mas agradeci muito a São Pedro o tempo nublado. Primeiro porque nem que eu quisesse veria os malditos cata-ventos gigantes e depois porque o calor tinha dado uma trégua e isso num percurso de 90 k faria toda a diferença.
Eu ainda não sabia que as inimigas da etapa já me rondavam naquele instante.
Lá fomos nós, a dupla estáva muito afinada. Depois do primeiro capítulo sabíamos que para sobrevivermos as nossas diferenças (o relacionamento de uma mortal com um mutante) tinhamos que fazer uns pequenos ajustes para que as horas de pedal se transformassem em horas de prazer. Claro que depois de 8 horas em cima da bike, isso ficaria inviável, mas naquela altura a gente ainda não sabia disso.
Eu estava com outro pique, me sentindo bem. Nas subidas mais potentes me agarrava na mochila do Jony e lá ia puxada por ele montanha acima. Assim íamos dividindo e apreciando as belezas do caminho "Que Lindo!".
É incrivel como três montanhas tão próximas podem ter personalidades e características tão diferentes. O Marão tem escala monumental, a montanha nos marca pela grandeza de seus paredões de pedra. Antagonicamente ao mesmo tempo que faz sentir nos pequenos, nos torna donos do mundo. No topo, com o som imponente da pá eólica cortanto o vento é possível ver o horizonte desaparecer. Lá estamos sós e inteiros, de alma cheia.
Depois de apreciar a vista e de fazer mais uma produção fotográfica era hora de descer. É nas descidas que como eu, os nossos heróis descobrirão em setembro as verdadeiras inimigas da etapa: as Pedras! Se você tem treinado pernas para a DBR, eu posso te emprestar o aparelho do agente K! Você precisa é treinar braço!
Depois de mais de oito, nove horas acumuladas em cima da bike, para quem já passou sabe que é hora de começar a alucinar. Eu não aguentava mais andar com aquela britadeira na mão. Torcia para que chegassem as subidas porque as descidas eram impiedosas. Foi ali que houve um concenso mutante-mortal e o voto mortal prevaleceu; cortamos da DBR uma descida por uma trilha corta fogo cheia, mas cheia de pedras e muito íngrime. Na verdade eu acho que o Jony cedeu porque senão teríam que ser instaladas redes e bolsões para segurar os atletas que ficariam pelo caminho.
Após doze horas de trabalho terminou nosso passeio. A primeira etapa da DBR 2012, a Serra do Marão, pelo menos para mim era história, mas não o final dela, ainda tínhamos mais 90 k do capítulo final; o Alvão.
Dicas para etapa; treinem braços e preparem-se para sofrer. Para uns o sofrimento chegará primeiro, para outros um pouco depois, mutante ou mortal você VAI SOFRER e isso não tem negociação.
Ah! No dia 14 de setembro, quando você estiver descendo por um caminho paradisíaco lindo em asfalto lembrem se de me agradecer!
quarta-feira, 27 de junho de 2012
O que está por vir na DOURO BIKE RACE Serra da Aboboreira a 3a etapa
_"Me diz o que que tu achas!" me disse enquanto subíamos a serra da Aboboreira. E continuou:
_ “Porque nem que quisesse jamais conseguiria
fazer a etapa a essa velocidade.”
Esse é o custo de pedalar com o mutante João
Marinho, é preciso entender que ele não faz a menor idéia o que se passa com
nós; pobres mortais.
Tenho que
admitir que por mais que venha aprimorando essa consciência, ouvir aquilo
surtiu um efeito negativo, se já pedalava devagar meu ritmo caiu mais ainda.
A serra da
Aboboreira será a ultima etapa da Douro Bike Race com aproximadamente 50
quilômetros. Tem um percurso totalmente pedalável. Na edição do ano passado ela
era a primeira serra com a menor distancia dos três dias de prova, mas a menor
distancia não deve ser menosprezada. Houve quem dissesse que foi a etapa mais
dura.
Em minha
opinião esse ano não será muito diferente.
A primeira
parte da etapa é feita de sobes e desces. Logo nos primeiros quilômetros é
possível ver de longe (bem longe!) um “casal” de torres eólicas no topo da
serra:
_ “Está
vendo aquelas torres?”
_ “Sim.”
_ “É por lá
que iremos passar.”
Nas 2 horas
seguintes eu desejei arduamente não ter essa informação.
A subida ao
topo da serra tem alguns patamares para o alívio das perninhas e das ovelhas =)
logo no primeiro deles numa reta de asfalto encontramos com um carro de doces!
Eu já no auge da minha hipoglicemia ataquei um folhado com creme, e logo meu
humor já começou a melhorar. Não! Eu não fico mal humorada de fome. Ouviste?!
Toda a
dureza da etapa é recompensada com a beleza do alto da serra; lá um enorme
planalto verde emoldura a vista da cidade e arredores. As estradas de areia
branca refletem o sol. O vento sopra. Ali é possível sentir se mais vivo. A
segunda recompensa da etapa é o downhill; com trilhas bem variadas, algumas
técnicas e deliciosas de se descer de volta até Amarante.
Resumindo e
respondendo a pedidos vou enumerar os inimigos da etapa da serra da aboboreira:
1º João
Marinho: esse será sempre o seu primeiro inimigo, foi ele que escolheu a dedo
as trilhas da Douro Bike Race. O que pode ser incrível porque teremos sempre os
trilhos preferidos de um mountain biker apaixonado, também pode ser um problema
porque nesse caso a referencia de esforço que ele tem é a dele.
2º O calor
pode ser outro vilão nas etapas, para nós brasileiros o calor é diferente; é
seco e às vezes quando percebemos já é tarde demais. Uma parada num tanque foi
abençoada, o mergulho na água gelada prolongou um pouco a vida útil da minha
bateria. Um pouco. Portanto hidrate-se e refresque-se!
3º As Silvas
e Urtigas. Silva para quem não é de Portugal é um arbusto cheio de espinhos e
Urtiga é outro arbusto que ao tocar a pele deixa um ardor não muito agradável.
A sorte dos atletas é que nos pontos mais críticos as trilhas serão limpas para
a competição.
4º A
distancia. A etapa da aboboreira não deve ser encarada como uma etapa
curta porque ela é dura. Não largue com aquele pensamento de ultimo dia “Já
ganhei!” ou “Já terminou!” Respeite a montanha!
5º Last but
not least; As torres eólicas. Inimigas do psicológico. Se você olhar para cima
sempre irá ver lá no topo do mundo os malditos gigantes cata-ventos brancos, e
por mais que você pedale na velocidade do “chefe” vai demorar a chegar lá
acima. Portanto foque no presente, não olhe para cima e divirta-se!
*Observação durante metade do percurso a autora da postagem estava quebrada a outra metade com fome. A mesma encontra se em uma fase destreinada na bike. O leitor deverá levar essas questões em consideração ao interpretar o texto.
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