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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Peregrinando! Navasfrías à Guarda * bike trip Day 2

Acordei arrumando a corrente da minha bicicleta. Dessa vez não precisei da pedra porque tinha as ferramentas do dono da casa rural, mas ainda assim precisei da minha tesoura.
A saída do pequeno vilarejo de Navasfrías já foi por vielas de terra, e o percurso seguiu assim 80% do dia.


Não demorou muito cruzei a fronteira de Portugal. Me senti em casa. Comerçaram os vilarejos feitos de pedra, as fontes de água pelo meio do caminho, pequenos paralelepípedos, estreitos caminhos. O paisagismo variado dos campos verdes, plantações e campos amarelos de trigo me trouxeram uma paz que me fez esquecer o peso da mochila e o destino, estava ali a passeio e o mundo parecia todo meu.

Minha alma é mais portuguesa que francesa ou holandesa, talvez meu bisavô esteja mais carregado nos genes dos que os outros, ou talvez fossem os passarinhos, um caminho inóspito ou o dia, o fato é que estava totalmente conectada com o caminho.
De alma cheia.


Passei por muitos Vilarejos e claro que em nenhum deles tinha restaurante, só cafés. Num deles que perguntei se tinha comida e não conseguia parar de olhar para o prato bem servido que esposo da dona do café comia. "Batatas!" Como eu queria uma batata e um peixinho.

Sem sucesso depois de uma coca- cola, segui viagem comendo o pouco que levava comigo; salgadinho, balas e azeitonas. Só fui conseguir almoçar no destino final Guarda, uma cidade grande (levando em consideração os vilarejos, não são Paulo!) Depois da parada no Mc Donalds (não me recriminem) resolvi achar um hotel um pouco afastado da cidade. Sessenta quilometros rodados em um caminho mágico. Que amanhã seja igual!

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Plasencia à Navasfrías * biketrip Day 1

Saí de Plasencia as nove da manhã, ainda sem muita vontade de pedalar. Meu corpo ainda estava sentido o peso do Xterra. Eu tinha planejado pedalar ao redor de 50 e poucos quilômetros levando em consideração experiencias anteriores e condição física atual.


Dessa vez sem a Brava e com a minha mountain bike Rose Rocket teve que ser diferente; toda a carga seria levada nas costas, até que para quem veio competir e pretende passar quinze dias por aqui consegui me comportar muito bem montando uma não tão pesada mochila. Obvio que optei por arriscar e não levar ferramenta nenhuma de bike, tudo o que eu tenho é uma tesoura e olha que eu pensei em abandoná la ao sair do hotel, depois mudei de ideia porque pode ajudar em alguma emergência. Se pudesse escolher prefiro pedalar uma bike muito pesada do que ter que carregar tudo, mas como não tive escolha, segue!


Mais uma vez baixei a rota no Suunto para ter liberdade de saber o caminho sem ter que depender de ninguém. Dessa vez escolhi uma rota a pé nas opções do google considerando que poderia passar com a bike em todos os lugares.


A primeira estrada já me deixou feliz, com pouquíssimo movimento de carro e paisagens bonitas me levando a mudar o astral de quem não estava querendo pedalar. Seguindo o Suunto o caminho me mandou para dentro de um parque; estrada de terra com árvores verdes dispersas em campo amarelo. Lindíssimo!


No meio do parque sem aviso prévio a corrente arrebenta e cai no chão. Eu olhei para trás meio desacreditada que isso pudesse estar acontecendo. Otimista de plantão a primeira coisa que pensei "Ainda bem que isso não aconteceu no meio da competição" em seguida vem o pensamento realista "Como vou arrumar isso?"


Lá estava eu e ela cara a cara: "Santa tesoura!" Eu demorei um tempo para conseguir me entender com a corrente e depois com ajuda da minha unica ferramenta finalmente reencaixei, ai foi só achar uma pedra e bater na corrente para fechar. Claro que no primeiro momento eu coloquei ela errado na bike e quando sai pedalando o barulho esquisito me dizia que era melhor eu rever o concerto. Pronto! Depois da parada obrigatória segui viagem pedalando bem de leve para não forçar nada.


Não demorou muito cheguei em Villasbuenas de Gatas o vilarejo que tinha planejado ficar, mas a casa rural que tinha marcada no google maps não estava ativa, como era cedo e o vilarejo era bem pequeno abasteci de água na fonte da cidade e segui para encarar a serra.


Uma cadeia de montanhas fica na divisa de Portugal e Espanha nessa região que estou por isso havia planejado para parar antes, a serra no final do dia com o acumulado poderia doer. Como os dias escurecem as 10 da noite tinha bastante tempo para subir com calma. De fato foi o que fiz; saí da bike coloquei a mochila chumbo (pois é o tempo passou e revi meus conceitos) em cima da bicicleta e fui andando calmamente. A montanha demorou muito para terminar mas minha alma estava em paz.


O segundo plano de ataque era El Payo, mais um pequeníssimo vilarejo, que descobri ter uma casa rural e guiada cheguei ao local:
"Boa tarde, a Sra. é a responsável pela casa? Posso dormir essa noite?"
Com pouca boa vontade a espanhola me respondeu:
"A casa está ocupada. Mesmo assim eu não alugo para uma noite."
Eu já tinha entendido na primeira frase, a segunda resposta gratuita só me fez imaginar que poderia vir a terceira: "Dorme na rua, bitch!" mas antes que isso acontecesse agradeci, montei na bike e segui mais doze quilômetros rumo a Navasfrías.

Quase as sete da noite já perto do meu limite cheguei a mais um vilarejo. Dessa vez tinham placas de duas casas rurais. Bati em uma delas e ninguém atendeu, ai me informaram que os donos do bar da cidade eram os mesmos, então fui ao bar. No caminho a minha corrente voltou a arrebentar, sem arrumar segui a pé.

"Boa noite, me informaram que poderia ter informação das casas rurais aqui."
Outra senhora tão simpática quanto a primeira me responde:
"As casas são do meu irmão e ele não está, não há nada que eu possa fazer. Você pode tentar o próximo vilarejo."
Havia mais pessoas no bar que me olharam com cara curiosa.
"Mas não existe nenhuma opção aqui?"
"Não." novamente sem boa vontade.
"Bom então eu vou dormir na rua mesmo porque não posso mais pedalar."
Pedi uma Coca-Cola e a senha da internet para ver se tinha alguma luz. Nesse meio tempo imagino que alguém se sensibilizou e conseguiu amolecer o coração de pedra da mulher.
"Vou tentar falar com meu irmão."

Felizmente o dia acabou bem e suas filhas fofas me acompanharam de patinete até a linda casa rural. Em Navasfrías com sabor de doce imprevisto, termina o primeiro dia da aventura de pedal rumo a Portugal. Amanhã tem mais!


segunda-feira, 8 de junho de 2015

relato Xterra Extremadura - Campeonato Espanhol

A área de transição estava em festa. Dez mulheres que competiam nos grupos de idade à vaga do mundial no Havaí. Das 10, éramos quatro da mesma categoria.


Houve uma conexão imediata entre todas. No meio de tantos homens, as poucas guerreiras dividiam experiências e sorrisos. Tinha Italiana, espanhola, austríaca, suissa...

A primeira saída foi dos prós, seis minutos depois a masculina dos grupos de idade e após quatro minutos finalmente nós mulheres.


A largada para nós foi as 12.40 hs Até agora estou tentando entender porque raios eles fazem a largada nesse horário, no auge do calor. O mais engraçado é que ser brasileira parece ser sinônimo de saber aguentar temperaturas altas:

"Eu não suporto calor, meu rendimento cai totalmente."
Em seguida vem a resposta padrão: "Mas você é brasileira..."
Como se ser alemão ou suíço desse algum credito maior anti calor.
"Sim sou brasileira, não suporto calor e tem mais também não sei sambar!"


Das 162 pessoas que largaram 161 estavam de neoprene. A natação no rio Jerte foi provavelmente a mais traumática de todas as experiências; destreinada, sem neoprene em gélida água doce eu via o grupo de mulheres se distanciar. Sai da água, após muita luta e provavelmente 10 minutos depois da ultima mulher. Minha fama estava feita.

Entrei no mountain bike ainda atordoada, saí pedalando forte porque tinha o corpo frio da água. O começo do percurso me deixou pessimista "Lá vem mais um pedal sem técnica." E de fato os primeiros quilômetros eram estradões ou singles feitos para girar.

Quando estava perdendo as esperanças o primeiro downhill técnico com pedras e dropes me arrancou sorriso do rosto, e nesse começo de prova deixei 3 mulheres para trás. o primeiro loop foi relativamente tranquilo, em alguns momentos era preciso descer da bike e empurra-la, trechos impedaláveis! O segundo loop tinha um uphill muito exigente e o calor estava castigando muito.


Ultrapassei mais uma mulher, que ainda lutou e ficamos disputando posição por um bom tempo. Depois do quilometro 26 eu já não tinha mais forças; a subida continuava e o calor piorava. Pedalei alguns momentos com Ceci, um senhor de 67 que exala bom humor, e mesmo com tanto sofrimento seguia cantando e fazendo brincadeiras.
 "Calor infernal." As palavras do briefing na véspera ecoavam na minha cabeça. No final da bike nem os downhills técnicos me divertiam mais, eu estava mais perto do meu limite, mas foi na corrida onde quase o ultrapassei ele.

Eu tinha duas informações: o depoimento do campeão do mundo de que a corrida era extremamente exigente, e alguém que me disse que subiríamos até as antenas.


"Venga Luli!" passou Ceci desta vez cantando garota de Ipanema.
"Ceci estou morta! Você jura que temos que subir até aquelas antenas?"
"Si!"
"Mas enconstar mesmo nelas?"
"Sim. Eu ouvi no rádio que uma brasilera estava mal, não é você né?"
"Sou a unica brasileira da prova."
"Falaram que ela estava tendo muita dificuldade na água."

Com esse comentário tudo que consegui fazer foi sorrir! Na água, na bike e agora na corrida, em nenhum momento a prova ficou suave para mim, mas o pior estava por vir. Ritmado Ceci se afastou me deixando sozinha novamente.

O calor dos infernos chegava dos céus e brotava do chão e piorava a medida que a subida ficava mais ingríme rumo ao topo. Eu parei em uma das pouquíssimas sombras que cruzei no caminho para tentar escutar meu corpo que gritava em silêncio.

"Será que descobri meu limite? Será que tenho forças para continuar? Será que devo continuar?" Nunca quatro quilômetros pareceram tão distantes.

"Venga! Já está quase mais um pouco você está no topo" Uma moça da organização vendo meu estado tentava animar.
Meu estado era tão ruim que nem na descida eu consegui correr. Tive que sentar mais uma vez.
"Você está bem?" o moto vassoura passava para checar.
"Não, estou morta. Você tem água?"
Aproveitei a ajuda para jogar mais água na cabeça e tentar baixar a minha temperatura corporal. Depois disso ainda parei mais uma vez ao ver o carro médico.


Quando avistei a catedral de Plasencia consegui correr novamente, nos dois quilômetros finais.
Comecei a chorar antes mesmo de cruzar o pórtico, ao passá lo me debulhei em lágrimas. Todo esforço tinha ficado para trás. Foram 6 horas e 20 de prova (No Havaí foram 4.47hs) segunda da minha categoria garantindo a vaga para o mundial pelo campeonato espanhol. Quem diria! Xterra agora a "Extrema dura" era história, uma boa história.

***
Me aproximando da tenda:
"Posso fazer massagem?"
"Você é aquela que nadou sem neoprene!"
***
Obrigada New Balance, Ready4, Suunto e à todo staff e organização do Xterra Extremadura.
Agora é beber a garrafa de vinho e ir até Amarante pedalando.
Não saiam daí!



sábado, 6 de junho de 2015

Xterra Extremadura Espanha - Pré Prova

Para minha surpresa quando cheguei no aeroporto de Madrid o fiz sozinha, minha bike havia ficado na escala em Lisboa!

Hermes e Fabian dois figuras da organização foram me buscar e tivemos que ficar fazendo hora até que finalmente as duas da tarde pudéssemos voltar para o aeroporto e pegar a bike que chegou dois voos depois.

Gravamos um "vídeo pedido",os dois tentaram fazer com que Ruben Ruzafa o campeão mundial montasse a minha bike, mas infelizmente hoje ele está ocupado.

Nesse meio tempo descobri várias coisas da prova amanhã; ela é a mais longa de todos os Xterras que fiz (até mesmo o Havaí) serão 1,5k de natação, 40k de bike e 10 de corrida.

Cheguei a Plasencia a cidade da competição no finalzinho do dia, uma cidadezinha há duas horas de Madri encantadora! (amanhã juro que posto fotos) Deu tempo de tomar banho montar minha bike rapidinho e ir ao briefing e pasta party.

O briefing começou com palavras que me assustaram: "Um grande nível de exigência mental." "Temperaturas infernais." De cara lembrei da prova do Havaí, com a diferença de que aqui o calor é seco, ou seja quando acha que está desidratando já está desidratado faz tempo!

A natação será em rio. Me perguntaram se eu tinha treinado para entender o que pode acontecer. Pra que? Temos que manter a tradição, nada de fazer percurso, já que vamos com emoção que seja tudo surpresa! Claro que eu deixei o neoprene em São Paulo, levando em consideração que daqui volto pedalando para Portugal, qualquer peso extra não é bem vindo, mesmo que seja para ganhar alguns minutos de prova.

Amanhã as mulheres são as últimas a largar, serão 4 largadas seguidas, saímos 6 minutos depois dos Pró. Ah! Ruben Ruzafa o Sr que se cuide!

Boa noite! Quem vem comigo?


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Baqueira Beret! As famosas produções de FOTOS!

Os momentos mais engraçados do dia eram as paradas para as produções de fotos. Tinha sempre um diretor de produção, e muitos assistentes claro, afinal depois de criada a idéia, sempre dava para melhorar!
E entre risos e gargalhadas as fotos eram tiradas.

 A briga era sempre com o disparador automático que nem sempre esperava a melhor posição...

...mas todas as vezes arrancava mais risadas dos que estavam a espera...

 E muitas vezes olhares curiosos dos que passavam:
 "Que raios estes andam a fazer?

 E assim num clique, passaram-se cinco dias incríveis...

 ...e como fotos cheias de cor ficarão guardados na memória.

Ana, Alfredo e João, obrigada pela companhia espetacular!
Vocês são demais!
Fui!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Baqueira Beret


Continuando com os esportes de inverno de volta à neve!
Ao norte da Espanha, nos pirineus fica a estação de esqui Baqueira Beret. Uma viagem divertida. Saímos de Lisboa com parada em Madrid.
O quarteto; Ana, Alfredo, João e eu!

Tá muito bom esquiar porque a temperatura está quente!
O João hoje já deu um show a parte; caiu no meio do tele-esquí (aquele esqui lift que o Alfredo chama de puxa rabos) e não largou; foi arrastado por vários metros na neve.
A "Iana" e eu não conseguimos parar de rir até agora!
Amanhã tem mais!