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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Disney's Marathon Weekend - Relato dos 31 k


Segunda edição dos dez quilômetros da Minnie. Dessa vez meu corral de saída era o E, ou seja com o últimos dos últimos.

Demorou mais de quarenta minutos depois da largada dos primeiros para sairmos correndo. Fazia muito frio, sorte que minha roupa de Sra Incrível estava ajudando.

Mais um ano que encontrei com meu parceiro de Disney, Rick, dessa vez ele largou na frente e combinamos que correríamos pelo canto esquerdo da multidão.

O lado ruim de largar no fundão é ter que desviar de todas as pessoas que tem pace menor, em compensação a diversão é que tudo é ultrapassagem.

Alguns quilômetros depois da largada nos achamos:
"Que pace é esse?"
"Hoje é dia de correr Rick, amanhã a gente tira foto com os personagens!" Me referindo a meia maratona que iríamos correr no dia seguinte.

Assim fomos ultrapassando a maioria dos corredores. O pace estava sempre acelerado e quando o meu ritmo caia logo ele tomava a frente e encaixava a velocidade novamente.

No ano passado largamos na elite, quando vc larga no primeiro pelotão fica fácil tirar fotos com os personagens da Disney porque poucas pessoas que correm no pace acelerado param. Como dessa vez tinha largado la trás, tirar foto significava sacrificar muitos minutos na fila formada pelos corredores, então a estratégia foi deixar os cliques para o dia seguinte.

Fechei a prova com 48, pace constante de começo ao fim graças a meu parceiro que em nenhum momento deixou o ritmo cair. Prova "Incrível"!


(Numero de finishers 10.949 sendo 6.309 mulheres)


21 quilômetros...

Na madrugada seguinte (sim para você que está aí; as largadas das provas da Disney são as 5 da manhã) felizmente demos um jeito de largar no segundo pelotão. Assim já saímos no mesmo pace dos atletas a nossa volta.

Sexto ano que corro nas terras mágicas do Mickey: já devia saber que não devo sair acelerada, mas não sei explicar porque (talvez seja a adrenalina de largada) sempre dou um passo maior do que a perna.
"Onde a louca vai?"


Perdi o Rick. Claro que depois dos 10 quilômetros meu ritmo já começou a cair e quando meu parceiro passou eu já não tinha mais condições de acompanhar.

Hora abençoada de parar para as tradicionais fotos: descanso merecido com Mickey, Pateta, bruxas e princesas.


Fui com musica nos ouvidos mas toda hora que passava por alguma atração dava um pause para o entorno. High five para os torcedores de plantão que chamavam e incentivavam: "Go, go Anna!"
Na Disney a brincadeira é levada a sério, é impressionante a quantidade de pessoas que correm fantasiadas.


Esses relatos serão sempre repetitivos; quando chega a Disney e o castelo da Cinderela:
"Ah o Castelo da Cinderela! Esse ano especialmente congelado pela minha irmã Elsa!"


Era possível ve lo aceso prateado a distância! Música de conto de fada se mistura com o grito da torcida e isso tudo vira um bolo na garganta, olhos mareados. Olho para o céu e penso nas pessoas que gostaria de compartilhar o momento. Agradeço!


A "volta" para casa é sofrida mas recompensada normalmente por lindos amanheceres de dia.
1h52 de momentos mágicos que mais uma vez concretizam se em uma linda medalha dourada!

(Numero de Finishers 22.081 sendo 12.379 mulheres)

domingo, 11 de janeiro de 2015

Snowkite # 90 / 365

Antes de chegar a estação de esqui de Keystone, no Colorado, existe uma represa enorme entre as cidades de Dillon, Frisco e Breckenbridge. Rodeado por montanhas o lago no inverno se transforma num platô congelado, perfeito para a prática do Snowkite nos dias de vento.

Anton, instrutor e dono do Colorado Kite Force já pratica o esporte há 15 anos. Eu nem imaginaria que o snowkite pudesse ser tão "velho".





Já com nível iniciante-intermediário de kitesurf achei que pudesse migrar para a neve.


Mesmo porque sendo a lazy kitesurfer que sou (leia a última aventura que deu origem ao nome) provavelmente na neve seria melhor porque não teria que "nadar" para buscar a prancha.


No Snowkite pode se utilizar a mesma pipa do kitesurf, mas também existe um kite específico para os praticantes de inverno; ele não é inflável e com pouquíssimo vento já sai do chão.

É possível praticar tanto com snowboard quanto com esquis nos pés.



O dia estava lindo porém as condições não eram as melhores e o que eu mais fiz foi ficar a espera do vento.

O instrutor me mostrou como comandar o kite e os segredos do novo brinquedo; que além de todas as vantagens citadas ainda pode ser decolado e aterrissado sozinho, sem ajuda de ninguém!


_ "Nossa como você maneja o kite com delicadeza!" Disse Anton imaginando que pudesse acontecer o contrário.


Mal sabia ele que meu corpo estava no alerta vermelho, só eu sei os saltos que dei na água tentando controlar o "cavalo bravo" e ali, mesmo com pouco vento, não queria correr o risco de ser arrastada. Na neve (agora vem a desvantagem) nem tente puxar o kite porque se for ejetado a aterrissagem não será das melhores.




O vento quis me deixar com motivos para voltar, após poucas empinadas de pipa, ele resolveu sumir e nem os esquis nos pés eu cheguei a colocar.

Mas o pouco contato e experiência que tive e vi percebi que na neve a diversão é garantida.

Quanto ao Sr, Sr Snowkite, me aguarde; I'll be back!



quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Ski Crosscountry # 89 / 365

Os começos de ano parecem sempre chegar com novos esportes. Desde criação do projeto #365sports, tinha na wishlist a modalidade top condicionamento físico.
Quando chegamos em Keystone ganhamos um vale atividades e quem diria...

Numa manhã branca decidi que iria correndo para o local da prática. No meio do caminho resolvi perguntar se o Nordic Center estava próximo.
_ "Não dá para chegar lá andando!" _ me disse uma instrutora de esqui. "Deve ser umas três milhas daqui."
Ignorei a resposta e segui na direção que ela me indicou. Sem um mapa segui minha intuição e quando comecei a subir uma montanha, achei que pudesse estar errada resolvi parar um carro:
_ "Você tem que voltar tudo."
Resolvi aceitar a carona já que eu estava atrasada para a minha primeira aula.


Acreditando que as coisas acontecem por um motivo achei que o meu atraso poderia ter seu lado bom.
_"O grupo já começou, você vai ter que esperar uma hora, mais ou menos." ... ou não.
Quando Jana uma senhora se prontificou a me dar as primeiras instruções até que eu estivesse apta a me juntar ao grupo.


A bota do esqui cross country não tem nada do esqui tradicional, ela lembra uma bota de trekking bem confortável com um encaixe apenas na parte da frente para prender nos esquis e esse são bem mais fininhos que os outros.

Rápido de se equipar e logo estávamos no meio de um campo branco gelado para as primeiras instruções. Seguia os movimentos da minha mais nova professora checa, com seu inglês de sotaque nazista e sua conduta rígida: "Melhor me comportar!"

Não demorou muito para Jana se empolgar ao ver que estava levando a "brincadeira" a serio. Em poucos minutos eu já estava exausta.
_  "Você tem que sentir que seus braços estão trabalhando muito."
Meus braços? Minhas coxas já estavam saturadas, eu comecei a sentir músculos na panturrilha que eu nem sabia que existiam, abrindo o meu casaco para ver se conseguia diminuir o ritmo cardíaco acelerado do meu corpo. Morrendo de calor!


O esqui cross contry me lembrou o movimento da patinação, e com a memória muscular de tanto esporte misturado não demorou para conseguir acompanhar o ritmo frenético imposto pela general.

Sem duvida nenhuma é uma opção excelente de treinamento, super completo trabalha o corpo todo, somado com a altitude exige muito preparo físico.Um esporte de neve delicioso para aqueles que buscam algo mais além de descer montanhas.

Logo estava junto com Jana e os outros alunos do grupo que haviam começado antes. Na hora de ensinar a parar os esquis numa descida todos faziam o movimento, na minha vez:
_ "Não tá bom! Volta e faz de novo!" e logo em seguida "Pronto, você precisa agora é treinar. Sai por ai, te vejo em uma hora."

Assim me perdi no horizonte branco e silencioso.


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Relato Meia Maratona da Disney

CORRERIA PRE LARGADA

Para ir para a largada da competição foi uma correria, eu perdi a carona do Rick porque estava tudo interditado e a malandrona aqui que achava que ia chegar na largada a pé só se deu bem porque o último ônibus da Disney que ia para o Epcot quase me pôs pelos cabelos para dentro!

Os dois quilômetros que distanciam a parada do ônibus para o pórtico foram na base do sprint e para quem não estava querendo aquecer eu estava a própria atleta de elite.

Entrei no meu wave B segundos antes da largada, ainda bem atordoada pela correria nem consegui dar boa prova direito para o Ricks que estava ali para saber se eu tinha conseguido chegar.

Os nossos waves de largada eram diferentes e dessa vez não conseguimos largar juntos, eu tinha tanta certeza que isso não ia acontecer que saí de casa sem o mp3. Agora estava ali sozinha eu, minhas asas de turbo jets embaixo do pórtico pronta para continuar correndo.

A PROVA "To infinity and beyond!"

As largadas da Disney sempre emocionam. Estar sem música nos ouvidos me fez mais presente ainda; fui obrigada a me entender com a minha ofegante respiração de começo de prova, mas por outro lado era possível ouvir toda vez que me chamavam, o staff e a torcida gritavam:"Buzz, Buzz!"

A estratégia era a mesma do dia anterior; parar para tirar foto com todos os personagens! Nem que não fosse, estaria fadada a esse destino; os 10 quilômetros da véspera (talvez não exatamente eles mas as oito horas subsequentes de parque) estavam pesando nas perninhas.

A asa do Buzz lightyear estava ótima comparando com a da Sininho do ano passado, as luvas estavam me esquentando tanto quanto as polainas do dia anterior, mas sem gorro estava mais fácil lidar com calor. Uma vez Buzz para sempre Buzz, eu iria até o fim comprometida com meu astronauta!

O mundo mágico se encarrega da distração ao longo de todo percurso tem bandas, dj, navios, castelos, personagens e os parques.
Ahhh os parques! Entrar no Magic Kingdom arrepia a alma, primeiro porque tem uma multidão de torcedores amontoados e histéricos incentivando os atletas. Imaginem o Buzz?! A euforia e gritos acompanhavam meu pace! Nesses momentos corria gargalhando, que energia contagiante!
E depois da curva? Ali está ele, soberano e iluminado; o castelo da Cinderela, o clímax da nossa história, a metade do percurso!
O Donald e a Margarida, o Buzz lightyear!!! O Woody...

Dali para frente eu comecei a lutar com o meu corpo, sentia que o ritmo estava diminuindo mas não conseguia reverter o quadro.

Pior, o pacer das 2 horas de prova estava me passando e por mais que eu não estivesse correndo atrás de tempo me deixou incomodada!
Depois que acostumei com a ideia segui me divertindo, encontrei o Mickey e muitos outros, todos que cruzei parei para o clique!

Final de prova é sempre emocionante, mais multidão gritando, música, os speakers anunciando as chegadas, muita energia boa...
Mais uma meia maratona que chega ao fim abrindo o ano novo de competições! 
E como diria o rato: "Have a magical year everyone!"


Resultado 56 (de 1.670) na categoria e 450 (de 11.203):


sábado, 11 de janeiro de 2014

Relato dos 10 k da Disney!

'Encorporando' uma estudante monstra lá fui eu para a largada junto com o Ricks, um amigo que conseguiu inscrição para o Dunga e topou correr os 10 quilômetros juntos.
No local da largada pela língua as vezes dá impressão que estamos em casa, brasileiros não faltam no final de semana da maratona na Disney.
Fácil encontrar amigos!



Com pompa foi dada a largada. O ritmo estava bom, eu ia tentando me entender com a minha fantasia e acompanhar o Ricks. No segundo quilometro eu já estava sonhando com as asas do Buzz lightyear do dia seguinte; Será que eu ia conseguir chegar até a metade viva com aquele gorro e polaina peludos. Que calor!

A estratégia para a corrida era parar para tirar fotos com todos os personagens. Se preocupar com o tempo pra que? Trocar diversão por sofrimento não soa coerente no mundo mágico! Hora de ser criança!

A gente parava tirava fotos e aumentava o passo para retomar o ritmo novamente. Com tanta diversão as milhas (sim aqui nos Estados Unidos são milhas, nem pense em pensar em quilômetros) estavam passando muito rápido.



Com alma de monstra, quando passava pelo staff ou pessoas que torciam prontamente punha os braços para cima "rugia" e tentava assustar os espectadores. Em vão, gargalhadas nos acompanharam pelo caminho, às vezes risadas tardias mas a fantasia estava fazendo sucesso!

Ainda no escuro uma volta pelos países do Epcot que iluminados enchiam a vista, e claro músicas que emocionam. Disney é Disney!

A contagem crescente das milhas anunciava um fim indesejado à nossa aventura, mas nem por isso diminuímos o ritmo, nem durante e nem depois; mais oito horas de parque nos aguardavam!

Thanks Ricks pela excelente companhia, ritmo e diversão!
New balance é um orgulho representar uma marca que apoia a mais mágica competição!
Agora era trocar a fantasia para correr 21 k no dia seguinte!

 resultado da brincadeira 223 / 5.193 mulheres, 26 / 872 categoria:


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Ahhhh Disney! Competir é o de menos!



Chegar na feira esse ano na Disney foi mais divertido ainda! Logo na entrada pegadas dos tênis personalizados da New Balance feitos especialmente para a ocasião já anunciavam o caminho feliz.

No ano passado os modelos Mickey e Minnie se esgotaram no primeiro dia de feira. Esse ano com as novas provas incluídas no portfólio Disney (10k e o desafio do Dunga) a feira começou um dia antes, na quarta feira, e mesmo tendo aumentado consideravelmente a produção de tenis hoje pela manhã já vários números tinham acabado!


O stand da New Balance estava uma loucura, sobrou até pra mim que tive que responder perguntas para os brasileiros mais desesperados em conseguir os pares novos.


Esse ano resolvi correr a inaugural prova de 10 quilômetros da Minnie e os tradicionais 21 quilômetros do Donald. O desafio do Dunga achei que seria um pouco demais da conta, depois do traumático desafio do Pateta que completei em 2012 (relato aqui) acho que a brincadeira assim já tá boa!
***

Duas provas para correr, duas fantasias diferentes! Ano passado foi sininho com uma asa que acendia a noite e tudo mais (e durma depois com uma bolha gigante nas costas por causa da pilha).

Esse ano; Pink monstra estudante Monsters University e para os 21 k lutamos pelo bicampeonato da bolha nas costas com o Buzz lightyear e sua enorme asa com turbo jets!

                                ***
No stand conversei bastante com o Fredison Costa, meu companheiro de New Balance e bicampeão da maratona da Disney. Batemos papo, falamos sobre competição, produtos e curiosidades.

Num desses momentos ele me diz que vai correr a maratona em Miami no começo do mês que vem. "Nossa! Fredison, pouco tempo para se recuperar depois da maratona da Disney! Qual será o seu treino?"

"Depois da maratona eu só irei trotar pouco tempo por dia."
"E por curiosidade; qual é o seu pace de trote?"
"3'40."

Quer saber? Nem os super turbo jets do Buzz lightyear poderão me salvar. Aqui na Disney correr como o Fredison? Quem sabe na base da mágica!?
Amanhã tem 10 quilômetros! Fiquem aí!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

XTERRA Happy HALLOWEEN!

Se a competição não tivesse garantido a viagem, a festa de Halloween pós campeonato mundial garantiria.
Claro que foi muito divertido estar numa festa a fantasia, mas o mais incrível foi ver a produção e criatividade das fantasias, ver os melhores atletas do mundo curtindo a zona numa integração e confraternização na maior vibe havaiana! Aloha!


Conrad Stoltz, quatro vezes campeão mundial do Xterra e sua mulher Liezel.




Josiah Middaugh campeão americano do circuito Xterra, quarto no mundial 2013.

Shoony Vanlandingham campeã do Xterra Ilhabela 2013 e campeã mundial em 2010.

Happy Halloween everyone!

Xterra World Championship - Relato da prova

Antes mesmo do sol aparecer estava sentada na grama, no topo da Vila Xterra observando a organização dando os seus primeiros passos, escutando a bike e os atletas mais apressados seguirem para a área de transição. A competição tomava vida, enquanto eu absorvia a energia da harmoniosa manhã em Kapalua.

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Na praia, emocionada no meio de tantos atletas, no meio dos melhores do mundo:
 _ "Bia! Não fica melhor do que isso, aqui é o climax da nossa história Xterra! Meu Deus! Vivemos para estar aqui agora!"
Absorvendo aquela energia alucinate não poderia estar mais emocionada, pisando na areia branca sob o brilho do sol encarava o oceano cristalino que espantosamente  estava calmo tão calmo quanto minha alma.

Invadimos a roda de grito de guerra dos japoneses que sorrindo de nossa ousadia nos receberam de braços abertos e compartilharam seu ritual pré largada. O Havaí torna todas diferentes etapas classificatórias em uma só e as diferenças dos povos e culturas dissolviam se nas areias de Maui. Ali a língua universal é a paixão pelo esporte.

A largada foi em partes, primeiro as mulheres de elite, depois os homens e em seguida as mulheres amadoras. Entrei no mar sem pressa e logo estava dando as primeiras braçadas em direção a boia que parecia estar muito longe!

A natação foi absolutamente mágica. Parecia que estava num aquário gigante! A visibilidade impressionava era possível ver com clareza os atletas nadando a distancia, o fundo do mar, o azul reluzente e enquanto me distraía com o passeio ficava para trás. Mais um Xterra, mais uma vez eu seria uma das últimas a sair da água.

Após uma transição rápida e reabastecida saí preparada para o pedal que seria longo. Mesmo sem conhecer era como se tivesse feito o percurso, a Bia e os meninos tinham me preparado muito bem para o que vinha pela frente; um circuito travado cheio de curvas fechadas e muito exposto ao calor.


Endurance. Era assim que tinha decidido encarar o percurso de bike, sim porque não seria como as etapas enfrentadas no ano, pelas condições e altimetria era melhor estar preparada para o pior. Fui num ritmo superior ao que imaginava que conseguiria manter, pelo menos na primeira parte do percurso. Depois do segundo ponto de água comecei a sentir o calor e meu corpo reclamava.

Porque os percursos que nos fazem dar voltas nos deixam malucos? Consigo contar nos dedos todos os dias de competição que tive que andar as voltas já bem perto de onde devería chegar. O primeiro dia de Cape Epic, o ultimo dia de Transrockies. Lá vamos nós para mais uma voltinha no percurso sinuoso. Haja psicológico!

"Luli, os últimos 5 quilômetros são um single track sem fim." _ Era possível ver o hotel, as vezes ouvir o locutor. Ainda bem que Bia tinha passado todos os segredos do percurso.

Depois de muitas horas estava na transição para o ultima modalidade da competição. Entrei feliz para o trecho de corrida, sabendo que o pior já tinha ficado para trás. Na subida conseguia correr e ditar um ritmo bom.

Não demorou muito eu estava de volta a praia de Kapalua para os 200 metros finais de areia e a última corrida antes de cruzar o pórtico. Com 4'47 h de competição acabava o mundial de triathlon Xterra.

Obrigada Suunto que me introduziu num circuito tão divertido e competitivo. Bia e Andre por tornarem a experiência havaina muito mais colorida e divertida! Aloha!


sábado, 26 de outubro de 2013

XTERRA - Dicas dos Prós

Depois de uma manhã de sol na piscina e um delicioso almoço com Bia e Andre era hora de aprender sobre o percurso e ouvir estratégias dos profissionais: (fica aqui o que mais gostei)

MOUNTAIN BIKE por Josiah Middaugh e Shonny Vanlandingham

- Use luva, calor úmido e muito suor fica fácil perder o grip.
- Hidrate-se muito, se for o caso use mochila porque facilita o acesso rápido à àgua.
- Pressão dos pneus (essa é a que eu mais gosto): ele usa 26 e ela 20psi (!) O percurso tem trechos com bastante areia e superfícies sem tração, muitas curvas fechadas em cotovelo, ai onde mora o perigo.
- Existirão alguns momentos no percurso de bike que só de estar em cima dela já será um grande feito.

NATAÇÃO por Branden Rakita e Christine Jeffrey
A palestra da natação para mim foi a mais curiosa. Na modalidade que eu menos tenho experiência, toda e qualquer dica foi bem vinda.

A água do mar é absolutamente cristalina é possível enxergar tudo, na edição do ano passado 3 golfinhos acompanharam os atletas.
O mar estava mais mexido do que se prevê para esse ano. (Após o rola que eu tomei hoje de manhã confesso que fico receosa em ter que entrar e sair da água duas vezes.)

- Procure a boia sempre que estiver na crista da onda. (como se em algum momento dessa prova eu estaria na crista da onda!)
-Areia: prepare se! você vai ficar cheio dela (eu que estava pretendendo correr de top e shorts mudei de ideia rapidinho, ainda mais depois da "pequena" amostra que tive pela manhã. Provavelmente daqui um mês eu ainda vou tirar areia de locais que desconheço.
-Não lute contra as ondas, a força da natureza sempre será maior: Go with the flow!
-Na saída do mar tente achar o timing correto, as ondas quebram já na areia (como em Paúba) muita gente no ano passado apanhou com isso.
-Não acelere na areia pois seu batimento cardíaco irá no limite, dose, uma prova dura como essa não será o que fará a diferença.

Próximo da competição você pode não ter mais tempo para treinar, mas tem tempo para criar estratégias de competição; como hidratação, alimentação e dosar seus limites para otimizar sua performance.Boa prova à todos!



sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Hawaii - Ritual de purificação

Me chamou atenção o ritual de rejuvenescimento e purificação que estava no cronograma da competição.
_ "Rejuvenescimento? Vai que dá certo e eu saio de lá em uma categoria menos competitiva!"

Pedia se pontualidade e traje de banho; Sexta feira as 5'15 hs da matina. Aproveitando que meu organismo ainda não está adaptado as oito horas de diferença do Brasil resolvi usar isso ao meu favor.

Como uma boa brasileira sai bem em cima da hora acreditando que o local era bem próximo ao meu quarto. A lua brilhava forte no alto do céu, a noite ainda mandava era possível ouvir o mar que esbravejava a distancia. Percebi que estava no lugar errado comecei a caminhar em ritmo mais rápido mas ainda encantada com o brilho do luar que banhava os coqueiros de prata, quando um meteorito invade a atmosfera deixando seu rastro dourado; o universo me mostrava o caminho.

Ao lado da praia no escuro sobre um tapete verde de grama, um círculo de pessoas se formava todos em silencio atentos a um senhor havaiano que explicava:
"Isso não é um ritual religioso é um ritual espiritual. Pensem na pessoa que foram, na pessoa que são e na pessoa que querem ser. Pensem nos erros cometidos ontem, se ofenderam um alguém, que ação poderiam ter feito de maneira diferente. Essas impurezas serão lavadas pela água do mar."

Pediu também que invocássemos nossos antepassados, nossos anjos da guarda e pedíssemos ajuda, força."Desfaçam se de suas crenças, estamos em um ritual havaiano para vivenciar a experiência será preciso pensar como havaiano."

Era possível sentir a energia conjunta que se formava no círculo. Despi me da minha roupa e de qualquer outra crença. A roda desfez se e o grupo caminhou lado a lado até o mar.

Encarei o horizonte. Encarei o mar. Encarei meus defeitos, meu passado e meus medos. Dei um passo a frente e senti a água lavando meus tornozelos. Entrei devagar no mar, aproveitando o ritmo das ondas para me aproximar aos poucos, rejuvenescer aos poucos, sentir a água salgada levando embora as impurezas. Totalmente imersa e me sentindo nova estava pronta para voltar para a praia.

(Tive uma ajuda extra e desnecessária para um momento tão solene; tomei uma onda na cabeça que me tirou qualquer impureza extra que pudesse ter ficado e com ela quase todo meu biquini - mas voltemos ao texto.)

De volta a praia o circulo formou se novamente ouvimos mais algumas palavras e viramos todos para o leste. O sr começou um canto havaiano que invocava o nascer do sol pedindo a chance do recomeço, a chance de fazer melhor o novo dia que nascia. Nossas palmas acompanhavam ritmadas acordando o sol que mostrava seu brilho, que secou minhas lágrimas.

Retribui a experiencia com sorriso e com ele no rosto voltei para o hotel.
Em outra categoria!

Xterra Hawaii - primeiras impressões

Chegar no Havaí não foi fácil; só de avião foram 19 horas, sem contar com todas as outras em aeroportos.

Na viagem conheci Carlão, jogador de pólo aquático, corredor de aventura das antigas e campeão em sua categoria do Xterra Ilhabela. Ganhei carona ainda de pai e filho que me deixaram na porta do hotel! Obrigada dupla!

Descobri que entre os 800 atletas que competirão no domingo tem muitos brasileiros.

Hoje pela manhã fui retirar o kit da prova e montar a bike. Não demorou muito encontrei com a Bia, Andre e Marcão que estava ansiosíssimo para pedalar o percurso.




Chegou até ser engraçado os três saíram pedalando que nem foguetes, sorte que eu estava sem a marcha leve e não precisei fingir um ataque epilético para abandonar o percurso, a pane mecânica resolveu todo o meu problema! Desci com Carlão que também queria ajustar sua bike e não estava disposto a fazer o trecho todo.

A parte do percurso que fiz não tem nada de técnico, exige sim muito esforço físico porque além de subidas duras é preciso saber lidar com o calor extremamente úmido de Maiui. Os três fizeram a perna de bike em 3 horas, a Bia confirmou minhas impressões; pouco técnico porém travado, muito exigente fisicamente. "No final se prepara quando você acha que está acabando tem um single interminável."





Depois desci até a praia para analisar o tamanho da encrenca (como se já não bastasse uma) De acordo com as dicas o mar é outro inimigo dos atletas; tem muita rebentação podendo dificultar a entrada e saída da água.



Mas isso tudo é detalhe! O mais importante veio na mala; a fantasia da festa de Halloween! 
Amanhã tem clinicas das modalidades apresentadas pelos atletas de elite. 
Fiquem aí que eu conto tudo!