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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

No topo da Pedra da Gávea!


Mais um pico escolhido para uma árdua conquista: Pedra da Gávea. Embrenhada no meio da mata a pedra de rosto esculpido reina sobre a cidade carioca. A energia da montanha é tanta que dizem que existe um portal que liga Machu Picchu. 


A ideia veio da Cris, porque eu estava tão fissurada com a experiência do Pão de Açucar que queria repetir a dose. Mas como figurinha repetida não completa álbum; lá fomos nós três: Cris, Jesus e eu para mais uma aventura na cidade que expira esporte.


O percurso é bem exigente fisicamente. A caminhada toda feita em trilha no meio da mata atlântica, e no primeiro momento que saímos dela estamos completamente sem folego: a vista choca! Aí é escalar o paredão final. 


Como "subimos" (confesso que não fui eu quem carregou a corda) com o equipamento, resolvemos fazer bom uso dele.


A nossa professora guia Cris tratou de colocar seus alunos em segurança!  


Uma escalada bem fácil, porém extremamente divertida...


...e recompensadora a vista lá de cima é maravilhosa! Em duas horas de caminhada e escalada atingimos o cume!


No meio da cidade e sobre ela, não se escuta o caos apenas o sussurro da brisa. Ali nos tornamos parte da mata atlântica, da imensidão azul, a paz invade a alma. 
Temos mesmo que voltar?


A descida com emoção teve um rapel delicioso no paredão da escalada. Adrenalina para uma Segunda feira fora da rotina.


Valeu Cris por mais uma conquista incrível Obrigada Jesus por topar essa e ainda carregar a corda! Que venham muitas outras aventuras divertidas!

sábado, 19 de outubro de 2013

(# 74 / 365) ESCALADA do Pão de Açucar!

Cris minha amiga carioca escaladora sabendo do projeto #365 topou me levar para um batismo no Pão de Açúcar. A gente já tinha feito uma mini escalada no ano passado, mas dessa vez a coisa era séria: paredão íngreme e várias cordadas. (Vale lembrar que não escalo portanto não se apeguem aos termos técnicos utilizados na dissertação.)

Após uma caminhada na mata (impressionante como mesmo no meio da cidade é possível sentir se totalmente fora dela) chegamos à base da “Coringa” a primeira via a ser escalada. Duas e meia da tarde plena sexta feira um guia com mais dois queria tirar par ou impar para entrar na nossa frente! Acabamos passando eles na nossa segunda cordada.


Já começávamos escalando bem vertical, não senti muita dificuldade em seguir “os passos” da minha mestra. A via de 3º grau boa para escaladores de primeira viagem. Depois que passamos o grupo fiquei mais tranquila para seguirmos no nosso ritmo que fluía muito bem; a Cris guiava e eu subia segura pela corda e descosturando.

A medida que subíamos a vista começava a impressionar mais. “Coringa” concluída com sucesso e eficiência, entramos no “Costão” uma via que tem apenas um trecho que a corda é necessária, essa parte já tinha feito com a Cris em 2012.

Passado o trecho de escalada entramos na terceira via; São Bento, mesmo nível de dificuldade em escalada, outro nível psicológico.


A via tinha uns trechos de escalada lateral, à medida que eu ia para o lado em busca da Cris eu pensava: “Meu Deus! Não estou tendo dificuldade em escalar, mas que vista é essa? Se eu cair aqui vou virar um pendulo. Que abismo!”

Já estávamos bem altas na pedra e à medida que mudamos um pouco de face começou a ventar bastante. A Cris estava longe, eu sentia o vento esbravejando, apreciava os urubus que divertiam se tirando rasantes da pedra, mas absolutamente atenta a meus movimentos. É muito louco como o nosso cérebro ativa o alerta, sabemos que ali qualquer erro pode custar muito caro.

Era possível sentir a adrenalina se manifestando no meu corpo, como se sentisse o sangue correndo pelas veias e ouvisse meu coração que batia medo e insegurança da nova experiência.
Quando terminamos a terceira via estávamos novamente encontrando a trilha do Costão.

"Olha aqui: O que você acha da gente fazer mais uma?"_ perguntou a professora sentido firmeza na aluna.
Dominada pela adrenalina a resposta era positiva. E foi ai que a aventura de verdade começou.


O nome da via a Cris nem lembrava: "Nossa faz anos que não escalo essa via."
A vista era estarrecedora. O nível de dificuldade psicológico parecia aumentar a cada minuto, o precipício de pedra se dissolvia num verde de mata atlântica banhado por mar azul e ondas espumantes. Bem lá embaixo.

Começamos com uma cordada boa. O vento não nos deixava escutar.
"Olha aqui: se você não me escutar eu vou dar três puxões na corda quando estiver ancorada. Você solta e dá três puxões novamente quando estiver pronta."

Quando encontrei com a Cris novamente já estava preocupada com o horário:
"Cris, quantas cordadas será que faltam?"
"Não pode ser muito não Luli, mas olha só: tem um headlamp para você no zíper de fora da sua mochila."

Enquanto eu cronometrava o tempo a Cris demorava para guiar, tentava estimar o horário que ficaria escuro. As luzes da praia se acendiam, os navios viravam pontos dourados no meio de um oceano negro.
"Por enquanto eu estou enxergando de perto, acho que consigo ir sem headlamp." pensava sozinha sem querer transparecer minha ansiedade.

Quando ouvi o Grito da Cris dizendo que a via terminara respirei aliviada; não seria hoje que duas escaladoras seriam notícia. Terminamos a trilha com headlamps acesos e totalmente no escuro. Atingimos o cume as 6:40 da tarde!

A Lua iluminava nossa noite. O Rio estava aceso e a vista da cidade maravilhosa era nossa por direito!
Obrigada Cris, por me guiar seguramente numa experiência tão sensitiva e emocionante!
# 74 / 365 - Viciei em mais um. E agora?


domingo, 8 de julho de 2012

Escalando o Pão de açucar!


Rio de Janeiro. O que dizer da cidade mais bonita do mundo?
Foi nesse clima que o final de semana prolongado começou; paulistas deslumbrados com a vida cotidiana carioca. Barzinhos na calçada, praia por todos os lados, predios e montanhas misturados. Para a gente até pegar transito aqui não incomoda.



O João me deixou com um olhar mais apurado para as belezas brasileiras, o futebol de praia, as frutas, cores e energia vibrante. O Rio é o Brasil elevado à máxima potência.



Turma grande de São Paulo invadiu a cidade maravilhosa. Sábado pela manhã depois de retirarmos os kits de prova, o ponto de encontro era na praia do Leblon no posto 12, na barraca da Ana.



Para quem sabe aproveitar as redes sociais, o mundo virtual vira rapidamente uma galera unida na praia para curtir um incível dia de sol. A Bia e eu ficamos uma hora e pouco aproveitando a farra. Na hora do almoço partimos para o programa previamente marcado com a Cris, uma amiga local.


O plano, talvez não o mais apropriado para quem ia correr a meia maratona no dia seguinte, era escalar o pão de açucar pelo Costão, uma trilha que tem na face leste da pedra.



Munidas de corda, capacetes, atcs, sapatilhas e cadeirinhas, nós três seguimos decididas ao acesso a trilha. A face leste do pão de açucar é a menos íngrime e tem uma parte a ser escalada com uns 20 m aproximadamente de paredão aonde é preciso todo o equipamento de escalada, o restante é uma "escalaminhada" como se diz por aqui(escalada + caminhada).


A vista vai se mostrando aos poucos, e a cada curva ou subida somos surpreendidas pela beleza estonteante do Rio. Os olhos enchem de água. Joie de vivre. É possivel ver muitos saguis pelo caminho, os malandrinhos escutam o barulho e vem pedir comida.


Chegamos ao cume do pão de açucar com pouco menos de duas horas de ascensão. Para descer pegamos o bondinho até a pedra da Urca e de lá para baixo fizemos por trilha.


Depois fomos encontrar novamente com a "turma da praia", dessa vez num restaurante em Santa Tereza e comer muitos carbohidratos para a meia maratona do dia seguinte.




Cris, mais uma vez obrigada pelo tour escalada! Teve um gostinho especial essa conquista do cume do Pão de açucar!



Não saiam daí, logo mais o relato da meia maratona carioca!