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terça-feira, 31 de março de 2015

Arrivederci Sardegna, Salut Corse! Day 7


Dia de viagens, de deixar para trás Stintino que eu tanto amei!

Escolhi um caminho com um pushbike na areia que eu nem conto para vocês, mas o dia estava tão incrivelmente ensolarado e a praia era tão linda que eu empurraria a bike por muitos mais quilômetros se fosse preciso!

Chegando de volta a Porto Torres fui descobrir sobre a passagem de navio para Marseille, e na pesquisa descobri que o caminho era Córsega, então acho que Marseille poderá esperar um dia mais!

Foram quase quatro horas de barco, mas metade de papo; conheci uma italiana Valentina muito simpática que estava saindo da Sardenha atrás de seus sonhos! O navio atracou em Propriano no finalzinho do dia, aproveitei os últimos raios de sol para achar onde dormir.


Amanhã à conquista da França!

segunda-feira, 30 de março de 2015

Porto Torres to Stintino! Day 6 Maravilhoso!


Eu nem imaginava o que me esperava no final da estrada que peguei hoje de manhã! O dia estava com nuvens e o vento não deixava minha bike andar mais do que 10km/h. Mas pra que a pressa?

Pouco antes de chegar a Stintino eu já estava maravilhada com as praias locais. O b&b que tinha reservado estava fechado e o Sr me redirecionou para um melhor na rua vizinha. Stintino é um vilarejo, um balneário que nessa época do ano também é ainda totalmente vazio. Suas praias são algo que melhor nem descrever, vou postar as fotos que falam por si só!

Quando cheguei na cidade o sol já mostrava a cara e a tarde curtindo as praias desertas não podia ser melhor!


Castelsardo to Porto Torres - day 5 bike na Sardenha

(Olhem onde dormi; a casinha branca!)

O dia hoje não amanheceu dos mais bonitos, mas deixa a preguiça de lado e "bora"pedalar! Deixar minha nova casa não foi fácil: "Leva fruta e come no caminho! Saindo daqui vire a direita e logo aqui você vai ver o Elefante de pedra!"


Não é que tinha mesmo o tal elefante, e pelo visto é ponto de encontro de mountain bikers que saiam para o pedal de domingo!


O destino hoje era Porto Torres porque lá é outro grande porto de Sardenha e de lá também partem navios para o continente. Direto e sem paradas! Chegando na cidade fui tentar descobrir pistas do meu próximo destino mas a estação marítima estava fechada, só abriria no final da tarde.


Então pela primeira vez sentei num belo restaurante e almocei. Adivinhem? Pasta claro, desta vez com frutos do mar. Depois do almoço fiz o caminho da ciclovia que circunda a cidade e voltei para a praia que tinha me encantado. Pequenina, no meio da cidade, protegida de vento, perfeita para a ciesta! Dolce far niente!


De volta a estação marítima descobri que existe um navio que parte para Marseille na terça feira que vem, mas claro que não consegui nenhuma maior informação já que a companhia só abre nos dias que tem viagens. Conclusão amanhã ainda tem Sardenha, e pelo que me informei mais praias lindas! Fiquem ai!


domingo, 29 de março de 2015

Day 4 - Perdida na Sardenha de bike


Vou começar o quarto dia com a foto da placa. Eu não disse para vocês que eu não estava louca e tinha mesmo um carro naufragado ontem?!


Saí da "minha fazenda" de manhã e foi andar só um pouco que eu já estava querendo fazer um detour, nada mais agradável que uma placa indicando a praia.


Foi uma descida para chegar até a tal praia que eu nem conto para vocês e já pensando na subida que teria que fazer depois, resolvi curtir bem o novo visual descoberto.


O dia estava incrivelmente azul e as cores estavam vibrantes. Fiquei curtindo um pouco na areia da "minha praia" particular. (Viajar em baixa temporada tem dessas coisas!)


A estrada estava linda, pequena quase sem carros e com muitas flores no acostamento. Meu corpo hoje já está sentindo o cansaço acumulado dos dias e com um pouco mais de pedal já estava querendo fazer outro detour para almoçar. Mais uma vez toca a descer para a costa, uma cidadezinha linda e pequenina e acreditem tinham 2 restaurantes abertos!


Tome pasta e volta a subir para a estrada principal.
Mais uma desculpa para parar; um banco! Ufa sentar um pouco e comer aquele chocolate que esta derretido na minha mala. Hoje o dia esteve azul de começo a fim com aquele sol de fim de tarde que dá um colorido especial aos campos verdes e floridos.


Eu ainda tinha planos de pedalar mais 10 k mas no caminho, mais uma vez no meio do nada (meus lugar favorito) um b&b agroturismo novamente. Novinho! recém reformado para a pascoa. O Senhor dono da casa falando italiano e eu em português nos entendemos perfeitamente! Estou adorando os lugares que fico, são casas melhores que muitos hotéis e super humanas, tem carinho nos biscoitos do café da manhã!

Bora descansar que amanhã tem mais!


sábado, 28 de março de 2015

Arzachena to ... (Portobello?) - bike trip day 3


Amanheceu um céu sem nuvem alguma no céu. Preguiça de abandonar o paraíso isolado que tinha encontrado, mas a viagem continua. Ganhei biscoitos amantegados da senhorinha e seguir percurso que tinha traçado e baixado novamente para o Suunto. Escolhi estradas bem pequenas e rotas alternativas que fugiam da principais, claro que o caminho ficou maior!

Altos e baixos, o caminho hoje tinha subida sim! E na marcha mais leve mesmo com a bike carregada foi possível pedalar, numa velocidade cruzeiro bem baixinha, o passeio estava valendo, as vistas então nem se fale...

Nem uma hora de bike eu já estava faminta mas resolvi esperar para comer no final da primeira rota que tinha traçado. Ontem quando analisava o percurso apareceu no google maps Kite point, obvio que joguei um desvio indo até lá para conferir; uma ponta de ilha transformada em um point de winds e kite surfistas. A cor do mar indescritível! O lugar astral como todos onde juntam tribos de esporte. No bar dentro da escola de kite sentei para almoçar, curtindo o sol, o visual e as acrobacias dos mais experientes.


A tarde consegui chegar no porto Santa Teresa onde saem barcos para Córsega "Quem sabe..." lá me informei que poderia cruzar para a ilha francesa, mas depois percebi que se fizesse ficaria sem alerrnativas de sair de lá, então voltei para a opção "na próxima cidade porto a gente descobre outra alternativa."

Parei no supermercado para me abastecer e resolvi seguir mais um pouco antes de parar. Claro que quando a gente resolve fazer isso nunca dá certo. Estou aprendendo que numa viagem assim é preciso fazer tudo antes; parar para comer ANTES de sentir fome e parar num hotel ANTES de tomar aquela chuva, ANTES de ficar exausta de pedalar e principalmente ANTES de entrar numa reserva ecológica inóspita.

Pedalando sob a chuva e pedindo ajuda ao anjo da guarda para que me mandasse um hotel. Metade do pedido vaio rapidinho a chuva deu uma trégua e até mandou um arco iris. Já o hotel...voltemos à área inóspita; resolvi seguir uma placa de agroturismo, eu já tinha visto essas placas e como tinha um desenho de garfo e faca e de cama imaginei que poderia achar minha parada final.

Pedalei por estrada de terra, cruzei um rio e vi um carro recém afundado (eu sei tá completamente fora do contexto, e na hora que vi o carro fiquei tentando entender tal surrealismo depois que pedalei um pouco mais vi uma placa avisando que a área era perigosa e propensa a enchentes, e pelo visto tromba d águas) Fiquei rindo sozinha, na hora eu só não tirei foto porque achei que era pegadinha.

Quando chego na estrada sem saída e vejo a tal placa agroturismo, abro o portão da fazenda e um senhor no trator, pouco humorado me manda voltar. (?)
Comecei a ficar preocupada porque o sol estava se pondo, eu estava molhada e sem bateria, quando finalmente outra propriedade agroturistica =) Como se fosse um b&b só que em propriedades rurais. Dessa vez o homen que estava no trator me deu boas notícias "Temos sim, temos quartos!"
Assim termina o dia 3; numa fazenda, mais uma vez no meio do nada, sob o céu estrelado, ouvindo os grilos, com mais 70 km na conta!



sexta-feira, 27 de março de 2015

Olbia to Arzachena - SARDENHA 60 k bike trip day 2


As bikes não são tão normais na Itália como nos países vizinhos.Quando cheguei com uma capa de chuva rosa e capacete da mesma cor para embarcar no navio, o oficial deu tanta risada que nem fez questão que minha bike ou bagagens passassem pela inspeção.

Após parar a bicicleta na garagem do navio fui encaminhada para a cabine, eu queria logo deitar e dormir porque as 5.30 da manhã já estariam anunciando a chegada ao mais novo destino.


Quando desci no porto de Olbia o sol que nascia invadiu minha alma e sem planos ou rota segui onde minha intuição me mandava. O dia era outro; sol, muitas flores no acostamento da estrada, poucos carros, caminho sinuoso com subidas e vistas de tirar o folego.


Parei numa praia e sem pressa alguma resolvi esperar o sol que voltava a se esconder. A ideia era desfrutar o caminho e tentar ao longo dele descobrir onde ficar, parando nas praias me perdendo nos vilarejos. Em cima da bike aproveitando o visual e deixando os pensamentos fluírem o tempo passa.

"Nossa que fome!"

Quando não aguentava mais no meio de uma vilinha achei um supermercado, reelembrando os velhos tempos das viagens de bike; comprei meu almoço e sentei sem cerimonia tranquila numa calçada. Pausa para comer.

Um biker que saía do supermercado sorriu para mim quando descobriu que a dona da "bike de carga" era eu:
"De onde está vindo?"
"Sai ontem de Roma."
"Com essa bike? "_ perguntou um tanto espantado quando descobriu que eu já tinha pedalado quase 140 km. "Ela é elétrica?"

 Seu espanto transformou-se em encantamento quando se identificou com a forma de viajar sem se importar com o percurso, com imprevistos ou planos, "ao sabor do vento" como diria minha avó.

Tentei descobrir algumas informações de onde seguir para ir rumo ao destino de Perpignan na França. Sobre os barcos que saem para França pouco descobri, mas agora sei que na outra ponta da ilha saem navios para a direção que quero ir.


Depois do almoço segui as placas rumo a Palau e antes disso passei por Arazchena. Já tinha quase 60 km pedalados e para um dia que havia madrugado as 5.30 da manhã estava na hora de encostrar a bike. A cidade no meio das montanhas parecia fantasma, não se via ninguém nas ruas e depois de tentativa sem sucesso de achar hotel resolvi seguir viagem. Ai vi uma placa de um B&B e resolvi seguir mesmo sabendo que era na direção contrária.


Comecei a subir um morro sem fim, a vista e um morro de pedras me atraia para continuar, de repente fiz meia volta: "Não vai ter hotel nesse meio do nada." mas algo me fez dar meia volta mais uma vez e apostar no sexto sentido.

Achei novamente a placa que dessa vez me tirava totalmente da estrada e me levava numa pequena rua de terra até o topo do mundo. No meio das montanhas, no meio do silêncio. Assim no meio do paraíso encontrei o B&B uma propriedade linda perto do céu onde fui recepcionada por uma amável e sorridente senhorinha italiana.
Num incrível quarto branco de cama quentinha e toalhas grandes termina o segundo dia de aventura.


quinta-feira, 26 de março de 2015

Roma to Civitavecchia - bike trip day 1


"Sempre tenha um plano, mas esteja sempre preparado para trocar seu plano por um plano melhor." ditado popular.

Sair de Roma veio em boa hora.
"Mas está chovendo!"_disse Ricardo o porteiro do hotel.
Com sorriso no rosto e certa do que estava fazendo liguei meu Suunto. A única rota da viagem que já tinha estudado, pacientemente traçado e salvo no meu relógio iria me ajudar a sair da cidade grande sem ter que pedir informação para ninguém.

O dia seria longo; chuva e uma estrada de pouca beleza. Talvez num dia de sol até achasse um campo florido ou outro para registrar mas o dia cinzento ajudava menos. Pedal sem pressa, o ritmo que meu corpo ainda cansado da maratona resolvesse adotar estaria ótimo.

A bike nova respondia super bem, mesmo com todo peso de bagagem nos alforges, ela seguia forte. No final do dia quase chegando em Santa Marinella, local que eu havia primeiramente decidido que iria ficar, cruzei com um pelotão que pedalava na direção contrária. Buzinei em contrapartida escutei gritos esntusiasmados: "Brava! Brava!".

Era isso! Brava, minha bike estava batizada!

O ritmo estava confortável, a chuva e o frio ainda não estavam me incomodando, resolvi seguir até Civitavecchia a cidade portuária onde imaginava que pudesse pegar o barco para Córsega. No auge do desespero e hipotermia parei no primeiro hotel que encontrei.

85 km pedalados!

Após o banho quente ainda tinha tempo para caminhar até o porto e tentar descobrir como faria a travessia.
"Corsega? Não, não, aqui deste porto não sai nenhum navio para lá."

Não acreditei na primeira resposta que recebi e só depois da terceira comecei a processar as informações. A opção mais próxima era Sardenha, outra ilha do Mediterrâneo, vizinha "de muro" do meu plano inicial. Precisei poucos minutos para alterar a rota, afinal Sardenha era uma ótima opção e para minha sorte o barco saia as 10.30 da noite. Eu acordaria em Olbia.

Plano traçado!


segunda-feira, 23 de março de 2015

Maratona de Roma - relato de prova


Voltar a correr uma maratona não era algo que estava nos meus planos. Correr no asfalto nunca está! Depois de Roterdã em 2012 (a segunda e a ultima!) eu jurei que não faria mais isso, mas como todos os caminhos levam a Roma e memória de corredor é curta acabei caindo no conto do vigário Francisco.

Inserida no meu calendário em dezembro, eu teria 3 meses de treino. Com experiência de alguns anos de competição achei que não seria impossível fazer minha própria planilha de treino, e depois de muita pesquisa mixada com meu histórico de treinos cheguei a um veredito. Fazer a planilha não foi difícil, difícil foi segui la. 

***

"Em Roma, se romano." como diz o ditado.

Vestida a caráter, me senti a própria, caminhando em direção ao Coliseu sob chuvisco fino e gelado na manhã de domingo.
No meio da multidão, no berço de civilizações, ouvia o discurso de largada "Roma está aos seus pés!" e a musica clássica do filme Gladiador começa a tocar. (Oportuno não?)
Essa mistura explosiva de hormônios, adrenalina, musica e energia de multidão transformou se em joie de vivre que contagiou todo meu corpo! Foi dada a largada.

O percurso tinha sido muito bem estudado na noite anterior, assim como a estratégia. Eu tentaria não largar muito acelerada, e dessa vez por incrível que pareça (talvez não tão incrível assim) eu consegui; correr com uma espada em uma mão e um escudo nada aerodinâmico na outra automaticamente me colocou num pace mais confortável.

No centro de Roma várias ruas são de paralelepípedo que estavam molhados, por sorte estava com o NB com sola antiderrapante e saber disso no começo de prova foi uma boa vantagem. 
Muitos corredores que passavam por mim divertiam se com a minha fantasia. Na Disney é muito normal as pessoas se fantasiarem, aqui não vi ninguém. Uns aplaudiam, outros perguntavam se meu escudo e espada eram pesados, e muitos riam. O mesmo acontecia com os espectadores, minha passagem arrancava uma ola de gritos e incentivos. Eu resolvi correr sem música e assim seguia transformando a torcida em energia para as pernas.

O plano da véspera seria tentar chegar até o quilometro 18 de escudo na mão. Porque o 18? Poque lá estaria o vigário que me trouxe até aqui. Mas quando cheguei ao Vaticano já tinha encorporado o método de correr com as mãos ocupadas (escola de corrida de aventura talvez; carregar remo, duck na cabeça) e o fato de fazer as pessoas rirem me trazia mais energia para seguir assim.

Definitivamente não nasci para correr maratonas, vou muito bem até a metade; virei os 21 em 1.50 h e se tudo continuasse ritmado em 3.40 eu acabaria a prova, mas o homem da marreta sempre me encontra no final. Sabia que o desgraçado me esperava atrás de alguma fonte romana.

Depois do quilometro 28 descobri a fórmula para as pessoas não quebrarem em maratona: 
1 - Da metade da prova em diante a contagem de quilometro deveria ser regressiva.
2 - Cade a Coca-Cola nos pontos de hidratação? Sério! Será possível? nas provas de endurance de mountain bike, corrida de trilha, o que mais tem saída nos postos de abastecimento é Coca-Cola. Porque as outras tribos sabem disso e os maratonistas não? Alguém pode elucidar o caso?
Desculpem, a tpm e o cansaço de prova, voltemos ao quilometro 33.

Achava que o pace estava bom e que eu conseguiria correr abaixo das 4 horas. O final da maratona roda pelo centro histórico com muita platéia e tanta distração as dores foram esquecidas pelo momento. 

Nos quilômetros finais eu já estava amaldiçoando os tais paralelepípedos pela irregularidade, com o corpo cansado estava mais difícil corrigir as pisadas irregulares. Foram 40 km em 3.46 h e uma eternidade para cruzar até a linha de chegada que no meu Suunto marcava 42.900!

Após 4.01h a batalha chegava ao fim, em frente ao Coliseu, e a mágica de correr na cidade eterna agora estava concretizada em uma linda medalha dourada!
Eu juro que não vou correr mais maratona, nem que me ofereçam Coca-Cola!

***

Obrigada New Balance, Suunto e Ready 4 pelos treinamentos que me fortaleceram.
Agradecimento especial dessa prova fica para a New Balance Itália que me recebeu como uma da família! 
A todos os amigos, seguidores e incentivadores: Riplas, Fabi e Inês que correram comigo, e Fátima você não chega atrasada nunca! Feliz Aniversário!
Amo vocês

sábado, 21 de março de 2015

Pré prova - Chegando em ROMA!



Chegar na cidade eterna foi uma aventura; com greve dos aeroportuários a escala do voo atrasou bastante. Do aeroporto ao centro foi fácil a bordo do expresso Leonardo que leva sem paradas a estação central em Roma.

Achar o hotel foi um pouco mais complicado já que eu tinha tudo de cabeça e o celular sem bateria. Andando perdida em direção ao Foro, fui arrebatada por um desses restaurantesinhos que fica um ragazzo tentando pescar clientes. Roma chega a ser caricata; tem sim pizza e gelato à cada esquina. 

"Wifi" talvez seja uma boa!
A nona Italiana que não quis escutar resposta à sua pergunta se eu queria sobremesa, antes mesmo de balbuciar a resposta já tinha um doce com creme na minha frente. Eu pedi um garfo e tive que escutar que era para comer com as mãos. Abri um sorriso e não consegui mais tirar ele do rosto.

Mesmo enxugando as lágrimas que escorreram enquanto eu caminhava pelo Foro ouvindo violinistas de rua marcarem minha chegada à Itália. 

Depois de achar o hotel, retirei o kit e passei no coquetel de lançamento do Zante na loja da New Balance. Não sem antes dar boa noite ao Coliseo.


***

Hoje descobri que a bike que comprei pela internet tinha chegado. Para minha surpresa fora entregue em dois dias. Uma bicicleta urbana com 21 marchas, bem baratinha e o melhor veio toda montadinha, só foi preciso apertar alguns parafusos e sair pedalando.

Para quem está acostumado à andar de bike em São Paulo, encarar Roma não é uma tarefa difícil. Com a incrível diferença aqui que pode tudo! Pode andar de bike na contra mão, pode ir pela calçada, rua de pedestres, no meio do transito, e o melhor; ninguém é dono da verdade, não escutei nenhuma buzina e ninguém reclamou, e talvez vocês achem que estou alucinando mas só percebi sorrisos.
Pode tanto que até fiquei sem graça de estar usando capacete.

Chegando ao Vaticano no meio da rua mesmo onde não tinham muitas pessoas fiquei na duvida se podia "estacionar", eu ainda não tinha entendido o conceito pode tudo. Fiquei ali tirei fotos, admirei mais uma obra arquitetônica dessa cidade mágica, e claro ninguém veio me dizer o contrário "Posso ajudar?"

Uma pizza e um gelato de almoço e bora relaxar para conhecer mais 42.196 amanhã!
Obrigada pelo apoio e comentários aqui no blog =)
A aventura começou! Vem com a gente!