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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Lazy Kitesurfer
Pouco antes de alugar o equipamento de kitesurf o instrutor pergunta para você como fazer o self rescue. Sim porque os que não sabem se virar sozinhos para Johny o instrutor britânico que da aulas em Holbox, são os preguiçosos de carteirinha:
"Lazy Kitesurfers!"
Aí você pega todo seu equipamento que não acaba mais; hardness, prancha, pipa, não esqueça da bomba, neoprene, protetor solar, capacete, colete salva vidas...você poderia ter escolhido correr, mas não, porque pegar um tênis e sair por aí se você pode equipar se todo?
Após carregar o barco a frase ainda está ecoando na sua cabeça "Lazy Kitesurfers", seria culpa?
O barco sai com destino a Punto Mosquito uma praia virgem afastada na ponta da Ilha. Você abandona a paz de um mar lindamente esverdeado e sem vento em troca de uma praia longa de mar que tornou se marrom pela quantidade de algas:
"A maré trouxe as algas, nunca vi essa praia assim!"
A direção do vento sopra quase sentido praia, você pensa em desistir e passar o dia deitado ali mesmo, mas seu instrutor te convence que não tem problema e que é bom aproveitar o dia. Fingir um ataque epiléptico provavelmente resolveria mas você prefere dar chance ao esporte.
Verifica a direção do vento, tira o Kite da mala, abre, pega a bomba, enche, desenrola, prepara as linhas. Pede assistência e decola o kite. Volta para pegar a prancha tentando não derrubar a vela.
Entra no mar, toma a primeira onda na cabeça, a segunda, perde a prancha, a terceira te desestabiliza, o kite está na água. Paciência é só o que se precisa.
Quando tenta subir na prancha pela terceira vez percebe que já está na hora de voltar pilotando a pipa e andando contra o vento. Após 20 minutos de caminhada contra o vento com água na canela e malabarismos para levar a prancha com uma não é o kite com a outra você pode tentar novamente subir na prancha.
Você lembra do kitesurf no Marrocos, quando deixar a pipa na água era sinal que o barco deveria achar sua prancha e te entrega la em mãos, mas outro breve pensamento corta sua mente "Seria eu...?"
O instrutor detecta a sua predisponibilidade ao ataque epiléptico e se oferece p subir a praia levando seu kite, a oferta parece incrível até você tentar sair do mar e ficar atolado com algas marinhas até o queixo. "Alguém me tira daqui?"
Você decide acabar o sofrimento com um educado sorriso agradecendo a oportunidade lamentando que as condições realmente não são as mais favoráveis para a prática do esporte para alguém de nível amador, deita na areia e faz aquela respiração da yoga.
Espera que todos terminem a sessão para finalmente pegar o barco de volta. O sol já está baixo. Quando a aventura parece estar próxima ao fim a lancha quebra seus dois motores. A resposta que tanto temia vem a tona: "Sim, você é lazy kitesurfer." Mas assim como a certeza serena e colorida; o por do sol, em alto mar te faz sorrir!
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
HOLBOX, um Mexico pouco descoberto
Na divisa do Caribe com o Golfo do México, uma ilha paradisíaca já descoberta por turistas antenados mas ainda pouco explorada.
Destino ecológico e também uma boa opção para os kitesurfistas de plantão.
Holbox, o plano era esse para as férias mexicanas. A ilha fica a pouco mais de duas horas de carro de Cancun, um pequeno barco faz a travessia que dura em torno de vinte minutos e logo estamos num vilarejo pequeno que mistura casinhas e comércio local com restaurantes descolados, pelas ruas nota se as mesmas misturas mexicanos e estrangeiros, muitos americanos e alemães.
Não tem carros, apenas carrinhos de golf circulam pela ilha, muitos deles táxis que levam turistas para todos os lados.
Ótimas opções de hotel em várias faixas de preço, em sua maioria todos muito charmosos ao longo da praia principal banhada pelo golfo do México. A cor do mar é curiosamente branca, e de acordo com a luz se comporta mais esverdeada ou azulada.
O vento sopra forte a ponta mais afastada da praia já toma cor das pipas de kite.
Que comecem as férias!
Destino ecológico e também uma boa opção para os kitesurfistas de plantão.
Holbox, o plano era esse para as férias mexicanas. A ilha fica a pouco mais de duas horas de carro de Cancun, um pequeno barco faz a travessia que dura em torno de vinte minutos e logo estamos num vilarejo pequeno que mistura casinhas e comércio local com restaurantes descolados, pelas ruas nota se as mesmas misturas mexicanos e estrangeiros, muitos americanos e alemães.
Não tem carros, apenas carrinhos de golf circulam pela ilha, muitos deles táxis que levam turistas para todos os lados.
Ótimas opções de hotel em várias faixas de preço, em sua maioria todos muito charmosos ao longo da praia principal banhada pelo golfo do México. A cor do mar é curiosamente branca, e de acordo com a luz se comporta mais esverdeada ou azulada.
O vento sopra forte a ponta mais afastada da praia já toma cor das pipas de kite.
Que comecem as férias!
sábado, 31 de maio de 2014
KITESURF no Deserto do SAARA!
No projeto #365 o kitesurf foi apadrinhado por Rodrigo e Pati, um casal amigo que mora na Suíça que me batizou com o novo esporte em 2013.
Quase um ano se passou e a dupla planejando férias convidou para juntar me na kite trip com destino à Marrocos. O destino exótico era Dakhla onde o mar encontra o deserto.
A viagem de ida foi uma aventura a parte; logo na saída de São Paulo o destino já dá ares da graça. No vôo da Marroco Airlines a música é árabe, os passageiros de turbante assustam um pouco, o café da manhã foi servido após a decolagem (que foi a uma da manhã) e o almoço foi servido as nove da matina ótimo jeito de entrar no fuso horário de quatro horas a mais.
Chegando à Casablanca resolveram fazer uma revista aos passageiros. Eu bem pisei em solo marroquino já estava atrasada para a conexão e a polícia aumentando minha ansiedade. Correndo e quase chorando com medo de ficar em terras árabes sozinha tropecei em Rodrigo e Pati, prontos para embarcarmos juntos para Dakhla. Encontro feliz!
O voo para a pequena cidade era 50% de kitesurfistas. Pudera! O destino é na parte oeste do Saara, areia, vento e mar. Nada mais! Obviamente minha mala não foi tão rápida na troca de aviões e acabou ficando para trás, e eu não estava no melhor pais para ficar pelada, mas vamos ao destino.
Um acampamento de atletas de todas as idades dos 20 aos 70, inúmeras nacionalidades, mas apenas uma tribo; velejadores! Nessa galera parece não existir idade, todos se vestem da mesma maneira; com roupas coloridas e descontraídas, quando não estão na água estão de alguma forma curtindo; no bar ou lounge tomando um vinhozinho, jogando ping pong, fazendo palavras cruzadas ou trocando experiências do dia de vento.
Por falar em vento...
Não para de soprar noite e dia sem parar!
Tudo muito bem esquematizado e organizado no mundo do kite e do wind (tem windsurf também apesar de bem menos popular) Áreas para a prática delimitadas por bóias, ótimos instrutores, ótimo equipamento para alugar, cuidado nas sinalizações; bandeira Azul hasteada - barco de resgate na água e ótimas condições de velejo, bandeira amarela - condições mais perigosas mas barco na água, bandeira vermelha...acho que vocês já entenderam não é?!
Dos cinco dias, quatro foram de condições perfeitas, nos dois primeiros eu fiz aula até que meu professor Kamal disse que eu estava pronta para voar solo com supervisão dos meus padrinhos. Aí a brincadeira ficou mais divertida.
Ventava tanto que Ro e a Pati tiveram que usar outro kite porque o deles era demasiado grande. Nem a bandeira amarela nos impediu de entrar na água e revezando o mesmo equipamento eu descia a favor do vento e eles subiam. Claro que as vezes eu perdia a prancha e bagunçava o esquema, mas era só por o kite na água que logo o barquinho de resgate ia atrás dela. A nossa equipe "Alfayed" tava engajadissima no esquema! Um fazia a troca o outro segurava a prancha e o outro controlava o kite, pronto! Troca feita!
O vento variava nos 28 nós nos dias de bandeira azul e chegou a 35 no dia forte, usamos kite 7 e até um 5!
A tarde do dia de bandeira amarela resolvemos ficar fora do risco e trocamos o kitesurf por uma hora de cable park brincando com wakeboard até conseguirmos saltar uma rampa no meio do tanque de água! Divertidissimo!
Os seis dias de Marrocos foram ricos de experiências novas e vivências. Tanto, que alteraram a percepção de tempo!
Manhãs ensolaradas, vento constante, noites estreladas, infinito de areia (inclusive um mini deserto particular de areia na minha cama) tardes com pipoca, noites com sopa, água cristalina, gente bonita, energia boa e kite, muitooooo kite!
Obrigada Pati e Ro, padrinhos do esporte, por me convidarem e me acolherem tão bem! Bora seguir com a nossa desautomatização por aí; Que venham mais aventuras incríveis!
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
Que Kitesurf que nada, o negócio é topless!
As sete da manhã estávamos de pé. Eu esperançosa com o dia cheio de vento, mas ainda com água na barriga do dia anterior.
Depois de montar todo o equipamento e lançarmos o kite, minha professora polonesa ia entrar na água comigo. Foram algumas tentativas e muita luta, o mar acordara desordenadamente enfurecido.
Depois do primeiro "wash machine" na segunda tentativa frustada de passar a rebentação a instrutora alerta:
"O mar está muito bravo hoje, talvez seja melhor a gente não insistir."
Olhando para as ondas revoltas mesmo contrariada tive que dar o braço a torcer. Para mim ser muito difícil aprender kite naquelas condições.
Não muito longe dali Jesus parecia não se importar muito com as grandes ondas e curtia a prática iniciante do esporte já em cima da prancha.
O momento da minha frustração logo passou; eu estava em Tulum, o paraíso hippie perdido das deusas e deuses. Eu estava no mar do Caribe, na praia, com cachorros felizes, com Ceviche, Guacamole e uma ótima máquina fotográfica em mãos.
Life is good.
Depois de montar todo o equipamento e lançarmos o kite, minha professora polonesa ia entrar na água comigo. Foram algumas tentativas e muita luta, o mar acordara desordenadamente enfurecido.
Depois do primeiro "wash machine" na segunda tentativa frustada de passar a rebentação a instrutora alerta:
"O mar está muito bravo hoje, talvez seja melhor a gente não insistir."
Olhando para as ondas revoltas mesmo contrariada tive que dar o braço a torcer. Para mim ser muito difícil aprender kite naquelas condições.
Não muito longe dali Jesus parecia não se importar muito com as grandes ondas e curtia a prática iniciante do esporte já em cima da prancha.
O momento da minha frustração logo passou; eu estava em Tulum, o paraíso hippie perdido das deusas e deuses. Eu estava no mar do Caribe, na praia, com cachorros felizes, com Ceviche, Guacamole e uma ótima máquina fotográfica em mãos.
Life is good.
domingo, 22 de dezembro de 2013
Kitesurf em Tulum
_ “Qual foi o
esporte mais difícil que experimentou em 2013?”
_ “Kitesurf.”
Respondi sem hesitar “sim porque a maioria dos esportes por mais que não se
saiba é possível vivencia-lo, por exemplo, surf, no mesmo dia que aprender por
mais que fique apenas alguns segundos em cima da prancha vivencia a sensação de
sua prática, já o kitesurf....
***
O destino era
México e se as férias seriam para dar continuidade ao esporte mais marrento do
projeto #365 o local escolhido seria Tulum.
Tulum fica na costa
caribenha abaixo de Playa de Carmen, que por sua vez está abaixo da famosa
Cancun. Mas nada de gigantes hotéis, a simpática comunidade exala paz e amor.
Um tanto quanto hippie-chic os hotéis e pousadas com quartos estilo bungalow
cobertos por sapé em simpáticas construções de madeira que como sua comunidade
encaixam se perfeitamente na paisagem.
Praia de areia
branca, mar turquesa, homens e mulheres lindos, topless na areia, yoga, sorrisos
e vida saudável, paraíso por definição.
Lá fomos nós para a
aula. Eu estava com medo de pegar a pipa, meu único contato com kitesurf tinha
sido em um lago:
“Mas você aprendeu
na água?”
Sim. Se fosse
arremessada pela pipa do jeito que fui inúmeras vezes nas minhas aulas aquáticas
na praia não teria o mesmo efeito...
Minha professora
polonesa me passou muita tranquilidade me ensinando como proceder caso o kite
se enrolasse com a ondas, o famoso “wash machine”.
_ “Só puxar o
safety.”
_ “Só?”
Mas vamos às
condições locais: Vento On-shore (na direção da praia) ondas para todos os
lados.
Depois de relembrar
como se controlava a pipa era hora de entrar na água, aprender a passar a
primeira rebentação de ondas (porque tinha a segunda, terceira...) fazer um
body drag e sair para a praia novamente.
A história começou
a ficar complicada quando eu tinha que controlar a pipa com uma mão, segurar a
prancha com outra, olhar para o kite e para as ondas ao mesmo tempo, esperar a
série de ondas bravas passar, entrar rápido na água mesmo com o vento me
jogando de volta para a praia, passar a rebentação... “wash machine”.
Tomei tanta vaca e
muitas vezes quando levantava com mais três litros de água salgada na barriga
olhando para o alto para ver se o kite voava.... “wash machine!”
“Ai Santo!” Toca
puxar o safety, ir até a praia, desembaraçar a linha, desprender, reprender,
relançar e tentar tudo de novo.
“Quer parar para
beber uma água?”
A polonesa só podia
estar tirando sarro da minha cara.
Foram 3 horas de
kite e em nenhum momento eu consegui entrar na água com a prancha sem ser
arrastada pelas ondas ou pelo vento. Hora de parar.
Amanhã tem mais.
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