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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Abismo Anhumas

A programação mais impressionante de Bonito é o abismo Anhumas, que fica em uma fazenda 22k do centro da cidade
O Martin, nosso novo amigo argentino passou na pousada cedo para seguirmos para a atividade do dia. O calor é assutador, não eram nem 8 hs da manhã e os termômetros já batiam 30 graus.


O Abismo Anhumas é o lugar mais indescritível que já estive, porque sua beleza é diferente de tudo que já tinha visto na vida.

O acesso ao abismo é feito por cordas, são 72 m de rapel e os primeiros metros passa se por uma fenda estreita de pedra, depois abre se a visão lá do alto. A água cristalina reflete um azul profundo. É possivel ver nitidamente os fachos de raios mais insistentes de sol que conseguem atravessar a mata e passar pela fenda iluminando as paredes e a água.



Após uma volta de bote a gente vestiu o neoprene e entrou na água para um mergulho. Eu não contive meus gritos, mesmo protegida sentia a água gelada procurando espaço dentro da minha roupa. O cenário surrealista me fez esquecer do frio temporariamente; as formações subaquáticas de torres calcário realçadas pelo azul aceso é chocante. Estou sonhando?

Depois da flutuação era hora de voltar e subir em acensção e encarar os 72 m de novo. O frio que eu ainda sentia desapareceu nas primeiras pedaladas.

De volta a realidade.


Pegamos nossas bikes e fomos visitar a gruta lagoa azul. O lugar é muito lindo, mas a quantidade de turistas para mim tira um pouco da beleza do lugar. No abismo Anhumas quando descemos tinham apenas 4 turistas, a visitação é super controlada. Na gruta, o grupo que desceu tinha muito mais e pelo caminho cruzamos com vários grupos.


Me encanta pensar na época que Bonito ainda não era explorado dessa maneira. Ta certo que provavelmente hoje respeita se mais os limites da natureza com esse controle; não é permitido o uso de protetor solar para os mergulhos, em alguns lugares não se pode usar o flash da máquina, existe sim muito cuidado com o impacto ambiental, mas é muita gente!


Hora de voltar os 22k de bike. Agora imaginem o que já era quente as 7 da manhã, à uma da tarde parecia que os pneus iriam derreter. Pelo gps do João a gente dava uma boa volta para retornar. A monotonia de pedalar naquela estrada reta sem fim fez com que a gente começasse a indagar o trajeto:

"Martin será que não conseguimos cortar caminho por essa fazenda?"

"Eu achei que o Abismo e a gruta já eram aventuras suficientes para vocês, mas pelo visto eu estava errado."


Martin estava receoso em entrar na fazenda e varar mato, nós não tínhamos água suficiente e com o cerrado não se brinca, mas depois de tanta insistência da nossa parte Argentina acabou perdendo a batalha para Portugal e Brasil.

Dada a autorização de uma mulher que estava na fazenda para a exploração seguimos. Pelo gps do João tirei o azimute da cidade com meu suunto (eu tava doida para usar a bússola dele) a toda parada ia controlando o sentido a ser seguido. Descobrimos uma trilha que beirava a cerca da fazenda, cruzamos pastos, pedalamos no mato, pulamos cercas e porteiras.... bingo! De volta a estrada com 8 k cortados do percurso!



O final do dia foi na sombra recarregando as energias para mais aventuras no dia seguinte.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Peixes carnívoros arrancam pedaço da perna do português


BONITO! Rio Olho d'água e Rio da Prata


Para variar João e eu decidimos nosso destino bem em cima da hora, e mais uma vez insistimos em sair sem uma programação. Mato Grosso do Sul, mais precisamente Bonito. Pelos contatos de amigos do Facebook (estamos ficando craques nisso), encontramos Marcio Lima, dono da Lobo Guará Bike Adventure que mistura bike com os passeios turísticos e ecológicos aqui em Bonito. Marcio trabalha também no abismo Anhumas, o local mais famoso aqui da cidade. Ele foi a nossa salvação, já nos programou com o que tem de melhor.


Hoje fomos fazer flutuação no Rio Olho d'Água que desagua no Rio da Prata.


Bonito é um lugar que por mais que se descreva, jamais será possível trasmitir a beleza única desse paraíso.
Quando coloquei a máscara e afundei a cabeça, tomei um susto com a transparência da água.


Foram 1.800 metros descendo o Rio Olho d'agua e depois mais 400 no Rio da Prata, sem fazer nenhum esforço, só deixando com que a correnteza fizesse seu trabalho.


Era possível encostar nos peixes de tão perto que eles passavam. Pacús, dourados, piraputangas nadavam como se desconhecessem a espécie humana. Foram 1.30h de flutuação e dalí fomos direto almoçar.A tarde teve outra programação incrível; o buraco das Araras.
Mas eu conto amanhã, porque tem muuuuitas fotos legais para publicar!