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domingo, 15 de junho de 2014

Finalmente a FINISH LINE

A linha de chegada é sinal de que acabou mais uma, está na hora de pensar na próxima. Passando o pórtico passam as dores e fica a bonança, a satisfação e orgulho, mas mais que a conquista do desafio valorizamos a conquista de novas amizades. Dividir essa alegria não tem preço!

Finalmente para vocês, a chegada do Gigathlon:



E mais esperada que a chegada; a PINK DANCE:

sábado, 27 de julho de 2013

GIGAHTLON - RELATO 6o dia de prova

LYSS - LAUSANNE

Na maioria das competições em estagio o ultimo dia costuma ser suave. Mas porque o Gigathlon seria como as outras?

Quase perdi a hora, acordei assustada com a Dri me chamando:

_ "Luli são 5.20h!"

Eu tinha que pegar um trem para a largada as 5.59 h ainda tinha que separar comida me arrumar e correr até a estação.

A Pati correu até o carro para buscar meu tênis enquanto a Dri separava comida e eu me arrumava ao mesmo tempo que enfiava um pão goela abaixo.




A largada era da patins. O dia começava logo com uma pernada de 40 k! Sai no meu ritmo sem me preocupar muito com os pelotões, mas a medida que patinava percebi que um pequeno fila se formava atras de mim. "Pelotão dos sem pelotão, talvez?"

No começo nao estava achando muita graça porque liderava e nao fazia diferença mas quando comecei a diminuir um suíço tomou a frente. Assim fomos alternando ate o primeiro ponto de água que ficava no meio do trecho.

Após vinte quilômetros eu já nao conseguia manter a mesma velocidade que girava em torno dos 20km/h e o pelotão acabou se disolvendo. Segui sonhando para chegar logo o trecho que tinha que tirar os patins.

1.5 k nao eram patináveis. Desamarrei o tênis da cintura peguei os patins na mão e sai correndo. Os pés até estranham!
Toca calçar o inline de novo e finalmente patinar até a transição.

Quando cheguei lá para a minha surpresa o Rodrigo estava junto com a Pati! Que delicia!


Com um sanduíche e tortinha de morango os dois me esperavam para me preparar para o trecho dobrado; "Bora nadar!"

Antes de entrar no lago dei uma olhada onde estavam as bóias. Pra que? Tinha bóia tão longe que mal dava para enxergar.
A ultima natação da semana! Quem diria que um dia nadaria 20 k em 6 dias? Sem pressa me despedi da água fria da Suíça.

Como a Dri estava com uma overdose de bicicleta e acumulados decidimos que seria melhor eu triplicar as pernas do que ela pegar uma dobradinha de bikes.
Após a natação comi mais um pouco e entrei para mountain bike.

O trecho começava com uma ascensão duríssima (agora imagina com acumulado de 5 dias) depois uma montanha russa de sobes e desces. Por fim contornos e voltas desnecessárias.

Quando eu estava quase chegando dou de cara com uma subida curta e absurdamente ingrime:
_ "&$#%^*¥!!!"

No auge da minha irritação olho para trás e vejo Giorgio (o italiano que fazia a prova solo) pedalando com determinação!
"Giorgio?"_ espantada ao vê lo com tanta energia.
"Luciana, you know about the cutoff, right?"
"Corte?"
A gente nunca tinha ficado perto de corte nenhum, essa era uma preocupação que sempre pareceu desnecessária até então.

Eram quase 5 horas, horário que supostamente deveríamos estar na área de transição. Eu nao sei de onde tirei forças rapidamente pulei sobre a bike e tentei acompanhar o italiano.

Cruzamos o pórtico as 5.03h e ficamos sabendo que o corte havia sido prorrogado em meia hora!

Após 10 horas de prova eu nao conseguia nem falar estava morta mas acabava ali a minha missao Gigathlon, passei o chip para a Dri que entrou para o trecho de roadbike.

Hora de descansar seguir com o Ro e a Pati para lausanne procurar um hotel comer e esperar a Dri.

O trecho mais fácil de roadbike da vida (segundo a Dri na hora que chegou na transição) teve complicações devido a um pneu furado. Foi uma epopéia trocar! Com ajuda externa os senhores que pararam mais atrapalharam porque conseguiram quebrar o bico da câmara. Após muita reza a Dri conseguiu que o vassoura buscasse uma nova com o Giorgio que acabava de passar e não tinha visto a Dri. Mais uma vez salvas pelo italiano!

Fomos a ultima equipe a chegar na transição finalmente prontas para o trecho de corrida, o tão esperado que iríamos correr juntas (se nao fosse as minhas 10 horas de prova):
Pati e Dri foram juntas #rumoaosdezesseis !
 

Os últimos 400 metros a equipe toda correu junta rumo a gloria! Rumo a uma das chegadas mais celebradas da nossa história! Com muito barulho e muita festa fomos recebidas pela platéia para a ultima dança! O Gigathlon era história!





quinta-feira, 25 de julho de 2013

GIGATHLON -RELATO 5o dia de prova

BERN - BERN

O Quinto dia era uma celebração em Bern. Um time trial. Pernas curtas de todas as modalidades. Era dia de socar a bota (se é que isso era possivel após o volume insano dos quatro dias anteriores)
 
Largada de roadbike. As equipes largavam de um em um minuto. Dri falou em português no microfone do speaker e a galera veio abaixo! O dia seria de diversão.

Após a road bike de duas horas era minha vez de patinar. Não consegui colocar mais velocidade no patins e mantive a media dos dias anteriores patinando até o local da área de transição.
 
Tínhamos combinado tudo na véspera, quem me daria apoio seria a Sabina, apoio de uma outra equipe  de ritmo parecido com o nosso, já que nossa super mega apoio Pati deveria estar em outra área e como o dia era rápido não havia tempo para essas mudanças.
 
Sabina ajudou a me trocar com uma velocidade incrível e uma organização Suiça, a técnica que colocar a roupa de neoprene encantou a novata aqui; com saquinhos plasticos nos pés e nas mãos rapidamente eu estava pronta para a natação mais temida da semana.
 
Eram 6 quilometros de natação em rio, quilometragem essa que me fizera amiga dos treinos longos na piscina. Nossa! Nem gosto de lembrar quantas vezes nadei duas horas em piscina de 25 m. Além da distancia, a tradicional temperatura gélida da água também assustava; e dessa vez seria a estreia numa água de 15 graus.
 
O Gigathlon nos ensinou que sofrer por antecipação é sofrer uma vez a mais. Sofremos na véspera da primeira largada depois descobrimos que tínhamos errado a data. Sofri com a natação do terceiro dia e ela foi café pequeno. Essa lição se tornava mais nítida a medida que os dias passavam. Sofrer antes pra que?
 
A assutadora natação em água gelada se tornou um dos trechos que mais me diverti na prova. Seis quilometros foram percorridos em quarenta e cinco minutos! Quando entrei no rio e vi a correnteza fiquei adrenada "Isso vai ser divertido!"
 
Perguntei para uma das mulheres do resgate que ficavam na margem do rio de água turquesa:
_"Qual é o segredo?"
_"O segredo é nadar no meio!"
 
Se não fosse o frio da água daria facilmente para ficar parada no maior estilo bóia cross, mas nesse caso nadar estava altamente divertido; era possível ver o chão passando a milhão embaixo das minhas braçadas de super heroína!
 
_"Que nadar no meio o que!" me sentindo um duck (caiaque inflável) fui escolhendo o lado do rio que a corredeira era mais agressiva. Claro que algumas boas vezes engoli água.
 
Duzentos metros antes de chegar tinha uma mulher gritanto no megafone a margem que deveria ser pega para que os atletas não passasem direto. E olha que isso aconteceu muito! Era quase tão difícil parar quanto patins! Hahaha
Saí da água tremendo e vibrando: "Amei! Quero brincar mais!"
 
 
A Dri entrou para o Mountain bike e  eudepois de um frango com batatas fritas providenciado pela nutricionista da equipe, segui junto com a pati para a área de transição seguinte.
 
Como o dia era curto as áreas de transição estavam sempre cheias e animadas com a troca dos atletas, principalmente nas equipes de cinco pessoas, a energia e vontade de não querer perder tempo tornava tudo movimentado.
 
Quando a Dri chegou na transição eu rapidamente saí para o trecho de corrida. Eu tinha plateia e nove quilômetros, que mistura explosiva! O que poderia ser parte de uma competição de endurance se tornou em uma competição de velocidade.
 
O percurso era ao lado do rio, eu corria num ritmo rápido e o melhor de tudo que mesmo após todos os dias de competição meu corpo respondia bem. A gente é capaz de tanto, e muitas vezes nem se dá conta!
 
Fiz os 9 k em 50 minutos, nada mal! E com uma festa alucinante, uma torcida ensurdecedora cheguei correndo para terminar o quinto dia numa das principais praças de Bern! Claro mais uma vez a dança e dessa vez com muita plateia! Faltava só um dia! 



segunda-feira, 22 de julho de 2013

GIGATHLON - RELATO 4o dia de prova


ENNETBÜRGEN - BERN

A tranquilidade da largada do quarto dia (por já termos vencido a etapa Rei no dia anterior) foi comprometida quando Simone disse que o dia seria a etapa Rainha!

"Poxa vida Simone! Você disse que se passásemos ontem estaríamos bem na prova e agora vem com esse papinho de etapa Rainha?" _ tentando negociar mais um dia difícl que viha pela frente.


Mais uma largada de natação. Dessa vez tinha que pegar um barco que nos levaria até a cidade de partida. A largada foi dada dentro da embarcação, os atletas saiam correndo até o ponto de entrar na água. Dessa vez a natação diferentemente dos dias anteriores era de um ponto à outro. O visual também era muito bonito apesar de pouco poder ser apreciado na modalidade. Meus braços começavam a sentir mais o acumulado dos dias.

Saí da água com ajuda da Pati me troquei para entrar no trecho de mountain bike. Com o passar dos dias fomos ajustando a troca de modalidades; o plano inicial era a Dri fazer as duas bikes seguidas, mas com o desgaste acumulado da mesma modalidade, achamos melhor a dobradinha ficar comigo na natação e mtb.




Saí forte no começo tentando pegar vácuo nos trechos mais planos e ainda fora de trilha, sabia que não conseguiria manter aquele ritmo até o final. O tempo todo da competição joguei com todas as cartas e usei a força que tinha, porque era dificil prever como o corpo iria reagir no resto do dia. Na maioria das vezes os descanços (mesmo que preenchidos de atividades e transições) permitiam que o corpo recuperasse.

De volta a Ennetbürg, hora de passar o chip para a Dri que sairia para mais um dia dificil sobre a bike de estrada com 110 k e 1600 de acumulado. Talvez a roadbike tenha sido a modalidade mais rejeitada pela equipe. Na nossa divisão de modalidades a Dri acabou ficando com a "speed" já que eu fuidesignada para a natação e patins. Nós definitivamente não somos mulheres de asfalto, nosso negocio é lama, mas:
"Bora lá Dri! Vai com tudo!"


Aproveitando mais uma janela longa, Pati e eu seguimos para Bern, a cidade base seguinte. Dessa vez finalmente conseguimos montar a barraca:
"Chega de dormir na van!"


Conseguimos nos organizar porque estávamos acompanhando o track da Dri ao vivo, e essa vez foi uma das poucas que não ficamos esperando. Após 6 horas de pedal, mal chegamos na transição e a Dri chegou; falante!
"Eba! Falante. ótimo sinal!" Isso definiria a resposta que havíamos postado no Facebook de quem faria a perna final de corrida.

Hora de patinar. O trecho foi bem desgastante, estava quente e o esforço da natação e mtb estava pesando. O visual era maravilhoso; vastos campos de trigo e cores diferentes, girassóis, um horizonte infinito dourado pela luz de final do dia.

Cheguei na transição muito cansada, não encontrei com as meninas que estavam esperando o trem (unico meio de chegar lá) Fui ajudada por outras equipes de apoio, me deram de comer e beber. Quando chegaram, a Pati estava pronta para entrar no trecho de 24 k de corrida com a Dri. Pois é! Todos votaram que quem deveria correr era a Pati! Lá foram as duas!


Voltei sozinha de trem para o acampamento. Outro dia de jornada longa 14.30h e após a dancinha do trio na chegada, exausta abandonei as meninas e fui dormir mais um dia sem tomar banho.

 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

GIGATHLON - Relato do 3o dia de prova

ENNETBÜRGEN

A noite na van foi estressante, eu pouco dormi. Tive ataques de panico sentindo falta de ar angustiada com a largada que estava marcada para as 5.30 da manhã em águas gélidas. Durante a noite confesso que repensei na competição; comparando o sofrimento com as longas provas de aventura.

Ainda no escuro a Pati me acompanhou de onibus até a largada. O visual a beira do lago era algo de emocionar, o céu rosado anunciava o dia de sol, por trás das montanhas de contornos escuros refletidas no lago. O pórtico emoldurava o visual.

 
Simone, um dos organizadores da prova, do fã clube da equipe cor de rosa aproximou se:

_"Como vocês estão? Espero que estejam bem e preparadas, hoje é a etapa rei, a mais dificil da competição! Quem vai fazer a bike de estrada?"

Esquecendo meu medo de entrar na água gelada: _"A Dri! Porque? a Dri vai morrer?"
 
"A Dri vai morrer!"

Sem que eu pudesse descobrir mais detalhes do percurso foi dada a largada, eu fui uma das últimas a entrar na água, tentando ignorar um Suiço que reclamava da baixa temperatura da mesma. "Fala sério amigo! Eu sou brasileira e você vem dizer para MIM que a água tá gelada?"
 
Sorte que devido a temperatura da água o percurso foi reduzido pela metade e a Phelps aqui achando que tinha nadado 3 k em 30 min. Mas melhor entrar na água achando que tem que nadar 3 e nadar apenas 1,5k.
Na transição para a bike de estrada, eu não quis dizer nada para a Dri. Simplesmente a abracei tentando tranferir minha energia: "Boa sorte Dri! Te amo!"
 
A etapa Rei, não era apenas dura em perurso, era complicadíssima em logística também. Dali pegamos o carro para outra cidade. Dessa cidade, eu deveria pegar o trem para outro local e a Pati ainda deveria levar minha bike para outra transição. Separação total da equipe.
Começamos a ficar desconfiadas que a Dri demoraria muito mais que o previsto quando conversamos com outras equipes sobre o percurso e previsões.
Enquanto esperava a Dri fui até um restaurante comer e dar uma entrevista para um repórter de um dos jornais do país. (veja a reportagem aqui)
Após 7.40h de pedal a Dri chegou chorando! Pedalou 121 k Subiu 33 k e 2650 de altitude. Se a etapa o dia era o rei, a Dri era a Rainha, guerreira e durona (mesmo chorona) garantiu que continuássemos na prova.

Saí para o patins. O acumulado da distancia já começava a ser sentido nos músculos específicos da modalidade. Freiar já não era mais um mistério e nem uma vontade; eu rezava nas descidas porque já não tinha mais vontade de parar.

O visual era maravilhoso, uma estrada sinuosa ao lado de um lago azul turquesa margeado por enormes montanhas rochosas. Cheguei para a transição patins / mountain bike encontrando a Pati que me ajudou na troca, eu continuaria na prova, uma mudança de estratégia que tínhamos adotado na véspera para poupar um pouco a Dri.

Minha estréia no mountain bike, com pouco treino especifico entrei para a subida interminável (1500m) cheia de vontade. Descobrimos que mudar de modalidade e músculos fazia bem! Seguia acompanhando o lindo lago azul turquesa, pedalava emocionada! Viva!

Curti tanto a subida quanto a descida e após 3.40h de pedal a Dri já um pouco recuperada de seu pedal de 7.40 entrou para o último trecho de corrida.

A chegada da equipe mesmo tardia (por volta das 11 da noite todos os dias) já começava a ser bem esperada e comemorada. O DJ já sabia que tinha que colocar uma musica animada porque o trio se juntava para a dança de comemoração de mais uma conquista. A Etapa Rei tinha ficado para trás!
 



quinta-feira, 18 de julho de 2013

GIGATHLON - Relato 2o dia de prova

CHUR - ENNETBÜRGEN

A largada para o segundo dia foi um pouco assustadora; quando chegamos no pórtico comecei a analisar os outros corredores e percebi que estavam todos leves, sem mochila.

"Vai se infiltrando!"_ Nosso grito de guerra em ação, Dri e Pati agitavam a pacata manhã.

"Oh my God! Eu não estou praparada para correr quase meia maratona esprintando!"

A corrida foi fácil, sua maior parte foi por caminhos de terra, dava para ficar num ritmo bom e mesmo com o esforço da subida da véspera eu sentia que meu corpo responder.

 
Após duas horas e meia estava na transição. A Dri entrou para perna de 81 k de roadbike. No acumulado as modalidades que não tínhamos tanta base começavam a pegar. O calor também começava apertar.


Pati e eu esperávamos em Lachen, a Dri demorou mais do que o previsto, sua chegada começou a deixar a equipe preocupada. No final do trecho ela sentiu o calor e sofreu mais do que o esperado.

Eu entrei correndo de neoprene para 3 k de natação, dessa vez sem medo nenhum da agua gelada, o calor era tão intenso que eu estava era mais preparada para congelar. Consegui criar um sistema pessoal de navegação de bóia para bóia na triangulação do azimute para tentar otimizar ao máximo as braçadas.

Depois do refrescante trecho entrei para a estreia do patins em uma perna longa. Ai foi quando fritei e sofri muito. Resolvi patinar com o meu patins antigo (levei dois pares para a competição) porque já estava com os pés doloridos do primeiro dia. Mas se querem saber, acho que nenhum pé resiste bem a mais de duas horas de esforço dentro de uma bota.


Quando eu cheguei, visivelmente abalada pelo calor a Dri já veio:

_"Ah! Agora está sentindo um pouco do que eu senti!"


E partiu para a ultima modalidade do dia mountain bike. Sem levar nada de casaco.

Pati e eu seguimos de carro para Ennetbürgen, a cidade do acampamento seguinte. Supostamente quando chegássemos deveríamos montar a barraca.Pudera! Estava um temporal de verão daqueles!

"E agora?"


Nesse momento começou o perrengue. Nesse momento percebemos a dificuldade de ter apenas um apoio. Foi o primeiro dia sem banho.

Peguei o jantar enquanto aguardávamos pela Dri. A ansiedade de esperar, no escuro, não saber que dificuldade ela estava enfrentando, se estava sofrendo com o frio, com a chuva, fazia com que o descanso fosse adiado. Meu corpo já estava parado mas a cabeça continuava na prova.

Após 14 horas de competição ver a Dri cruzar o pórtico de chegada com sorriso de orelha a orelha e falante (como costuma ficar quando tudo corre bem) foi um alívio para mim e para Pati. Hora de ir para a nossa van e tentar dormir um pouco para o dia seguinte.





quarta-feira, 17 de julho de 2013

GIGATHLON - RELATO 1o dia de prova

CHUR - CHUR
O primeiro dia de prova é para descobrir o tamanho da encrenca que a gente se meteu!

A Dri abriu a prova com os 85 k de roadbike bem variados em altimetria com 1650 de ascensão sob a torcida do resto da equipe Pati nossa apoio e nutricionista e eu. Logo depois de nos despedirmos da Dri, Pati e eu seguimos para outra cidadezinha onde seria a área de transição.

A Dri chegou do primeiro trecho de roadbike muito cansada, disse que passou por lugares maravilhosos mas sofreu com as subidas no asfalto.

Minha estréia na natação quebrou o medo que eu tinha das águas gélidas. Na véspera quando anunciaram que a temperatura iria estar em torno dos 18 graus os Suíços comemoraram!
(melhor nem comentar...)
O caso é que foi bem mais tranquilo que eu imaginava.



Nadei os quase 3 k em um lago de águas cristalinas e fundo cheio de vegetação, o que ia me distraindo a cada braçada. Em uma hora saí da água. A Dri me esperava na transição para ajudar a me trocar para o trecho de trekking.


O trecho de trekking era de 11 com um acumulado de 1500m de desnível. A bagagem da Transalpine (prova de corrida que fizemos no ano passado) fez com que a subida íngrime não fosse surpresa, coberta de neve garantia uma vista de tirar o fôlego atingindo o ponto mais alto da prova a 2.681 m.



Do topo peguei a gôndola para descer e passar o "bastão" para Dri que seguiu para o mountain bike: 39 quilômetros enganavam na altimetria, apesar de descer muito, trechos bem técnicos em single tracks exigiam habilidades dos bikers.


Da transição seguinte saí para 18 k de patins. O tabu das descidas se desfez como o da água gelada. logo no primeiro quilômetro fui praticamente obrigada aprender a frear os patins; uma descida enorme seguida por uma curva e entrada em um tunelzinho de passagem subterrânea. Talvez por algum mecanismo do nosso corpo frear deixa de ser uma opção e vira sobrevivência.

Chegando ao acampamento quase mato as meninas que ainda não estavam prontas para a chegada do primeiro dia, foi um corre corre que só e no pórtico rolou a dancinha da Flower People, a estréia da Pati!

12.40 h de competição, num dia curto (159 k) de quilometragem comparado com os seguintes. Isso já anunciava que a brincadeira seria longa! Melhor se preparar!




quinta-feira, 27 de junho de 2013

GIGATHLON! Suiça de leste a oeste! Faltam 10 dias!


Essa será a décima edição da prova que acontece anualmente na Suíça.
Seis dias de competição. Cerca de 8.000 atletas (divididos em quatro categorias) irão percorrer o país de mountain bike, speed, patins, correndo e nadando.
1057 quilômetros, 18.600 de ascensão.
Lá vamos nós duas de novo para mais uma aventura! Só dos treinos a gente já tem muita história pra contar, imagina a hora que chegarmos lá!
Daqui cinco dias embarcamos! Não saiam daí!

#vemcomagente


quinta-feira, 4 de abril de 2013

GIGATHLON - O desafio de 2013!

Eu ia escrever...e contar detalhes. Pra que?
Suíça, 1.000 quilômetros, 6 dias, 5 modalidades e 1 dupla cor de rosa!
Faltam 3 meses:

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

365 ESPORTES - Regras do jogo! Dia 2

Eu não vou me perguntar aonde estava com a cabeça quando criei um experimento suicida de tentar fazer 365 esportes em 2013. Em nenhum momento o fato deverá ser uma interrogação e sim uma exclamação!

Será preciso criar regras para não ser escrava da própria ideia. Já pensou num dia ocupado ter que ligar o computador desesperada as 11:45 h da noite para jogar xadrez (sim xadrez é um esporte!) contra a máquina!?

Não! a ideia definitivamente não é essa! Nada contra Deep Blue, mas não quero pura e simplesmente preencher um protocolo. Quero desfrutar das experiencias,vivenciar algo novo e instigante, pesquisar, além de praticar e treinar os esportes usuais do currículo.

Fazer do corpo um laboratório!

Deverá prevalecer o lado divertido, curioso. Portanto, se você me convencer que um campeonato de peteca pode ser engraçado, me convida!

Day 2 - #2 Patinação gelo



Há um estudo que diz que a patinação no gelo apareceu há mais de 3000 anos! Com intuito de poupar energia, alguns seres humanos viajavam pelo gelo.

Patinar, diferentemente do esporte de ontem (Snowshoe) exige uma certa habilidade. Lá fui encarar de novo as baixas temperaturas num rinque ao ar livre estrategicamente localizado no centro de Lionshead.

95% das criaturas que deslizavam no gelo eram crianças. As luzes se acentuavam a medida que anoitecia, ao som de Michael Jackson meu equilíbrio pareceu acordar após um longo período de hibernação!

Life is good! 363...

terça-feira, 2 de outubro de 2012

relato MARATONA DE PATINS DE BERLIM


Lá estávamos João e eu na largada da maratona de patins, mais de seis mil atletas prontos para largar sobre rodas para o mesmo percurso que 40 mil correriam no dia seguinte.

Eu nunca tinha visto o João patinar, e confesso que quando colocamos os patins ali na reta do pórtico fiquei um pouco preocupada. Nós tínhamos combinado de fazer a prova juntos, eu no auge da adrenalina estava querendo abandonar o Jony. 
"Nossa, que malvada! Você mete o rapaz na roubada e ainda abandona o barco?"

Santa competitividade! Eu queria saber qual era o meu limite e se conseguiria bater o tempo do Marílson; "Vamos para abaixo de 2:08 hs!"

Quando largamos segui atrás do Jony. Como ele disse; eu tinha a força da técnica e ele a técnica da força. Mesmo com pouco domínio sobre rodas o mutante conseguia patinar numa velocidade muito boa. Momento de alívio: "Eba vamos juntos!"

Com menos de um quilômetro de prova o João levou o primeiro tombo. Parar numa situação dessas com inúmeros patinadores atrás é impossivel, então eu segui devagar olhando para trás tentando ver se ele vinha. Assim fui seguindo e nada do Jony aparecer.

O tempo estava bom, o que garantia curtição total, a prova seria um passeio turístico pela capital alemã. Mas como o speaker anunciou com tempo bom acontecem mais acidentes, era preciso redobrar atenção. O percurso cruza trilhos de bonde e tem algumas irregularidades, mas tudo muito bem sinalizado, e mesmo os patinadores vão alertando uns aos outros.

As descidas que tanto me assustavam ficaram pequenas em muitos momentos eu até torci para que a inclinação fosse maior. 

Continuei curtindo o percurso quando fui ultrapassada por um jato: "Byeeeeeee!!!" era o mutante e sua vingança, nesse caso o prato que dizem que se come frio ainda estava pelando.
Flamulando a bandeira branca: "Eu estava te esperando!" segui atrás dele.

Pronto! Bandeira amarela; corrida neutralizada. Seguimos uns bons quilômetros juntos: "Beleza! Estamos num pace bom, o objetivo é tangível! Bora lá!"
"Eu já caí várias vezes!" _logo em seguida ele estava no chão novamente. 

...

"Quer água?"
"Não, não, não!"

Não podia existir nenhuma interferência externa na patinada do João que seguia concentrado em se equilibrar e aplicar força. Eu fui ficando para trás e vendo sua determinação sumir no horizonte.

Faltando alguns quilômetros para o final começou a chover. Na hora lembrei do meu irmão (que estava lá na chegada nos esperando): "Não fica falando que a maratona de patins vai ser fácil porque de repente vocês pegam vento contra e chuva."_Santa boquinha!

O Asfalto parecia um sabão. O sonho em ser pacer do Marílson estava indo por água abaixo! Mas depois de alguns minutos de chuva parece que o asfalto absorveu a água e ficou um pouco menos escorregadio. Reta Final!

Fechei o percurso em 2:07:13! Yuhuuuu!!! Logo após o pórtico, com um minuto e meio de vantagem, o Jony me esperava de braços abertos e um sorriso luminoso. Um beijo selou mais um desafio maluco vencido e nesse final de história o mocinho fica com a bandida!

Life is good!