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domingo, 29 de janeiro de 2012

Mountain Quest - The real challenge!

Não foi por falta de aviso de João Marinho, sabia no que estava me metendo, eu e toda a Malta (como se diz por aqui). Foram incontáveis emails e notificações de que o desafio seria duro. Mas são aquelas coisas que e gente apenas imagina, tem uma leve idéia do que está por vir, e a realidade, dura, nos aguardava. Era apenas uma questão de horas.


O Mountain Quest foi um desafio criado por um atleta de ponta para qualquer um que aceitasse enfrentar seus próprios limites. Um percurso de 162 km, 5 mil metros de subidas acumuladas em 3 serras diferentes e para apimentar mais um pouquinho o frio rigoroso do inverno português.

Quando fui me envolvendo com os detalhes, e fui obtendo mais informações sobre a velocidade média que o João levava nas subidas, e o tempo que ele calculava que iria demorar, cheguei a conclusão que não cumpriria a totalidade do percurso em menos de 20 horas.


Daí em diante passei a encarar o Mountain Quest como uma prova de aventura e não mais um passeio de mountain bike. O acumulado massacrante de subidas concentrava se nos primeiros 60 quilômetros, foi aí que a brilhante idéia de largar antes das 6 da manhã (horário previsto de largada geral) foi amadurecendo. Bastou encontrar com o João Pedro para definirmos que sairíamos logo após os briefing de sexta feira à noite.

Reuniu se uma patota jeitosa; Pedro, Fernando, Miguel, Renato e eu. Tudo separado, até macarrão instantâneo eu tinha na minha mochila, faróis potentes para pedalar a noite gentilmente emprestados pelo Francelino, junto com esquentadores de mãos e de pés, meu casaco de esqui também ia.


Sem contar que seria a estréia da minha bike novinha, quer dizer a bike do João (rs ele ainda não me deu) a Pink Snow, como fora batizada porque é lindamente branquinha com toques de rosa. Uma Rocky Mountain personalizada.


Saímos os cinco muito carregados e cheios de vontade a 1h da manhã da praça principal do centro de Amarante. Escoltados por amigos, organizadores e simpatizantes da brincadeira.

Já começamos subindo. “Graças a Deus!” Só assim conseguiríamos driblar o frio. Saímos em ritmo de passeio e cada hora parava se para fazer alguma coisa; ou era a fonte, ou o celular, ou tirar o casaco.
“Hum assim iremos demorar 30 horas.”

Pedro Ribeiro começou a se sentir indisposto, não sabia se era algo que tinha comido ou bebido. Quando passamos na aldeia velha paramos abrigados ao lado de uma fonte para ver se ele melhorava. Era só parar que eu parecia uma batedeira! Não parava de tremer e bater os dentes, as mãos congelavam no mesmo instante. Que gelo!
“Pessoal melhor seguirmos senão iremos morrer todos congelados.”


Com três horas de pedal, as quatro horas da manhã no alto da primeira serra (Aboboreira) recebemos apoio caloroso da Anita e do Zé Silva que além de incentivos nos levaram chá quente e bolachas. Confesso que carregamos as baterias na hora, obrigada amigos!

Ali tivemos a primeira baixa no grupo, Pedro seguiu direto para Amarante, e nós começamos a descer sentido à segunda serra. Quando começamos a subir o João me liga, ele estava já a caminho da largada oficial.

Pouco antes do quilometro 30, nós já tínhamos subido 2.700 no combate noturno, ao cruzarmos a estrada paramos num ponto de ônibus para esperar nosso segundo apoio; Pedro que já havia até parado no hospital chegava ao nosso encontro com mais uma dose de chá, bolachas e incentivos.


O amanhacer é poético na serra do Marão. Não menos prezando a noite estrelada na serra da Aboboreira com vista linda cheia de luzes laranja da cidade que lá embaixo ficava. O percurso todo era de se encher as vistas. A beleza inóspita das serras, o silêncio profundo que por vezes é cortado pelo sopro das eólicas.

Com muita luta e discussão, vencemos a tentação de entrar no carro quente do Pedro e resolvemos seguir, continuar na batalha, mesmo sabendo que os 162 km já estavam fora do alcance e cogitação.


Passada a aldeia de Mafómedes começamos mais uma vez a subir, aí por volta do quilometro 36 eu já não conseguia mais manter um ritmo bom, me doíam as pernas e eu estava atrasando ainda mais o ritmo do grupo.
“Pessoal, eu não terei condições de seguir, se quiserem sigam eu vou pegar o atalho.”
"Equipe é equipe, iremos todos juntos." completou o Nando.


João Marinho pensando nos mortais que ali estariam criou dois cortes para que os que não tivessem condições de prosseguir pudessem voltar. Nós sabíamos que o primeiro atalho estava perto, mas ainda assim nos poupamos de uma descida e subida para chegar até ele.

Viramos sentido as antenas do Marão, seria o último grande cume, depois disso era descer quase 30 km rumo à Amarante.
“Aonde estas?”_ João ao telefone.
“Desisti, vou voltar para casa.”
“Me espera que estou chegando em vocês, assim você leva a chave de casa.”


Isso que é perfect timing. Em três horas, o que nos tinha levado mais de seis, os primeiros guerreiros do Mountain Quest nos alcançavam. Rui Guimarães foi o primeiro a passar. Aproveitando as pedras da serra, fizemos a nossa torcida organizada, e escrevemos no chão RUI e também JOÃO.

Para encontrar com o João desci até o ponto de virada do percurso, e nós três (Miguel e nando) ficamos lá por uma hora, esperando alguns de nossos amigos por lá passarem, foi assim que perdemos o segundo elemento da equipe Renato que seguiu até as antenas do Marão e nos não o encontramos mais.


Voltar para Amarante não teve muito segredo, o difícil foi ficar acordada depois de uma noite sem dormir na descida que não terminava mais.

Com 11 horas em cima da bike, muito mais de 3.000 de acumulado em subidas e 85 km termina nossa aventura em Amarante.


O Mountain Quest, uma “brincadeira” que saiu de um flash de idéia do João, se tornou real! A realidade mesmo que muito dura, mesmo com menos de 10 atletas que conseguiram percorrer sua totalidade brutal, agradou a todos. Todos que participaram saíram de Amarante cansados, mas com um sorriso no rosto e muitas histórias para contar, e provavelmente em 120 versões bem diferentes! Essa foi a minha!

Obrigada aos meus companheiros de equipe, Miguel, João Pedro, Nando e Renato, sem vocês o desafio não teria o mesmo sabor. Obrigada Anita, Zé e João Pedro pelo chá e amizade.


Last but not least João Marinho; obrigada por reunir tantos malucos dividindo esse cenário lindo conosco. Por proporcionar a mistura mais incrível que há: Bike e amigos.
E principalmente por deixar a maluca da sua namorada sair para pedalar à uma da manhã!
Life is good!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Mountain Quest - Here I go!


Agora em Amarante a temperatura é outra. Meu Deus como faz frio nessa terra!!!

Aqui estou eu para encarar o “tal” Mountain Quest.
A missão agora é montar uma bike, arrumar luz e muuuitas pilhas porque 10 horas de luz não serão suficientes para escalar 3 serras e pedalar 164 km com 5 mil de acumulado. Uiiii!
Fiquem aí, irei postando todos os acontecimentos.
Para ter uma idéia detalhada do Mountain Quest clique aqui.

sábado, 21 de janeiro de 2012

MOUNTAIN QUEST - O Desafio de João Marinho

"Dia 28 de janeiro, eu vou pedalar 164 km com 5 mil de ascensão! Quem quiser pode vir junto, mas já vou avisando eu não vou esperar ninguém!"_ foi mais ou menos assim que João Marinho lançou o Mountain Quest, um desafio para qualquer um que quisesse morder a isca.

Em menos de um mês os adeptos a loucura já ultrapassavam 100 pessoas. Confesso que até eu do outro lado do oceano fiquei tentada em participar da "brincadeira" em Portugal.

No final de semana que vem em Amarante, cento e poucos loucos se reunirão para pedalar rumo as três serras de amarante (por sinal as mesmas três que fazem parte da Douro Bike Race uma prova que acontece em setembro) Alvão, Marão e Aboboreira.

O percurso será compartilhado no gps, e cada um deverá seguir em seu ritmo e cuidar da sua própria logística e sobrevivência.

Como se não bastasse o desafio da distância e escalada, os participantes ainda irão enfrentar o frio rigoroso do inverno português. A todos que fazem parte do grupo; boa sorte!

Semana que vem volto para contar as histórias dos sobreviventes!

Quer saber mais sobre o MOUNTAIN QUEST? Clique aqui.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Campeonato mundial de Gaivota - O Filme

O plano era perfeito; "Porque não organizar um campeonato de gaivota?" (traduzindo para brasileiro PEDALINHO)
Claro! A gente uniria o staff todo da DOURO BIKE RACE num convívio divertido.
O plano não podia ser executado de melhor forma, com troféu, amigos, risadas, pedalinhos ou gaivotas que não andavam em linha reta, e ainda com apoio da COCA-COLA. Perfeito!
Um sorteio definiu as duplas,e acreditem se quiser João Marinho caiu com Zé Silva, mas para a sorte dos mortais presentes a gaivota deles estava quase afundando.
Pelo sucesso do campeonato, ano que vem teremos mais atletas.
Haja Gaivota!

domingo, 9 de outubro de 2011

Expedição Dourada - o Final


Como sabíamos que o quinto e ultimo dia de expedição seria tranquilo, pois seriam apenas vinte e poucos quilômetros, aproveitamos para tomar aquele cafe da manhã.


Curtir um pouco o hotel e dar uma voltinha turística em Pinhão. O João foi me mostrar a famosa estação de trem que tem seus azulejos pintados a mão!


Na saída do hotel o recepcionista perguntou nos como estava sendo a nossa viagem remando e disse que tentara fazer o mesmo há uns anos atras e não conseguira por causa do vento.


"Realmente nos fomos alertados por muitas pessoas sobre o vento que sopra as tardes no Douro, mas na nossa viagem felizmente não encontramos com ele".


Naquele momento foi como se tivesse invocado Eólo, quando começamos a remar, o Deus do vento se manifestou com uma forca para gente ate então desconhecida.


Nos dois tínhamos ataques de riso, e tentávamos inventar teorias para aquelas condições do tempo.
Poderia ser para que valorizássemos os dias antes vividos de um Douro manso e pacifico.
Ou quem sabe a natureza não quisesse ver a gente partir, e o vento era a mais pura manifestação dessa vontade.
Ou mesmo da nossa vontade.
Talvez adicionar um pouco mais de aventura a expedição.
Seria aquela ventania fruto do nosso próprio desejo?
A gente não podia parar de remar porque se o fizéssemos o caiaque começava a andar para trás.


Nossa previsão para chegar na barragem da Régua já tinha ido literalmente por água abaixo.
Três horas depois encostamos no cais na frente da eclusa e resolvemos esperar o barco das 5 hs que nos daria "carona" para baixo. Não sabíamos que ele havia cancelado e não haveria mais eclusagens no dia. Nuno Lobo um gentil senhor que opera o movimento das águas se dispôs a nos dar carona ate a Régua, já que teríamos que abandonar o Svalbard ali no cais, e ainda fez questão de nos mostrar o funcionamento da eclusa! Muito legal!

Sem poder remar os 3 km finais, termina a nossa expedição.
Claro que brindamos com vinho ao jantar no hotel, mas essa parte da história é secreta!
O brinde?
Foi à nossa próxima expedição.
Pra onde?
Não sei, alguém tem alguma sugestão?


Aproveito o fim da expedição mais uma vez para agradecer a SIPRE, fabricante do caiaque, que gentilmente emprestou nos o Svalbard. A experiência não podia ter sido melhor, graças ao caiaque que deslizava do jeito que havíamos sonhado!

João, obrigada por alinhar em tudo sempre! Nunca tinha remado e batizou se logo com 200 km...se contar ninguém acredita! Parabéns Português, que venham  muitas outras!

sábado, 8 de outubro de 2011

Quarto dia da expedição Dourada!

Acordamos com a algazarra de andorinhas que voavam desordenadamente sobre nossa barraca preparando se para migrar. Os dias que pegamos na nossa expedição deixaria qualquer uma delas em duvida, um calor abafado nenhum vento, o refresco ficava por conta dos pingos frios que caiam dos nossos remos, tempo que mais parece verão.


Sem a mesma pressa dos pássaros, arrumamos nossos pertences e partimos rumo ao Pinhão.Remamos 15km ate chegar a eclusa de Valeira. Teríamos que esperar 2hs para descermos mas felizmente haviam barcos subindo e recebemos a autorização para seguir. Foi uma experiência incrível entrar na eclusa e descer naquele elevador de toneladas de água.


Logo depois da passagem a correnteza estava mais forte e numa das manobras o cabo do leme arrebentou. "Não acredito!" No auge da fome querendo aproveitar aquela rara corrente para que nos levasse mais depressa, tivemos que parar na margem e ver se conseguiríamos reparar. Nada feito. Tivemos que seguir da maneira que conseguimos ate encontrarmos foz do Tua aonde paramos para almoçar.


Quarta feira de feriado, obviamente não encontramos nada para arrumar o Svalbard. Prendemos o leme e deixamos ele reto, dali ate o Pinhão as manobras deveriam ser feitas no braço. No finalzinho do dia atracamos no destino e dessa vez nossa barraca ficou no Kayak, fomos logo para o hotel douro Vintage!


Lindo demais com vista para a ponte o rio e claro a nossa amiga lua crescente que tem nos acompanhado. Boa noite!

Terceiro dia da Expedição Dourada

Entrar na água em Barca d'alva foi fácil, difícil foi começar a remar. O peso do remo já não é o mesmo do primeiro dia. Agora estamos sentindo o esforço acumulado dos dias.


Hoje saímos do rio internacional, a paisagem mudou completamente. Os enormes paredões selvagens deram lugar a morros cobertos por videiras e oliveiras de beleza tão estonteante quanto. O paraíso inóspito deu lugar a pequenos e simpáticos vilarejos e também lindas quintas.


Fizemos varias paradas, os braços começavam a queimar e pronto era o suficiente para deixarmos de remar por alguns minutos.
Tínhamos programado para chegar na barragem perto da uma da tarde. Plano dentro da programação, Rui esperava a gente na barragem do Pocinho. Sorte nossa! Porque tínhamos olhado a hora da eclusagem errada! Tiramos o caiaque da água e fomos almoçar em Foz Côa.


Depois de comer decidimos que iríamos seguir viagem, agora sem apoio. "Yuhu!" comemorava João "Agora começa a viagem de macho"

Para a gente que esta acostumado a fazer as expedições em autonomia foi um luxo ter o Rui durante três dias. Agora era hora de abastecer o Svalbard, nosso caiaque com todos os mantimentos necessários para seguir viagem.


Começamos a remar no fim da tarde e antes de ficar escuro já ligamos os radares para achar algum lugar para pernoitar.


As vezes me assusta a maneira com que as oportunidades aparecem na nossa frente. Uma placa nos indicou o caminho; uma marina escondida, um restaurante perto, um perfeito lugar para montarmos a barraca: protegido, coberto pela ponte do trem, plano e com uma vista digna de um hotel cinco estrelas, como se não bastasse, a lua crescente nasceu para abrilhantar ainda mais o cenário. Assim sob um céu estrelado numa margem em freixo de Nunao termina nosso terceiro dia de canoagem.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Os quase 100 km da Expedição Dourada!


As nossas manhãs foram marcadas pela "tentativa e erro" de achar um caminho que nos levasse ao rio logo depois da barragem. As maiores aventuras do dia parecem que serão sempre essa: colocar e tirar o caiaque da água.



Estou maravilhada com a nossa equipe de apoio: Rui Simonetti topou vir com a gente para essa aventura dois dias antes, mas por sua eficiência parece que ele já programava tudo ha meses. Está sempre de bom humor, Rui abrilhantou muito a expedição dourada.


No primeiro dia começamos a remar depois da barragem de Miranda do Douro após uma longa luta para entrarmos na água.


O mais divertido do dia foi sair da água junto a barragem do Picote, algumas barragens estão em obra e sem acesso nenhum tivemos que escalar um paredão de 10 metros com areia solta. Demoramos um bom tempo para ancorar o kayak nas árvores e levá lo de pouco em pouco para cima. Nos três ficamos esgotados!


O kayak voltou para água depois da barragem e com mais três horitas de remo chegamos a barragem de Bemposta.

O Joao comportou se extremamente bem, é até irritante sua maneira de aprender qualquer nova modalidade; no que se trata de esporte ele nasceu sabendo tudo. Eu dei algumas pequenas dicas e pronto!
Claro que a expedição só se tornou possível porque temos o caiaque da Sipre, especialmente projetado para expedições. Eu remei na frente e fui "dirigindo", o conforto da manobra ao alcance dos pés é completamente diferente dos caiaques oceânicos que remei.
E o que ele desliza então?! A gente adora parar de remar e ouvir o silencio do k2 cortando o rio.


Segundo dia: demoramos quase duas horas p achar a trilha que descia para o rio. Entramos na água após a barragem de Bemposta e fomos rumo a barragem de Aldeadavila. A região do rio Douro internacional que ainda estamos eh inóspita, de um lado a Espanha e do outro Portugal. Paisagens espetaculares. Remamos quase até as 14.30 quando eu ligo o radio
"Alo galinha d angola falando, urubu na escuta?"
"Urubu careca na escuta, siga galinha dengosa! Vá ate uma bandeira vermelha"


Lá estava Rui a nossa espera, a gente já tinha estudado o terreno no Google earth e já sabia que teríamos que sair do rio um pouco antes de encontrar com a barragem, caso contrário ficaríamos presos.


Não conseguimos ver a barragem mais alta de todas. Nossa transição foi eficiente paramos num vilarejo próximo Bruçós nos abastecemos de sorvete e azeitonas e descemos para entrar no rio novamente.


Eu já estava quebrada com os 25 km da jornada matinal e sabia que pela frente ainda teríamos mais três horas de remada. Foi duro mas lindo e divertido, principalmente nas horas que batia o desespero ai dava aquela bobeira geral. Saímos da água ao anoitecer:
"Macaco na moita chamando Orangotango"
"Orangotango na escuta prossiga!"


Santo radio! Possibilita localizarmos Rui na margem. Bem perto da barragem de Saucelle termina o segundo dia de expedição. As quatro barragens sem eclusas já foram daqui para frente a história muda!
Fiquem ai!

sábado, 1 de outubro de 2011

Rumo a expedição Dourada!

Preparar o não programado, fechar as malas as pressas e planejar apenas o próximo passo. Eh assim nossa rotina de expedição. 
O sábado tivemos o dia inteiro o convívio com o staff da Douro bike race, ate campeonato de Gaivota (pedalinho) nos tivemos, mas isso eh um capítulo a parte.
Não sobrou tempo para separar os equipamentos para viagem. As 22.30h Rui nosso apoio Joao e eu seguíamos rumo a fronteira da Espanha, uma longa viagem a bordo do carro que alugamos. Caiaque na capota, mala cheia de mantimentos e boa disposição! Ai vamos nos! 
3h de viagem chegamos a Miranda do Douro, agora eh dormir para começarmos nossa grande aventura amanha! Boa noite

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Expedição Dourada!

O João e eu nunca fomos muito de programar nossas aventuras, o que para a gente dá sempre um tempero a mais na história. Com essa falta de programação já passamos uns bons perrengues como ter que cruzar o Gross glockner, um pass numa das montanhas mais altas da Europa, de bike enfrentando neve e frio até as quatro da manhã quando resolvemos dormir num museu.


Ha algum tempo eu já tinha na cabeça que queria descer o Rio Douro remando, mas sendo uma modalidade praticamente nula no curriculo do bttista João Marinho achei que fosse ter problemas em convencê-lo. Devia eu saber que ao estudar um pouco do que veríamos perto a fronteira da Espanha, o entusiasta português jamais negaria um pedido desses. Aqueles paredões altíssimos de pedra margeando o rio, no meio de uma natureza exuberante e selvagem eram o cenário, e pouco importaria se tivéssemos trocado as bikes por um lindo caiaque duplo cor de laranja.

Apesar do país ser dele, eu achei que poderia encontrar alguém que nos cedesse um caiaque, já que nas nossas conversas a gente chegou a conclusão que o caiaque insuflável do irmão do Zé não nos levaria muito longe.

Feitos alguns contatos eu descobri a empresa SIPRE, fabricante de caiaques ha 23 anos aqui em Portugal. Por coincidência os mesmos que apoiaram Antonio de la Rosa, em uma de suas empreitadas; cruzar 8 ilhas e atingir seus 8 cumes em 8 dias.


Artur comanda a Sipre é um apaixonado por canoagem, volta e meia se mete nessas "roubadas" de expedições, sua última foi no Pólo Norte. Ao ver nosso pedido, imediatamente apoiou a aventura e sem por mais barragens no nosso caminho (já chegam as 8 no nosso percurso no Douro) emprestou nos último modelo de caiaque lançado.

A aventura começa nesse sábado. Postaremos e atualizaremos notícias e fotos, farei o máximo mas não posso prometer em tempo real porque nos primeiros dias nem rede de celular temos.
Dois blogs e duas visões bem diferentes aqui a cor de rosa, e aqui de quem nunca remou hihihihihi
mas agora sério mais detalhes e fotos da expedição no blog do João.
Vem com a gente!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

DOURO BIKE RACE 2011 - 3rd Stage



Serra do Marão recebeu os atletas épicos no terceiro dia de prova.
O clima foi de descontração. Cruzar a meta e receber a camiseta de finisher foi para aqueles que conseguiram vencer o desafio dos tres dias de competição. Não foi uma missão fácil, mas sem dúvida foi uma missão gratificante.
E para quem como eu, que estava do outro lado, também foi gratificante ver todos os sorrisos de realização pessoal dos que cruzaram o pórtico.
Se você perdeu essa, ano que vem tem mais!
Are you ready?

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Limpando a Aboboreira


Alguns dias depois da DBR lá fui eu fazer faxina final do percurso do primeiro dia. Munida do gps, percebi que seria fácil seguir o caminho mesmo que não achasse as fitas. Alías que tecnologia hein? O gps é sem duvida o futuro das marcações de provas, simples, sem erro e depois você ainda pode acompanhar sua evolução.


Eu sabia que já haviam limpado uma pequena parte do percurso, então para começar rapidamente com a faxina, tratei de seguir pelo caminho inverso. Isso mesmo, vocês leram direito; caminho inverso! Não sei muito bem aonde eu estava com a cabeça para resolver subir a serra pelo outro lado, mas a paisagem estava linda, e isso fez com que o cansaço fosse abafado.


O que não foi abafado foram as oito horas que eu demorei para fazer apenas 15 km. Quando cheguei na aldeia velha, tive que ligar para o resgate João Marinho ir me buscar, já estava escuro e eu morrendo de frio.

A noite veio, mas o sonho nítido eram as paisagens verdes intermináveis do norte de Portugal, os muros de pedra, as videiras tudo isso ao som silencioso das ovelhinhas e o tilintar de seus sinos.
Life is good!