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domingo, 14 de junho de 2015

Finalmente Amarante! * bike trip Day 4

"Luis, você vai mesmo me encontrar?"
"Vou, vou!"
Assim eu poderia desistir de amarrar todos os meus pertences na bicicleta porque teria alguém para carregar a minha mochila na peregrinação final à Amarante.
Combinamos na ponte pedonal da Régua, e depois de um delicioso cafe da manhã com direito a um lindo bilhete de boa viagem dos anfitriões, segui para o encontro.

O percurso até a Régua era só descida e logo no começo peguei um downhill em singletrack técnico delicioso! Comecei o dia delirando.
Cheguei na ponte antes das dez, me abriguei do vento e frio a espera de meu amigo.


10:10, 10:15, 10:20. Vou seguir sozinha ele sabe mais ou menos meu caminho...
Comecei a subir a Régua. Absolutamente maravilhada com o lugar, lembrei da viagem de caiaque que fiz com o João, e de muitos momentos no Douro. Realmente um lugar impressionante, sua beleza choca!


Com a mochila em cima da bike, empurrando e xingando o Luis de tudo quanto é nome. Quando olhei as possibilidades de track, vi que certamente nos desencontraríamos, eu não estava no caminho mais obvio e as possibilidades eram diversas.
"Ai Meu Deus!"
Foi aí que tive a brilhante ideia, resolvi pedir ajuda externa e chamei meus bisavôs:
"Andem lá! Tragam o Luis aqui, porque eu não aguento mais carregar essa bike e mochila, desse jeito não vou chegar a Amarante nunca!"

Avistei um restaurante e decidi parar; frango com batatas fritas! Ah as batatas fritas de Portugal... são fresquinhas e feitas na hora! Deixei a minha bike encostada numa esplanada fora. Poucos minutos depois quem aparece?


"Brazuca, mudei meu caminho, teves é muita sorte de eu te encontrar!"
Assim depois do almoço tive a tão sonhada mochila carregada e uma doce companhia para me trazer de volta a Amarante.
...E se querem saber a verdade; nunca foi sorte!



sábado, 8 de outubro de 2011

Quarto dia da expedição Dourada!

Acordamos com a algazarra de andorinhas que voavam desordenadamente sobre nossa barraca preparando se para migrar. Os dias que pegamos na nossa expedição deixaria qualquer uma delas em duvida, um calor abafado nenhum vento, o refresco ficava por conta dos pingos frios que caiam dos nossos remos, tempo que mais parece verão.


Sem a mesma pressa dos pássaros, arrumamos nossos pertences e partimos rumo ao Pinhão.Remamos 15km ate chegar a eclusa de Valeira. Teríamos que esperar 2hs para descermos mas felizmente haviam barcos subindo e recebemos a autorização para seguir. Foi uma experiência incrível entrar na eclusa e descer naquele elevador de toneladas de água.


Logo depois da passagem a correnteza estava mais forte e numa das manobras o cabo do leme arrebentou. "Não acredito!" No auge da fome querendo aproveitar aquela rara corrente para que nos levasse mais depressa, tivemos que parar na margem e ver se conseguiríamos reparar. Nada feito. Tivemos que seguir da maneira que conseguimos ate encontrarmos foz do Tua aonde paramos para almoçar.


Quarta feira de feriado, obviamente não encontramos nada para arrumar o Svalbard. Prendemos o leme e deixamos ele reto, dali ate o Pinhão as manobras deveriam ser feitas no braço. No finalzinho do dia atracamos no destino e dessa vez nossa barraca ficou no Kayak, fomos logo para o hotel douro Vintage!


Lindo demais com vista para a ponte o rio e claro a nossa amiga lua crescente que tem nos acompanhado. Boa noite!

Terceiro dia da Expedição Dourada

Entrar na água em Barca d'alva foi fácil, difícil foi começar a remar. O peso do remo já não é o mesmo do primeiro dia. Agora estamos sentindo o esforço acumulado dos dias.


Hoje saímos do rio internacional, a paisagem mudou completamente. Os enormes paredões selvagens deram lugar a morros cobertos por videiras e oliveiras de beleza tão estonteante quanto. O paraíso inóspito deu lugar a pequenos e simpáticos vilarejos e também lindas quintas.


Fizemos varias paradas, os braços começavam a queimar e pronto era o suficiente para deixarmos de remar por alguns minutos.
Tínhamos programado para chegar na barragem perto da uma da tarde. Plano dentro da programação, Rui esperava a gente na barragem do Pocinho. Sorte nossa! Porque tínhamos olhado a hora da eclusagem errada! Tiramos o caiaque da água e fomos almoçar em Foz Côa.


Depois de comer decidimos que iríamos seguir viagem, agora sem apoio. "Yuhu!" comemorava João "Agora começa a viagem de macho"

Para a gente que esta acostumado a fazer as expedições em autonomia foi um luxo ter o Rui durante três dias. Agora era hora de abastecer o Svalbard, nosso caiaque com todos os mantimentos necessários para seguir viagem.


Começamos a remar no fim da tarde e antes de ficar escuro já ligamos os radares para achar algum lugar para pernoitar.


As vezes me assusta a maneira com que as oportunidades aparecem na nossa frente. Uma placa nos indicou o caminho; uma marina escondida, um restaurante perto, um perfeito lugar para montarmos a barraca: protegido, coberto pela ponte do trem, plano e com uma vista digna de um hotel cinco estrelas, como se não bastasse, a lua crescente nasceu para abrilhantar ainda mais o cenário. Assim sob um céu estrelado numa margem em freixo de Nunao termina nosso terceiro dia de canoagem.