O popular festival Teva mountain games que acontece anualmente no Colorado, Estados Unidos, tem sua versão de inverno também. Um final de semana recheado de artes, musica e muito esporte.
Do dia 8 ao dia 10 de fevereiro várias competições acontecem simultaneamente pelas montanhas de Vail: snowrun, ski, bike, alpinismo.
Fiquem aí que eu conto tudo!
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
GIRL POWER
"Ideias são forças
Infinito é poder da personalidade
a união das duas faz história."
Infinito é poder da personalidade
a união das duas faz história."
domingo, 12 de agosto de 2012
domingo, 5 de agosto de 2012
TETRATLON CHAPELCO relato da prova
A previsão que eu tinha feito das horas de prova, diminuiu após o briefing na véspera; percebi que o mountain bike seria bem mais fácil do que havia previsto, em compensação o esqui teria muito mais subida do que tínhamos testado. Na lógica corredor de aventura quanto pior melhor, talvez a dificuldade extra do esqui pudesse contar a favor. Agora era tentar descansar para encarar 15 km de esqui, 55 km de bike, 10 km de canoagem e 15 km de corrida de montanha; TETRATLON CHAPELCO 2012.
Fomos até o cerro Chapelco, a montanha de esqui onde seria a largada da prova. Fui com Laura minha amiga argentina e Hugo, seu namorado que também correu a prova. Após deixarmos as bikes na área de transição a gondola nos levava até o meio da montanha onde estava o pórtico de largada.
Poucos minutos antes do disparo um atleta me pergunta qual era a melhor modalidade:
_ "Todas são parecidas." _ analise que já tinha feito com meus botões: "Esqui - checked, bike sem muito esforço terá uma média boa - checked, caiaque sem vento - checked, corrida final - checked" Agora era ver como isso funcionaria na prática.
Foi dada a largada.
A primeira subida já conhecia, começava íngrime abrandava bastante e depois ficava assassina. Carregar os esquis exige tecnica; com uma mão segura se os esquis apoiados no ombro com encaixes para trás e um dos poles, o outro segue na mão livre para ajudar na escalada. O mais importante é a pisada; deve se cravar com força o bico da bota na neve, para que ela trave. É um teste que põe a prova a panturrilha, porque a escalada é feita na ponta dos pés. Por incrível que pareça nem todos dominavam a técnica, ou não aguentavam mutilar suas panturrilhas.
Percebi que levava vantagem em relação a maioria; era hora de atacar.
Desconsiderando algumas raras exceções é impossível subir correndo, o segredo é ir ritmado e não parar.
Algo que eu me contaria se já tivesse feito a prova: "Treine a transição, treine desencaixar o esqui do pé coloca lo nas costas e vice versa!" Eficiência que gerava vantagem.
No final da escalada o ventinho ao deslisar pista abaixo teve prazer extra. Desci numa velocidade que provavelmente não desceria fora de prova, tomando cuidado para não passar as curvas, havia muito gelo na pista.
O prazer durou pouco logo estava com os esquis nas costas novamente escalando até o primeiro esqui lift. Na afobação de não perder a cadeira que saía, me enrosquei com dois competidores e depois que saímos do chão é que resolvemos desfazer o nó dos esquis.O lift nos garantia 5 minutos de descanso, hora de aproveitar e comer. No topo da montanha era possível ver o soberano vulcão Lanin coberto de neve. A paisagem era estonteante, meus olhos encheram d´água.
Depois disso ainda tiveram 3 ascensões a pé mais 2 lifts e várias descidas. Com menos de 1.40h estava na base da montanha para a troca de modalidade. Vamos para a bike!
Os 55 quilômetros de bike foram fáceis; os primeiros 20 km eram um downhill até a cidade com a maior parte em asfalto. Fui salva algumas vezes por competidores que me davam vácuo deixando a descida mais rápida e com menos esforço. Depois subia se 350 m de desnível em uma estrada de terra com uma vista incrível e tornava se a descer em uma volta de 18 quilômetros que deveria ser feita duas vezes.
O Tetratlon é uma competição muito tradicional em San Martin de los Andes, por todo o percurso tem muitos espectadores que torcem "Bamo, Bamo!" o tempo todo. Incentivo extra, não só para seguir, como também para continuar sorrindo. Final da bike em frente do lago Lácar. Com 56 km rodados e média de 21,8 estava pronta para entrar na água.
Aqui é preciso ser feito um ajuste e conversão; eu me considerava razoável na canoagem (razoável tipo nota 6) mas cruzando a fronteira a nota 6 do Brasil vira nota 2 na Argentina. Eu devia ter lido os sinais:
- 450 caiaques, menos de 20 eram alugados.
- Atletas remando sem luva (nunca confie num atleta que não usa luvas com zero grau).
Quando entrei na água estava me sentindo bem na competição estava no bloco da frente entre as mulheres. No trecho de remo eu poderia descobrir quantas tinham na minha frente e qual era a diferença de tempo que tinha para elas.
Nas corridas de aventura normalmente os trechos de canoagem são os que eu mais gosto porque é onde se curte mais o visual. Certo.
Dez quilômetros de canoagem, cinco para ir e cinco para voltar.Como eu fui ultrapassada! A primeira atleta passou voltando quando eu estava perto do quilômetro 3 / 4, ai comecei a contar. Percebi que não estava tão bem como imaginava e a cada minuto que passada piorava. Desconsiderando as que estavam a minha frente, ainda fui ultrapassada por 10 mulheres na água, isso sem contar os caiaques das equipes duplas.
O remo se tornou uma tortura além do esforço que fazia meu psicológico ficava abalado. Lembrava a pergunta do meu "amigo" antes de largar, se soubesse teria lhe dito:
"Olha vou te falar, no esqui, bike e corrida eu me garanto, agora no caiaque, meu amigo, eu não sei remar!"
E todas as remadas na raia da USP? Todos os trechos de caiaque em provas de aventura? Eu até fiz uma maratona de 55 km de remo na Bahia...NADA! Esquece se você acha que rema bem, jamais cruze a fronteira!
Água gelada para os meus ânimos.
Luciana para Luciana:
_ "Está louca? Você está num lugar maravilhoso, um dia de sol incrível valorizado pela beleza patagônica, aproveita essas 10 que te passaram e corre literalmente atrás!"
Arranquei a bandeira do Brasil do caiaque com punho fechado partindo para a corrida. Agora vai!
Já na cidade passei a primeira mulher e quando começou a subir avistei a próxima. O trecho de corrida trazia um visual completamente diferente do que havia visto nas outras modalidades. No meio de um bosque o silencio reinava, árvores sem folhas, tom marrom de inverno predominante, uma paz e tranquilidade saciantes, trilhas estreitas cheias de folhas secas no chão.
A ascensão era forte com trechos com até 45% de aclive. Tentando correr o tempo todo segui, pensando que o trecho servia de treino para a competição de setembro. Pensando no Caco, meu treinador; "Vai Lulis alcança a próxima!".
"Duas juntas que maravilha!"
_ "Permisso!" _ passei ventando a 6ª e a 7ª. Faltavam quatro quilômetros, agora na descida tinha que aproveitar a vantagem da aventura enquanto ainda estávamos em trilhas. Mas a 7ª ultrapassada colou no meu cangote e segui pelo menos quilômetro ouvindo sua respiração. Quando avistamos mais uma, fiz sinal com a mão de avanço e seguimos em silêncio para mais um ataque. Juntas passamos a que seria a 8ª, mas sofri a investida da minha rival parceira, e até final da prova batalhei para segurar a posição.
Na avenida principal de San Martin de los Andes com 7h 38 terminei a 26ª edição do TETRATLON CHAPELCO e a minha primeira, maravilhada com a paisagem local, recepção de um povo querido e realizada com a experiência.
Em 6° lugar na categoria e 16° entre as mulheres.
Agradeço aos meus patrocinadores Sigvaris Sports, Suunto, New Balance.
Obrigada especial à Laura e Hugo por todo o carinho, ajuda, amizade e hospitalidade nessa terra maravilhosa.
Agora é descansar e cruzar a fronteira para voltar a remar bem novamente!
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
TETRATLON CHAPELCO véspera de prova!
Ontem fui testar o caiaque para ver se estava alinhado para a prova, estava um vento e um frio que por um momento eu pensei em desencanar, mas depois que entrei na água fiquei feliz por ter completado uma etapa do processo. A perna de remo da prova terá 10 k no lago Lácar.
O Lago Lácar é um lago de origem glacial na província de Neuquén, Argentina. Fica na cordilheira dos Andes, a 630 m de altitude. Tem área de 55 km² e profundidade média de 167 m, e máxima de 277 m. A área circundante é muito pouco habitada, exceto a pequena cidade de San Martín de los Andes, na sua costa nordeste.
Caiaque testado! Hoje na véspera da prova é possível deixa lo já na praia na área de transição, junto a ele o equipamento que será utilizado na água e depois na corrida. A roupa é algo que tem me deixado insegura porque eu sou calorenta e não sei como o meu corpo vai se comportar numa situação tão fria. Estou aproveitando os dias que antecedem a prova para fazer algumas experiências.
Antes de entrar na área de transição a Marinha checa um a um para ver se as embarcações estão de acordo com as exigências, e ainda conferem o neoprene (item obrigatório) dos atletas.
Pensando em quase 450 caiaques, os espaços delimitados para cada são incrivelmente organizados. Alguns tem a sorte de ter seus lugares mais próximos ao lago. Poxa! ainda acho que deveriam deixar as mulheres mais perto da água, malditas feministas, aqui também os direitos são iguais.
Sempre tem aqueles corredores com uma "tecnologia" mais avançada. Essa turma prendeu uns caixotes a grade, deixando tudo necessário para uma rápida transição.
A tarde fui testar a bike, saí para uma voltinha com minha amiga local Laura! A noite será o briefing e o jantar de massas.
Amanhá a largada é as 10 hs no Cerro Chapelco. Fiquem ai!
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Pré Prova TETRATLON CHAPELCO testando os esquis
Tetratlon Chapelco uma prova multisporte super tradicional que acontece há 26 anos em San Martin de los Andes. São 90 quilometros divididos em quatro modalidades; esqui, mountain bike, canoagem e corrida. Eu vinha namorando essa competição desde quando a descobri, de 2012 não podia passar!
Achei que seria melhor se chegasse alguns dias antes da competição. Provas multisport e corridas de aventura envolvem uma logística pesada, não é simplesmente por um par de tenis na mala, é preciso transportar a bike, monta-la, arrumar e preparar o caiaque, os esquis. E a roupa? Sapatilhas de bike, luvas de esqui que não são as mesmas de bike que não são as mesmas para remar. Neoprene para o caiaque. Cada esporte com sua particularidade.
Mas vamos ao esqui. Eu achava que o esqui era o cross country, mas não, é o alpino mesmo (o mais praticado nas estações). Com ajuda da Laura, uma amiga local, aluguei o equipamento e combinei com Augustin uma aula para hoje.
O meu mais novo treinador me perguntou três vezes:
_ "É isso mesmo que você quer fazer?"
Quando disse que sim, ele prontamente tirou o gorro e o casaco, colocou os esquis nas costas e falou :
_ "Siga me!"
E saiu marchando montanha acima.
_ "Ei espera ai aonde você vai?"
_ "Você não quer saber qual será o percurso da prova?"
_ " Mas..."
Push-bike eu conhecia, agora push-esqui era novidade para mim. Foi ótimo estar com alguém que pudesse não só me mostar o percurso da prova como também explicar qual é a melhor técnica para colocar um esqui nas costas e caminhar rápido com as pesadas botas de esqui.
O percurso de 15 k é a primeira perna da prova, bem variado; com 3 subidas carregando o esqui, mais algumas subidas no lift e boas descidas deslizando. Para quem compete é possível ter acesso ao percurso antes da prova, existe um reconhecimento oficial marcado para a véspera da competição.
Todos os atletas tem direito a três dias de ski-lift ticket, ou seja, passe livre para esquiar ou snowbordar à vontade! A prova já se paga com o valor economizado.
Terminamos o percurso com um tempo bem próximo a 1h20. Isso sem considerar filas nos lifts e cotoveladas na largada da prova. Como será dividir o espaço com 450 atletas?
Amanhã tem teste do caiaque. Não saiam daí!
domingo, 25 de março de 2012
Esquiando na Serra da Estrela - com MINHA AVÓ!
No almoço aos domingos com a minha avó, procuro resgatar um pouco mais da história esportiva dessa super mulher “muderna”. O currículo esportivo dela parece não ter limites e a cada final de semana aparece uma modalidade nova.
É muito divertido ouvi-la contar as histórias de mais de 60 anos atrás que continuam tão coloridas em sua memória que até parece que estamos falando de ontem.
Bom, mas vamos à Serra da Estrela. Sim isso mesmo; a Serra da Estrela em Portugal. Essa que eu já estive algumas boas vezes em competições de corrida de aventura e mountain bike, a mesma Serra da Estrela que eu subi correndo em 2009, num inverno de 1937 minha avó descia esquiando com amigos. E você nem imaginava que lá dava para esquiar!
Meu avô Oscar tinha um amigo Antonio Costa Lima casado com Pimpinha, amigo português que morava no Brasil. Nessas idas e vindas deles para Portugal (meu bisavó era português) eles combinaram de ir esquiar.
“Como era Vó?”
“Tinha um clubinho de esqui lá. O trator nos levava ao topo
da montanha e a gente descia de esqui cú”_referindo se aos tombos, ela ri e continua
“...como delicadamente os portugueses falavam; esqui cú.”
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Baqueira Beret! As famosas produções de FOTOS!
Os momentos mais engraçados do dia eram as paradas para as produções de fotos. Tinha sempre um diretor de produção, e muitos assistentes claro, afinal depois de criada a idéia, sempre dava para melhorar!
E entre risos e gargalhadas as fotos eram tiradas.
A briga era sempre com o disparador automático que nem sempre esperava a melhor posição...
...mas todas as vezes arrancava mais risadas dos que estavam a espera...
E muitas vezes olhares curiosos dos que passavam:
"Que raios estes andam a fazer?
E assim num clique, passaram-se cinco dias incríveis...
...e como fotos cheias de cor ficarão guardados na memória.
Ana, Alfredo e João, obrigada pela companhia espetacular!
Vocês são demais!
Fui!
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Baqueira Beret
Continuando com os esportes de inverno de volta à neve!
Ao norte da Espanha, nos pirineus fica a estação de esqui Baqueira Beret. Uma viagem divertida. Saímos de Lisboa com parada em Madrid.
O quarteto; Ana, Alfredo, João e eu!
Tá muito bom esquiar porque a temperatura está quente!
O João hoje já deu um show a parte; caiu no meio do tele-esquí (aquele esqui lift que o Alfredo chama de puxa rabos) e não largou; foi arrastado por vários metros na neve.
A "Iana" e eu não conseguimos parar de rir até agora!
Amanhã tem mais!
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Aprendendo a esquiar com João Marinho
A missão era ensinar o João a esquiar para termos aval para o ski biking no final do dia. Mas o portuga não aprende, ele já nasceu sabendo!
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