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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

TREINO VELOCITY "PINK POWER"


Pois é! Na Sexta-feira da semana que vem já embarcamos para a Bahia para competir a prova de endurance de mtb mais casca da America do Sul!
A Brasil Ride para a gente é uma festa, transforma a Chapada Diamantina num ponto de encontro dos maiores atletas de bike a nível nacional e internacional. Uma comemoração sobre duas rodas no nosso país!

Aproveitando que "o melhor da festa é esperar por ela" resolvemos juntar o útil ao agradável e convidar os amigos para  um treino de performance na Velocity.
A Velocity é conhecida pelo seu conceito inovador de ciclismo indoor. 
(Entenda mais aqui).

Felicidade compartilhada é felicidade dobrada, a renda arrecadada na aula será convertida para o Lar Nossa Senhora Aparecida, uma instituição que abriga crianças carentes e inclusão social através do esporte, principalmente o ciclismo. 
(Conheça mais aqui.)

Faça sua incrição no studiovelocity.com.br, reserve sua bike 
e no dia 15 de outubro vem com a gente!

sábado, 16 de agosto de 2014

Homem da marreta no treino Velocity

Eu na minha vasta experiencia de encontros com o homem da marreta, jamais imaginaria que pudesse encontra-lo em uma aula de ciclismo indoor, mas vamos aos fatos:

_ "Oi! Essa bike está desregulada!"_disse eu impaciente ao paciente assistente da Velocity.
_ "Não Luli, não está não! Elas foram aferidas recentemente."
_ "Posso trocar de bike?"
_ "Pode mas não terá os dados de sua performance depois."

***

De volta aos treinos de bike esse ano focando em duas competições (Singletrack 6 que acabou de passar e Brasil Ride que ainda está por vir) eu me vi perdida para voltar aos treinos fortes da modalidade.

Treinei anos na USP e durante as pedaladas outdoor além do estimulo tinha sempre a referencia se estava evoluindo ou não porque conseguia comparar meu desempenho com os meus colegas de treino. Esse acabou sendo sempre o parâmetro; quem eu acompanhava e quem eu deixava de acompanhar.

Nesse ano com amigos muito madrugadores me vi sem companhia para treinar e na busca de um novo estímulo a Velocity cruzou o caminho. A aula de ciclismo indoor permite que você veja sua potencia e sua classificação geral entre os todos na classe. Fácil acompanhar sua evolução. Jamais me imaginei gostando tanto de um treino indoor.

***

_"Eu descobri o problema da bike." _ de cabeça e voz baixa voltei para me desculpar depois da aula.
_ "Qual era Luli?"
_ "A pecinha de cima (eu)."

***

Fui cobaia para testar a nova aula que colocariam em prática no Studio Velocity.
Era o auge do meu treinamento (pré competição) quando fiz a aula teste com os sócios e mais um atleta.

No dia eu estava me sentindo a mulher maravilha pronta para pedalar e mostrar que o meu treinamento com as planilhas do meu treinador Helio Sousa estavam me deixando tinindo. Dito e feito. Saí pingando da aula de uma hora com o segundo lugar no pódio. Aula aprovada.
Mas isso é passado! Passado!

***

Hoje voltei ao estúdio de bike indoor para o lançamento oficial da aula Performance que eu já havia testado. No momento em que subi na bicicleta e comecei a pedalar achei que a bike havia sido deixada na marcha mais pesada. Para o meu espanto ela estava quase na mais leve.

Sorte que eu já tinha experiencia do meu primeiro encontro com o homem da marreta e não precisei chamar ninguém para dizer que a bike estava desregulada.
Nos primeiros 10 minutos de aula eu tentei um acordo com o meu corpo. Até implorar eu implorei, mas o cansaço não me permitiu.

O parâmetro estava ali na minha frente e graças a tecnologia é possível saber que mesmo que achasse que estava pedalando na marcha mais pesada do mundo, dessa vez estava na mais leve. Tenho que assumir que eu pensei até em abandonar a aula, ainda mais quando olhava a minha classificação geral e me via quase em último.

Eu queria chorar. Mas resolvi encarar o cansaço e pedalar com ele, resolvi respeitar meu corpo e diminuir, abraçar o fracasso. Não foi fácil nem gostoso, mas faz parte do treinamento.
Eu sou maior de idade e já está na hora de assumir: a culpa nunca é da bike, é do homem da marreta!



domingo, 6 de abril de 2014

Speed - O Treino traumático!

“Passarinho que anda com morcego acorda de cabeça para baixo.” 

O Passarinho aqui já devia saber disso quando a morcegada me convidou para um treininho as 5 da manhã na USP. 
“Mas porque precisa ser tão cedo?” _ de TPM ainda querendo mudar o horário que mais de 30 ciclistas se reuniam para treinar. 
Eu sou super do dia, mas levantar quando ainda está escuro parece contra a ordem biológica do meu organismo. Estava instalado o caos e não era apenas pelos suficientes indícios acima relacionados.

 “Eu acho que não vou dar conta! Eu voltei aos treinos agora.” 
“Imagina Luli! Lógico que irá aguentar mesmo porque amanhã será só giro.”_ com uma segurança convincente minha amiga Karina me incentivava.

***Abre parênteses 
Na rotatória da usp: 
_ “Vai para o meio?” _ um ciclista para o outro referindo se ao meio Ironman. 
_ “Sim, vou! Hoje só estou dando um girinho!”.
 A criatura que estava dando um “girinho” me passou a 45 km por hora. 
Fecha parênteses *** 

Estar de TPM, não dominar a bicicleta, pedalar com três mulheres que tinham acabado de descer do pódio e mais uns 30 homens...Onde eu estava com a cabeça? 
 Mesmo porque só a TPM já era motivo suficiente para ter ficado em casa. Se é que vocês me entendem. 

Mas contra todos os sinais, acordei às 4.30 da noite, e na companhia de Aninha e Alex segui para o campus.
A cidade universitária às 5 da manhã é uma festa. Lotada de grupos de ciclistas, atletas, entusiastas que se reúnem para treinar em boa companhia. Eu estava feliz ali no meio girando e esperando que o grupo todo se reunisse e estivesse pronto para partir. Não demorou muito o pelotão se formou. 

Para a minha surpresa um dos meninos vem para o bolo e diz; 
 _ “Hoje as meninas que irão puxar.”.

Eu não sei se isso foi um bom ou um mau sinal, porque logo as meninas tomaram a dianteira do grupo e quiseram mostrar seus super-poderes. O caso é que eu tinha deixado os meus em casa, nos primeiros duzentos metros já estava esbaforida, mas felizmente a primeira subida consegui acompanhar. O odometro marcava quase 40 quilômetros por hora. Ai me veio o flashback. “Estou só dando um giro.” 

A segunda subida foi o tiro de misericórdia. Já fui passada por todo o grupo e quando cheguei à rotatória, pacientemente um dos meninos do grupo me esperou e deu um grito de incentivo: 
_ “Vamos agora é descida e a gente junta de novo.”. 

Nisso eu me vejo sozinha sem saber onde estava. Sim, eu conheço a USP como a palma da minha mão, mas com o esforço e a escuridão me senti acordando numa casa diferente. Sabe a sensação de onde estou? Como vim parar aqui? Demorou alguns segundos para que me localizasse. Fim de treino. 

Foi esse o treino que durou com muita boa vontade 7 minutos. No meio da escuridão fui atrás da humildade que não tive para perceber que passarinho não está e talvez nunca esteja preparado para voar como morcego. 
Voltei chorando para casa “Eu quero minha mountain bike!”.

domingo, 30 de março de 2014

VELOCITY uma aula diferente de bike indoor


Ao reservar a bike na “Velocity” no maior estilo cinema (escolha sua poltrona) já deu para perceber que a experiência seria diferente.
O novo conceito importado da Austrália e Estados Unidos inova o modo de se pedalar indoor. 

O estúdio fica numa movimentada rua no Itaim em São Paulo. A primeira impressão é que estamos entrando em uma boutique refinada ou uma loja conceito, o espaço é atencioso em seus mínimos detalhes; frases incentivadoras nas paredes, banheiro com shampoo, secador e chapinha.
Na Velocity não é preciso ter plano, você paga por aula, se escolher um pacote de várias o preço cai. Toalhas e sapatilhas também estão incluídas no preço da aula.

Uma enorme sala equipada com sessenta bicicletas e um potente sistema de som nos aguardava. A Dri e eu escolhemos bikes bem na frente, munidas de nossas sapatilhas novinhas começamos a aula cheias de disposição.

Um “mini computador de bordo” mostra rotação, potencia até sua classificação entre todos os que pedalam na aula. Toda informação aparece em dois plasmas e é possível acompanhar seu desempenho durante a aula.
Os mais competitivos que se cuidem, é impossível permanecer apático diante da brincadeira.

Adriana é a professora que comandava a aula, cheia de energia escolhia cuidadosamente as musicas e o ritmo de giro. Exercícios com o braço fazem parte da coreografia que acompanha o pedal.
Mesmo treinadas, a Dri e eu estávamos bem longe do pódio e mesmo cheias de vontade estava difícil subir na classificação. Em poucos minutos de aula estávamos pingando. 
Tamanha diversão que uma hora de aula passou sem que percebêssemos.

Um treino top! Amamos a experiência do pedal indoor; Velocity fará parte da nossa planilha de treinamento!
Bora lá fazer uma aula? A primeira é de graça!


sábado, 22 de fevereiro de 2014

Pico do Corisquinho!

(mais uma super aventura de uma G.O de alma)

É incrível mas quem tem sangue aventureiro não consegue olhar um pico, uma ilha sem imaginar sua conquista. Desde a primeira vez que eu fui andar pela reserva do Clubmed em Mangaratiba e me deparei com uma placa e um desenho do pico do Corisco eu não sosseguei mais.

Sem contar quando decidi que iria conquistá-lo sozinha e voltei quase 4 horas depois cheia de escoriações e mais vara-matos para o curriculum. Salva pelo meu Suunto e pelo barulho da lancha que me deu o azimute para voltar.
E a conquista? O cume da montanha errada! (Olha o mapa e detalhes dessa aventura aqui)


Mata atlântica. Quem conhece sabe o enrosco. Quem conhece sabe que com mata fechada não se brinca! Passada a experiência veio a proibição. Estava proibida de me aventurar no "quintal da minha casa de praia".
Dali em diante só o Biólogo poderia me salvar!


A área construída do Clubmed ocupa apenas 5% de seu território. Os 95% correspondem a uma incrível reserva verde da mais pura  mata atlântica.
Após muitas tentativas, conseguimos finalmente marcar com Fabiano, o biólogo que sabia o mapa da mina!

_ "Oba! Hoje vamos conquistar o Corisco?"
_ "O Corisco?" _ rebateu ele como se eu estivesse perguntando de um fantasma.
_ "Sim, o Corisco!"
_ "Não dá! O Corisco são mais de 8 horas de caminhada, hoje nós iremos até o Corisquinho."

Definido o menu do dia, não adiantava reclamar. Era encarar a aventura de conquistar primeiro o filho para quem sabe um dia conquistar o pai.
Fabiano liderava a expedição Corisquinho, seguia na frente munido de seu facão acompanhado por Curumin seu fiel escudeiro quem mais curtia a aventura disparado, logo em seguida eu e Jesus.


Entrar na mata com um biólogo tem vantagens; aprendemos nomes de aranhas, descobrimos sapos camuflados, nome de árvores centenárias, aprendemos alguns segredos do universo que sempre me traz tanta paz. Ao mesmo tempo aprendemos também os riscos que a natureza selvagem pode apresentar, mas esses para a bagagem dos corredores de aventura que vivem perdidos pelo mato talvez seja melhor nem contar.


Com quase uma hora e meia de caminhada chegamos a pedra (Veja os dados e mapa aqui.). Em um primeiro momento as nuvens escondiam a vista, mas não demorou muito e estávamos sobre o resort e sua baía.
Obrigada Fabiano por nos levar até o alto, obrigada Jesus pela companhia!


Corisquinho conquistado! Como se diz "Após conquistar o cume; continue subindo!"
Portanto é uma questão de tempo; Corisco você não me escapa!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A Vingança do Marroquino - cap. II

Novamente a postos na recepção para encontrar com Hachid e sair para o segundo dia de treino. Dessa vez iríamos tentar explorar uma nova trilha que nos levaria ao topo da reserva ecológica.

Hachid chega sorrindo:
_”Onde pensa que vai? Ao shopping?” _pergunta o marroquino referindo se ao meu modelito shorts, top e meião.
_”Tá falando o que, ow marroquino?”

Sua roupa de Rambo do dia anterior tinha dado lugar a uma sunga com desenho de um palhaço Bozo careca e raivoso, o tênis de salto virou um tênis de corrida. Eu fiquei sem entender porque o Rambo do dia anterior agora era um corredor de elite.

Saímos pela portaria do Clubmed em busca da entrada da trilha, em poucos metros eu entrei e comecei a subir e Hachid me seguia. Subimos alguns metros e nos deparamos com uma porteira fechada. “Sem saída” é melhor voltar! Quando descia  encontrei com um local e perguntei se ele sabia onde era a trilha que procurava. Mais uma tentativa frustrada.

De volta ao asfalto o marroquino tomou a frente e seguiu pela estrada correndo. Eu seguia atrás encarada pelo palhaço raivoso de sua sunga fashion.

Hachid falava em francês eu respondia em inglês, outras vezes em árabe e eu respondia em português. E se querem saber, correndo, a gente se entendia perfeitamente.

Quando passou reto pela segunda entrada e seguiu no asfalto percebi o porquê de sua vestimenta de corredor; hoje Hachid queria asfalto, seu sangue árabe queria vingança.

Num ritmo forte liderava a corrida, eu tentava acompanhar à medida que olhava o Suunto; “Meu Deus! Esse Marroquino desgraçado está virando o quilometro para 4 minutos, eu nos 4.30 tropeçava na língua tentando não dar o braço a torcer.”

_”Eu tenho que voltar as 18hs.”
Sem conseguir acompanhar o ritmo pensei comigo “Graças a Deus!”

Às vezes ele olhava para trás e gritava: “Vamo, Vamo, Vamo!” ai eu tomava do meu próprio veneno. Ninguém mandou ensinar português para a criatura, agora era minha vez de escutar o que eu tanto gritei no ouvido dele no dia anterior.

Eu estava acabada, de fato, não conseguia acompanhar o ritmo de Hachid, mesmo assim pedia que ele seguisse na frente para não relaxar e diminuir o pace, eu queria sofrer! Brigando com meu psicológico gastava todas minhas forças procurando motivação para correr num asfalto monótono.

O sangue árabe do meu mais novo companheiro de treino transbordava em sorriso de vitoria: 
_“Luli yesterday vamo vamo vamo, today Hachid vamo vamo vamo!” com seu inglês macarrônico cantava a vitoria do dia.

_ “Ok Hachid então quando você vier para o Brasil marcamos o desempate! Faz o seguinte me adiciona no facebook e me avisa quando for voltar.”
_ “Luli, Hachid no facebook. Hachid loves women, facebook dangerous!”

Final de Treino: Marrocos 1 x Brasil 0

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Treinando com o Marroquino - cap. I

(A primeira cronica da série "As aventuras de uma G.O de alma)

Lá fui eu para a recepção do Clubmed. O chefe do hotel tinha me pedido que levasse um dos hóspedes para uma caminhada de montanha.

Quando chego na recepção encontro um homem extremamente bronzeado de cabelo alisado com uma faixa pink na cabeça no maior estilo Rambo, vestido com uma regata vermelha, calça verde exército e tênis daqueles com tanto amortecimento que parece que tem até salto. Como se não bastasse com caneleiras de 2 k em cada perna. Esse é Hachid, um marroquino que vive na Bélgica, aficionado em malhar procurando uma boa companhia que aguentasse seu ritmo de treino.Os eleitos e vitimas da vez; eu e Jesus (o chefe dos esportes do resort)

Num papo engajado com seu amigo Said, que trabalha no clube, Hachid ficou olhando para o meu tênis Minimus e falando um monte, perguntando onde estava minha calça, meio desacreditado que eu estava prestes a entrar em plena mata atlântica de shorts.

"Hachid aguënta." _ disse Said_ "Luli também, sei que se Hachid decidir ficar 2 horas na montanha tudo bem, agora quero ver Jesus."
Saímos os três marchando em direção a floresta.

***

A área de uso do Clubmed Rio das Pedras é apenas 5% de seu total, uma reserva enorme de mata atlântica abraça as instalações. Lá fomos nós; Hachid com suas caneleiras seguia ritmadíssimo na frente, eu logo em seguida e Jesus fechava a trilha.

Rambo em ação. Uma máquina. Para acompanhar sua marcha atlética, as vezes eu tinha que trotar:
"Nossa! Quanto tempo eu vou aguentar o ritmo do Marroquino?"_com a faca nos dentes pensava_"Nem que eu saia daqui rastejando vou levar desaforo para casa." e acompanhava seus passos freneticamente. Jesus logo em seguida, sem mostrar cansaço algum.

Do outro lado, com um toco espanta onça na mão, o rambo marroquino deveria estar pensando o mesmo; destruir os exércitos pink, liderando a marcha atlética enquanto eu continuava tendo que trotar morro acima para ficar na bota e não perder a batalha.

Saímos do nível do mar e subimos 500 metros em quatro quilômetros e quando a trilha ficou mais íngreme finalmente Hachid começou a dar sinais de cansaço e resolveu parar para se recuperar um pouco. Jesus, o juiz da batalha já tentava convencer nos a descer a montanha antes que a guerra ficasse mais séria.

Salvo pela decisão sábia Hachid nos acompanhou correndo montanha abaixo.
Fim de treino: Brasil 1, Morrocos 0.
...continua aqui

sábado, 1 de junho de 2013

Nadando em Milerton lake!

 
Sim, as vezes é mais fácil (e gostoso) fugir da chuva e correr para o colo da mãe!
 

Assim a história nos leva a Milerton Lake, uma largo artificial localizado a poucos quilometros do centro de Fresno, Califórnia.

 
A represa é enorme margeada por parques públicos, a estrada para chegar até ela também é cênica. Palco de várias práticas esportivas, competições de bike, triathlon, esqui aquático, caiaque, o cenário selvagem é inspirador.
 
 
Achando que a temperatura da água estaria bem fria e o treino pudesse ser um preparatório para as águas da Suiça, lá fui eu de roupa de borracha para mais um treino de natação.
 
 
Uma hora e trinta minutos depois de muitas braçadas em uma água não fria de 23o graus (não sei se felizmente ou infelizmente) estava de volta para acalmar a preocupação de um padrasto aflito.
 
 
Life is good!


terça-feira, 7 de maio de 2013

Foto-relato das aventuras na Ilha do Araújo!


Da varanda da casa era possível ver que o dia ensolarado prometia...


Saímos para explorar o oceano que nos rodeia. Em um caiaque duplo eu ia na frente e o Diogo remava (cair de skate tem suas vantagens!) Igor e Marina acompanhavam em caiaques simples. A primeira parada foi na praia transparente da Ilha Comprida...


... a segunda, mais vários quilômetros depois, foi na ponta grossa...


...para almoçar no restaurante Catimbau.


Pedimos as tradicionais "lulinhas fritas"! 
Difícil foi remar (para eles) de volta à "nossa" Ilha.


Domingo foi dia de correr e explorar a terra firme. 
Ilhados poderíamos estar sem opção, mas não! O caminho de 3 quilômetros que contorna a Ilha é provavelmente a trilha mais variada que conheço em tão curta distancia:


tem caminhos estreitos, quase secretos...


...areia, terra, lama, piso, subidas e descidas, e praia linda!


De beleza humilde e brasileira.




Que por vezes beira o mar...


...e por outras embrenha se na abundante mata atlântica.


Sobe por escadas intermináveis...


...e mais escadas até que...


...colhem se os frutos! Eeeh Brasilzão!




O fim de semana termina com mais um brinde à Dani e muitas lulinhas fritas!

Dani, obrigada pela hospedagem cinco estrelas. Marina, Igor, Diogo pela companhia!
LIFE IS GOOD!

quinta-feira, 7 de março de 2013

CANOA HAVAIANA na Bahia # 28 / 365


Já com trabalho marcado na Bahia (Flower People vai decorar um casamento em Itaparica no dia 16 de março) tratei de contactar os amigos locais para mais uma interação esportiva. Um dos primeiros que se manifestaram foi Arnaldo Maciel, um mineiro que mora na Bahia e compete aventura na equipe Olhando a Aventura.
Nossa amizade? Puramente virtual.


Não mais! Hoje entrei em seu carro, sem a menor cerimônia como se nos conhecêssemos há mil anos e seguimos para o porto da Barra para um treino conjunto. O Facebook e o mundo da aventura tem dessas coisas! 

Esporte do dia: Canoa Havaiana! O clube CANOA BAHIA foi fundado no ano passado em Salvador, com treinos semanais e passeios recreativos, a KOA (nome de batismo da primeira canoa do clube) entra na água incansavelmente. O sucesso foi tanto que já aguardam a chegada da segunda canoa para atender a grande demanda de alunos.


Arnaldo, o chefe da nossa aventura, já tinha todo o nosso plano arquitetado. Isso mesmo, porque não adianta querer apenas inventar um esporte novo, muitas vezes é preciso ter companhia para isso. Ainda mais em uma modalidade que precisa de 6 atletas para por a embarcação em movimento.

Sob as instruções de Hamã, o manda-chuva do clube, aprendemos os princípios básicos da remada. Agora era abandonar a teoria na praia e seguir para a água. Gustavo (vulgo Gaia ou passador de manteiga) ia na frente de Koa dando ritmo, seguido por Fernanda. 


Fernanda é um capítulo a parte! Nos conhecemos competindo aventura nas provas da FAAP e desde então uma acompanha as aventuras da outra a distancia.
Depois vinha Arnaldo, seguido por Ricardo, um argentino que mora há 12 anos na capital baiana  que dava um sotaque diferente a contagem das remadas. Eram 15 para cada lado! HIP, HOP!


Sob o sol da Bahia (até quem não conhece imagina) remamos quase 18 k. Fomos e voltamos até a praia  Monte Serrat, uma praia de água cristalina! O contraste de cidade grande e praias incrivelmente belas encanta. 
Duas horas e vinte de pura diversão com bônus de água de coco e a tal da "banana real" já provou? Surreal!

Eita terra boa! Eita povo hospitaleiro! 
Valeu turminha! Será que precisa dizer? Eu quero mais!


Mais informações acesse CANOA BAHIA 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Mountain bike - O difícil regresso!

Entrando na onda dos brasileiros de que o ano só começa depois do Carnaval, eu resolvi correr atras do prejuízo. Por mais que estivesse ativa na transição do ano, saí fora do meu ritmo de treino. Viagens, mudança de rotina, variedades esportivas não seguram performance.
Agora com calendário de 2013 de provas definido (depois eu conto tudo! \o/), chega a hora de realmente focar nos treinos.

Lá fomos nós passar o final de semana em Mococa com programações intensivas. Sábado a atividade era um pedal. Diogo, Igor, Rick, Marina, Bruno e eu saímos para uma volta de aproximadamente 45 k em trilhas e estradas perto da fazenda. Foi no primeiro quilometro que eu cheguei a conclusão que eu não pedalava há um ano.

Aiaiai! Eu não gosto nada nada de me sentir assim. Fraca. Devagar. Pior; segurando todo mundo. Ai fica aquele pedal que vão os cinco lá na frente num ritmo decente, e a retardatária lá pra trás quase morrendo, tentando me convencer que não é tão ruim assim ficar pra trás, que está um belo dia e que o interior é maravilhoso (e é!) mas de certa forma a tortura de ser a lesma da turma atrapalha o pensamento lúcido.

A sorte é que os cinco foram extremamente pacientes comigo e não se incomodaram muito com meu ritmo, ou pelo menos pareceram não se incomodar. E o que foi um passeio para todos, foi um belo treino para mim! Valeu turma!




quarta-feira, 27 de junho de 2012

O que está por vir na DOURO BIKE RACE Serra da Aboboreira a 3a etapa



_"Me diz o que que tu achas!" me disse enquanto subíamos a serra da Aboboreira. E continuou:
 _ “Porque nem que quisesse jamais conseguiria fazer a etapa a essa velocidade.”


Esse é o custo de pedalar com o mutante João Marinho, é preciso entender que ele não faz a menor idéia o que se passa com nós; pobres mortais.
Tenho que admitir que por mais que venha aprimorando essa consciência, ouvir aquilo surtiu um efeito negativo, se já pedalava devagar meu ritmo caiu mais ainda.


A serra da Aboboreira será a ultima etapa da Douro Bike Race com aproximadamente 50 quilômetros. Tem um percurso totalmente pedalável. Na edição do ano passado ela era a primeira serra com a menor distancia dos três dias de prova, mas a menor distancia não deve ser menosprezada. Houve quem dissesse que foi a etapa mais dura.
Em minha opinião esse ano não será muito diferente.


A primeira parte da etapa é feita de sobes e desces. Logo nos primeiros quilômetros é possível ver de longe (bem longe!) um “casal” de torres eólicas no topo da serra:
_ “Está vendo aquelas torres?”
_ “Sim.”
_ “É por lá que iremos passar.”
Nas 2 horas seguintes eu desejei arduamente não ter essa informação.


A subida ao topo da serra tem alguns patamares para o alívio das perninhas e das ovelhas =) logo no primeiro deles numa reta de asfalto encontramos com um carro de doces! Eu já no auge da minha hipoglicemia ataquei um folhado com creme, e logo meu humor já começou a melhorar. Não! Eu não fico mal humorada de fome. Ouviste?!



Toda a dureza da etapa é recompensada com a beleza do alto da serra; lá um enorme planalto verde emoldura a vista da cidade e arredores. As estradas de areia branca refletem o sol. O vento sopra. Ali é possível sentir se mais vivo. A segunda recompensa da etapa é o downhill; com trilhas bem variadas, algumas técnicas e deliciosas de se descer de volta até Amarante.


Resumindo e respondendo a pedidos vou enumerar os inimigos da etapa da serra da aboboreira:

1º João Marinho: esse será sempre o seu primeiro inimigo, foi ele que escolheu a dedo as trilhas da Douro Bike Race. O que pode ser incrível porque teremos sempre os trilhos preferidos de um mountain biker apaixonado, também pode ser um problema porque nesse caso a referencia de esforço que ele tem é a dele.


2º O calor pode ser outro vilão nas etapas, para nós brasileiros o calor é diferente; é seco e às vezes quando percebemos já é tarde demais. Uma parada num tanque foi abençoada, o mergulho na água gelada prolongou um pouco a vida útil da minha bateria. Um pouco. Portanto hidrate-se e refresque-se!


3º As Silvas e Urtigas. Silva para quem não é de Portugal é um arbusto cheio de espinhos e Urtiga é outro arbusto que ao tocar a pele deixa um ardor não muito agradável. A sorte dos atletas é que nos pontos mais críticos as trilhas serão limpas para a competição.


4º A distancia. A etapa da aboboreira não deve ser encarada como uma etapa curta porque ela é dura. Não largue com aquele pensamento de ultimo dia “Já ganhei!” ou “Já terminou!” Respeite a montanha!


5º Last but not least; As torres eólicas. Inimigas do psicológico. Se você olhar para cima sempre irá ver lá no topo do mundo os malditos gigantes cata-ventos brancos, e por mais que você pedale na velocidade do “chefe” vai demorar a chegar lá acima. Portanto foque no presente, não olhe para cima e divirta-se!

*Observação durante metade do percurso a autora da postagem estava quebrada a outra metade com fome. A mesma encontra se em uma fase destreinada na bike. O leitor deverá levar essas questões em consideração ao interpretar o texto.