segunda-feira, 13 de abril de 2015
Mais 30 km SUP no Canal du Midi! Day 6
Acordar no Mirage e ter o cafe da manhã sobre o Midi num dia ensolarado de uma manhã fresquinha não teve preço!
"Foi o primeiro café da manhã que conseguimos montar aqui fora na temporada." disse a dona do peniche.
Saímos para remar numa manhã sem vento. Não demorou muito Deus Éolo acordou e ficou conosco o dia todo, meio sonolento e sem grandes pretensões mas para variar sempre do contra.
Paramos em Carcassone para ir ao supermercado e comprar mantimentos, nem vimos o incrível castelo medieval que tem na cidade, ficou para trás. O canal tira nossa vontade de querer sair da prancha para encarar o caos de cidades um pouco maiores.
Mais para frente almoço o tradicional: camembert e pão em alguma margem florida do Canal.
Remamos até Trébes pouco mais que 17 km, onde tínhamos feito a previsão de parar, mas nos apaixonamos pelos finais de tarde, remar a partir das 18 é o horário que a luz fica dourada e linda. Então após uma parada estratégica para comer em Trèbes resolvemos seguir viagem.
Com 29 km de remo e o sol se pondo chegamos em Marseillette. Um vilarejo! No meu Suunto eu tinha um hotel marcado e seguimos até acha lo, ele ficava bem na eclusa, onde tiramos as pranchas da água. O Hotel estava fechado!
Resolvemos guardar as pranchas na lateral do jardim da eclusa e sair para procurar. Seguimos uma placa de outro até a lateral da Igreja, também fechado! No domingo não trabalhar é sagrado.
Nossa ultima alternativa, e provavelmente a mais especial, era outra placa que vimos quando passamos remando na frente, no meio de uma vinícola linda, um grande casarão. Um b&b parecido com os da Sardenha, fomos recebidas por uma simpática família e instaladas num enorme quarto.O céu estava incrivelmente estrelado!
Boa noite!
domingo, 12 de abril de 2015
Operação biquíni no Canal du Midi - Day 5
Chegamos à eclusa de Gay para pegar as nossas pranchas e entrar na água. Dez da manhã, sem vento nenhum, o tempo estava um pouco encoberto. Dia perfeito para remar! Depois de 3 dias de muito vento não estávamos nem acreditando nas condições.
O começo da remada era um bombardeio de eclusas. Tinha eclusa a menos de 500 metros uma da outra. Já prevíamos que remaríamos uma distancia mais curta pelo trabalho que teríamos com as portagens. Mas como costumamos dizer "Todo dia se aprende algo." e o dia hoje foi para aprender a fazer uma rápida transição, colocar a bagagem de uma maneira mais eficiente na prancha para agilizar o processo.
Dia pacífico, além do barulho da pá na água os passarinhos anunciavam a chegada do sol. E o calor nos fez tirar do fundo dos alforges nossos biquínis. "Operação biquíni"que nós tanto queríamos foi posta em pratica. Dia típico de primavera!
Com tantas esclusas a diversão era também analisar suas diferenças; algumas tem jardins lindos, outras tem cachorros, outras tem uma turma que para a gente e fica querendo saber detalhes da nossa viagem.
Passamos bem a cidade de onde a gente tinha feito previsão de parar. "Ah vamos seguir! Ta cedo, não tem vento, tá fácil."
O segundo ponto onde poderíamos parar era já contando com um recorde de remada, já estávamos com 24 k e eram 6 da tarde.
_ "Nossa! Já passamos muito aquele hotel que tínhamos visto. O que vamos fazer?"
_ "Ferrada aqui ou ferrada mais para frente é melhor estar ferrada mais para frente."
Carcassone que era a cidade muito além das expectativas estava virando a nossa unica opção. Sabíamos que tinha um barco-hotel novamente, mas não sabíamos em que ponto do Midi ele estaria.
Com 30 quilômetros de remo, antes de chegar na cidade, após duas eclusas seguidas, no meio da portagem avisto:
_ "Le Mirage!" e parecia mesmo uma! No meio do Canal as oito da noite, com apenas um quarto disponivel o segundo hotel-barco da nossa viagem nos esperava! Pizza no deck, banho quente e cama!
O começo da remada era um bombardeio de eclusas. Tinha eclusa a menos de 500 metros uma da outra. Já prevíamos que remaríamos uma distancia mais curta pelo trabalho que teríamos com as portagens. Mas como costumamos dizer "Todo dia se aprende algo." e o dia hoje foi para aprender a fazer uma rápida transição, colocar a bagagem de uma maneira mais eficiente na prancha para agilizar o processo.
Dia pacífico, além do barulho da pá na água os passarinhos anunciavam a chegada do sol. E o calor nos fez tirar do fundo dos alforges nossos biquínis. "Operação biquíni"que nós tanto queríamos foi posta em pratica. Dia típico de primavera!
Com tantas esclusas a diversão era também analisar suas diferenças; algumas tem jardins lindos, outras tem cachorros, outras tem uma turma que para a gente e fica querendo saber detalhes da nossa viagem.
Passamos bem a cidade de onde a gente tinha feito previsão de parar. "Ah vamos seguir! Ta cedo, não tem vento, tá fácil."
O segundo ponto onde poderíamos parar era já contando com um recorde de remada, já estávamos com 24 k e eram 6 da tarde.
_ "Nossa! Já passamos muito aquele hotel que tínhamos visto. O que vamos fazer?"
_ "Ferrada aqui ou ferrada mais para frente é melhor estar ferrada mais para frente."
Carcassone que era a cidade muito além das expectativas estava virando a nossa unica opção. Sabíamos que tinha um barco-hotel novamente, mas não sabíamos em que ponto do Midi ele estaria.
Com 30 quilômetros de remo, antes de chegar na cidade, após duas eclusas seguidas, no meio da portagem avisto:
_ "Le Mirage!" e parecia mesmo uma! No meio do Canal as oito da noite, com apenas um quarto disponivel o segundo hotel-barco da nossa viagem nos esperava! Pizza no deck, banho quente e cama!
Bonne nuit!
sexta-feira, 10 de abril de 2015
O ataque do Cisne! Canal du Midi - Day 4
(Fotos e o post que colocaram em seu blog aqui) Como ficamos hospedadas no canal, pela primeira manhã não tivemos o trabalho de encher a prancha, agilizando nosso horário de saída.
Já estamos num ponto do canal onde tem mais movimento, cruzamos com muitos barcos, e as eclusas funcionam a todo vapor. Em uma de nossas portagens vimos uma eclusa funcionando com quatro barcos dentro!
O remo foi rápido, mesmo com o entra e sai da água (seis eclusas no nosso percurso de hoje). Nós calculamos que gastamos na média 20 minutos por eclusa, e parece que até remar contra o vento é mais fácil que atravessar carregando pranchas e bagagens.
A paisagem do Midi continua incrível, e no pronto final Castelnaudary ele passa pelo meio da cidade. Deixamos nossas pranchas "ancoradas" e fomos comer. O almoço foi às margem do canal em uma pizzaria. Logo após fomos descobrir se existia algum hotel um pouco mais a frente para adiantarmos o "trabalho" de amanhã.
Entramos na água de novo e para passar a lagoa da cidade. O vento estava forte, a Pat remava sentada, eu ia atrás em pé brigando com a prancha.
Eis que no meio do lago um cisne levanta voo e voa na direção da Pat dando um rasante e pousando ao lado da prancha. Eu já estava sem conseguir remar direito, vendo isso eu ria tanto que a prancha andava para trás. A Pat remava fugindo. Quando a distancia aumentou consideravelmente o nosso amigo levantou voo novamente. Vendo de longe já sabendo o que ia acontecer eu ria sem parar. Nada aconteceu, e nós ficamos sem saber se foi um caso de paixão ou de ódio, mas valeu as risadas.
Conseguimos deixar as pranchas "dormindo" na eclusa. Terminamos o nosso dia, pela primeira vez na viagem, cedo. Aproveitamos para abastecer no supermercado e curtir o hotel.
Amanhã tem mais! Não saiam daí!
O dia que o vento assoprou nossos planos! Midi Day 3
O dia estava mais que planejado remaríamos 15 quilômetros até o barco que havíamos reservado.
Saímos do hotel e chegamos no restaurante onde deixamos as pranchas ontem. Michel, o dono da pizzaria adotou a gente. Fez questão de levar nos de carro até a entrada do canal.
Enchemos nossas pranchas e entramos na água. Remamos 1,5 k. Não mais! Éolo estava endiabrado e soprava como nunca vi. Sabe aquele vento que para andar é preciso jogar o peso do corpo todo para frente? Imagina remar nessas condições. As rajadas de vento nos jogavam para as margens e quando remávamos rápido o máximo que conseguíamos era ficar no mesmo lugar. Ambas tentando sobreviver ajoelhadas na prancha nos agarrávamos aos arbustos da margem para não sermos mais arrastadas para trás. I M P O S S I V E L!
"O que fazer?"
Plano B - Desinflamos as pranchas e optamos pela portagem.
_ "Ah vamos andar até algum restaurante e lá esperamos o vento dar uma trégua." Andando arrastando os carrinhos pesados com todo nosso equipamento não chegaríamos muito longe.
De repente na margem do canal uma casa que alugava bicicleta, mas não era qualquer bicicleta, eram bikes calhambeques! Plano C.
_ "Nossa! Vamos aproveitar e levar nosso equipo para frente." Sem pensar muito no plano, mas nos divertindo absurdamente com a ideia, alugamos nosso novo meio de transporte; colocamos nossa bagagem na frente as pranchas e remos na capota e saímos pedalando.
Eram 15 quilômetros até o destino final.
_ "Já sei! Vamos de calhambeque até Le Dinee (um restaurante que estava quase 10 k adiante) almoçamos, deixamos nossa bagagem e embarcação lá, voltamos devolvemos a bike, vamos correndo novamente até o restaurante. Aí será depois das 5 da tarde, enchemos as pranchas e remamos os 6 k restantes até nosso hotel."
A ideia parecia maluca mas o Plano Y, como carinhosamente nomeamos, funcionou como idealizado.
A ida de bike até o restaurante contra o vento foi divertidíssima passando por ciclistas que riam.Uma bike que qualquer pessoa alugaria para uma brincadeira, nós usávamos como um tanque de ataque! Chegamos ao Le Dinee no horário do almoço. Restaurante localizado no Porto Lauragais, descolado e movimentado. Sentamos e comemos sem pressa.
Hora de voltar. Deu trabalho convencer a mulher do hotel liberar a gente deixar nossas coisas ali, mas com ajuda de um senhor que se sensibilizou foi mais fácil:
"Em quanto tempo vocês voltam?"
Depois que dissemos que em 3 horas estaríamos de volta ele nos prometeu uma bebida. São 18 quilômetros. Voltar pedalando a favor do vento e sem bagagem foi muito fácil, a bike andava que era uma maravilha, assim seguimos curtindo outro angulo do Canal du Midi.
Devolvemos a bike. Hora de correr. Encaixamos um trote ritmado e após duas horas de vai e volta estávamos no hotel para pegar nossas bagagens, com direito à Coca- Cola e um papo gostoso com nosso novo amigo.
Enchemos as pranchas e entramos na água as 6 da tarde. Foram sete quilômetros remados, duas horas e algumas boas rajadas de vento contra. A luz mágica de final do dia colorindo as paisagens incansáveis do Midi nos trouxe realização e paz.
Após um total de 18 km pedalados, 11 k corridos e 8 remados, o plano Y terminou magicamente no Kapadokya, o hotel barco mais lindo que vi.
Saímos do hotel e chegamos no restaurante onde deixamos as pranchas ontem. Michel, o dono da pizzaria adotou a gente. Fez questão de levar nos de carro até a entrada do canal.
Enchemos nossas pranchas e entramos na água. Remamos 1,5 k. Não mais! Éolo estava endiabrado e soprava como nunca vi. Sabe aquele vento que para andar é preciso jogar o peso do corpo todo para frente? Imagina remar nessas condições. As rajadas de vento nos jogavam para as margens e quando remávamos rápido o máximo que conseguíamos era ficar no mesmo lugar. Ambas tentando sobreviver ajoelhadas na prancha nos agarrávamos aos arbustos da margem para não sermos mais arrastadas para trás. I M P O S S I V E L!
"O que fazer?"
Plano B - Desinflamos as pranchas e optamos pela portagem.
_ "Ah vamos andar até algum restaurante e lá esperamos o vento dar uma trégua." Andando arrastando os carrinhos pesados com todo nosso equipamento não chegaríamos muito longe.
De repente na margem do canal uma casa que alugava bicicleta, mas não era qualquer bicicleta, eram bikes calhambeques! Plano C.
_ "Nossa! Vamos aproveitar e levar nosso equipo para frente." Sem pensar muito no plano, mas nos divertindo absurdamente com a ideia, alugamos nosso novo meio de transporte; colocamos nossa bagagem na frente as pranchas e remos na capota e saímos pedalando.
Eram 15 quilômetros até o destino final.
_ "Já sei! Vamos de calhambeque até Le Dinee (um restaurante que estava quase 10 k adiante) almoçamos, deixamos nossa bagagem e embarcação lá, voltamos devolvemos a bike, vamos correndo novamente até o restaurante. Aí será depois das 5 da tarde, enchemos as pranchas e remamos os 6 k restantes até nosso hotel."
A ideia parecia maluca mas o Plano Y, como carinhosamente nomeamos, funcionou como idealizado.
A ida de bike até o restaurante contra o vento foi divertidíssima passando por ciclistas que riam.Uma bike que qualquer pessoa alugaria para uma brincadeira, nós usávamos como um tanque de ataque! Chegamos ao Le Dinee no horário do almoço. Restaurante localizado no Porto Lauragais, descolado e movimentado. Sentamos e comemos sem pressa.
Hora de voltar. Deu trabalho convencer a mulher do hotel liberar a gente deixar nossas coisas ali, mas com ajuda de um senhor que se sensibilizou foi mais fácil:
"Em quanto tempo vocês voltam?"
Depois que dissemos que em 3 horas estaríamos de volta ele nos prometeu uma bebida. São 18 quilômetros. Voltar pedalando a favor do vento e sem bagagem foi muito fácil, a bike andava que era uma maravilha, assim seguimos curtindo outro angulo do Canal du Midi.
Devolvemos a bike. Hora de correr. Encaixamos um trote ritmado e após duas horas de vai e volta estávamos no hotel para pegar nossas bagagens, com direito à Coca- Cola e um papo gostoso com nosso novo amigo.
Enchemos as pranchas e entramos na água as 6 da tarde. Foram sete quilômetros remados, duas horas e algumas boas rajadas de vento contra. A luz mágica de final do dia colorindo as paisagens incansáveis do Midi nos trouxe realização e paz.
Após um total de 18 km pedalados, 11 k corridos e 8 remados, o plano Y terminou magicamente no Kapadokya, o hotel barco mais lindo que vi.
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Remando contra o vento! Canal du Midi Day 2
Nosso dia começou cedo, mas a vida de portagem não é nada fácil! Primeiro temos que levar nossas pranchas e bagagem de carrinho até o Canal. Hora de encher a prancha, já logo nas primeiras bombadas já pude sentir as dores nos braços da remada do dia anterior. Prender as bagagens na prancha.
Às 11 horas estávamos finalmente remando!
Mais um dia ensolarado no canal du Midi, mas hoje o vento estava se manifestando, e o pior; sua manifestação era contra nós. O remo estava mais duro. Com dois quilômetros ; a primeira eclusa do dia. Estávamos usando a técnica de colocar na cabeça as pranchas carregadas mesmo. Primeiro a gente levava uma, depois a outra. chegávamos na margem após passar a eclusa exaustas.
Remamos mais 3 k e, mais uma eclusa. A partir da segunda (no dia foram 5) decidimos fazer viagens individuais de prancha e bagagens. Cada uma com a sua prancha ficou uma estratégia melhor.
O vento contra e o tempo da portagem nas eclusas fez com que nossas previsões otimistas de avanço mudassem. "Ih Pat, acho que não iremos chegar no ponto que imaginávamos."
No trecho passamos as eclusas começam a funcionar amanhã. O Canal abre para navegação no começo de abril, no inverno ele fica fechado. Estamos no começo de temporada, o que torna a nossa viagem de prancha mais agradável "enquanto os 50 mil turistas (que o visitam anualmente) não chegam." =)
No final da tarde, após 5 eclusas e quase 16 k de remo achamos melhor procurar hotel no pequeno vilarejo que beirava o rio. Desmontamos o "acampamento" e logo saímos em direção a Igreja que se via de longe.
"Luli, não tem hotel aqui!" _ voltava a Pat com informações locais.
Paramos então numa pizzaria para comer pensar num plano C. O simpático dono nos disse onde tinha um hotel na cidade próxima. Não só, como ainda ligou para o hotel, sua mulher nos levou de carro até o destino e de sobra ainda guardou nossas pranchas para amanhã.
Fiquem aí! A aventura segue!
SUP trip pelo Canal du Midi - Day 1
Encontrei com a Pat em Perpignan onde é a sede da Redwood Paddle, uma empresa de pranchas de SUP. Lá fomos muito bem recebidas por todos! Eu já vinha ha dias combinando com Florent e tentando tirar eventuais duvidas sobre o novo plano de ataque.
Duas pranchas infláveis e dois remos, protótipos saindo do forno, novinhos prontos para testarmos nas águas francesas. A Pat já tinha arrumado dois carrinhos para as nossas "portagens", eu já tinha o track no meu Suunto e ambas já tínhamos as margens du Midi bem estudadas.
Pegamos o trem das 11 que até Toulouse. Mesmo sabendo que só teríamos a alternativa de entrar na água no meio da tarde decidimos seguir com esse plano, não queríamos perder tempo em Toulouse.
O canal du Midi passa a 50 mts da estação e no meio da cidade arrastando nossos carrinhos carregados achamos uma ponte. Ótima base para montarmos nosso plano de ataque na calada do dia.
Pronto pranchas infladas e carregadas com nossa bagagem para os próximos dias!
"Vamos entrar na água!" Aquele medinho de não saber se podíamos fazer o que estávamos fazendo deu um sabor extra às primeiras remadas.
O Canal du Midi realmente é mágico!
Um hotel ha quase 20 km do ponto de origem. "Isso vai dar justo com a luz do dia." como os dias escurecem tarde sabíamos que tínhamos bastante tempo para remar mas ele era justo.
Com 10km de remo encontramos com a primeira eclusa. Já era 18.30 e isso nos fez por alguns momentos repensarmos o nosso plano, mas conseguimos wifi em um restaurante estrategicamente posicionado no nosso caminho de ataque e vimos que a opção de hotel era mesmo na vila que sabíamos Donneville. Seria preciso remar mais 8 quilômetros.
As portagens são muito trabalhosas, tirar toda bagagem e pranchas e remos da água andar com tudo isso até o outro lado e achar a melhor maneira de entrar de volta no canal. Mas como toda aventura o mais complicado (portagens, carregar as pranchas dentro do trem e andar quilômetros com o carrinho) é parte integrante divertida da experiência. Se fosse fácil, para a gente, não teria graça.
Quando saímos da água as 21 horas da noite já estava totalmente escuro, saímos ao lado de uma ponte. Eu logo quis ir explorar a área.
"Pat! nós estamos no meio do nada!" rindo já da situação que teríamos que enfrentar.
Mas minha companheira de equipe não se abalou, sai da prancha pegou seu celular e analisou o mapa. "O hotel deve ser para lá." e nesse para lá tinha uma placa que indicava no caminho escondida no meio dos arbustos. Andamos mais de um quilometro no silencio e sob um céu lindíssimo estrelado, o último quarto do hotel era nosso! Voltamos para a margem para resgatar nossas bagagens desinflamos as pranchas. O árduo caminho pela segunda vez até nossa base do dia teve como recompensa peixe e batatas de jantar.
Tudo melhor que o planejado!
Obrigada Redwood paddle, a aventura promete!
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