Segundo dia que tive que pedir arrego. Novamente planejamos até onde a dupla iria pedalar e elaboramos o plano.
_"Se você mudar o plano deixe pistas na frente do prédio da prefeitura de Villandraut."
O tempo estava nublado e vez ou outra chuviscos se manifestavam, então saindo de Damazan já fui direto pegar o trem e de Aiguillon segui para Langon onde desci e segui por uma via verde até o destino combinado.
As vias verdes aqui na França são realmente de impressionar; feitas para bicicleta, às vezes em trilhos ou estradas desativadas. Sempre bem conservadas e bem sinalizadas, nem precisei usar o Suunto era só seguir o caminho pavimentado margeado por árvores e verde.
Não encontrei ninguém, pedalei por duas horas sem pressa na companhia do silencio interrompido muitas vezes por pássaros que cantavam descontroladamente. Às vezes a chuva caia. Nessa viagem passei muitos dias sozinha, aprendi a não ter pressa, a fazer do caminho a viagem. Curti muito os dias introspectivos e o silencio me levou a muitos lugares.
Chegando em Villandraut fiquei surpresa porque a Vila era muito pequenina mas tinhas tudo até um hotelzinho na praça principal. No momento da fome não tive duvida, fiz o check in e logo após o almoço fui deixar colado no predio da prefeitura, a pista de onde seria o paradeiro aos dois bravos que ainda não cansaram de pedalar.
Villandraut, é conhecida pelo seu pequeno Castelo de 1300 que fora construído para o Papa Clemente. Aconchegante e encantadora.
O final da tarde mostrou se ensolarado e depois que os dois chegaram fomos comer uma pizza sentados a luz do dia para curtir o por do sol! 30 km para minha contra e quase 80 para a deles.
sábado, 25 de abril de 2015
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Mais 100 km pedalados - Canal la Garrone - Day 5
Na hora do almoço resolvemos fazer um pic nic, reforçamos com pão e patisseries comprados num desvio de rota. Comemos às margens do la Garrone.
O ritmo hoje foi mais tranquilo para me deixar acompanhar. A via é pavimentada e apenas para bicicletas, facilitando o pedal.
Praxe de final do dia procurar lugar para ficar, e assim como num passe de mágica foram mais 100 km para a conta.
To só o pó da rabiola! Não tá fácil acompanhar as francesinhas!
Canal de la Garronne - Bike trip II Day 4
De volta um dia ensolarado e depois do dia off, foi ótimo para tentar acompanhar os dois novamente.
Paramos em Toulouse para almoçar, deixando o Canal du Midi para trás. Almoço gostoso em restaurante movimentado no centro da cidade. É até estranho chegar em cidade "grande" depois de dias em vilarejos que nada abre de domingo a quarta.
Após o almoço pegamos a Via des Deux Mers, uma rota verde para bicicleta que acompanha o Canal de la Garronne. A junção dos dois mares (Atlântico e Mediterrâneo) é feita pelos dois canais; de Bordeaux até Toulouse o Canal de la Garrone, de Toulouse até o Mediterrâneo pelo Canal du Midi.
O primeiro trecho nas margens do la Garronne ainda perto de Toulouse tinha ares de periferia, mas foi se afastar um pouco que a natureza tomou conta das paisagens. Muitas árvores também plantadas nas laterais mas um pouco mais selvagem e menos turístico. Os barcos quase desaparecem, os cicloturistas permanecem.
A tarde estava com a luz linda dos dias ensolarados e o pedal muito prazeroso. Claro que eu estava no vácuo da Becca para tentar acompanhar o ritmo imposto pelas duas francesinhas.
Sempre naquele momento que você está louco para parar começam os perrengues; pousadas fechadas, cidades fantasmas, empurrar bike em trilhas rústicas, pular guard rail com bikes pesadas, e aquele pedal que teria 70 km vira de 95, mas sempre tem uma boa alma para ligar para alguma hospedagem e achar lugar.
Uma casa linda e por do sol rosado, sem contar a macarronada que os anfitriões prepararam especialmente para a gente!
Sãos, salvos e felizes!
De bike entre dois oceanos - Bike trip II Day 3
Depois de dois dias tentando acompanhar a dupla decidi pedir arrego:
"Hoje vou pegar o trem. Até onde irão pedalar? Encontro vocês lá."
Sem pressa peguei o trem do meio dia e desci na estação de Villefranche de Lauragais uma cidadezinha que tinha ficado hospedada na SUP trip.
Nós já tínhamos escolhido o ponto de encontro; pousada que ficava mais para frente, então peguei a feliz Brava no lindo dia de sol e saímos para procurar. No caminho às margens do Canal du Midi achei outra opção e se a primeira falhasse o plano B já estava montado. Dito e feito! Foi bater e voltar. Mais uma vez o que deu "errado" era o certo!
A casa de hospedagem era linda, num jardim com piscina aproveitei para curtir a minha tarde off.
Claro que no por do sol não resisti e saí para uma corridinha às margens do Canal. Indescritível a luz dourada de fim de tarde na região, mal consegui correr.
A noite Tom e Becca chegaram após um dia de aventuras e muita lama!
Fomos jantar na cidade e voltamos sob o céu estrelado e uma risca como um sorriso dourado da lua.
"Hoje vou pegar o trem. Até onde irão pedalar? Encontro vocês lá."
Sem pressa peguei o trem do meio dia e desci na estação de Villefranche de Lauragais uma cidadezinha que tinha ficado hospedada na SUP trip.
Nós já tínhamos escolhido o ponto de encontro; pousada que ficava mais para frente, então peguei a feliz Brava no lindo dia de sol e saímos para procurar. No caminho às margens do Canal du Midi achei outra opção e se a primeira falhasse o plano B já estava montado. Dito e feito! Foi bater e voltar. Mais uma vez o que deu "errado" era o certo!
A casa de hospedagem era linda, num jardim com piscina aproveitei para curtir a minha tarde off.
Claro que no por do sol não resisti e saí para uma corridinha às margens do Canal. Indescritível a luz dourada de fim de tarde na região, mal consegui correr.
A noite Tom e Becca chegaram após um dia de aventuras e muita lama!
Fomos jantar na cidade e voltamos sob o céu estrelado e uma risca como um sorriso dourado da lua.
terça-feira, 21 de abril de 2015
Passando por Carcassonne - Bike trip II Day 2
Sabíamos que a previsão do tempo não era das melhores, resolvemos então optar por uma rota em estrada, já que diminuiria 15 km no percurso até Carcassone, assim não teríamos que pegar lama.
Não é que o vento mudou de direção junto conosco e para variar continuou do contra?!
_"Vou entrar nessa cidade e pegar um trem, encontro vocês em Carcassonne."
Só o fato de reduzir a velocidade já me fez melhorar. Chegando na vila fui perguntar onde era a estação de trem.
_"Em Carcassonne!"
Era rir para não chorar, ou eu voltava 13 km para a estação anterior ou pedalava os 25 que faltavam.
Escolhi um caminho passando por várias cidadezinhas e quando cruzei com o Midi de novo não tive dúvidas voltei a rota longa porém linda.
Completando o perrengue da aventura o pneu da frente furou. Treze dias viajando de bike sozinha nada acontece, foi só deixar o kit reparo com o mano...
Para minha sorte dois belgas que viajavam na direção contrária se solidarizaram com a situação, param e remendaram meu pneu!
Cheguei em Carcassonne horas depois dos dois, mas pelo menos a nossa santa energia nos colocou em hotéis vizinhos.
O final do dia foi um presente divino para sanar o trauma do perrengue, fomos visitar e jantar na cidade medieval, mais um patrimônio da humanidade!
Mágico!
Não é que o vento mudou de direção junto conosco e para variar continuou do contra?!
Desviamos a rota em Puichèric para fugir da chuva, mas quando vimos que não teria mesmo jeito encaramos as condições.
Voltamos para a estrada, pedalamos mais alguns quilômetros. Na metade do caminho eu já estava querendo pegar um trem. Meu ritmo era mais devagar que dos dois e pedalar contra o vento na chuva e estrada não estava agradável.
_"Vou entrar nessa cidade e pegar um trem, encontro vocês em Carcassonne."
Só o fato de reduzir a velocidade já me fez melhorar. Chegando na vila fui perguntar onde era a estação de trem.
_"Em Carcassonne!"
Era rir para não chorar, ou eu voltava 13 km para a estação anterior ou pedalava os 25 que faltavam.
Escolhi um caminho passando por várias cidadezinhas e quando cruzei com o Midi de novo não tive dúvidas voltei a rota longa porém linda.
Completando o perrengue da aventura o pneu da frente furou. Treze dias viajando de bike sozinha nada acontece, foi só deixar o kit reparo com o mano...
Para minha sorte dois belgas que viajavam na direção contrária se solidarizaram com a situação, param e remendaram meu pneu!
Cheguei em Carcassonne horas depois dos dois, mas pelo menos a nossa santa energia nos colocou em hotéis vizinhos.
O final do dia foi um presente divino para sanar o trauma do perrengue, fomos visitar e jantar na cidade medieval, mais um patrimônio da humanidade!
Mágico!
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Do Mediterrâneo ao Atlântico - Bike trip II
Um café reunido em família no hotel foi outro ponto alto e surrealista da viagem.
No dia que meu pai voltava para o Brasil, Tom e Becca trataram de providenciar duas companheiras para a Brava.
O destino já estava mais ou menos traçado por eles, então resolvi prolongar a viagem e me juntar a conquista Mediterrâneo-Atlântico, subindo o Canal du Midi e passandoToulouse ao lado do rio Garonne até Bordeaux.
Após uma despedida rápida ao lado do Canal responsável pela união familiar, almoçamos e iniciamos a viagem;Tom, Becca, Luli, Brava e suas amigas francesas ainda não batizadas. O dia estava ideal para o pedal; fresquinho e um pouco encoberto.
O plano era Carcassone, mas eu estava lenta. (Além de ser penetra na viagem eu ainda atrapalhava o ritmo).
As sete da noite o pneu da Bike do Tom furou, e a brincadeira
_ "Ta enchendo?"
_ "Rien, Rien" _ de não conseguir encher o pneu com a bomba levou ao batismo da primeira francesinha "Rien!"

Enquanto o Tom caminhava de volta a um ponto que vimos um Auberge, Becca e eu fomos na frente pedalando para descobrir onde dormir. O simpático dono do restaurante nos reservou uma pousada na "cidade" seguinte Argeliers. Conseguimos arrumar o pneu e pronto.
A pousada era uma construção datada de quase mil anos.
Como era sábado felizmente jantamos muito bem no restaurante da Vila!
Amanhã tem mais!
No dia que meu pai voltava para o Brasil, Tom e Becca trataram de providenciar duas companheiras para a Brava.
O destino já estava mais ou menos traçado por eles, então resolvi prolongar a viagem e me juntar a conquista Mediterrâneo-Atlântico, subindo o Canal du Midi e passandoToulouse ao lado do rio Garonne até Bordeaux.
Após uma despedida rápida ao lado do Canal responsável pela união familiar, almoçamos e iniciamos a viagem;Tom, Becca, Luli, Brava e suas amigas francesas ainda não batizadas. O dia estava ideal para o pedal; fresquinho e um pouco encoberto.
O plano era Carcassone, mas eu estava lenta. (Além de ser penetra na viagem eu ainda atrapalhava o ritmo).
As sete da noite o pneu da Bike do Tom furou, e a brincadeira
_ "Ta enchendo?"
_ "Rien, Rien" _ de não conseguir encher o pneu com a bomba levou ao batismo da primeira francesinha "Rien!"
Enquanto o Tom caminhava de volta a um ponto que vimos um Auberge, Becca e eu fomos na frente pedalando para descobrir onde dormir. O simpático dono do restaurante nos reservou uma pousada na "cidade" seguinte Argeliers. Conseguimos arrumar o pneu e pronto.
A pousada era uma construção datada de quase mil anos.
Como era sábado felizmente jantamos muito bem no restaurante da Vila!
Amanhã tem mais!
sábado, 18 de abril de 2015
Conquistando o Mediterrâneo - Canal du Midi
O destino escolhido para as férias com o "elemento surpresa" foi Bèziers, uma das incríveis cidades às margens do Midi. O programa era alugar uma bike para sairmos para explorar o apaixonante canal.
Quando chegamos à loja a sugestão de percurso foi ir até a praia! Finalmente chegaria no mar, não seria de SUP, e a Brava estava adorando a conquista.
Pedalar com meu pai já seria algo raro, estar no meio dos plátanos acompanhando o extenso curso verde era algo que tinha uma sensação de sonho, algo inimaginável. Real?
Foram 15 km de ida. Almoçamos em um restaurante à beira mar curtindo o dia de sol tímido.
Quando voltamos fomos para o hotel. Estou sozinha no meu quarto e meu pai bate na porta, quando abri não era ele. Para o meu espanto a surpresa ainda não tinha acabado; era meu irmão!
Quando fui bater no quarto do meu pai, a Becca abre! Mais chororo, a surpresa veio em ondas!
O que estava marcado como fim de uma aventura, virou um novo começo.
Estão preparados para a nova novela do blog? Fiquem ai!
Quando chegamos à loja a sugestão de percurso foi ir até a praia! Finalmente chegaria no mar, não seria de SUP, e a Brava estava adorando a conquista.
Pedalar com meu pai já seria algo raro, estar no meio dos plátanos acompanhando o extenso curso verde era algo que tinha uma sensação de sonho, algo inimaginável. Real?
Foram 15 km de ida. Almoçamos em um restaurante à beira mar curtindo o dia de sol tímido.
Quando voltamos fomos para o hotel. Estou sozinha no meu quarto e meu pai bate na porta, quando abri não era ele. Para o meu espanto a surpresa ainda não tinha acabado; era meu irmão!
Quando fui bater no quarto do meu pai, a Becca abre! Mais chororo, a surpresa veio em ondas!
O que estava marcado como fim de uma aventura, virou um novo começo.
Estão preparados para a nova novela do blog? Fiquem ai!
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