terça-feira, 2 de junho de 2015

Desafio Ilha do Mel - Amazing Runs 21 k

fotos Paulo H Dutra e arquivo pessoal

Quando descobri que teria corrida na Ilha do Mel, logo fui atrás de meus amigos curitibanos para agitar mais uma aventura no paraíso natural. Não foi preciso muito para convencer a turma animada por natureza (literalmente). Gu topou correr os 21, Mau surfar e Fe treinar, aventura programada!


A prova já tinha convencido pelo lugar e nos dias que antecederam, me encantei ainda mais com a organização. A proposta da Amazing Runs é unir o esporte ao turismo. As competições que organizam são em lugares encantadores, sempre dentro do conceito ecológico e cheio de ações sociais, seja fazendo limpeza na ilha, doando tênis para os moradores, contratando pessoas locais para trabalhar junto à organização.


Sábado chegamos ao paraíso! Para quem não conhece a Ilha do Mel, fica no Paraná, uma hora de Curitiba de carro. Uma reserva ecológica, tombada pelo patrimônio histórico. Lá não existem ruas, apenas trilhas estreitas que ligam pequenos vilarejos. As construções são de madeira, bambu, palha, algumas tem referencias de Bali. Não existe iluminação nas vias, lá, o céu é mais estrelado e os grilos cantam mais alto.

Com tudo isso e em boa companhia, nem precisava correr, mas vamos aos fatos:
Nos últimos 2 meses eu corri 3 vezes. Já sabia que o histórico de treino não ajudava e na véspera, o ultimo prego do caixão; a prova era 100% plana, mais sofrimento para o currículo.


O dia estava perfeito, nublado e temperatura amena, alguma coisa tinha que ajudar!
O percurso de 21 km era a volta da parte maior da ilha, o contorno pelas lindas e longas praias de areia branca.A largada foi britanicamente 7 da manhã, horário estipulado pela organização para que a maré não atrapalhasse os planos.

Pelo pace que estava correndo, larguei achando que não estava forçando muito, mais lenta que o de costume, eu ainda não tinha percebido que aquele era o meu pace sem treino. Nos primeiros quilômetros achei espaço e segui tentando ser rápida.


Liderava o segundo pelotão das mulheres, não via as poucas que tinham na frente mas seguia totalmente pressionada pelas que vinham atrás, Vanessa, uma das atletas, colou no meu vácuo e veio junto.

Não me preocupava com os córregos que cruzavam a praia ou com água, seguia azimutando reto sem me importar em molhar ou não os pés, assim se dividem os corredores de aventura dos de asfalto. Mesmo com alguns pequenos obstáculos como areia, água e irregularidades, o percurso beneficiava os corredores de rua, mas o visual era tão lindo que o plano interminável não teve espaço para incomodar.


Na metade da prova, Vanessa e outra atleta me passaram, ali qualquer chance de pódio foi por água abaixo. Não tinha a menor condição de conseguir acompanhar o ritmo delas, ou manter o meu. Depois que fui passada por mais uma mulher,aí obrigada a virar a chave; abandonar o espirito competitivo e acionar a sobrevivência. Agora tinha é que me manter viva.

Assim segui até o quilometro 20, onde fui passada por mais uma atleta.
"Poxa vida! No quilometro final?!"
Duzentos metros antes de chegar fui mais uma vez ultrapassada nesse momento um homem que assitia disse:
"Sétima. Oitava e Nona, está na hora de decidir isso, meninas."
"Nona?! Nem pensar!" Abandonei a sobrevivência e parti para o suicídio, era tudo ou nada.
Com 2 horas e 4 minutos cruzei o pórtico na linda Ilha do Mel, sétima entre as mulheres.


Parabéns Amazing Runs pela organização de uma competição tão em harmonia com o planeta.
Obrigada aos meus apoiadores New Balance, Suunto, Ready4.
Obrigada Mau, Fe e Gu, o final de semana com vocês foi espetacular!


Semana que vem tem Xterra! Fiquem ai!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Subindo Tepozteco - Aventuras no México!



O programa era ir até Tepoztlan.
_"E Subir Tepozteco uma montanhinha ridícula?"

Com toda paciência de aguentar a namorada que acha que sabe tudo, Jesus explicou que o programa do dia não era apenas escalar uma montanhinha.
Tenho que dar o braço a torcer; Tepoz como é chamada pelos íntimos é um pueblo mágico localizado entre montanhas, ha uma hora de carro ao sul da Cidade do México. Mística e zen.


Família reunida para encarar o desafio. Itzel com Derek de apenas 1 ano e 7 meses em seu colo. "Isso não vai dar certo!" pensei eu encarando a placa da famosa "montanhinha.".

"Sigam na frente, nós iremos logo em seguida." Sem nos preocupar aceleramos os passos. Toca a subir! A subida é praticamente uma escada em pedra, com trechos bastante irregulares e ingrimes. Em momento algum parei para pensar que a altitude (a cidade do méxico está a 2200 mts) pudesse me afetar, mas na prática nos primeiros passos já me faltava ar.


"Maldita hora que eu fui desafiar Tepozteco (a montanha leva o nome de um deus mexicano.)" Na metade do percurso já estava tropeçando na língua, e pagando todos os pecados, inclusive o de hoje.


Uma hora depois estávamos no topo da pequena pirâmide, a cereja do bolo. A vista da cidade é linda, no meio da natureza, paramos para ouvir os passarinhos cantarem em um dia de calor intenso.

Quando resolvemos descer adivinha quem chegava? Derek e sua turma!


domingo, 26 de abril de 2015

Conquistando o oceano Atlântico! Bike trip II Day 7


Após 6 dias de pedal da dupla de frencesinhas ficou mais fácil convencer a reduzirem o ritmo. O ultimo dia pedalamos todo por uma via verde dentro de um parque natural Des landes des Gascongne que saia de Villandraut e seguia até Mios.


O almoço já estava programado para ser o famoso pic-nic, então saímos munidos do tradicional camembert, coca cola, chocolates e afins. E em uma das vilas dentro da área de proteção ambiental sentamos para comer e descansar.


Continuamos até Grujan Mestras e na bahia de Arcachon encontramos com o que deveria ser o oceano Atlantico (a maré estava baixa e não tinha água alguma) mas o cidade famosa por sua produção de ostras nos convidou a um passeio pelo pier e a degustação de algumas duzias direto do produtor.
Um brinde para comemorar a consquista!

Satisfeitos seguimos para Arcachon para ai sim encontrar com uma extensa praia de areia branca e tão desejado oceano atlântico. O destino ainda nos levou para um hotel boutique com apenas 9 quartos, super aconchegante  onde termina mais uma aventura épica!


Obrigada Tom e Becca por deixarem eu invadir a programação de vocês!

Espero que a viagem em família se repita mais vezes!
Amo vocês!

sábado, 25 de abril de 2015

Damazan à Villandraut! Bike trip II Day 6

Segundo dia que tive que pedir arrego. Novamente planejamos até onde a dupla iria pedalar e elaboramos o plano.

_"Se você mudar o plano deixe pistas na frente do prédio da prefeitura de Villandraut."

O tempo estava nublado e vez ou outra chuviscos se manifestavam, então saindo de Damazan já fui direto pegar o trem e de Aiguillon segui para Langon onde desci e segui por uma via verde até o destino combinado.


As vias verdes aqui na França são realmente de impressionar; feitas para bicicleta, às vezes em trilhos ou estradas desativadas. Sempre bem conservadas e bem sinalizadas, nem precisei usar o Suunto era só seguir o caminho pavimentado margeado por árvores e verde.


Não encontrei ninguém, pedalei por duas horas sem pressa na companhia do silencio interrompido muitas vezes por pássaros que cantavam descontroladamente. Às vezes a chuva caia. Nessa viagem passei muitos dias sozinha, aprendi a não ter pressa, a fazer do caminho a viagem. Curti muito os dias introspectivos e o silencio me levou a muitos lugares.


Chegando em Villandraut fiquei surpresa porque a Vila era muito pequenina mas tinhas tudo até um hotelzinho na praça principal. No momento da fome não tive duvida, fiz o check in e logo após o almoço fui deixar colado no predio da prefeitura, a pista de onde seria o paradeiro aos dois bravos que ainda não cansaram de pedalar.


Villandraut, é conhecida pelo seu pequeno Castelo de 1300 que fora construído para o Papa Clemente. Aconchegante e encantadora.
O final da tarde mostrou se ensolarado e depois que os dois chegaram fomos comer uma pizza sentados a luz do dia para curtir o por do sol! 30 km para minha contra e quase 80 para a deles.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Mais 100 km pedalados - Canal la Garrone - Day 5

Nos despedimos de Marie, nossa anfitriã, com um abraço apertado e partimos para mais um dia de pedal.

Na hora do almoço resolvemos fazer um pic nic, reforçamos com pão e patisseries comprados num desvio de rota. Comemos às margens do la Garrone.


O ritmo hoje foi mais tranquilo para me deixar acompanhar. A via é pavimentada e apenas para bicicletas, facilitando o pedal.


Praxe de final do dia procurar lugar para ficar, e assim como num passe de mágica foram mais 100 km para a conta.

To só o pó da rabiola! Não tá fácil acompanhar as francesinhas!

Canal de la Garronne - Bike trip II Day 4


De volta um dia ensolarado e depois do dia off, foi ótimo para tentar acompanhar os dois novamente.
Paramos em Toulouse para almoçar, deixando o Canal du Midi para trás. Almoço gostoso em restaurante movimentado no centro da cidade. É até estranho chegar em cidade "grande" depois de dias em vilarejos que nada abre de domingo a quarta.


Após o almoço pegamos a Via des Deux Mers, uma rota verde para bicicleta que acompanha o Canal de la Garronne. A junção dos dois mares (Atlântico e Mediterrâneo) é feita pelos dois canais; de Bordeaux até Toulouse o Canal de la Garrone, de Toulouse até o Mediterrâneo pelo Canal du Midi.



O primeiro trecho nas margens do la Garronne ainda perto de Toulouse tinha ares de periferia, mas foi se afastar um pouco que a natureza tomou conta das paisagens. Muitas árvores também plantadas nas laterais mas um pouco mais selvagem e menos turístico. Os barcos quase desaparecem, os cicloturistas permanecem.


A tarde estava com a luz linda dos dias ensolarados e o pedal muito prazeroso. Claro que eu estava no vácuo da Becca para tentar acompanhar o ritmo imposto pelas duas francesinhas.

Sempre naquele momento que você está louco para parar começam os perrengues; pousadas fechadas, cidades fantasmas, empurrar bike em trilhas rústicas, pular guard rail com bikes pesadas, e aquele pedal que teria 70 km vira de 95, mas sempre tem uma boa alma para ligar para alguma hospedagem e achar lugar.
Uma casa linda e por do sol rosado, sem contar a macarronada que os anfitriões prepararam especialmente para a gente!
Sãos, salvos e felizes!