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sexta-feira, 23 de maio de 2014

El Chaltén, enfim Fitz Roy!


Não foi preciso caminhar. Fitz Roy já nos dava um "Bom dia" ensolarado e de longe fazia seu convite: "Podem vir! Hoje vai ter show!" O destino do dia seria uma trilha de aproximadamente 10 k até a Laguna de los três, que fica aos pés do famoso pico.



A primeira parada é a laguna Capri, sem dúvida o ponto mais bonito de todo o trekking. Quando chegamos lá estava sem vento a beleza era dobrada! Bem ao meio do percurso de ida, hora de sentar às margens e fazer um lanchinho antes de seguir caminho.




A trilha segue e a aos poucos vai ficando mais branquinha de neve. O caminho lembra um jardim japonês, parece que foi projetado para que a cada trecho a natureza surpreenda de forma nova.



Até Poincenot, outro ponto de beleza estratégica, o percurso não apresenta muita altimetria, são nos últimos senão no ultimo quilometro que a coisa aperta! A trilha fica ingríme...




...cheia de neve, e mesmo nessa situação é possível entender para onde seguir.As trilhas continuam muito bem sinalizadas e marcadas. A escalada final para chegar na Laguna de los tres é reconpensada.
Mais uma vista de encher o coração de vida! Ê mundão!




Obrigada Fitz Roy!

El Chaltén, a capital do trekking!

Pequenas cidades e lugares remotos são destinos que mais me conquistam; El Chaltén capital nacional do trekking argentina. Nem precisa dizer mais né? Um vilarejo aos pés das montanhas, paraíso de aventureiros. A melhor época para ir não coincidiu com nossa disponibilidade, maio é o começo da temporada de chuva e neve. 



Antes mesmo do ônibus parar na rodoviária, o centro de turistas recebe os visitantes e além das dicas de trilhas uma aula de respeito à natureza também faz parte da recepção de boas vindas.


O menu do dia seria a laguna Torre, não que estivesse o melhor dia para isso. O trekking era de aproximadamente 9 quilômetros. A natureza exuberante impressiona, e as cores do outono criam contrastes diferenciados.




Não é preciso guia para conhecer as diversas trilhas desse paraíso natural, apenas boa disposição. Tudo muito bem sinalizado e conservado.



O dia estava cinzento. Aí você me pergunta; e o tal do pico famoso chamado Fitz Roy. 
Eu te respondo "Depois de caminhar por 2.40 h ter que enfrentar um vento que nos arrastava para trás para ver uma lagoa cinzenta em meio a uma névoa e nenhuma montanha ao seu redor...Fitz Roy é lenda!"


Na hora de voltar me desprendi da companhia mexicana e segui correndo sozinha, aproveitando a brecha para um treino. Sem maneiras de me perder fui curtindo o caminho ora parava para observar os detalhes da imensidão ou escutar o silencio. Isso sim se chama conexão!



El Chaltén aguardava para um banho quente e um jantar regado a uma boa Coca-Cola e família. Fitz Roy, o senhor não me escapa. Até amanhã!