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quinta-feira, 25 de julho de 2013

GIGATHLON -RELATO 5o dia de prova

BERN - BERN

O Quinto dia era uma celebração em Bern. Um time trial. Pernas curtas de todas as modalidades. Era dia de socar a bota (se é que isso era possivel após o volume insano dos quatro dias anteriores)
 
Largada de roadbike. As equipes largavam de um em um minuto. Dri falou em português no microfone do speaker e a galera veio abaixo! O dia seria de diversão.

Após a road bike de duas horas era minha vez de patinar. Não consegui colocar mais velocidade no patins e mantive a media dos dias anteriores patinando até o local da área de transição.
 
Tínhamos combinado tudo na véspera, quem me daria apoio seria a Sabina, apoio de uma outra equipe  de ritmo parecido com o nosso, já que nossa super mega apoio Pati deveria estar em outra área e como o dia era rápido não havia tempo para essas mudanças.
 
Sabina ajudou a me trocar com uma velocidade incrível e uma organização Suiça, a técnica que colocar a roupa de neoprene encantou a novata aqui; com saquinhos plasticos nos pés e nas mãos rapidamente eu estava pronta para a natação mais temida da semana.
 
Eram 6 quilometros de natação em rio, quilometragem essa que me fizera amiga dos treinos longos na piscina. Nossa! Nem gosto de lembrar quantas vezes nadei duas horas em piscina de 25 m. Além da distancia, a tradicional temperatura gélida da água também assustava; e dessa vez seria a estreia numa água de 15 graus.
 
O Gigathlon nos ensinou que sofrer por antecipação é sofrer uma vez a mais. Sofremos na véspera da primeira largada depois descobrimos que tínhamos errado a data. Sofri com a natação do terceiro dia e ela foi café pequeno. Essa lição se tornava mais nítida a medida que os dias passavam. Sofrer antes pra que?
 
A assutadora natação em água gelada se tornou um dos trechos que mais me diverti na prova. Seis quilometros foram percorridos em quarenta e cinco minutos! Quando entrei no rio e vi a correnteza fiquei adrenada "Isso vai ser divertido!"
 
Perguntei para uma das mulheres do resgate que ficavam na margem do rio de água turquesa:
_"Qual é o segredo?"
_"O segredo é nadar no meio!"
 
Se não fosse o frio da água daria facilmente para ficar parada no maior estilo bóia cross, mas nesse caso nadar estava altamente divertido; era possível ver o chão passando a milhão embaixo das minhas braçadas de super heroína!
 
_"Que nadar no meio o que!" me sentindo um duck (caiaque inflável) fui escolhendo o lado do rio que a corredeira era mais agressiva. Claro que algumas boas vezes engoli água.
 
Duzentos metros antes de chegar tinha uma mulher gritanto no megafone a margem que deveria ser pega para que os atletas não passasem direto. E olha que isso aconteceu muito! Era quase tão difícil parar quanto patins! Hahaha
Saí da água tremendo e vibrando: "Amei! Quero brincar mais!"
 
 
A Dri entrou para o Mountain bike e  eudepois de um frango com batatas fritas providenciado pela nutricionista da equipe, segui junto com a pati para a área de transição seguinte.
 
Como o dia era curto as áreas de transição estavam sempre cheias e animadas com a troca dos atletas, principalmente nas equipes de cinco pessoas, a energia e vontade de não querer perder tempo tornava tudo movimentado.
 
Quando a Dri chegou na transição eu rapidamente saí para o trecho de corrida. Eu tinha plateia e nove quilômetros, que mistura explosiva! O que poderia ser parte de uma competição de endurance se tornou em uma competição de velocidade.
 
O percurso era ao lado do rio, eu corria num ritmo rápido e o melhor de tudo que mesmo após todos os dias de competição meu corpo respondia bem. A gente é capaz de tanto, e muitas vezes nem se dá conta!
 
Fiz os 9 k em 50 minutos, nada mal! E com uma festa alucinante, uma torcida ensurdecedora cheguei correndo para terminar o quinto dia numa das principais praças de Bern! Claro mais uma vez a dança e dessa vez com muita plateia! Faltava só um dia! 



segunda-feira, 22 de julho de 2013

GIGATHLON - RELATO 4o dia de prova


ENNETBÜRGEN - BERN

A tranquilidade da largada do quarto dia (por já termos vencido a etapa Rei no dia anterior) foi comprometida quando Simone disse que o dia seria a etapa Rainha!

"Poxa vida Simone! Você disse que se passásemos ontem estaríamos bem na prova e agora vem com esse papinho de etapa Rainha?" _ tentando negociar mais um dia difícl que viha pela frente.


Mais uma largada de natação. Dessa vez tinha que pegar um barco que nos levaria até a cidade de partida. A largada foi dada dentro da embarcação, os atletas saiam correndo até o ponto de entrar na água. Dessa vez a natação diferentemente dos dias anteriores era de um ponto à outro. O visual também era muito bonito apesar de pouco poder ser apreciado na modalidade. Meus braços começavam a sentir mais o acumulado dos dias.

Saí da água com ajuda da Pati me troquei para entrar no trecho de mountain bike. Com o passar dos dias fomos ajustando a troca de modalidades; o plano inicial era a Dri fazer as duas bikes seguidas, mas com o desgaste acumulado da mesma modalidade, achamos melhor a dobradinha ficar comigo na natação e mtb.




Saí forte no começo tentando pegar vácuo nos trechos mais planos e ainda fora de trilha, sabia que não conseguiria manter aquele ritmo até o final. O tempo todo da competição joguei com todas as cartas e usei a força que tinha, porque era dificil prever como o corpo iria reagir no resto do dia. Na maioria das vezes os descanços (mesmo que preenchidos de atividades e transições) permitiam que o corpo recuperasse.

De volta a Ennetbürg, hora de passar o chip para a Dri que sairia para mais um dia dificil sobre a bike de estrada com 110 k e 1600 de acumulado. Talvez a roadbike tenha sido a modalidade mais rejeitada pela equipe. Na nossa divisão de modalidades a Dri acabou ficando com a "speed" já que eu fuidesignada para a natação e patins. Nós definitivamente não somos mulheres de asfalto, nosso negocio é lama, mas:
"Bora lá Dri! Vai com tudo!"


Aproveitando mais uma janela longa, Pati e eu seguimos para Bern, a cidade base seguinte. Dessa vez finalmente conseguimos montar a barraca:
"Chega de dormir na van!"


Conseguimos nos organizar porque estávamos acompanhando o track da Dri ao vivo, e essa vez foi uma das poucas que não ficamos esperando. Após 6 horas de pedal, mal chegamos na transição e a Dri chegou; falante!
"Eba! Falante. ótimo sinal!" Isso definiria a resposta que havíamos postado no Facebook de quem faria a perna final de corrida.

Hora de patinar. O trecho foi bem desgastante, estava quente e o esforço da natação e mtb estava pesando. O visual era maravilhoso; vastos campos de trigo e cores diferentes, girassóis, um horizonte infinito dourado pela luz de final do dia.

Cheguei na transição muito cansada, não encontrei com as meninas que estavam esperando o trem (unico meio de chegar lá) Fui ajudada por outras equipes de apoio, me deram de comer e beber. Quando chegaram, a Pati estava pronta para entrar no trecho de 24 k de corrida com a Dri. Pois é! Todos votaram que quem deveria correr era a Pati! Lá foram as duas!


Voltei sozinha de trem para o acampamento. Outro dia de jornada longa 14.30h e após a dancinha do trio na chegada, exausta abandonei as meninas e fui dormir mais um dia sem tomar banho.