Mostrando postagens com marcador Hawaii. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hawaii. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

XTERRA Happy HALLOWEEN!

Se a competição não tivesse garantido a viagem, a festa de Halloween pós campeonato mundial garantiria.
Claro que foi muito divertido estar numa festa a fantasia, mas o mais incrível foi ver a produção e criatividade das fantasias, ver os melhores atletas do mundo curtindo a zona numa integração e confraternização na maior vibe havaiana! Aloha!


Conrad Stoltz, quatro vezes campeão mundial do Xterra e sua mulher Liezel.




Josiah Middaugh campeão americano do circuito Xterra, quarto no mundial 2013.

Shoony Vanlandingham campeã do Xterra Ilhabela 2013 e campeã mundial em 2010.

Happy Halloween everyone!

Xterra World Championship - Relato da prova

Antes mesmo do sol aparecer estava sentada na grama, no topo da Vila Xterra observando a organização dando os seus primeiros passos, escutando a bike e os atletas mais apressados seguirem para a área de transição. A competição tomava vida, enquanto eu absorvia a energia da harmoniosa manhã em Kapalua.

---


Na praia, emocionada no meio de tantos atletas, no meio dos melhores do mundo:
 _ "Bia! Não fica melhor do que isso, aqui é o climax da nossa história Xterra! Meu Deus! Vivemos para estar aqui agora!"
Absorvendo aquela energia alucinate não poderia estar mais emocionada, pisando na areia branca sob o brilho do sol encarava o oceano cristalino que espantosamente  estava calmo tão calmo quanto minha alma.

Invadimos a roda de grito de guerra dos japoneses que sorrindo de nossa ousadia nos receberam de braços abertos e compartilharam seu ritual pré largada. O Havaí torna todas diferentes etapas classificatórias em uma só e as diferenças dos povos e culturas dissolviam se nas areias de Maui. Ali a língua universal é a paixão pelo esporte.

A largada foi em partes, primeiro as mulheres de elite, depois os homens e em seguida as mulheres amadoras. Entrei no mar sem pressa e logo estava dando as primeiras braçadas em direção a boia que parecia estar muito longe!

A natação foi absolutamente mágica. Parecia que estava num aquário gigante! A visibilidade impressionava era possível ver com clareza os atletas nadando a distancia, o fundo do mar, o azul reluzente e enquanto me distraía com o passeio ficava para trás. Mais um Xterra, mais uma vez eu seria uma das últimas a sair da água.

Após uma transição rápida e reabastecida saí preparada para o pedal que seria longo. Mesmo sem conhecer era como se tivesse feito o percurso, a Bia e os meninos tinham me preparado muito bem para o que vinha pela frente; um circuito travado cheio de curvas fechadas e muito exposto ao calor.


Endurance. Era assim que tinha decidido encarar o percurso de bike, sim porque não seria como as etapas enfrentadas no ano, pelas condições e altimetria era melhor estar preparada para o pior. Fui num ritmo superior ao que imaginava que conseguiria manter, pelo menos na primeira parte do percurso. Depois do segundo ponto de água comecei a sentir o calor e meu corpo reclamava.

Porque os percursos que nos fazem dar voltas nos deixam malucos? Consigo contar nos dedos todos os dias de competição que tive que andar as voltas já bem perto de onde devería chegar. O primeiro dia de Cape Epic, o ultimo dia de Transrockies. Lá vamos nós para mais uma voltinha no percurso sinuoso. Haja psicológico!

"Luli, os últimos 5 quilômetros são um single track sem fim." _ Era possível ver o hotel, as vezes ouvir o locutor. Ainda bem que Bia tinha passado todos os segredos do percurso.

Depois de muitas horas estava na transição para o ultima modalidade da competição. Entrei feliz para o trecho de corrida, sabendo que o pior já tinha ficado para trás. Na subida conseguia correr e ditar um ritmo bom.

Não demorou muito eu estava de volta a praia de Kapalua para os 200 metros finais de areia e a última corrida antes de cruzar o pórtico. Com 4'47 h de competição acabava o mundial de triathlon Xterra.

Obrigada Suunto que me introduziu num circuito tão divertido e competitivo. Bia e Andre por tornarem a experiência havaina muito mais colorida e divertida! Aloha!


domingo, 27 de outubro de 2013

Xterra 5 K trail run - Véspera do Campeonato Mundial


Vila do Xterra bombando logo de manhã, enquanto esperava o Andre e a Bia aparecerem desci para sentir o clima da competição que tomava conta dos gramados do Kapalua Ritz- Carlton. Primeiro dia oficial de competições do Xterra, atletas do trail run 5 e 10 k para todos os lados, endorfina no ar! Quando escuto o speaker:

"A largada da prova será as 9 horas ainda dá tempo de se inscrever."

"Nossa, em meia hora acho que consigo me inscrever, passar no quarto colocar um tenis e ir correr!"

Nos últimos dias que antecederam o campeonato mundial eu senti muita pressão, não sei se pelo grupo, pelas clinicas que participei com os prós ou ambiente, mas o fato é que eu estava colocando um peso que não costumo colocar nas competições que faço. Sou competitiva, mas sejamos realistas chegar em 658 ou 800 não vai fazer muita diferença.

Isso me fez mudar a chave, sair do "mode" competição e voltar para o diversão de onde nem sob pressão eu deveria ter saído. Numa situação normal sim eu iria entrar para brincar numa prova de 5 k na véspera do campeonato mundial e foi o que fiz.


Em meia hora me inscrevi para a competição, me troquei e estava sob o pórtico pronta para um treino de corrida. Pela primeira vez não poria o plano tosco em ação (plano tosco = corre para morte e torcer para cair depois do pórtico) eu tinha que encarar a prova como brincadeira. Não foi difícil de GoPro na mão e correndo no meio de tantas crianças e adolescentes.

Praticamente todo o percurso igual ao que será amanhã, assim já dava para testar o tênis, aquecer os motores, conhecer o terreno e sofrer na pele com o calor que iremos sentir. Metade subindo e metade descendo. Assim fui; curtindo o visual, me divertindo com as criancinhas que corriam que nem gente grande e com o Havaí!

Cruzei o pórtico de chegada e fui marcar meu corte de cabelo. Paul Mitchell é um dos patrocinadores oficiais da prova, tem uma tenda na vila Xterra onde é possível cortar o cabelo por 15 dólares e o dinheiro todo é doado para uma instituição!


No final do meu bem sucedido corte da cabelo estava começando a premiação da prova de 5 k. Quando anunciaram a categoria anterior da minha eu percebi que a vencedora tinha ganho com um tempo pouco mais baixo que o meu.

"Nossa, quem sabe isso dá pódio, segundo, terceiro..."

Quando anunciaram a minha categoria eu não tinha ficado nem em terceiro, nem em segundo:
"Em primeiro lugar de São Paulo..."
"São Paulo? Meus Deus! Ganhei a prova!" _ sorrindo espantada, correndo e tropeçando cheguei no pódio para receber a medalha e a vaga para o mundial de trail run do Xterra.

Amanhã acordo para o campeonato mundial de triathlon Xterra, sem saber se farei a prova em quatro ou cinco horas, sem saber se chegarei em 658 ou 800, mas com uma certeza absoluta: Eu vou é me divertir! Quem vem junto?


sábado, 26 de outubro de 2013

XTERRA - Dicas dos Prós

Depois de uma manhã de sol na piscina e um delicioso almoço com Bia e Andre era hora de aprender sobre o percurso e ouvir estratégias dos profissionais: (fica aqui o que mais gostei)

MOUNTAIN BIKE por Josiah Middaugh e Shonny Vanlandingham

- Use luva, calor úmido e muito suor fica fácil perder o grip.
- Hidrate-se muito, se for o caso use mochila porque facilita o acesso rápido à àgua.
- Pressão dos pneus (essa é a que eu mais gosto): ele usa 26 e ela 20psi (!) O percurso tem trechos com bastante areia e superfícies sem tração, muitas curvas fechadas em cotovelo, ai onde mora o perigo.
- Existirão alguns momentos no percurso de bike que só de estar em cima dela já será um grande feito.

NATAÇÃO por Branden Rakita e Christine Jeffrey
A palestra da natação para mim foi a mais curiosa. Na modalidade que eu menos tenho experiência, toda e qualquer dica foi bem vinda.

A água do mar é absolutamente cristalina é possível enxergar tudo, na edição do ano passado 3 golfinhos acompanharam os atletas.
O mar estava mais mexido do que se prevê para esse ano. (Após o rola que eu tomei hoje de manhã confesso que fico receosa em ter que entrar e sair da água duas vezes.)

- Procure a boia sempre que estiver na crista da onda. (como se em algum momento dessa prova eu estaria na crista da onda!)
-Areia: prepare se! você vai ficar cheio dela (eu que estava pretendendo correr de top e shorts mudei de ideia rapidinho, ainda mais depois da "pequena" amostra que tive pela manhã. Provavelmente daqui um mês eu ainda vou tirar areia de locais que desconheço.
-Não lute contra as ondas, a força da natureza sempre será maior: Go with the flow!
-Na saída do mar tente achar o timing correto, as ondas quebram já na areia (como em Paúba) muita gente no ano passado apanhou com isso.
-Não acelere na areia pois seu batimento cardíaco irá no limite, dose, uma prova dura como essa não será o que fará a diferença.

Próximo da competição você pode não ter mais tempo para treinar, mas tem tempo para criar estratégias de competição; como hidratação, alimentação e dosar seus limites para otimizar sua performance.Boa prova à todos!



sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Hawaii - Ritual de purificação

Me chamou atenção o ritual de rejuvenescimento e purificação que estava no cronograma da competição.
_ "Rejuvenescimento? Vai que dá certo e eu saio de lá em uma categoria menos competitiva!"

Pedia se pontualidade e traje de banho; Sexta feira as 5'15 hs da matina. Aproveitando que meu organismo ainda não está adaptado as oito horas de diferença do Brasil resolvi usar isso ao meu favor.

Como uma boa brasileira sai bem em cima da hora acreditando que o local era bem próximo ao meu quarto. A lua brilhava forte no alto do céu, a noite ainda mandava era possível ouvir o mar que esbravejava a distancia. Percebi que estava no lugar errado comecei a caminhar em ritmo mais rápido mas ainda encantada com o brilho do luar que banhava os coqueiros de prata, quando um meteorito invade a atmosfera deixando seu rastro dourado; o universo me mostrava o caminho.

Ao lado da praia no escuro sobre um tapete verde de grama, um círculo de pessoas se formava todos em silencio atentos a um senhor havaiano que explicava:
"Isso não é um ritual religioso é um ritual espiritual. Pensem na pessoa que foram, na pessoa que são e na pessoa que querem ser. Pensem nos erros cometidos ontem, se ofenderam um alguém, que ação poderiam ter feito de maneira diferente. Essas impurezas serão lavadas pela água do mar."

Pediu também que invocássemos nossos antepassados, nossos anjos da guarda e pedíssemos ajuda, força."Desfaçam se de suas crenças, estamos em um ritual havaiano para vivenciar a experiência será preciso pensar como havaiano."

Era possível sentir a energia conjunta que se formava no círculo. Despi me da minha roupa e de qualquer outra crença. A roda desfez se e o grupo caminhou lado a lado até o mar.

Encarei o horizonte. Encarei o mar. Encarei meus defeitos, meu passado e meus medos. Dei um passo a frente e senti a água lavando meus tornozelos. Entrei devagar no mar, aproveitando o ritmo das ondas para me aproximar aos poucos, rejuvenescer aos poucos, sentir a água salgada levando embora as impurezas. Totalmente imersa e me sentindo nova estava pronta para voltar para a praia.

(Tive uma ajuda extra e desnecessária para um momento tão solene; tomei uma onda na cabeça que me tirou qualquer impureza extra que pudesse ter ficado e com ela quase todo meu biquini - mas voltemos ao texto.)

De volta a praia o circulo formou se novamente ouvimos mais algumas palavras e viramos todos para o leste. O sr começou um canto havaiano que invocava o nascer do sol pedindo a chance do recomeço, a chance de fazer melhor o novo dia que nascia. Nossas palmas acompanhavam ritmadas acordando o sol que mostrava seu brilho, que secou minhas lágrimas.

Retribui a experiencia com sorriso e com ele no rosto voltei para o hotel.
Em outra categoria!

Xterra Hawaii - primeiras impressões

Chegar no Havaí não foi fácil; só de avião foram 19 horas, sem contar com todas as outras em aeroportos.

Na viagem conheci Carlão, jogador de pólo aquático, corredor de aventura das antigas e campeão em sua categoria do Xterra Ilhabela. Ganhei carona ainda de pai e filho que me deixaram na porta do hotel! Obrigada dupla!

Descobri que entre os 800 atletas que competirão no domingo tem muitos brasileiros.

Hoje pela manhã fui retirar o kit da prova e montar a bike. Não demorou muito encontrei com a Bia, Andre e Marcão que estava ansiosíssimo para pedalar o percurso.




Chegou até ser engraçado os três saíram pedalando que nem foguetes, sorte que eu estava sem a marcha leve e não precisei fingir um ataque epilético para abandonar o percurso, a pane mecânica resolveu todo o meu problema! Desci com Carlão que também queria ajustar sua bike e não estava disposto a fazer o trecho todo.

A parte do percurso que fiz não tem nada de técnico, exige sim muito esforço físico porque além de subidas duras é preciso saber lidar com o calor extremamente úmido de Maiui. Os três fizeram a perna de bike em 3 horas, a Bia confirmou minhas impressões; pouco técnico porém travado, muito exigente fisicamente. "No final se prepara quando você acha que está acabando tem um single interminável."





Depois desci até a praia para analisar o tamanho da encrenca (como se já não bastasse uma) De acordo com as dicas o mar é outro inimigo dos atletas; tem muita rebentação podendo dificultar a entrada e saída da água.



Mas isso tudo é detalhe! O mais importante veio na mala; a fantasia da festa de Halloween! 
Amanhã tem clinicas das modalidades apresentadas pelos atletas de elite. 
Fiquem aí que eu conto tudo!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Conrad Stoltz dá dicas para o mundial do XTERRA!


Bem no dia que embarco para o Havaí, o quatro vezes campeão mundial do Xterra surpreendeu quando abri o email pela manhã e li respostas à toda minha ansiedade amadora:

Quantos Xterra s você correu este ano?
9 ou 10, não contei . Fiz algumas corridas de mountain bike e alguns triathlons de estrada também.

Você tem um particularmente que mais gosta?
XTERRA Itália foi incrível! Em uma pequena aldeia de montanha em Abruzzo. O percurso foi difícil e divertido ao mesmo tempo, (projetado por Nico Lebrun) a organização foi impecável e os italianos são atletas apaixonados e muito hospitaleiros.

Claro, minha esposa e eu também gostamos muito do XTERRA Brasil . Muito semelhante ao XTERRA Itália; povo hospitaleiro e apaixonante, excelente localização e boa organização. O percurso de bike na Itália era tecnicamente superior. (Serio?!)

Como é o percurso no Havaí?
A natação oceânica é espetacular. Ela pode ter uma forte rebentação - dependendo do swell . Na bicicleta e corrida tem enormes quantidades de subidas. A parte técnica da corrida é na medida certa , mas o percurso da bicicleta é peculiar –trilhas não existentes monte de encostas com grama recém-cortada.

Comparando o percurso da bike com de Ilhabela , como é ?
Ilhabela tem pouco do percurso em ruas e as subidas eram mais curtas , mas íngremes ! Com seções na floresta onde às vezes era preciso empurrar , interessante!  O percurso de mountain bike em Maui tem seções mais técnicas e curvas escorregadias. Maui é também mais úmido.

Qual seria o seu conselho para um atleta amador que vai competir no Havaí?
Dose bem! Não comece a competição cansado, porque fisicamente é um percurso muito exigente. Tente testar o percurso quando chegar e descanse nos dias que antecedem a prova.

Há muito poucas rochas neste percurso podendo deixar a pressão dos pneus bem baixa e ganhar ainda mais tração em superfícies soltas , tente um pneu mais aderente . Algo com cravos maiores. Eu estou usando o pneu Specialized Ground Control 2.3.

Tragam uma boa fantasia de Halloween! Há uma festa após a corrida e todo mundo leva isso muito a sério , então venham preparados!