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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Pico do Corisquinho!

(mais uma super aventura de uma G.O de alma)

É incrível mas quem tem sangue aventureiro não consegue olhar um pico, uma ilha sem imaginar sua conquista. Desde a primeira vez que eu fui andar pela reserva do Clubmed em Mangaratiba e me deparei com uma placa e um desenho do pico do Corisco eu não sosseguei mais.

Sem contar quando decidi que iria conquistá-lo sozinha e voltei quase 4 horas depois cheia de escoriações e mais vara-matos para o curriculum. Salva pelo meu Suunto e pelo barulho da lancha que me deu o azimute para voltar.
E a conquista? O cume da montanha errada! (Olha o mapa e detalhes dessa aventura aqui)


Mata atlântica. Quem conhece sabe o enrosco. Quem conhece sabe que com mata fechada não se brinca! Passada a experiência veio a proibição. Estava proibida de me aventurar no "quintal da minha casa de praia".
Dali em diante só o Biólogo poderia me salvar!


A área construída do Clubmed ocupa apenas 5% de seu território. Os 95% correspondem a uma incrível reserva verde da mais pura  mata atlântica.
Após muitas tentativas, conseguimos finalmente marcar com Fabiano, o biólogo que sabia o mapa da mina!

_ "Oba! Hoje vamos conquistar o Corisco?"
_ "O Corisco?" _ rebateu ele como se eu estivesse perguntando de um fantasma.
_ "Sim, o Corisco!"
_ "Não dá! O Corisco são mais de 8 horas de caminhada, hoje nós iremos até o Corisquinho."

Definido o menu do dia, não adiantava reclamar. Era encarar a aventura de conquistar primeiro o filho para quem sabe um dia conquistar o pai.
Fabiano liderava a expedição Corisquinho, seguia na frente munido de seu facão acompanhado por Curumin seu fiel escudeiro quem mais curtia a aventura disparado, logo em seguida eu e Jesus.


Entrar na mata com um biólogo tem vantagens; aprendemos nomes de aranhas, descobrimos sapos camuflados, nome de árvores centenárias, aprendemos alguns segredos do universo que sempre me traz tanta paz. Ao mesmo tempo aprendemos também os riscos que a natureza selvagem pode apresentar, mas esses para a bagagem dos corredores de aventura que vivem perdidos pelo mato talvez seja melhor nem contar.


Com quase uma hora e meia de caminhada chegamos a pedra (Veja os dados e mapa aqui.). Em um primeiro momento as nuvens escondiam a vista, mas não demorou muito e estávamos sobre o resort e sua baía.
Obrigada Fabiano por nos levar até o alto, obrigada Jesus pela companhia!


Corisquinho conquistado! Como se diz "Após conquistar o cume; continue subindo!"
Portanto é uma questão de tempo; Corisco você não me escapa!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Treinando com o Marroquino - cap. I

(A primeira cronica da série "As aventuras de uma G.O de alma)

Lá fui eu para a recepção do Clubmed. O chefe do hotel tinha me pedido que levasse um dos hóspedes para uma caminhada de montanha.

Quando chego na recepção encontro um homem extremamente bronzeado de cabelo alisado com uma faixa pink na cabeça no maior estilo Rambo, vestido com uma regata vermelha, calça verde exército e tênis daqueles com tanto amortecimento que parece que tem até salto. Como se não bastasse com caneleiras de 2 k em cada perna. Esse é Hachid, um marroquino que vive na Bélgica, aficionado em malhar procurando uma boa companhia que aguentasse seu ritmo de treino.Os eleitos e vitimas da vez; eu e Jesus (o chefe dos esportes do resort)

Num papo engajado com seu amigo Said, que trabalha no clube, Hachid ficou olhando para o meu tênis Minimus e falando um monte, perguntando onde estava minha calça, meio desacreditado que eu estava prestes a entrar em plena mata atlântica de shorts.

"Hachid aguënta." _ disse Said_ "Luli também, sei que se Hachid decidir ficar 2 horas na montanha tudo bem, agora quero ver Jesus."
Saímos os três marchando em direção a floresta.

***

A área de uso do Clubmed Rio das Pedras é apenas 5% de seu total, uma reserva enorme de mata atlântica abraça as instalações. Lá fomos nós; Hachid com suas caneleiras seguia ritmadíssimo na frente, eu logo em seguida e Jesus fechava a trilha.

Rambo em ação. Uma máquina. Para acompanhar sua marcha atlética, as vezes eu tinha que trotar:
"Nossa! Quanto tempo eu vou aguentar o ritmo do Marroquino?"_com a faca nos dentes pensava_"Nem que eu saia daqui rastejando vou levar desaforo para casa." e acompanhava seus passos freneticamente. Jesus logo em seguida, sem mostrar cansaço algum.

Do outro lado, com um toco espanta onça na mão, o rambo marroquino deveria estar pensando o mesmo; destruir os exércitos pink, liderando a marcha atlética enquanto eu continuava tendo que trotar morro acima para ficar na bota e não perder a batalha.

Saímos do nível do mar e subimos 500 metros em quatro quilômetros e quando a trilha ficou mais íngreme finalmente Hachid começou a dar sinais de cansaço e resolveu parar para se recuperar um pouco. Jesus, o juiz da batalha já tentava convencer nos a descer a montanha antes que a guerra ficasse mais séria.

Salvo pela decisão sábia Hachid nos acompanhou correndo montanha abaixo.
Fim de treino: Brasil 1, Morrocos 0.
...continua aqui