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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Desafio 12 hours New Balance

Confesso que quando me contaram que a prova da New Balance seria em esteira tive um ataque de pânico: "Correr em esteira? E agora?". Pra quem acha cinco minutos uma eternidade em cima da esteira, uma hora seria a morte.

12 horas, 12 pessoas revezando os trotes pela madrugada a fora.
"Porque não quebrar em duas de meia hora?" Ideia do Gui Pádua, o Base Jumper maratonista da equipe foi logo quebrar a uma hora em dois turnos de meia. Melhor! Assim a brincadeira ficaria mais divertida.

Meu preconceito caiu por terra quando entrei no terraço do terceiro piso do Shopping JK, o local do evento. Fim de tarde, a vista da marginal camuflada por maciços verdes de árvores decoradas  com luzinhas de Natal. As esteiras alinhadas e numeradas esperando as mais de vinte equipes que iriam encarar a balada.

Era isso! Uma balada de atleta! Com D.J, geladeiras cheias de coca-cola, água, energéticos, cerveja. buffet de comidinhas: mini hamburguers, pizzinhas, salada de frutas... arquibancada para platéia, e no lugar da pista esteiras de corrida! Ao longo das 12 horas ainda teve aulas de alongamento e danças.


Nós tínhamos uma lista pre definida com os horários, mas a medida que os atletas iam chegando ou saindo alterações foram feitas. Pronto tudo organizado só correr nos horários.


O Roni, o super atleta da New Balance já entrou na esteira para fazer pressão 18 km/h e no final de sua meia hora um sprint a 22km/h já me deixou receosa, para completar Rafaella a linda tenista da equipe mostrou que é mais corredora do que muita gente, encarando um ritmo de 14km/h nos primeiros dez minutos e também com direito a um sprint de 20km/h no minuto final. Foi nesse momento que eu queria correr. Correr dali!


O nosso "tropa de elite" Dantas também fez bonito e não pediu para sair. O guerreiro do BOPE, veio de carro do Rio de Janeiro super treinado e pronto para correr, varar a noite e ajudar a equipe.

Gui Padua, o homem cabelo verde, com o cotovelo ainda em recuperação de um acidente em um de seus saltos mostrou do que é feito ao correr forte, altamente familiarizado com o local: "Tenho 33 saltos desse prédio quando ele era apenas esqueleto."
No quesito "ecletismo" nossa equipe leva vantagem, não acham?

No começo, a prova estava bem agitada, quem corria na esteira nunca estava sozinho, tinha sempre torcida em volta. Nossas fiscais de esteira também foram muito animadas, o tempo todo incentivando e abanando.


Minha primeira meia hora foi forte e correndo na esteira não vem vento, hahaha eu nunca tinha pensado nisso! A função da equipe e torcedores de plantão era também abanar a pobre pessoa que estava suando na máquina. (Que dor na perna o que?! eu acordei no dia seguinte com os braços moídos.). 6.37 km para a primeira parte!


Com integração social com amigos, atletas das esteiras vizinhas ao som do D.J as horas passavam despercebidamente. Encontrei pessoas que eu não via à tempos, clima de confraternização de fim de ano. Obrigada Colucci pelo papo e fotos incríveis!


Após uma aula intensa de zumba com a minha colega de equipe, ogra master Vera Saporito já eram quase 3.30 da manhã, segunda meia hora de voltar para esteira. Dessa vez fui abanada e salva pelas nossas fiscais de esteira porque nossa equipe restante já estava espalhada pela balada.

Depois de quase 10 horas, correndo dançando e abanando o próximo, acabou minha pilha, tinha chegado o momento de abandonar o barco (Desculpa Ciro!) porque eu ainda tinha que voltar de bike para casa.

A última prova fecha o ano com chave de ouro.
Obrigada equipe Gui Pádua, Guilherme, Helô, Sabinne, Dantas, Roni, Rozi, Vera, Marcelo, Ciro, Rafa! Obrigada New Balance!
Bora treinar!


Fotos Colucci / Blog & Run
Passa aqui na fan page dele que tem mais fotos

domingo, 14 de dezembro de 2014

Atravecity "Dois em um"


O Atravecity é uma mutação, não existe uma prova como a outra, pode um dia acordar gincana e no outro uma corrida alucinada. Sexta feira de chuva, sem luz, ruas alagadas, trânsito caótico as condições não deixavam dúvidas.

Com a chuva meus parceiros de açúcar me abandonaram, como isso não costuma ser um problema (sempre duplas se formam na concentração) fui para a largada com fé! 
À luz de velas o burburinho dos corajosos chegando se misturava com o barulho da água vinda dos céus.

Zé Mario, era o meu mais novo parceiro. Um artista que fábrica peças em couro customizadas artesanalmente (selins, manoplas, malas) para bikes. (Fan page da Sem raça definida aqui).
Atravecity Duas em uma, equipe Pink Dog inscrita.

A primeira era em dupla: a equipe deveria achar 5 PC's que ficavam próximos à largada, deveriam seguir a ordem dos PC's. Na segunda a dupla se separava em busca de mais 3 pontos, cada um por si.



***

Endereços para mim desconhecidos, apesar de conhecer bem o bairro.
O Zé já começou abuscá los no celular. Foi difícil se entender com o aparelho, e várias vezes a espertinha aqui resolvia dar palpite e sempre escolhia a direção errada.

Pedalando por ruas escuras e molhadas, meu ritmo era mais devagar do que o do meu parceiro, mas a sinergia estava boa; estávamos nos divertindo para achar os 5 primeiros endereços, nossa classificação variava entre 4o e 6o lugar.

Na Praça Panamericana chegamos em 4o nas duplas. Hora da separação.
_ "Ze, eu não quero te segurar, você é muito forte e tem condições de recuperar muitas posições, vai embora!"
Sem muita certeza o meu parceiro saiu no sprint na busca solo pelos próximos pontos.

***

A segunda parte ligava Praça Panamericana, Obelisco perto do Ibirapuera e Masp na Avenida Paulista. Ótimo passeio para aproveitar o clima natalino e apreciar a rua enfeitada. A quilometragem era longa, mas dessa vez pelo menos eu sabia o caminho e não precisaria de ajuda externa, só pedalar e curtir!

Com menos de duas horas de prova voltei para base em quinto da solo. O Ze chegou em segundo!
A premiação sempre surpreende, telas de Marcelo Siqueira "Cidade e Bike" ilustram as mais lindas pinturas, o espírito Atravecity; mesmo em meio ao caos é possível a mistura dos personagens.



Obrigada Tom, Becca e todos os staffs por mais essa!
Quer mais sobre as Atravecity s anteriores? veja aqui


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Relato de prova NEW BALANCE EXCELLENT SERIES

Imagine uma competição de corrida em que a largada não é tumultuada, em que não tem fila para retirar o chip ou guardar a bolsa. Em que a maca de massagem está livre. Imagine uma competição de corrida de rua em que todos os inscritos não correm, voam! Essa é New Balance Excellence Series, um desafio de 15 quilômetros que para fazer parte é preciso ter índice.

O clima era esse quando cheguei ao Jockey club pedalando: uma arena de primeira linha montada esperava os privilegiados atletas. Colucci, Vera, Lu...Encontrei vários amigos e a ansiedade pré corrida ficou de lado esquecida.

New Balance gringa representada por Kristen e outra americana, New Balance Brasil em peso, a primeira competição no Brasil com o nome da marca estava nascendo, ninguém queria ficar de fora, muito menos eu.

Quinze quilômetros seria uma boa prova para entrar na linha e treinar para a meia maratona da Disney que está logo aí. A minha meta era 1h15, um pace de 5min o quilometro. Com certa confiança de que poderia sim ficar nela, afinal depois dos treinos com o marroquino (leia aqui) eu tinha adquirido super poderes.

Largada. Lá fui eu mais uma vez para o plano tosco* (*larga para a morte e torce para cair depois do pórtico), o Ciro que não me escute, ele vive me dando dicas para me por na linha mas minha razão abre espaço para o coração e saio correndo como se fosse correr apenas poucos metros.

O dia prometia calor, ciente do tempo que tinha pela frente já larguei sem camiseta. No começo não tinha dificuldade em manter um ritmo rápido. Experiência nova; numa competição normal estava num ritmo de pelotão da frente, ali tinha que brigar para não ser das últimas.

Atravessando a ponte passei uma menina que mantinha um pace muito parecido com o meu, usando meia de compressão de oncinha: muito estilo! (congela a imagem).

Chegando a praça panamericana, antes da metade do percurso avisto Kirsten, me sentindo na obrigação de ultrapassar e mostrar que me comportei bem no ano acelerei. Dei um sorriso e segui, confiante por fora, por dentro eu estava rezando para não morrer ali na frente da chefe New Balance.

Plano tosco costuma funcionar para mim, tá certo que eu começo a dar sinais de morte precoce antes de cruzar o pórtico, mas a luta é sempre essa. 
“Cai depois, cai depois!”

“Luli você faz tudo errado!” _esse era o Ciro versão imaginaria me alertando.
Meia volta no Vila Lobos e quando chego novamente na praça panamericana  para minha surpresa  o percurso segue reto:
 “Serio? Não brinca que não iremos atravessar a ponte de volta agora.”
Essa esticada de caminho foi uma luta psicológica. Ninguém mandou não estudar o percurso!

Acompanhava o pace no meu Suunto e o ritmo diminuía, mas que raio de estratégia era essa? Então voltei a musica, comecei a prestar atenção na letra, olhar as árvores, sentir a energia dos atletas que compartilhavam uma manhã incrível. Na curtição não demorou muito e logo estava no quilometro final.

Nessa reta a menina da meia de oncinha (descongela a imagem) me passa como um tiro e um pouco a frente para, olha para trás como se estivesse procurando alguém: 
“Vim te buscar!”
“Serio?” com um sorriso no rosto acelerei buscando forças que tinham se esgotado para acompanhar o ritmo de voo de minha nova amiga Gabi, e lado a lado a corrida chegou ao fim.

Um minuto e treze segundos mais rápida que minha meta, cruzei o pórtico comovida.

Parabéns New Balance pela organização de uma competição tão top e diferenciada. Tenho orgulho em fazer parte desse time!
Obrigada Gabi pelo resgate e doação de energia extra!


Que venha logo a próxima! Life is good!


domingo, 11 de dezembro de 2011

Atravecity - Passando batido na hora do rush!


Mais um ano de Atravecity, a Alleycat mais tradicional da cidade de São Paulo. Lá vamos nós para décima edição.


"Diabo veste Pink". Tá certo o nome é um pouco agressivo, mas combinava perfeitamente com a hora do rush e a chuva que castigava a cidade sem dó. Devidamente inscrita e com a equipe base Daniel Brasil, que seria meu informante e me passaria o melhor caminho a ser percorrido. Quatro PCs que seriam anunciados segundos antes da largada.


A chuva gerou desistencias. "Eita povo de açucar, viu?!" Uns não vieram porque São paulo parou! (Ninguém mandou andar de carro!)
Bravos e corajosos estavam presentes. Se juntou uma turma altíssimo astral, bike courriers, ciclistas e amantes da cultura. Bora! Queremos largar!


"Ei me dá meu papelzinho ai! Eu também quero saber!"
Segredo que Tom Cox o organizador e idealizador guarda sempre as sete chaves finalmente revelado: "Pça charles Miller, Pça Cívica (socorro aonde fica isso?) Pça Panamericana e entrada principal do Parque Villa Lobos."
"Alo Daniel?! Pra onde eu vou?"
Demorou um pouco para eu me entender com o meu apoio base que ia me passando as coordenadas pelo fone do celular, enquanto eu pedalava.


"Isso segue nessa rua que já já ela muda de nome e vai se chamar Caiubi"
"Caiubi??? Meu Deus Daniel você me mandou para a maior subida de São Paulo!"
O traçado em linha reta do Google maps poderia não ser uma boa estratégia, o caminho era mais curto mas a gente não pensou que podia cruzar com subidas intermináveis.
"Tá valendo!"


Foi muito divertido correr com o apoio acompanhando as pedaladas e passando as informações. Atravecity é uma prova muito rápida; estratégia, sorte e conhecer bem a cidade, isso muitas vezes vale mais que a força.


Vinte e dois quilometros depois, estava eu colocando meu último anel no bastão. Fui a segunda mulher e a penultima competidora, talvez porque o pneu da última furou logo na largada, mas "O que interessa é competir!" Não é o que diz o ditado?


"E viva as mulheres que não são de açucaaaar!!!"
...e alguém mais grita: "Mas são docinhaaaas!"


Seis incríveis telas de ruas e avenidas famosas da cidade de São paulo foram pintadas por Marcelo Siqueira e premiaram os 3 primeiros da categoria masculina e feminina. O dinheiro das inscrições é totalmente revertido para premiação. Como se fosse um bolão entre amigos, todos casam a grana, e os vencedores levam.


Com esse espírito, numa oficina de bikes reservada na Vila Madalena, termina o Atravecity.

Deixo meus agradecimentos a organização e PCs que tomaram muita chuva esperando cada um passar, a Rebecca Nogueira pelo registro e incríveis fotos, e um especial ao minha equipe base Daniel Brasil, sem você eu estaria procurando a praça Cívica até agora. Valeu!

Ano que vem tem mais!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Meia Maratona Golden Four!

Na quinta feira reparei que o meu treino do domingo seria correr 21 km. No sábado a New Balance, meu patrocinador, me deu uma forcinha para transformar o treino em prova e rapidinho já tinha o meu kit para competir.

No domingo lá fui eu como mídia para a largada Elite B, com o Evandro da Fünf, que aguentou correr a prova com duas cameras, uma em cada mão.
Sem contar a incrível caroninha que peguei de volta para o meu carro com a Deka e o Cássio. Thank you!

Tudo encaixou perfeito; o domingo foi cheio de amigos e muita diversão. 1h48'41.
O que poderia ser um treino monótono virou uma festa!

domingo, 8 de maio de 2011

Fila NIGHT RUN 10k!


Correr 10km a noite já é um pouco mais aventura do que uma prova diurna. Mas ainda dava para incrementar mais um pouco a brincadeira.

Fazendo um histórico de corridas de rua cheguei à brilhante conclusão que comecei tudo pelo final! Minha primeira prova foi uma maratona, depois fui para meia, 10 milhas no mês passado e agora a minha estréia numa prova de 10k!

A largada da prova era na frente do campo de marte, o folhetinho incentivava a chegada de taxi ou metro. Considerando que o metro fica perto da minha casa e a brilhante idéia do meu irmão “Vai com a aro 14” (eu tenho uma mini bike dobrável ainda menor do que as que tem por ai) lá fui eu pedalando até a estação Vila Madalena e depois da Santana até a largada.
A minha bike ficou feliz da vida me esperando no guarda volumes da prova.

Eu queria muito encontrar meus companheiros da New Balance, mas naquela muvuca parecia ser uma missão impossível.

Larguei no pelotão da frente (na báia de previsão de tempo abaixo dos 55min) pra variar eu saí em disparada fazendo ultrapassagens pela calçada, e assim segui até a adrenalina baixar um pouco, e eu cansar também...

Começo me corrigir “Porque eu corro tão saltitante? Foca Luciana, tenta ficar mais no chão.” Isso era o quilometro 4 aonde eu já tinha abaixado meu ritmo. De repente sinto uma mão nas minhas costas. “Jullian!!!” (meu “boss” da NB)
Ele logo fala: “Você ta saltando muito! Vai. Acelera isso, cola aí atrás!”

Do quilometro 4 ao 6 eu consegui ficar no ritmo dele. Me deu certo conforto segui-lo, aquela coisa de corredora de aventura, sabe? Acho que acostumei sempre estar tentando colar nos meninos da minha equipe.
Ouvia a musica e repetia as passadas, mas não consegui manter e fui vendo Jullian sumir a distância. Fiquei eu de novo com a minha briga interna.

Fechei a prova em 48’52. Em 33º entre as 1.117 mulheres e 11º na categoria.

Eu ainda não descobri a melhor estratégia, sou uma novata nas corridas de rua. Uma coisa é certa; tenho que sair mais devagar e ser menos saltitante, essa minha postura ainda é nada geneticamente instintiva, levo a vida pulando...de felicidade!
E você?
Bora correr?

Obrigada New Balance por proporcionar uma incrível experiência. Jullian pelo estímulo durante a prova!

Deixo aqui os parabéns para meus colegas e atletas da NB; o Ronicesse que levou Primeiro lugar na prova de 5km. E a Vera Saporito que nos 10k ficou em 6º entre as mulheres e 1º em sua categoria!

Let's make excellent happen!