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terça-feira, 7 de maio de 2013

Foto-relato das aventuras na Ilha do Araújo!


Da varanda da casa era possível ver que o dia ensolarado prometia...


Saímos para explorar o oceano que nos rodeia. Em um caiaque duplo eu ia na frente e o Diogo remava (cair de skate tem suas vantagens!) Igor e Marina acompanhavam em caiaques simples. A primeira parada foi na praia transparente da Ilha Comprida...


... a segunda, mais vários quilômetros depois, foi na ponta grossa...


...para almoçar no restaurante Catimbau.


Pedimos as tradicionais "lulinhas fritas"! 
Difícil foi remar (para eles) de volta à "nossa" Ilha.


Domingo foi dia de correr e explorar a terra firme. 
Ilhados poderíamos estar sem opção, mas não! O caminho de 3 quilômetros que contorna a Ilha é provavelmente a trilha mais variada que conheço em tão curta distancia:


tem caminhos estreitos, quase secretos...


...areia, terra, lama, piso, subidas e descidas, e praia linda!


De beleza humilde e brasileira.




Que por vezes beira o mar...


...e por outras embrenha se na abundante mata atlântica.


Sobe por escadas intermináveis...


...e mais escadas até que...


...colhem se os frutos! Eeeh Brasilzão!




O fim de semana termina com mais um brinde à Dani e muitas lulinhas fritas!

Dani, obrigada pela hospedagem cinco estrelas. Marina, Igor, Diogo pela companhia!
LIFE IS GOOD!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

O "roubo"dos caiaques - Aventuras de um final de semana na Ilha do Araújo


Lá fomos nós para a Ilha do Araújo, Diogo, Igor, Marina e eu. Minha amiga Dani, dona do paraíso tropical localizado na segunda maior ilha de Paraty, não usaria a casa no final de semana e gentilmente emprestou para a turma da aventura.

Para chegar na Ilha é preciso fazer uma pequena travessia. Quando o telefone do encarregado do barco não respondeu, começamos imaginar que a nossa aventura seria precoce.

"E agora como chegar na Ilha?"


Mas a angústia não durou muito. Na marina onde estacionamos o carro deparamos com dois caiaques duplos "dando sopa" e nós com três remos nas mãos! Idéias, especulações, risadas e euforia: "Vamos roubar os caiaques!"

Mais que depressa colocamos as embarcações na água e enquanto os meninos remavam, Marina e eu íamos  na frente nos equilibrando com as malas no colo.

Quando deixamos as luzes do pier para trás nos envolvemos com o céu negro estrelado, fez todo o sentido o Adailton não ter atendido o telefone. O mar estava um espelho e a madrugada silenciosa. A ilha crescia à medida que nos aproximávamos a escuridão densa da mata atlântica nos recebia.
Terra firme! O final de semana prometia.

(Calma! Os caiaques foram devolvidos. Na mesma madrugada, após a travessia Igor e Diogo voltaram remando um dos caiaques da Ilha e deixaram os dois caiaques "roubados"de volta na marina.)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A volta à ILHA GRANDE - segunda parte (2/2)


Quarenta quilômetros do segundo dia aparentemente seriam em um dia com mais possibilidades de chuva, mas São Pedro estava curtindo o nosso passeio. Após deixar a praia Parnaioca para trás e dar adeus para a Dona Janete seguimos para a próxima parada Aventureiro, mais uma praia de águas cristalinas, agora um pouco mais povoada. Aproveitamos para reforçar o café da manhã e tomar forças para atravessar a parte mais perigosa da Ilha: A ponta do Drago!

À distancia era possível ver onde o mar ficava alterado. Um pouco antes certificamo nos que as saias dos caiaques estavam bem colocadas e coletes afivelados, era hora de encarar o Dragão.

Apesar de altas, as ondas entravam no mesmo sentido: mais fácil equilibrar o caiaque.
Logo quando entramos no mar agitado eu já comecei a gritar, me deliciando com a adrenalina e aventura de remar em um mar bravo. Me sentia segura; além de ter 4 marmanjos a minha volta, sabia que o trecho de mar revolto não seria nada muito além de 1 quilometro, então era hora de curtir o desafio!

O Diogo mudo. "Diogo você está tenso?"
Meu companheiro de embarcação não estava se divertindo como eu, talvez porque na ultima expedição que fez o caiaque virou 5 vezes.

Havia horas que o caiaque batia tão forte na queda contra as ondas que parecia que ia quebrar ao meio.
Os meus gritos transformaram se numa cantoria conjunta:
"Poe a mão na mão do meu Senhor, que acalma o mar, que acalma o mar..."
O lobo do mar e a dupla dinâmica Vit e Marcelo remavam na frente a abriram uma boa vantagem. Mas depois que todos passaram a ponta comemoramos e vibramos:
"Vencemos o Drago e o melhor; a diversão foi na medida!"

Pulamos a parada seguinte porque o mar estava bem batido, achamos que seria melhor contornar a ponta leste da ilha e irmos direto para a praia vermelha.
Na praia vermelha uma parada deliciosa para o almoço: "Lula frita!"
Claro que o tcheco pediu uma cervejinha para não quebrar a tradição.

O tempo ruim só chegou na ultima meia hora do dia, quando nós já remávamos sentido a praia Bananal (local aonde 3 anos atrás houve o deslizamento de terra) O Capitão Baiacu resolveu dar uma estendida no remo, pois os quase 40 k eram pouca quilometragem para o seu dia. Enquanto isso, nós curtimos um banho quente e um happy hour em uma varanda com vista do final de tarde chuvosa sobre o mar.


A pousada da Satiko tem um chuveiro melhor do que o de casa. Sem contar a comida, o nhoque caseiro que teve de jantar e o bolo de chocolate no café da manhã! Tudo deliciosamente valorizado.

O terceiro e ultimo dia foi um passeio final para fechar a volta. Aproveitando as partes belas da ilha fomos até o Saco do céu e lá comemos a ultima lula frita da nossa expedição.


Assim terminou o feriado com 106 k de canoagem, quase 16 horas de remo, várias porcões de lula frita, praias paradisíacas, natureza selvagem e amizades fortalecidas. Aventura perfeita!
Agora já estamos sonhando com a próxima!

Obrigada Zé Alfaia,Vit, Marcelo e Diogo foi divino compartilhar a aventura! Quero mais!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

EXPEDIÇÃO Volta a ILHA GRANDE - primeira parte


A volta a remo à Ilha Grande começou muito antes de quinta feira. Diferentemente das expedições de bicicleta que exigem (em minha opinião e gosto) pouca programação, uma aventura no mar exige planejamento, responsabilidade e sorte.

Planejamento e responsabilidade porque com a natureza não se brinca, muito menos com mar e sorte porque São Pedro tem que estar disposto a fazer parte da aventura. Depois da nossa expedição cheguei à conclusão que São Pedro é canoísta.

Encabeçaram o planejamento de ataque Zé Alfaia, Caco e Vit : analisando as condições do tempo, mar, marés e ventos. Estudaram detalhadamente qual seria a melhor rota, as melhores paradas e distancias de remadas por dia. Na logística Vit e Diogo definiram como os caiaques oceânicos chegariam até a praia e reservaram pousadas na Ilha Grande.


Sexta feira 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, 8.30 h da manhã  José Alfaia, Vit, Marcelo, Diogo e eu estávamos bem longe da nossa capital, na praia de Guaratucaia, Angra, colocando os caíques na água (modalidade # 18 / 365: caiaque oceânico) . Um dia ensolarado com mar calmo e ânimos a flor da pele.

O primeiro trecho de 14 km foi uma travessia tranquila até a primeira parada na praia de Palmas. Após duas horas de remo era bom dar uma reabastecida: açaí! Parada foi relativamente rápida e logo seguimos para mais 13 km de remo com destino a Lopes Mendes, uma praia muito comprida de areia branca. Paramos no canto da praia para o “almoço”, comidinhas que trazíamos nas nossas embarcações.


Depois de mais 4,5 k paramos numa das praias que eu mais gostei Cachadaço; uma praia pequenina de água cristalina, completamente escondida pela geografia costeira. Enquanto o Vit mergulhava com sua máscara, Diogo e eu escalávamos as pedras que protegem a praia para ter uma vista aérea do paraíso. Como esse Brasil é lindo!

Hora do trecho final; mais 13,5 k até Parnaioca a última parada do dia, já situada do outro lado da ilha.
Quando ficou definido quem realmente iria participar da aventura fiquei meio apreensiva: o fato de ser a única mulher e poder ser literalmente a ancora da expedição era algo que não me agradava.

Foram dois caiaques duplos Vit e Marcelo, Diogo e eu, e um simples Zé Alfaia (vulgo lobo do mar, ou capitão baiacu) que dispensa apresentações para os remadores de plantão. Zé remou 45 k na raia da USP para treinar para a volta a ilha, sem comentários! Conhece todo o litoral norte por onde já se aventurou com seu caiaque e tem mais historia para contar que qualquer pescador. Mesmo com essa turma de peso, ou melhor, de braço, o nosso caiaque vermelho se comportou bem. Diogo, você que remou sozinho?


Tudo isso para contar para vocês que a ultima perna do primeiro dia foi muito sofrida: o sol nos castigando o dia todo começou a minar minhas forças. Na hora que o Diogo pediu para parar para jogar água na cabeça, eu não tive dúvidas; pulei na água porque o meu radiador também tinha superaquecido. O acumulo de horas remadas já estava pesando no movimento dos braços e a ponta da entrada da praia parecia ficar cada minuto mais longe.

Ai você me pergunta: Mas pra que? Pra que remar durante 7 horas num dia? Não podia remar metade?
 E eu te conto:
O sofrimento nos torna conscientes dos pequenos prazeres da vida.


 Aquele arroz com batata e frango que você come sem dar valor, vira uma refeição desejada e prazerosa. Não eu não estou falando de um restaurante cinco estrelas, ou talvez esteja porque a pousada humilde de Dona Janete, após 9 horas no mar, transformou se no melhor hotel do mundo.

Estar numa praia extensa e deserta sentada num balanço perto de quatro amigos tomando uma Coca-Cola e ouvindo o silencio ser interrompido apenas pelas ondas do mar é algo que me faria feliz, mas o esforço desprendido durante o dia potencializa a vivência e num momento em que o sorriso já não sai do meu rosto, meus olhos encheram de água! Flash!

...to be continued...

Quer ver mais expedições de caiaque?
-Volta à Ilhabela
-Rio Douro (Miranda do Douro à Régua)

domingo, 23 de dezembro de 2012

Adventure Camp -Video de uma prova divertida!

A última competição do ano foi em ritmo de confraternização!
Disputa saudável, muitas risadas e diversão!
Como diz a Dri: "Eu amo ter amigos!"


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

ADVENTURE CAMP - praia da Baleia

Equipe Flower People no maior estilo Gangnam Style!

fotos Tulasi Cervenka
 
Algumas equipes cor de rosa começam tradicionamente numa mesa "de bar" numa conversa tímida que toma proporção e animo e concretiza se em algo mais divertido que a própria imaginação.

Maurício Cervenka recém aterrisado de sua temporada sabática na gringolandia amigo de Gustavo Thomaz, seu companheiro de Cape Epic e nosso companheiro de 21k na Ilha do mel, juntos com a dupla Flower People; Dri e eu. Pronto equipe cor de rosa formada!

Não foi fácil convencer os meninos a usarem as calças cor de rosa, mas talvez as risadas da véspera foram uma prévia do que seria corrermos uniformizados. Com ajuda externa (obrigada Gambá!) de quebra ainda conseguimos camisetas quase cor de rosa para completar o visual!


Largada de duck! Mesmo com um sprint absoluto da equipe, conseguimos escolher um duck que estava com a bóia direita totalmente murcha, e a medida que passava o tempo mais água entrava na nossa embarcação.

Na virada para a praia vizinha conseguimos convencer o staff que fazia o balizamento a trocar de duck com a gente! Santa idéia! Rapidamente estávamos remando com força total e recuperando posições perdidas.

Remar tá cada dia mais dificil (será isso falta de treino?!) Na praia a Dri parou para apartar uma briga feia entre dois cachorros. Vou te dizer, um deles tomou tanta remada que resolveu parar de morder o outro! De volta a prova fomos correndo em direção a costeira.

Gole de Redbull e incentivo da Elaine que corria na categoria solo. Mulherada em peso no Adventure Camp! A conversa durou pouco logo a Dri e eu éramos empurradas pelos meninos da equipe. Bora!


A costeira para mim foi a experiência mais prazerosa da prova, me fez lembrar porque competimos aventura. Experiências desafiadoras nos tiram da rotina!

Primeira bobeada da prova, eu perdi uma virada e ao invés de seguir a costeira subimos um escadão e fomos dar numa casa. Ops!
De volta as pedras. "Espera entrar no trekking que a gente recupera!"

O l e o d u t o, o perrengue de prova em praia normalmente tem esse nome. Toca a subir com um incentivo extra do Gambá na entrada da subida:
"Vocês vão subir!" dizia ele com gosto sabendo a inclinação da montanha que vinha pela frente.

Trekking ligeiro e após uma transição um tanto lenta para nos reabastecermos bem de água, logo estávamos na bike. Enquanto o Mau navegava, o Gustavo empurrava "as meninas" e a bóia na cintura da Dri ia apitando o tempo todo! Seguíamos num ritmo bom.

Larga a bike e segue para mais um trekking. "Ei vamos trocar a sapatilha?"
E na pressa a equipe optou em fazer o trecho sem tenis mesmo. Uma trilha no meio da mata que nos levava até uma cachoeira, e de sapatilha, fala sério! O mergulho na água gelada valeu o esforço.

De volta as bikes, agora trecho final. E foi bem nesse trecho final que conseguimos nos perder e conosco algumas posições...Argh! Faz parte!

Sob o sol de um domingo ensolarado regado a risadas e selado pela amizade cruzamos o pórtico de chegada na praia da Baleia! Segundo lugar na categoria aventura.


Obrigada Maurício, Gustavo e Dri. Equipe redonda, forte e alto astral! Que 2013 seja feito de muitas outras como essa! Mana, com você a diversão é sempre dobrada!


Aproveito a última competição do ano para agradecer de coração todos os meus patrocinadores de 2012: Sigavaris Sports, Suunto, New Balance, Hope, Neaf, Cofides, Flor e Trapo.
Tom Cox, meu brother mecânico top que cuida das minhas bikes.
Vocês tornam muitas aventuras possíveis e a vida mais divertida!
Acreditar no esporte, não é vender um produto e sim qualidade de vida!

Que venha 2013! Life is Good!

domingo, 5 de agosto de 2012

TETRATLON CHAPELCO relato da prova


A previsão que eu tinha feito das horas de prova, diminuiu após o briefing na véspera; percebi que o mountain bike seria bem mais fácil do que havia previsto, em compensação o esqui teria muito mais subida do que tínhamos testado. Na lógica corredor de aventura quanto pior melhor, talvez a dificuldade extra do esqui pudesse contar a favor. Agora era tentar descansar para encarar 15 km de esqui, 55 km de bike, 10 km de canoagem e 15 km de corrida de montanha; TETRATLON CHAPELCO 2012.


Fomos até o cerro Chapelco, a montanha de esqui onde seria a largada da prova. Fui com Laura minha amiga argentina e Hugo, seu namorado que também correu a prova. Após deixarmos as bikes na área de transição a gondola nos levava até o meio da montanha onde estava o pórtico de largada.


Poucos minutos antes do disparo um atleta me pergunta qual era a melhor modalidade:
_ "Todas são parecidas." _ analise que já tinha feito com meus botões: "Esqui - checked, bike sem muito esforço terá uma média boa - checked, caiaque sem vento - checked, corrida final - checked" Agora era ver como isso funcionaria na prática.


Foi dada a largada.


A primeira subida já conhecia, começava íngrime abrandava bastante e depois ficava assassina. Carregar os esquis exige tecnica; com uma mão segura se os esquis apoiados no ombro com encaixes para trás e um dos poles, o outro segue na mão livre para ajudar na escalada. O mais importante é a pisada; deve se cravar com força o bico da bota na neve, para que ela trave. É um teste que põe a prova a panturrilha, porque a escalada é feita na ponta dos pés.  Por incrível que pareça nem todos dominavam a técnica, ou não aguentavam mutilar suas panturrilhas. 
Percebi que levava vantagem em relação a maioria; era hora de atacar.


Desconsiderando algumas raras exceções é impossível subir correndo, o segredo é ir ritmado e não parar.
Algo que eu me contaria se já tivesse feito a prova: "Treine a transição, treine desencaixar o esqui do pé coloca lo nas costas e vice versa!" Eficiência que gerava vantagem.
No final da escalada o ventinho ao deslisar pista abaixo teve prazer extra. Desci numa velocidade que provavelmente não desceria fora de prova, tomando cuidado para não passar as curvas, havia muito gelo na pista.


O prazer durou pouco logo estava com os esquis nas costas novamente escalando até o primeiro esqui lift. Na afobação de não perder a cadeira que saía, me enrosquei com dois competidores e depois que saímos do chão é que resolvemos desfazer o nó dos esquis.O lift nos garantia 5 minutos de descanso, hora de aproveitar e comer. No topo da montanha era possível ver o soberano vulcão Lanin coberto de neve. A paisagem era estonteante, meus olhos encheram d´água.


Depois disso ainda tiveram 3 ascensões a pé mais 2 lifts e várias descidas. Com menos de 1.40h estava na base da montanha para a troca de modalidade. Vamos para a bike!


Os 55 quilômetros de bike foram fáceis; os primeiros 20 km eram um downhill até a cidade com a maior parte em asfalto. Fui salva algumas vezes por competidores que me davam vácuo deixando a descida mais rápida e com menos esforço. Depois subia se 350 m de desnível em uma estrada de terra com uma vista incrível e tornava se a descer em uma volta de 18 quilômetros que deveria ser feita duas vezes. 



O Tetratlon é uma competição muito tradicional em San Martin de los Andes, por todo o percurso tem muitos espectadores que torcem "Bamo, Bamo!" o tempo todo. Incentivo extra, não só para seguir, como também para continuar sorrindo. Final da bike em frente do lago Lácar. Com 56 km rodados e média de 21,8 estava pronta para entrar na água.


Aqui é preciso ser feito um ajuste e conversão; eu me considerava razoável na canoagem (razoável tipo nota 6) mas cruzando a fronteira a nota 6 do Brasil vira nota 2 na Argentina. Eu devia ter lido os sinais:
- 450 caiaques, menos de 20 eram alugados.
- Atletas remando sem luva (nunca confie num atleta que não usa luvas com zero grau).


Quando entrei na água estava me sentindo bem na competição estava no bloco da frente entre as mulheres. No trecho de remo eu poderia descobrir quantas tinham na minha frente e qual era a diferença de tempo que tinha para elas. 
Nas corridas de aventura normalmente os trechos de canoagem são os que eu mais gosto porque é onde se curte mais o visual. Certo.


Dez quilômetros de canoagem, cinco para ir e cinco para voltar.Como eu fui ultrapassada! A primeira atleta passou voltando quando eu estava perto do quilômetro 3 / 4, ai comecei a contar. Percebi que não estava tão bem como imaginava e a cada minuto que passada piorava. Desconsiderando as que estavam a minha frente, ainda fui ultrapassada por 10 mulheres na água, isso sem contar os caiaques das equipes duplas.

O remo se tornou uma tortura além do esforço que fazia meu psicológico ficava abalado. Lembrava a pergunta do meu "amigo" antes de largar, se soubesse teria lhe dito:
"Olha vou te falar, no esqui, bike e corrida eu me garanto, agora no caiaque, meu amigo, eu não sei remar!"
E todas as remadas na raia da USP? Todos os trechos de caiaque em provas de aventura? Eu até fiz uma maratona de 55 km de remo na Bahia...NADA! Esquece se você acha que rema bem, jamais cruze a fronteira!
Água gelada para os meus ânimos.
Luciana para Luciana:
_ "Está louca? Você está num lugar maravilhoso, um dia de sol incrível valorizado pela beleza patagônica, aproveita essas 10 que te passaram e corre literalmente atrás!"


Arranquei a bandeira do Brasil do caiaque com punho fechado partindo para a corrida. Agora vai!

Já na cidade passei a primeira mulher e quando começou a subir avistei a próxima. O trecho de corrida trazia um visual completamente diferente do que havia visto nas outras modalidades. No meio de um bosque o silencio reinava, árvores sem folhas, tom marrom de inverno predominante, uma paz e tranquilidade saciantes, trilhas estreitas cheias de folhas secas no chão.


A ascensão era forte com trechos com até 45% de aclive. Tentando correr o tempo todo segui, pensando que o trecho servia de treino para a competição de setembro. Pensando no Caco, meu treinador; "Vai Lulis alcança a próxima!".
"Duas juntas que maravilha!"
_ "Permisso!" _ passei ventando a 6ª e a 7ª. Faltavam quatro quilômetros, agora na descida tinha que aproveitar a vantagem da aventura enquanto ainda estávamos em trilhas. Mas a 7ª ultrapassada colou no meu cangote e segui pelo menos quilômetro ouvindo sua respiração. Quando avistamos mais uma, fiz sinal com a mão de avanço e seguimos em silêncio para mais um ataque. Juntas passamos a que seria a 8ª, mas sofri a investida da minha rival parceira, e até final da prova batalhei para segurar a posição.


Na avenida principal de San Martin de los Andes com 7h 38 terminei a 26ª  edição do TETRATLON CHAPELCO e a minha primeira, maravilhada com a paisagem local, recepção de um povo querido e realizada com a experiência. 
Em 6° lugar na categoria e 16° entre as mulheres.


Agradeço aos meus patrocinadores Sigvaris Sports, Suunto, New Balance. 
Obrigada especial à Laura e Hugo por todo o carinho, ajuda, amizade e hospitalidade nessa terra maravilhosa.
Agora é descansar e cruzar a fronteira para voltar a remar bem novamente!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

TETRATLON CHAPELCO véspera de prova!


Ontem fui testar o caiaque para ver se estava alinhado para a prova, estava um vento e um frio que por um momento eu pensei em desencanar, mas depois que entrei na água fiquei feliz por ter completado uma etapa do processo. A perna de remo da prova terá 10 k no lago Lácar.


O Lago Lácar é um lago de origem glacial na província de Neuquén, Argentina. Fica na cordilheira dos Andes, a 630 m de altitude. Tem área de 55 km² e profundidade média de 167 m, e máxima de 277 m. A área circundante é muito pouco habitada, exceto a pequena cidade de San Martín de los Andes, na sua costa nordeste.



Caiaque testado! Hoje na véspera da prova é possível deixa lo já na praia na área de transição, junto a ele o equipamento que será utilizado na água e depois na corrida. A roupa é algo que tem me deixado insegura porque eu sou calorenta e não sei como o meu corpo vai se comportar numa situação tão fria. Estou aproveitando os dias que antecedem a prova para fazer algumas experiências.




Antes de entrar na área de transição a Marinha checa um a um para ver se as embarcações estão de acordo com as exigências, e ainda conferem o neoprene (item obrigatório) dos atletas.


Pensando em quase 450 caiaques, os espaços delimitados para cada são incrivelmente organizados. Alguns tem a sorte de ter seus lugares mais próximos ao lago. Poxa! ainda acho que deveriam deixar as mulheres mais perto da água, malditas feministas, aqui também os direitos são iguais.



Sempre tem aqueles corredores com uma "tecnologia" mais avançada. Essa turma prendeu uns caixotes a grade, deixando tudo necessário para uma rápida transição.

A tarde fui testar a bike, saí para uma voltinha com minha amiga local Laura! A noite será o briefing e o jantar de massas. 
Amanhá a largada é as 10 hs no Cerro Chapelco. Fiquem ai!