Um final de semana antes da Geo Raid, rolou a maratona do Vale do Vouga.
Aqui, a cobertura da prova pela tv portuguesa, com direito a uma entrevista minha no final da reportagem!
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terça-feira, 20 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
2o lugar na maratona VALE DO VOUGA!
O dia já começou bem hoje; logo cedo recebi um email do Alfredo da equipe Rocky Mountain Portugal me avisando que meu segundo lugar na maratona do Vale do Vouga, alem de um troféu me rendeu também uma Suspensão SR Suntour EPICON.
Life is good! Bom dia a todos!
Life is good! Bom dia a todos!
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Maratona Vale do Vouga RELATO
foto Andreia Moço
Nenhuma brisa se manifestava na largada da maratona do Vale de Vouga. E o sol já anunciava a TOSTA...
1200 atletas prontos para largar, e nada prontos para o calor que estava por vir!
O Sergio disse que faria a prova comigo, eu achei ótimo! Fazer a prova em dupla é ter alguém para conversar e dividir a diversão. Nós primeiros quilômetros eu já me preocupava “Sergio cadê você?” ele vinha sempre atrás, de guarda costas :-)
“Lu não se preocupe comigo, estou aqui!” Depois disso fiz o ritmo.
O calor não dava uma trégua, e um calor seco completamente diferente do brasileiro. Quilometro 20 e tudo bem, ali a separação de quem iria fazer a meia, depois fiquei sabendo que naquele ponto muita gente que estava inscrito na maratona, trocou pela mais curta prevendo que o calor ainda ia engrossar!
E toca a subir, e cada minuto ficava mais quente que o minuto anterior.
Vento? Nenhum.
Brisa? Nem sinal.
Ponto de água, ufa! Frutas! Cheguei bem animada no primeiro ponto de água
Mas muitas pessoas já estavam reclamando do calor.
No primeiro grande downhill, imaginei, “Já já o Sergio ta ai” Mas não! Dali segui o resto do percurso todo acompanhada apenas pelo bafo de calor insuportável.
A partir do quilometro 60 foi pura sobrevivência, cheguei no meu limite, fiquei mal, muito mal mesmo, sonhando com que os quilômetros finais da prova passassem rapidamente. Eu devia já saber que 88 km, NÃO SÃO 80 KM, são 90!!!
E quando passei pelo ultimo ponto de água, não eram apenas 10km que faltavam eram 18!!!
E mais uma vez, como na Alemanha, me peguei no limite das minhas forças, e ao invés de chorar de frio, estava morrendo de calor. Morrendo, literalmente.
Foi então que começou o jogo do contente. O Jogo do contente funciona assim; quando o mundo está acabando está tudo muito mal, como estava, você pensa em tudo o que podia ser pior;
“Poderiam ser 100km e não 90!”
“Poderia estar 50 graus e não 40!”
E assim as condições atuais melhoram.
“Ta certo!” “Socorro!”
E foi sofrendo, rastejando sem energias que terminei a prova. Uma prova bonita, bem organizada, porem dura e com muitas desistências pelas condições do tempo.
Agora já pensando na prova do final de semana que vem. Geo raid, que teve um trecho cancelado na etapa do ano passado por causa do calor. E dessa vez não teremos ponto de água da organização no caminho e a navegação será por gps.
“Socorooooooooooo”
Os meninos também acharam a prova muito dura, João Marinho ficou em 15 e o Zé Silva em 17!!! Se eles acharam a prova dura, imagina eu que pedalei horas a mais! Na minha categoria, das não federadas, largaram poucas, e só sobraram duas sobreviventes. Eu fui a segunda.
Nenhuma brisa se manifestava na largada da maratona do Vale de Vouga. E o sol já anunciava a TOSTA...1200 atletas prontos para largar, e nada prontos para o calor que estava por vir!
O Sergio disse que faria a prova comigo, eu achei ótimo! Fazer a prova em dupla é ter alguém para conversar e dividir a diversão. Nós primeiros quilômetros eu já me preocupava “Sergio cadê você?” ele vinha sempre atrás, de guarda costas :-)
“Lu não se preocupe comigo, estou aqui!” Depois disso fiz o ritmo.
O calor não dava uma trégua, e um calor seco completamente diferente do brasileiro. Quilometro 20 e tudo bem, ali a separação de quem iria fazer a meia, depois fiquei sabendo que naquele ponto muita gente que estava inscrito na maratona, trocou pela mais curta prevendo que o calor ainda ia engrossar!
E toca a subir, e cada minuto ficava mais quente que o minuto anterior.
Vento? Nenhum.
Brisa? Nem sinal.
Ponto de água, ufa! Frutas! Cheguei bem animada no primeiro ponto de água
Mas muitas pessoas já estavam reclamando do calor.
No primeiro grande downhill, imaginei, “Já já o Sergio ta ai” Mas não! Dali segui o resto do percurso todo acompanhada apenas pelo bafo de calor insuportável.
A partir do quilometro 60 foi pura sobrevivência, cheguei no meu limite, fiquei mal, muito mal mesmo, sonhando com que os quilômetros finais da prova passassem rapidamente. Eu devia já saber que 88 km, NÃO SÃO 80 KM, são 90!!!
E quando passei pelo ultimo ponto de água, não eram apenas 10km que faltavam eram 18!!!
E mais uma vez, como na Alemanha, me peguei no limite das minhas forças, e ao invés de chorar de frio, estava morrendo de calor. Morrendo, literalmente.
Foi então que começou o jogo do contente. O Jogo do contente funciona assim; quando o mundo está acabando está tudo muito mal, como estava, você pensa em tudo o que podia ser pior;
“Poderiam ser 100km e não 90!”
“Poderia estar 50 graus e não 40!”
E assim as condições atuais melhoram.
“Ta certo!” “Socorro!”
E foi sofrendo, rastejando sem energias que terminei a prova. Uma prova bonita, bem organizada, porem dura e com muitas desistências pelas condições do tempo.
Agora já pensando na prova do final de semana que vem. Geo raid, que teve um trecho cancelado na etapa do ano passado por causa do calor. E dessa vez não teremos ponto de água da organização no caminho e a navegação será por gps.
“Socorooooooooooo”
Os meninos também acharam a prova muito dura, João Marinho ficou em 15 e o Zé Silva em 17!!! Se eles acharam a prova dura, imagina eu que pedalei horas a mais! Na minha categoria, das não federadas, largaram poucas, e só sobraram duas sobreviventes. Eu fui a segunda.
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