Assutadas com o verão de 41 graus do dia anterior resolvemos que o domingo seria dia de utilizar o calor do sol ao nosso favor (porque pedalar, patinar, andar e até pensar estava fora de cogitação).
Descobrimos uma aventura tradicional do país: descer o rio boiando! Incrível não? As pessoas saem de casa munidas de bóias, sacos estanques para curtir uma corredeira e a "praia" que pode ser qualquer margem gramada.
A gente já tinha feito um trecho perto da casa do Ro e da Pati no dia anterior, mas o pensamento endurance e aventureiro achou que a técnica suiça podia ser aperfeiçoada. Porque fazer apenas dois quilometros se podemos fazer 15?!
Enquanto o Rodrio se perdia por aí com sua mtb de canote hidráulico novo, Pati e eu fomos ao desbravamento do rio Aarau. O plano era subir sentido contrário de trem. Munidas de saco estanque e bóia fomos até Rothrist que ficava seis estações do ponto de partida.
Saindo da estação seguimos para a margem do rio. Logo na entrada uma placa de advertência sobre a forte corrente que as hidrelétricas podem causar. Isso nos deu um frio na barriga e ainda na área que decidimos entrar não tinham pessoas mas também não tinham placas dizendo que era proibido, resolvemos seguir com o planejado.
Tomamos coragem e estramos na água, rapidamente já estávamos deslizando rio abaixo. Na nossa estréia logo deparamos com um castelo e igreja bem no nosso horizonte. Nos entreolhamos sorrindo com a alma; o dia estava apenas começando!
Pouco mais adiante surtamos com redemoinho que nos prendeu por alguns segundos (segundos esses que nos deixaram cientes de que se "ligassem" a hidrelétrica seríamos notícia).
A temperatura da água estava 23 graus e sem esforço a velocidade variava em torno dos 5 km/h. Após 1h30 de tour aquático já com um certo frio e avistando um clube resolvemos aportar.
Aqui na Suiça existem clubes publicos, muitos na margem dos rios com piscinas e ótimas instalações e por apenas 5 francos é possível desfrutar todo o dia. A cidade era Olten, o lugar exato onde tínhamos planejado almoçar. Lá mesmo nos informamos se o rio era "boiável" até o destino.
Após a curtição no clube e almoço, sabendo da previsão de mudança do tempo (estamos na Suiça é possivel ir do extremo calor ao frio em minutos) resolvemos seguir viagem.
Os últimos quilometros de rio incluiram o desvio de uma das hidrelétricas, muito frio e um começo de hipotermia (mea cupla: confesso que invocamos ela várias vezes no dia anterior).
Já perto do destino final saímos da água em outra barragem, sob um céu preto enfurecido resolvemos andar o quilometro restante.
De baixo de chuva e de alma lavada chegamos em casa!
Valeu Pati e Ro! Fechamos com chave de ouro a visita na casa de vocês!
Espero voltar em breve para mais aventuras na "base Suiça"
Many, many thanks!
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segunda-feira, 29 de julho de 2013
sábado, 27 de julho de 2013
GIGAHTLON - RELATO 6o dia de prova
LYSS - LAUSANNE
Na maioria das competições em estagio o ultimo dia costuma ser suave. Mas porque o Gigathlon seria como as outras?
Quase perdi a hora, acordei assustada com a Dri me chamando:
_ "Luli são 5.20h!"
Eu tinha que pegar um trem para a largada as 5.59 h ainda tinha que separar comida me arrumar e correr até a estação.
A Pati correu até o carro para buscar meu tênis enquanto a Dri separava comida e eu me arrumava ao mesmo tempo que enfiava um pão goela abaixo.
A largada era da patins. O dia começava logo com uma pernada de 40 k! Sai no meu ritmo sem me preocupar muito com os pelotões, mas a medida que patinava percebi que um pequeno fila se formava atras de mim. "Pelotão dos sem pelotão, talvez?"
No começo nao estava achando muita graça porque liderava e nao fazia diferença mas quando comecei a diminuir um suíço tomou a frente. Assim fomos alternando ate o primeiro ponto de água que ficava no meio do trecho.
Após vinte quilômetros eu já nao conseguia manter a mesma velocidade que girava em torno dos 20km/h e o pelotão acabou se disolvendo. Segui sonhando para chegar logo o trecho que tinha que tirar os patins.
1.5 k nao eram patináveis. Desamarrei o tênis da cintura peguei os patins na mão e sai correndo. Os pés até estranham!
Toca calçar o inline de novo e finalmente patinar até a transição.
Quando cheguei lá para a minha surpresa o Rodrigo estava junto com a Pati! Que delicia!
Com um sanduíche e tortinha de morango os dois me esperavam para me preparar para o trecho dobrado; "Bora nadar!"
Antes de entrar no lago dei uma olhada onde estavam as bóias. Pra que? Tinha bóia tão longe que mal dava para enxergar.
A ultima natação da semana! Quem diria que um dia nadaria 20 k em 6 dias? Sem pressa me despedi da água fria da Suíça.
Como a Dri estava com uma overdose de bicicleta e acumulados decidimos que seria melhor eu triplicar as pernas do que ela pegar uma dobradinha de bikes.
Após a natação comi mais um pouco e entrei para mountain bike.
O trecho começava com uma ascensão duríssima (agora imagina com acumulado de 5 dias) depois uma montanha russa de sobes e desces. Por fim contornos e voltas desnecessárias.
Quando eu estava quase chegando dou de cara com uma subida curta e absurdamente ingrime:
_ "&$#%^*¥!!!"
No auge da minha irritação olho para trás e vejo Giorgio (o italiano que fazia a prova solo) pedalando com determinação!
"Giorgio?"_ espantada ao vê lo com tanta energia.
"Luciana, you know about the cutoff, right?"
"Corte?"
A gente nunca tinha ficado perto de corte nenhum, essa era uma preocupação que sempre pareceu desnecessária até então.
Eram quase 5 horas, horário que supostamente deveríamos estar na área de transição. Eu nao sei de onde tirei forças rapidamente pulei sobre a bike e tentei acompanhar o italiano.
Cruzamos o pórtico as 5.03h e ficamos sabendo que o corte havia sido prorrogado em meia hora!
Após 10 horas de prova eu nao conseguia nem falar estava morta mas acabava ali a minha missao Gigathlon, passei o chip para a Dri que entrou para o trecho de roadbike.
Hora de descansar seguir com o Ro e a Pati para lausanne procurar um hotel comer e esperar a Dri.
O trecho mais fácil de roadbike da vida (segundo a Dri na hora que chegou na transição) teve complicações devido a um pneu furado. Foi uma epopéia trocar! Com ajuda externa os senhores que pararam mais atrapalharam porque conseguiram quebrar o bico da câmara. Após muita reza a Dri conseguiu que o vassoura buscasse uma nova com o Giorgio que acabava de passar e não tinha visto a Dri. Mais uma vez salvas pelo italiano!
Fomos a ultima equipe a chegar na transição finalmente prontas para o trecho de corrida, o tão esperado que iríamos correr juntas (se nao fosse as minhas 10 horas de prova):
Pati e Dri foram juntas #rumoaosdezesseis !
Os últimos 400 metros a equipe toda correu junta rumo a gloria! Rumo a uma das chegadas mais celebradas da nossa história! Com muito barulho e muita festa fomos recebidas pela platéia para a ultima dança! O Gigathlon era história!
Na maioria das competições em estagio o ultimo dia costuma ser suave. Mas porque o Gigathlon seria como as outras?
Quase perdi a hora, acordei assustada com a Dri me chamando:
_ "Luli são 5.20h!"
Eu tinha que pegar um trem para a largada as 5.59 h ainda tinha que separar comida me arrumar e correr até a estação.
A Pati correu até o carro para buscar meu tênis enquanto a Dri separava comida e eu me arrumava ao mesmo tempo que enfiava um pão goela abaixo.
A largada era da patins. O dia começava logo com uma pernada de 40 k! Sai no meu ritmo sem me preocupar muito com os pelotões, mas a medida que patinava percebi que um pequeno fila se formava atras de mim. "Pelotão dos sem pelotão, talvez?"
No começo nao estava achando muita graça porque liderava e nao fazia diferença mas quando comecei a diminuir um suíço tomou a frente. Assim fomos alternando ate o primeiro ponto de água que ficava no meio do trecho.
Após vinte quilômetros eu já nao conseguia manter a mesma velocidade que girava em torno dos 20km/h e o pelotão acabou se disolvendo. Segui sonhando para chegar logo o trecho que tinha que tirar os patins.
1.5 k nao eram patináveis. Desamarrei o tênis da cintura peguei os patins na mão e sai correndo. Os pés até estranham!
Toca calçar o inline de novo e finalmente patinar até a transição.
Quando cheguei lá para a minha surpresa o Rodrigo estava junto com a Pati! Que delicia!
Com um sanduíche e tortinha de morango os dois me esperavam para me preparar para o trecho dobrado; "Bora nadar!"
Antes de entrar no lago dei uma olhada onde estavam as bóias. Pra que? Tinha bóia tão longe que mal dava para enxergar.
A ultima natação da semana! Quem diria que um dia nadaria 20 k em 6 dias? Sem pressa me despedi da água fria da Suíça.
Como a Dri estava com uma overdose de bicicleta e acumulados decidimos que seria melhor eu triplicar as pernas do que ela pegar uma dobradinha de bikes.
Após a natação comi mais um pouco e entrei para mountain bike.
O trecho começava com uma ascensão duríssima (agora imagina com acumulado de 5 dias) depois uma montanha russa de sobes e desces. Por fim contornos e voltas desnecessárias.
Quando eu estava quase chegando dou de cara com uma subida curta e absurdamente ingrime:
_ "&$#%^*¥!!!"
No auge da minha irritação olho para trás e vejo Giorgio (o italiano que fazia a prova solo) pedalando com determinação!
"Giorgio?"_ espantada ao vê lo com tanta energia.
"Luciana, you know about the cutoff, right?"
"Corte?"
A gente nunca tinha ficado perto de corte nenhum, essa era uma preocupação que sempre pareceu desnecessária até então.
Eram quase 5 horas, horário que supostamente deveríamos estar na área de transição. Eu nao sei de onde tirei forças rapidamente pulei sobre a bike e tentei acompanhar o italiano.
Cruzamos o pórtico as 5.03h e ficamos sabendo que o corte havia sido prorrogado em meia hora!
Após 10 horas de prova eu nao conseguia nem falar estava morta mas acabava ali a minha missao Gigathlon, passei o chip para a Dri que entrou para o trecho de roadbike.
Hora de descansar seguir com o Ro e a Pati para lausanne procurar um hotel comer e esperar a Dri.
O trecho mais fácil de roadbike da vida (segundo a Dri na hora que chegou na transição) teve complicações devido a um pneu furado. Foi uma epopéia trocar! Com ajuda externa os senhores que pararam mais atrapalharam porque conseguiram quebrar o bico da câmara. Após muita reza a Dri conseguiu que o vassoura buscasse uma nova com o Giorgio que acabava de passar e não tinha visto a Dri. Mais uma vez salvas pelo italiano!
Fomos a ultima equipe a chegar na transição finalmente prontas para o trecho de corrida, o tão esperado que iríamos correr juntas (se nao fosse as minhas 10 horas de prova):
Pati e Dri foram juntas #rumoaosdezesseis !
Os últimos 400 metros a equipe toda correu junta rumo a gloria! Rumo a uma das chegadas mais celebradas da nossa história! Com muito barulho e muita festa fomos recebidas pela platéia para a ultima dança! O Gigathlon era história!
quinta-feira, 25 de julho de 2013
GIGATHLON -RELATO 5o dia de prova
BERN - BERN
O Quinto dia era uma celebração em Bern. Um time trial. Pernas curtas de
todas as modalidades. Era dia de socar a bota (se é que isso era possivel após
o volume insano dos quatro dias anteriores)
Largada de roadbike. As equipes largavam de um em um minuto. Dri falou
em português no microfone do speaker e a galera veio abaixo! O dia seria de
diversão.
Após a road bike de duas horas era minha vez de patinar. Não consegui colocar mais velocidade no patins e mantive a media dos dias anteriores patinando até o local da área de transição.
Após a road bike de duas horas era minha vez de patinar. Não consegui colocar mais velocidade no patins e mantive a media dos dias anteriores patinando até o local da área de transição.
Tínhamos combinado tudo na véspera, quem me daria apoio seria a Sabina,
apoio de uma outra equipe de ritmo
parecido com o nosso, já que nossa super mega apoio Pati deveria estar em outra
área e como o dia era rápido não havia tempo para essas mudanças.
Sabina ajudou a me trocar com uma velocidade incrível e uma organização
Suiça, a técnica que colocar a roupa de neoprene encantou a novata aqui; com
saquinhos plasticos nos pés e nas mãos rapidamente eu estava pronta para a
natação mais temida da semana.
Eram 6 quilometros de natação em rio, quilometragem essa que me fizera
amiga dos treinos longos na piscina. Nossa! Nem gosto de lembrar quantas vezes
nadei duas horas em piscina de 25 m. Além da distancia, a tradicional
temperatura gélida da água também assustava; e dessa vez seria a estreia numa
água de 15 graus.
O Gigathlon nos ensinou que sofrer por antecipação é sofrer uma vez a
mais. Sofremos na véspera da primeira largada depois descobrimos que tínhamos
errado a data. Sofri com a natação do terceiro dia e ela foi café pequeno. Essa
lição se tornava mais nítida a medida que os dias passavam. Sofrer antes pra
que?
A assutadora natação em água gelada se tornou um dos trechos que mais me
diverti na prova. Seis quilometros foram percorridos em quarenta e cinco
minutos! Quando entrei no rio e vi a correnteza fiquei adrenada "Isso vai
ser divertido!"
Perguntei para uma das mulheres do resgate que ficavam na margem do rio
de água turquesa:
_"Qual é o segredo?"
_"O segredo é nadar no meio!"
Se não fosse o frio da água daria facilmente para ficar parada no maior
estilo bóia cross, mas nesse caso nadar estava altamente divertido; era possível
ver o chão passando a milhão embaixo das minhas braçadas de super heroína!
_"Que nadar no meio o que!" me sentindo um duck (caiaque
inflável) fui escolhendo o lado do rio que a corredeira era mais agressiva.
Claro que algumas boas vezes engoli água.
Duzentos metros antes de chegar tinha uma mulher gritanto no megafone a
margem que deveria ser pega para que os atletas não passasem direto. E olha que
isso aconteceu muito! Era quase tão difícil parar quanto patins! Hahaha
Saí da água tremendo e vibrando: "Amei! Quero brincar mais!"
A Dri entrou para o Mountain bike e eudepois de um frango com batatas fritas providenciado
pela nutricionista da equipe, segui junto com a pati para a área de transição
seguinte.
Como o dia era curto as áreas de transição estavam sempre cheias e
animadas com a troca dos atletas, principalmente nas equipes de cinco pessoas,
a energia e vontade de não querer perder tempo tornava tudo movimentado.
Quando a Dri chegou na transição eu rapidamente saí para o trecho de
corrida. Eu tinha plateia e nove quilômetros, que mistura explosiva! O que
poderia ser parte de uma competição de endurance se tornou em uma competição de
velocidade.
O percurso era ao lado do rio, eu corria num ritmo rápido e o melhor de
tudo que mesmo após todos os dias de competição meu corpo respondia bem. A gente
é capaz de tanto, e muitas vezes nem se dá conta!
Fiz os 9 k em 50 minutos, nada mal! E com uma festa alucinante, uma torcida
ensurdecedora cheguei correndo para terminar o quinto dia numa das principais
praças de Bern! Claro mais uma vez a dança e dessa vez com muita plateia!
Faltava só um dia!
segunda-feira, 22 de julho de 2013
GIGATHLON - RELATO 4o dia de prova
ENNETBÜRGEN - BERN
A tranquilidade da largada do quarto dia (por já termos vencido a etapa Rei no dia anterior) foi comprometida quando Simone disse que o dia seria a etapa Rainha!
"Poxa vida Simone! Você disse que se passásemos ontem estaríamos bem na prova e agora vem com esse papinho de etapa Rainha?" _ tentando negociar mais um dia difícl que viha pela frente.
Mais uma largada de natação. Dessa vez tinha que pegar um barco que nos levaria até a cidade de partida. A largada foi dada dentro da embarcação, os atletas saiam correndo até o ponto de entrar na água. Dessa vez a natação diferentemente dos dias anteriores era de um ponto à outro. O visual também era muito bonito apesar de pouco poder ser apreciado na modalidade. Meus braços começavam a sentir mais o acumulado dos dias.
Saí da água com ajuda da Pati me troquei para entrar no trecho de mountain bike. Com o passar dos dias fomos ajustando a troca de modalidades; o plano inicial era a Dri fazer as duas bikes seguidas, mas com o desgaste acumulado da mesma modalidade, achamos melhor a dobradinha ficar comigo na natação e mtb.
Saí forte no começo tentando pegar vácuo nos trechos mais planos e ainda fora de trilha, sabia que não conseguiria manter aquele ritmo até o final. O tempo todo da competição joguei com todas as cartas e usei a força que tinha, porque era dificil prever como o corpo iria reagir no resto do dia. Na maioria das vezes os descanços (mesmo que preenchidos de atividades e transições) permitiam que o corpo recuperasse.
De volta a Ennetbürg, hora de passar o chip para a Dri que sairia para mais um dia dificil sobre a bike de estrada com 110 k e 1600 de acumulado. Talvez a roadbike tenha sido a modalidade mais rejeitada pela equipe. Na nossa divisão de modalidades a Dri acabou ficando com a "speed" já que eu fuidesignada para a natação e patins. Nós definitivamente não somos mulheres de asfalto, nosso negocio é lama, mas:
"Bora lá Dri! Vai com tudo!"
"Chega de dormir na van!"
"Eba! Falante. ótimo sinal!" Isso definiria a resposta que havíamos postado no Facebook de quem faria a perna final de corrida.
Hora de patinar. O trecho foi bem desgastante, estava quente e o esforço da natação e mtb estava pesando. O visual era maravilhoso; vastos campos de trigo e cores diferentes, girassóis, um horizonte infinito dourado pela luz de final do dia.
Cheguei na transição muito cansada, não encontrei com as meninas que estavam esperando o trem (unico meio de chegar lá) Fui ajudada por outras equipes de apoio, me deram de comer e beber. Quando chegaram, a Pati estava pronta para entrar no trecho de 24 k de corrida com a Dri. Pois é! Todos votaram que quem deveria correr era a Pati! Lá foram as duas!
domingo, 21 de julho de 2013
Da Suiça para Itália
Após quase 15 dias de Suíça e da dura competição hora de aproveitar o verão europeu e seguir para onde os ventos levassem.
Sair do pais do chocolate e entrar no pais da pizza não foi nada fácil. Como países tão diferentes podem fazer fronteira?
Entre Suíça e Italia falta uma zona neutra de adaptação:
"Boa tarde! Indo para Italia? Apesar do mesmo fuso horário aconselhamos a mudar a hora de seu relógio e leve esses tampões de ouvido!"
Entrar na Italia é entrar de convidado numa festinha de criança e sem filho.
Descer do trem no horário que estava previsto foi o primeiro erro; estação errada o trem estava atrasado!
Seguindo os sinais, o destino parecia querer me levar para o extremo sul; num vôo que saiu pontualmente duas horas atrasado embarquei para Palermo, a capital da Sicília.
Minha viagem sozinha tinha começado. Seguindo as pesquisas resolvi pedalar por Palermo para conhecer um pouco de uma cidade tão rica em história. A arquitetura antiga impressiona, mas o caos cansa. Hora de ir para praia.
Demorei quase duas horas até descobrir que eu teria que ceder as negociações com os taxistas para chegar ate San Vito Lo Capo.
Taxista na Italia. Outro capítulo a parte, voltemos a área de adaptação:
"Boa tarde! Indo pegar taxi na Italia? Tem certeza que quer deixar a Suíça?"
O combinado seria que pagaria todo o dinheiro que eu tinha na carteira menos 10 euros para que me deixasse no destino escolhido.
O taxista para não fazer a viagem de 120 k sozinho parou no meio do caminho para pegar um amigo. Pronto! A minha festinha de criança particular estava criada. Meu Deus! Como esse povo fala; e entre gestos, articulações e exclamações ainda sobrava tempo buzinar e xingar o próximo.
Com meus tampões de ouvido consegui desfrutar a vista, plantações e campos de uma planície vasta emoldurada por pedreiras.
"Pronto! Chegamos. San Vito esta a 350 metros, você monta sua bicicleta e vai pedalando!"
Como era uma descida eu nao me incomodei em sair do carro, mas ainda tive que negociar o negociado e pedir por favor para ficar com os 10 euros como combinado.
Em cima da bike em direção a San Vito eu já havia pedalado dois quilômetros (após os tais 350 metros) achei uma praia linda aproveitei para me refrescar um pouco e não verbalizar as duas únicas palavras que sei em italiano.
"Boa tarde! Esta indo para Italia? Leve aqui esse conversor métrico 350 metros eqüivalem a 10 quilômetros!"
Após uma hora de pedal finalmente cheguei ao vilarejo charmoso com praia de areia branca e água turquesa. A aventura continua...
Sair do pais do chocolate e entrar no pais da pizza não foi nada fácil. Como países tão diferentes podem fazer fronteira?
Entre Suíça e Italia falta uma zona neutra de adaptação:
"Boa tarde! Indo para Italia? Apesar do mesmo fuso horário aconselhamos a mudar a hora de seu relógio e leve esses tampões de ouvido!"
Entrar na Italia é entrar de convidado numa festinha de criança e sem filho.
Descer do trem no horário que estava previsto foi o primeiro erro; estação errada o trem estava atrasado!
Seguindo os sinais, o destino parecia querer me levar para o extremo sul; num vôo que saiu pontualmente duas horas atrasado embarquei para Palermo, a capital da Sicília.
Minha viagem sozinha tinha começado. Seguindo as pesquisas resolvi pedalar por Palermo para conhecer um pouco de uma cidade tão rica em história. A arquitetura antiga impressiona, mas o caos cansa. Hora de ir para praia.
Demorei quase duas horas até descobrir que eu teria que ceder as negociações com os taxistas para chegar ate San Vito Lo Capo.
Taxista na Italia. Outro capítulo a parte, voltemos a área de adaptação:
"Boa tarde! Indo pegar taxi na Italia? Tem certeza que quer deixar a Suíça?"
O combinado seria que pagaria todo o dinheiro que eu tinha na carteira menos 10 euros para que me deixasse no destino escolhido.
O taxista para não fazer a viagem de 120 k sozinho parou no meio do caminho para pegar um amigo. Pronto! A minha festinha de criança particular estava criada. Meu Deus! Como esse povo fala; e entre gestos, articulações e exclamações ainda sobrava tempo buzinar e xingar o próximo.
Com meus tampões de ouvido consegui desfrutar a vista, plantações e campos de uma planície vasta emoldurada por pedreiras.
"Pronto! Chegamos. San Vito esta a 350 metros, você monta sua bicicleta e vai pedalando!"
Como era uma descida eu nao me incomodei em sair do carro, mas ainda tive que negociar o negociado e pedir por favor para ficar com os 10 euros como combinado.
Em cima da bike em direção a San Vito eu já havia pedalado dois quilômetros (após os tais 350 metros) achei uma praia linda aproveitei para me refrescar um pouco e não verbalizar as duas únicas palavras que sei em italiano.
"Boa tarde! Esta indo para Italia? Leve aqui esse conversor métrico 350 metros eqüivalem a 10 quilômetros!"
Após uma hora de pedal finalmente cheguei ao vilarejo charmoso com praia de areia branca e água turquesa. A aventura continua...
sexta-feira, 19 de julho de 2013
GIGATHLON - Relato do 3o dia de prova
ENNETBÜRGEN
A noite na van foi estressante, eu pouco dormi. Tive ataques de panico sentindo falta de ar angustiada com a largada que estava marcada para as 5.30 da manhã em águas gélidas. Durante a noite confesso que repensei na competição; comparando o sofrimento com as longas provas de aventura.
A noite na van foi estressante, eu pouco dormi. Tive ataques de panico sentindo falta de ar angustiada com a largada que estava marcada para as 5.30 da manhã em águas gélidas. Durante a noite confesso que repensei na competição; comparando o sofrimento com as longas provas de aventura.
Ainda no escuro a Pati me acompanhou de onibus até a largada. O visual a
beira do lago era algo de emocionar, o céu rosado anunciava o dia de sol, por
trás das montanhas de contornos escuros refletidas no lago. O pórtico
emoldurava o visual.
Simone, um dos organizadores da prova, do fã clube da equipe cor de rosa
aproximou se:
_"Como vocês estão? Espero que estejam bem e preparadas, hoje é a
etapa rei, a mais dificil da competição! Quem vai fazer a bike de
estrada?"
Esquecendo meu medo de entrar na água gelada: _"A Dri! Porque? a
Dri vai morrer?"
"A Dri vai morrer!"
Sem que eu pudesse descobrir mais detalhes do percurso foi dada a
largada, eu fui uma das últimas a entrar na água, tentando ignorar um Suiço que
reclamava da baixa temperatura da mesma. "Fala sério amigo! Eu sou
brasileira e você vem dizer para MIM que a água tá gelada?"
Sorte que devido a temperatura da água o percurso foi reduzido pela
metade e a Phelps aqui achando que tinha nadado 3 k em 30 min. Mas melhor
entrar na água achando que tem que nadar 3 e nadar apenas 1,5k.
Na transição para a bike de estrada, eu não quis dizer nada para a Dri.
Simplesmente a abracei tentando tranferir minha energia: "Boa sorte Dri!
Te amo!"
A etapa Rei, não era apenas dura em perurso, era complicadíssima em
logística também. Dali pegamos o carro para outra cidade. Dessa cidade, eu
deveria pegar o trem para outro local e a Pati ainda deveria levar minha bike
para outra transição. Separação total da equipe.
Começamos a ficar desconfiadas que a Dri demoraria muito mais que o
previsto quando conversamos com outras equipes sobre o percurso e previsões.
Enquanto esperava a Dri fui até um restaurante comer e dar uma
entrevista para um repórter de um dos jornais do país. (veja a reportagem aqui)
Após 7.40h de pedal a Dri chegou chorando! Pedalou 121 k Subiu 33 k e
2650 de altitude. Se a etapa o dia era o rei, a Dri era a Rainha, guerreira e
durona (mesmo chorona) garantiu que continuássemos na prova.
Saí para o patins. O acumulado da distancia já começava a ser sentido
nos músculos específicos da modalidade. Freiar já não era mais um mistério e
nem uma vontade; eu rezava nas descidas porque já não tinha mais vontade de
parar.
O visual era maravilhoso, uma estrada sinuosa ao lado de um lago azul
turquesa margeado por enormes montanhas rochosas. Cheguei para a transição
patins / mountain bike encontrando a Pati que me ajudou na troca, eu
continuaria na prova, uma mudança de estratégia que tínhamos adotado na véspera
para poupar um pouco a Dri.
Minha estréia no mountain bike, com pouco treino especifico entrei para
a subida interminável (1500m) cheia de vontade. Descobrimos que mudar de
modalidade e músculos fazia bem! Seguia acompanhando o lindo lago azul
turquesa, pedalava emocionada! Viva!
Curti tanto a subida quanto a descida e após 3.40h de pedal a Dri já um
pouco recuperada de seu pedal de 7.40 entrou para o último trecho de corrida.
A chegada da equipe mesmo tardia (por volta das 11 da noite todos os
dias) já começava a ser bem esperada e comemorada. O DJ já sabia que tinha que
colocar uma musica animada porque o trio se juntava para a dança de comemoração
de mais uma conquista. A Etapa Rei tinha ficado para trás!
quinta-feira, 18 de julho de 2013
GIGATHLON - Relato 2o dia de prova
CHUR - ENNETBÜRGEN
A largada para o segundo dia foi um pouco assustadora; quando chegamos no pórtico comecei a analisar os outros corredores e percebi que estavam todos leves, sem mochila.
"Vai se infiltrando!"_ Nosso grito de guerra em ação, Dri e Pati agitavam a pacata manhã.
"Oh my God! Eu não estou praparada para correr quase meia maratona esprintando!"
A corrida foi fácil, sua maior parte foi por caminhos de terra, dava para ficar num ritmo bom e mesmo com o esforço da subida da véspera eu sentia que meu corpo responder.
Após duas horas e meia estava na transição. A Dri entrou para perna de 81 k de roadbike. No acumulado as modalidades que não tínhamos tanta base começavam a pegar. O calor também começava apertar.
Pati e eu esperávamos em Lachen, a Dri demorou mais do que o previsto, sua chegada começou a deixar a equipe preocupada. No final do trecho ela sentiu o calor e sofreu mais do que o esperado.
Eu entrei correndo de neoprene para 3 k de natação, dessa vez sem medo nenhum da agua gelada, o calor era tão intenso que eu estava era mais preparada para congelar. Consegui criar um sistema pessoal de navegação de bóia para bóia na triangulação do azimute para tentar otimizar ao máximo as braçadas.
Depois do refrescante trecho entrei para a estreia do patins em uma perna longa. Ai foi quando fritei e sofri muito. Resolvi patinar com o meu patins antigo (levei dois pares para a competição) porque já estava com os pés doloridos do primeiro dia. Mas se querem saber, acho que nenhum pé resiste bem a mais de duas horas de esforço dentro de uma bota.
Quando eu cheguei, visivelmente abalada pelo calor a Dri já veio:
_"Ah! Agora está sentindo um pouco do que eu senti!"
E partiu para a ultima modalidade do dia mountain bike. Sem levar nada de casaco.
Pati e eu seguimos de carro para Ennetbürgen, a cidade do acampamento seguinte. Supostamente quando chegássemos deveríamos montar a barraca.Pudera! Estava um temporal de verão daqueles!
"E agora?"
Nesse momento começou o perrengue. Nesse momento percebemos a dificuldade de ter apenas um apoio. Foi o primeiro dia sem banho.
Peguei o jantar enquanto aguardávamos pela Dri. A ansiedade de esperar, no escuro, não saber que dificuldade ela estava enfrentando, se estava sofrendo com o frio, com a chuva, fazia com que o descanso fosse adiado. Meu corpo já estava parado mas a cabeça continuava na prova.
Após 14 horas de competição ver a Dri cruzar o pórtico de chegada com sorriso de orelha a orelha e falante (como costuma ficar quando tudo corre bem) foi um alívio para mim e para Pati. Hora de ir para a nossa van e tentar dormir um pouco para o dia seguinte.
A largada para o segundo dia foi um pouco assustadora; quando chegamos no pórtico comecei a analisar os outros corredores e percebi que estavam todos leves, sem mochila.
"Vai se infiltrando!"_ Nosso grito de guerra em ação, Dri e Pati agitavam a pacata manhã.
"Oh my God! Eu não estou praparada para correr quase meia maratona esprintando!"
A corrida foi fácil, sua maior parte foi por caminhos de terra, dava para ficar num ritmo bom e mesmo com o esforço da subida da véspera eu sentia que meu corpo responder.
Pati e eu esperávamos em Lachen, a Dri demorou mais do que o previsto, sua chegada começou a deixar a equipe preocupada. No final do trecho ela sentiu o calor e sofreu mais do que o esperado.
Eu entrei correndo de neoprene para 3 k de natação, dessa vez sem medo nenhum da agua gelada, o calor era tão intenso que eu estava era mais preparada para congelar. Consegui criar um sistema pessoal de navegação de bóia para bóia na triangulação do azimute para tentar otimizar ao máximo as braçadas.
Depois do refrescante trecho entrei para a estreia do patins em uma perna longa. Ai foi quando fritei e sofri muito. Resolvi patinar com o meu patins antigo (levei dois pares para a competição) porque já estava com os pés doloridos do primeiro dia. Mas se querem saber, acho que nenhum pé resiste bem a mais de duas horas de esforço dentro de uma bota.
Quando eu cheguei, visivelmente abalada pelo calor a Dri já veio:
_"Ah! Agora está sentindo um pouco do que eu senti!"
E partiu para a ultima modalidade do dia mountain bike. Sem levar nada de casaco.
Pati e eu seguimos de carro para Ennetbürgen, a cidade do acampamento seguinte. Supostamente quando chegássemos deveríamos montar a barraca.Pudera! Estava um temporal de verão daqueles!
"E agora?"
Nesse momento começou o perrengue. Nesse momento percebemos a dificuldade de ter apenas um apoio. Foi o primeiro dia sem banho.
Peguei o jantar enquanto aguardávamos pela Dri. A ansiedade de esperar, no escuro, não saber que dificuldade ela estava enfrentando, se estava sofrendo com o frio, com a chuva, fazia com que o descanso fosse adiado. Meu corpo já estava parado mas a cabeça continuava na prova.
Após 14 horas de competição ver a Dri cruzar o pórtico de chegada com sorriso de orelha a orelha e falante (como costuma ficar quando tudo corre bem) foi um alívio para mim e para Pati. Hora de ir para a nossa van e tentar dormir um pouco para o dia seguinte.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
GIGATHLON - RELATO 1o dia de prova
CHUR - CHUR
O primeiro dia de prova é para descobrir o tamanho da encrenca que a gente se meteu!
A Dri abriu a prova com os 85 k de roadbike bem variados em altimetria com 1650 de ascensão sob a torcida do resto da equipe Pati nossa apoio e nutricionista e eu. Logo depois de nos despedirmos da Dri, Pati e eu seguimos para outra cidadezinha onde seria a área de transição.
A Dri chegou do primeiro trecho de roadbike muito cansada, disse que passou por lugares maravilhosos mas sofreu com as subidas no asfalto.
Minha estréia na natação quebrou o medo que eu tinha das águas gélidas. Na véspera quando anunciaram que a temperatura iria estar em torno dos 18 graus os Suíços comemoraram!
(melhor nem comentar...)
O caso é que foi bem mais tranquilo que eu imaginava.
Nadei os quase 3 k em um lago de águas cristalinas e fundo cheio de vegetação, o que ia me distraindo a cada braçada. Em uma hora saí da água. A Dri me esperava na transição para ajudar a me trocar para o trecho de trekking.
O trecho de trekking era de 11 com um acumulado de 1500m de desnível. A bagagem da Transalpine (prova de corrida que fizemos no ano passado) fez com que a subida íngrime não fosse surpresa, coberta de neve garantia uma vista de tirar o fôlego atingindo o ponto mais alto da prova a 2.681 m.
Do topo peguei a gôndola para descer e passar o "bastão" para Dri que seguiu para o mountain bike: 39 quilômetros enganavam na altimetria, apesar de descer muito, trechos bem técnicos em single tracks exigiam habilidades dos bikers.
Da transição seguinte saí para 18 k de patins. O tabu das descidas se desfez como o da água gelada. logo no primeiro quilômetro fui praticamente obrigada aprender a frear os patins; uma descida enorme seguida por uma curva e entrada em um tunelzinho de passagem subterrânea. Talvez por algum mecanismo do nosso corpo frear deixa de ser uma opção e vira sobrevivência.
Chegando ao acampamento quase mato as meninas que ainda não estavam prontas para a chegada do primeiro dia, foi um corre corre que só e no pórtico rolou a dancinha da Flower People, a estréia da Pati!
12.40 h de competição, num dia curto (159 k) de quilometragem comparado com os seguintes. Isso já anunciava que a brincadeira seria longa! Melhor se preparar!
O primeiro dia de prova é para descobrir o tamanho da encrenca que a gente se meteu!
A Dri abriu a prova com os 85 k de roadbike bem variados em altimetria com 1650 de ascensão sob a torcida do resto da equipe Pati nossa apoio e nutricionista e eu. Logo depois de nos despedirmos da Dri, Pati e eu seguimos para outra cidadezinha onde seria a área de transição.
A Dri chegou do primeiro trecho de roadbike muito cansada, disse que passou por lugares maravilhosos mas sofreu com as subidas no asfalto.
Minha estréia na natação quebrou o medo que eu tinha das águas gélidas. Na véspera quando anunciaram que a temperatura iria estar em torno dos 18 graus os Suíços comemoraram!
(melhor nem comentar...)
O caso é que foi bem mais tranquilo que eu imaginava.
Nadei os quase 3 k em um lago de águas cristalinas e fundo cheio de vegetação, o que ia me distraindo a cada braçada. Em uma hora saí da água. A Dri me esperava na transição para ajudar a me trocar para o trecho de trekking.
O trecho de trekking era de 11 com um acumulado de 1500m de desnível. A bagagem da Transalpine (prova de corrida que fizemos no ano passado) fez com que a subida íngrime não fosse surpresa, coberta de neve garantia uma vista de tirar o fôlego atingindo o ponto mais alto da prova a 2.681 m.
Do topo peguei a gôndola para descer e passar o "bastão" para Dri que seguiu para o mountain bike: 39 quilômetros enganavam na altimetria, apesar de descer muito, trechos bem técnicos em single tracks exigiam habilidades dos bikers.
Da transição seguinte saí para 18 k de patins. O tabu das descidas se desfez como o da água gelada. logo no primeiro quilômetro fui praticamente obrigada aprender a frear os patins; uma descida enorme seguida por uma curva e entrada em um tunelzinho de passagem subterrânea. Talvez por algum mecanismo do nosso corpo frear deixa de ser uma opção e vira sobrevivência.
Chegando ao acampamento quase mato as meninas que ainda não estavam prontas para a chegada do primeiro dia, foi um corre corre que só e no pórtico rolou a dancinha da Flower People, a estréia da Pati!
12.40 h de competição, num dia curto (159 k) de quilometragem comparado com os seguintes. Isso já anunciava que a brincadeira seria longa! Melhor se preparar!
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