segunda-feira, 5 de setembro de 2011

HAKA RACE - PASSA QUATRO

Segunda etapa do Haka, uma corrida de aventura bacana, que eu corro com meu treinador Caco nesse ano.
Competir com a bandeira Selva tem o peso da responsabilidade. Eu não nasci para entrar numa corrida como favorita, quem nasceu foi meu treinador, que está no ranking top 10 das melhores equipes do Brasil. Ao mesmo tempo o fato de estar correndo com um amigo deixa tudo mais fácil.
Sábado as 10 horas da manhã todos alinhados no pórtico de largada.


Seriam 25 km de trekking com direito a uma parada para um rapel no meio disso e depois 25 km de bike.
Eu já larguei clipada no Caco, sem mochila e sem peso nenhum para me atrapalhar. Os primeiros quilometros dava para correr porque eram em estrada, mas não demorou muito e começou uma subida interminável. Subida é o nome do meio das provas organizadas pelo Léo. Eu nunca perguntei, mas no mínimo ele deve escolher a prova pela variação da altimetria local.


Antes de chegar no rapel, o primeiro vara-mato. Daqueles caprichados! Eu estou com os braços e pernas todos arranhados! Quando chegamos lá já haviam alguns atletas por ali, o Caco me deixou e desceu para me esperar lá embaixo. Logo entrei na corda e fiz o rapel numa cachoeira linda de 45 metros! Incrível! Antes de descer já fui pressionada por outras equipes que vinham atrás.
"Caco! Tá todo mundo lá em cima, bora correr!"


Ha quatro meses atrás eu passei por Passa Quatro quando estava fazendo a Bike Trip Campos de Jordão - Paraty com João e a gente tinha passado pelo mesmo túnel que era trajeto da prova. A medida que eu ia correndo tinha flashes das passagens de bike pelo mesmo lugar. O Caco levava headlamp para atravessar o túnel da Maria fumaça, então cruzar os 900 metros correndo no trilho do trem, foi um tanto mais rápido que atravessar com as bikes no escuro. rs!

Depois da escuridão, entramos na segunda grande subida, e nela o segundo grande vara-mato. Passamos por um PC que era da prova light e a staff  falou
"Nossa vocês foram os únicos que passaram aqui sem bikes!"
"Estamos indo buscar as bikes." respondi
Isso poderia ser um ótimo ou um péssimo sinal.

No final do morro o vara mato, ficamos uma hora nos desenroscando. E finalmente chegamos na transição. Para nossa felicidade éramos os primeiros! Navegação perfeita! Finalmente bike!


Tínhamos deixado as bikes no dia anterior na transição e eu achava que seria impossível subir mais. Imaginado que dalí em diante seria um downhill de 25 km de extensão. Claro que foi um lapso de memória em não lembrar que a prova era o Haka!

Perguntando para uma local:
"Passa quatro tá longe?"
"Ta longeeeeee..."
"E essa subida?" _ Luli
"Ix! 10 anos!"

Quando eu e o Caco fizemos as contas de que nos conhecíamos apenas há sete, começamos a ficar um tanto receosos. E não é que a mulher tinha razão? Dez anos depois estávamos lá em cima.

Aí sim, tivemos o gostinho de descer. De sentir o vento na cara, curtir aquele visual maravilhoso de um dia caipira sob um imenso céu azul. No centro da cidade termina a nossa prova, chegamos em primeiro na geral!

Caco, eu disse e repito, muito obrigada pelo convite e pela confiança de saber que eu vou conseguir te acompanhar, mesmo que seja puxada...
Valeu New Balance, essa prova foi especial correr com o 101, o tenis de trilha mais leve que eu já tive!

Isso foi o sábado. Domingo ainda teve o Big Biker. Fiquem aí!

Um comentário:

João Marinho disse...

estas provas são animal! adorava experimentar! Parabéns pela prestação Brasileira!